Inovação tecnológica: o presente ou o futuro?

Por Ivo Marinho, Co-fundador e CPO da StoresAce

 

Vivem-se tempos de mudança. Os últimos três anos têm sido marcados por conjunturas que afetam, inevitavelmente, as empresas. Da pandemia à guerra na Ucrânia, muitas são as transformações que nos fazem pensar na forma como se conduzem os negócios. Lidamos, atualmente, com os efeitos destas circunstâncias, especialmente a nível económico, e percebemos que, daqui para a frente, continuarão a surgir desafios dos quais não estamos à espera, mas aos quais teremos de nos adaptar. E essa adaptação passa, obrigatoriamente, pela inovação.

Num mundo em constante mudança, em que a imprevisibilidade é a palavra de ordem e em que a tecnologia está a acelerar tudo e todos, a inovação deve estar no centro da estratégia de qualquer empresa, independentemente do setor em que opera. Disponibilizar produtos novos ou mais completos e acompanhar não só as tendências do mercado como a evolução da sociedade é acrescentar valor aos clientes e consumidores e, consequentemente, conquistar novos mercados. Além disso, a inovação também nos permite ser mais eficientes e produtivos, e inovar em processos tecnológicos possibilita que sejamos mais rápidos e consigamos produzir em maior quantidade, com qualidade e de forma rentável.

Olhemos para os períodos pandémico e pós-pandémico. Assistiu-se a uma clara alteração no paradigma de comercialização. O mundo exigiu que assim o fosse. A aposta em plataformas digitais e no e-commerce disparou. Embora possa parecer contraditório, uma vez que o contacto presencial acaba por deixar de existir, a verdade é que recorrer à tecnologia aproxima as empresas dos seus clientes e isso só é possível porque se aposta na tecnologia e se reconhece os seus benefícios. O mesmo aconteceu com as formas de trabalho. Se, até há três anos, a maioria das pessoas não imaginava trabalhar de outra forma que não presencialmente, hoje, muitas são as pessoas para quem o trabalho presencial já deixou de ser uma opção. A pandemia mostrou-nos que a evolução dos processos tecnológicos nos permite ser tão ou mais eficazes do que antigamente.

Por sua vez, ao longo dos últimos meses, a inflação tem vindo a causar inúmeros constrangimentos às empresas. Os preços sobem, as matérias-primas escasseiam e as preocupações crescem. A aposta na inovação tecnológica apresenta-se, assim, como uma forma de reagir a estas crises, na medida em que permite a otimização de um negócio a vários níveis. Se tivermos, por exemplo, uma melhor organização do nosso inventário, se soubermos exatamente aquilo que temos de comprar e em que datas precisamos de o fazer, não só melhoramos a nossa eficácia, como evitamos quebras e diminuímos o desperdício.

Atualmente, aquilo que se sente é que as empresas têm plena consciência de que a aposta na inovação e em soluções tecnológicas é essencial para fazer um percurso de recuperação económica ou para gerar lucro. Apostar em tecnologia passou a ser uma peça fundamental para um negócio e é cada vez mais claro que se trata de um investimento com retorno, muitas vezes mais rápido do que se espera. Caminhamos, a passos largos, para um futuro progressivamente mais tecnológico, capaz de reduzir a incerteza que os tempos que vivemos impõem, aproximando-nos e permitindo-nos continuar a crescer.

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