Tem aumentado o número de queixas recebidas pela Ordem dos Médicos (OM) contra profissionais de saúde que realizam procedimentos estéticos para diminuir os sinais de envelhecimento, nomeadamente com injeções de botox, avança o ‘Público’.
Segundo a mesma publicação, o Conselho Disciplinar Regional do Norte já recebeu cinco queixas só este ano. O do Sul não conseguiu quantificar um número concreto, mas confirmou o aumento.
Para além das injeções de botox, estão também em causa preenchimentos com ácido hialurónico e peelings químicos, que podem causar grandes deformidades, sobretudo, se forem aplicadas por médicos com pouca ou nenhuma formação.
A maioria dos médicos alvo de queixa não são dermatologistas, nem cirurgiões plásticos e Fátima Carvalho, presidente do Conselho Disciplinar Regional do Norte, refere ao jornal que foi no ano passado que se começou a sentir um aumento destas queixas.
“Os pacientes queixam-se, sobretudo, de que os resultados obtidos ficam muito aquém das expectativas e, em alguns casos, resultam mesmo em dismorfias complexas”, sublinha.
Isto, adianta, é “uma grande preocupação para a Ordem dos Médicos, porque, como não há ainda uma definição clara sobre os critérios de formação subjacentes a esta competência para a realização destas práticas na área da dermoestética, qualquer médico as pode fazer”.
A especialista adianta ainda que “estão a surgir resultados menos bons porque também há cada vez mais médicos a dedicar-se a esta área da estética, que conheceu um boom nos últimos cinco anos”.
Mas porquê? Segundo a responsável, pode dever-se ao facto de esta ser uma área atrativa a nível económico. Os preços deste tipo de intervenções estéticas podem variar entre os 300 e os 600 euros, sendo que algumas não duram mais do que 30 minutos, escreve o jornal.











