Portugal faz parte do grupo de países cujo nível de insolvência se deverá manter na categoria “Elevado” durante o próximo ano, ao lado de Espanha, Irlanda, Itália, República Checa e Rússia. Ainda assim, a Crédito y Caución antecipa uma queda de 2% para o mercado nacional.
No geral, um cada três países enfrentará um aumento das insolvências em 2020, com os maiores saltos esperados no Reino Unido e em Hong Kong (7%). Seguem-se Turquia, Singapura e Roménia (5%).
O mais recente “Economic Outlook” da seguradora de crédito aponta para um aumento global de 2,6%. O relatório revela que os níveis de insolvência são mais sensíveis à actual incerteza comercial do que à evolução do PIB, acrescentando ainda que as barreiras comerciais geram lucros para alguns sectores e perdas para outros, o que poderá ser compensado com o crescimento económico. Porém, o número de falências sofrerá um incremento.
“Embora as perspectivas de insolvência para 2019 e 2020 sejam pessimistas, o aumento das insolvências está relativamente contido nos 3% ao ano face aos aumentos de mais de 30% em 2008 e de 25% em 2009”, sublinha o relatório.
Sobre este ano, a Crédito y Caución indica que Europa de Leste deverá ser a única região em todo o mundo onde o número de insolvências não aumentará, esperando-se até uma melhoria. O resto do mundo não apresenta o mesmo cenário: a previsão é de um crescimento global na ordem dos 3%.
“A desaceleração industrial mundial e a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China estão a agravar os desafios para as empresas. As perspectivas sombrias para o comércio e a incerteza da política comercial pesam no sentimento empresarial e no crescimento do investimento, o que aumenta os riscos de crédito”, conclui o relatório.




