A falta de docentes mantém-se uma das principais fontes de preocupação no arranque do ano letivo, sobretudo em duas regiões: ao redor de Lisboa e Algarve, revelou esta terça-feira o jornal ‘Público’. Mais de metade das vagas para professores em falta localizavam-se nos distritos de Lisboa e Setúbal. Outros 9% estão no distrito de Faro. Dezenas de milhares de alunos não têm professor a pelo menos uma disciplina no dia em que começa oficialmente o ano letivo.
Segundo dados da plataforma SIGRHE (Sistema Interactivo de Gestão de Recursos Humanos da Educação) do Ministério da Educação, onde são agregadas as ofertas de contratação de escola, havia na passada 2ª feira 676 vagas disponíveis para professores. São 9.654 horas lectivas por preencher nas escolas públicas.
É no distrito de Lisboa onde a falta de professores é mais premente – na região, concentravam-se 43,6% das vagas disponíveis, ou seja, estão em falta 295 docentes, embora nem todos os lugares correspondam a horários completos. No que diz respeito ao número de horas, são 4.026 no total na região de Lisboa.
No distrito de Setúbal, atualmente são 101 vagas por preencher, o que corresponde a 14,9% do total de lugares para os quais não há professor.
Nas 10 escolas com mais horários em contratação, há seis escolas no distrito de Lisboa – nos concelhos de Sintra, Cascais, Oeiras, Lisboa, Loures e Vila Franca de Xira – e uma no distrito de Setúbal – na Moita – com mais vagas. No entanto, a lista é liderada pelo agravamento de escolas de Silves, no Algarve, que soma 155 horas por preencher. Já em 2021 tinha sido uma das escolas com mais dificuldade em completar o quadro de docentes, tendo colocado em contratação de escola mais de mil horas letivas ao longo de todo o ano.




