Iniciativa Liberal nega ter recebido queixa interna de assédio contra Cotrim de Figueiredo

A Iniciativa Liberal rejeitou de forma categórica a existência de qualquer queixa ou reporte interno de alegado assédio sexual envolvendo João Cotrim de Figueiredo, candidato presidencial apoiado pelo partido.

Pedro Gonçalves
Janeiro 15, 2026
11:40

A Iniciativa Liberal rejeitou de forma categórica a existência de qualquer queixa ou reporte interno de alegado assédio sexual envolvendo João Cotrim de Figueiredo, candidato presidencial apoiado pelo partido. A posição surge após declarações públicas de Inês Bichão, antiga assessora do grupo parlamentar liberal, que afirmou ter comunicado internamente uma situação de assédio no decurso de 2023. Para a IL, essas alegações não correspondem à verdade, sublinhando que nunca existiu qualquer participação formal ou informal sobre o caso.

Numa nota divulgada esta quinta-feira, citada pela revista Sábado, o partido classificou como “completamente falso” que tenha havido conhecimento interno de acusações dirigidas a Cotrim de Figueiredo e acusou terceiros de promoverem uma “campanha suja” em pleno contexto eleitoral. A Iniciativa Liberal sustentou que estão a ser lançadas “acusações muito graves sem qualquer evidência ou prova”, rejeitando que o assunto tenha sido reportado à estrutura partidária enquanto Inês Bichão exercia funções, entre abril de 2022 e outubro de 2023, período em que Cotrim de Figueiredo era deputado.

Por sua vez, Inês Bichão esclareceu, em comunicado enviado à agência Lusa, que a divulgação pública de referências a um alegado assédio ocorreu sem o seu consentimento. A ex-assessora afirmou que foi “ilicitamente difundido conteúdo de natureza privada, originalmente partilhado em contexto restrito e não público”, acrescentando que essa divulgação está a ser instrumentalizada em contexto de campanha eleitoral “contra a minha vontade”. A advogada e consultora jurídica reiterou que os factos foram reportados “em sede interna no decurso de 2023” e sublinhou que a veracidade das alegações relacionadas com o candidato presidencial será apurada nos tribunais, afastando qualquer envolvimento direto seu no debate político em curso.

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