Portugal registou um aumento de quase 9% em janeiro último face ao mesmo período do ano passado, segundo revelaram esta quarta-feira os dados da COSEC1 – Companhia de Seguro de Créditos.
De acordo com a projeções da Allianz Trade, acionista da COSEC, as insolvências em Portugal apontavam, no final de 2022, para uma subida de 20%, sobretudo devido ao agravamento das pressões inflacionistas sentidas na economia mundial mas também à crise energética e às perturbações nas cadeias de abastecimento.
Já a nível da União Europeia, os dados da líder mundial em seguro de créditos apontavam para que as insolvências crescessem 17% em 2023.
“Depois de dois anos de pandemia, em que as insolvências se mantiveram em níveis baixos, graças aos apoios dados à economia, a escalada da inflação em 2022, após a eclosão da guerra na Ucrânia, foi desafiante para muitas empresas devido ao aumento galopante dos custos”, reconheceu Vassili Christidis, CEO da COSEC, sublinhando: “Ainda que a maioria das empresas tenha sido impactada pelos efeitos da inflação, há algumas, em particular em alguns sectores mais vulneráveis, que não conseguiram subsistir ao enquadramento económico.”
O aumento das insolvências fez-se sentir ‘com maior violência’ no sector dos Serviços e o da Construção em janeiro último – já os sectores da energia, computadores e telecomunicações foram os que verificaram um menor número de insolvências, à semelhança do que aconteceu em 2022.
No que diz respeito à localização geográfica, é nos distritos de Lisboa e Porto onde se registaram o maior número de empresas insolventes.














