O presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira que estava apenas a ser sarcástico quando sugeriu que os americanos deviam injectar desinfectante no organismo para combater o novo coronavírus, de acordo com o ‘Business Insider’.
Trump disse que as suas declarações foram feitas de forma «sarcástica» para «ver o que acontecia a jornalistas, como vocês», referiu dirigindo-se à comunicação social norte-americana. «Agora, desinfectante nas mãos talvez funcione», continuou Trump.
«Eu perguntei ao senhor que estava lá, ontem, o Bill, ‘porque é que dizem que algo vai durar três ou quatro horas ou seis horas, mas quando o sol se vai, ou quando usam desinfectante, desaparece em menos de um minuto, ouviu falar nisto ontem?», explica Trump, acrescentando que se tratava apenas de uma «questão muito sarcástica» para os jornalistas presentes na sala.
Contudo, relativamente ao desinfectante Trump sublinha que efectivamente «elimina (o vírus) e elimina nas mãos, o que torna as coisas muito melhores».
«Eu vejo que o desinfectante elimina (bactérias) num minuto, um minuto! Existe alguma maneira de obter este efeito através de uma injecção interna ou quase de uma limpeza? Porque se verifica que ele entra nos pulmões e faz um efeito tremendo. Portanto, seria interessante verificar essa situação. Através de médicos claro, mas parece-me interessante»., disse Trump.
«O Presidente disse repetidamente que os americanos devem consultar médicos sobre o tratamento para o coronavírus», disse Kayleigh McEnany, num comunicado.
A mensagem do Presidente causou alarme na empresa que fabrica os desinfetantes Lysol e Dettol, que emitiu um comunicado a contrariar «recentes especulações», sem, contudo, mencionar a observação de Trump.
«Como líderes globais em produtos de saúde e higiene, queremos deixar claro que, sob nenhuma circunstância, os nossos produtos desinfetantes devem ser administrados no corpo humano (por injecção, ingestão ou qualquer outra via)», anunciou a empresa Reckitt Benckiser, em comunicado.
Os investigadores procuram testar o efeito de desinfectantes na saliva e nos fluidos respiratórios, em ambiente de laboratório, explicou William Brian, do sector de Ciência e Tecnologia do Departamento de Segurança Interna, numa informação que provocou o comentário do Presidente.
Os Estados Unidos já registaram mais de 800.000 casos de infeção com o novo coronavírus, com cerca de 50.000 mortes.
A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 200 mil mortos e infectou mais de 2,7 milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Mais de 720 mil doentes foram considerados curados.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando sectores inteiros da economia mundial.














