Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales vão hoje a votos: Primeiro-ministro britânico Boris Johnson enfrenta teste de fogo

Pelo menos nove portugueses são candidatos às eleições locais britânicas, o maior número de sempre, refletindo um crescente interesse na participação política dos emigrantes e lusodescendentes, o que foi saudado pelo Governo português

Francisco Laranjeira

Os eleitores de todo o Reino Unido vão às urnas esta quinta-feira para selecionar os seus representantes locais. Eleitores na Escócia, País de Gales e algumas partes de território inglês vão a votos – todos as Câmaras Municipais de Londres vão estar em disputa e sete áreas em Inglaterra vão eleger mayors.

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Pelo menos nove portugueses são candidatos às eleições locais britânicas, o maior número de sempre, refletindo um crescente interesse na participação política dos emigrantes e lusodescendentes, o que foi saudado pelo Governo português. “Um dos fatores mais determinantes para o sucesso da integração dos portugueses na sociedade é a participação política. Quando esse envolvimento acontece, significa que há uma integração plena. E, portanto, vejo isso como um fator muito positivo”, afirmou o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafôfo.

Desde a última vez que a maioria desses assentos foi disputada em 2018, o cenário político mudou significativamente. Em Inglaterra, os Partidos Trabalhista e Conservador substituíram os respetivos líderes, enquanto a pandemia da Covid-19, a guerra na Ucrânia e a crise do custo de vida atingiram todos.

As eleições locais em Inglaterra realizam-se quase todos os anos mas em diferentes autarquias. Nas eleições locais do ano passado em Inglaterra, os Conservadores conquistaram mais 235 postos e o Partido Trabalhista perdeu 327, mas este ano o partido da oposição parte com vantagem nas sondagens.

Embora as questões locais certamente tenham um peso, as eleições na Inglaterra estão a ser vistas como um teste à liderança de Boris Johnson após o escândalo do Partygate, assim como a forma como o Governo está a lidar com a crise no custo de vida – as sondagens mais recentes apontaram que os trabalhistas têm uma ligeira vantagem sobre os conservadores.

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Na Escócia, o estatuto trabalhista também é o tema dominante: o Partido Trabalhista espera substituir os Conservadores como o segundo maior partido do país atrás do SNP e as sondagens de opinião, este ano, sugeriram que está a caminho de o fazer, com o Partygate a prejudicar severamente o apoio sindicalista aos conservadores.

Na Irlanda do Norte vão estar em disputa as eleições regionais, com todos os 90 assentos na Assembleia Legislativa em aberto, eleitos por cada um dos 18 distritos eleitorais.

Em Inglaterra, a maioria dos assentos será disputada em Londres – 1.817 assentos em 32 distritos -, no qual o Partido Trabalhista controla a grande maioria das Câmaras Municipais. Fora da capital, estão uma grande variedade de Câmaras em disputa: 33 Câmaras municipais metropolitanas, que cobrem 904 assentos; 21 autoridades unitárias, com 627 assentos; e 60 conselhos distritais, com 1.011 assentos. Haverá também seis mayors que serão eleitos nos bairros de Londres e um na Autoridade Combinada de South Yorkshire. O facto de muitos bairros metropolitanos ingleses, assim como todas as autarquias de Londres, estarem em eleições significa que os conservadores podem lutar em redutos trabalhistas tradicionais. No total, os trabalhistas defendem 69 Câmaras em Inglaterra, em comparação com 47 dos conservadores.

Na Escócia, há 1.219 assentos em disputa em 32 localidades, enquanto no País de Gales são 1.234 assentos em 22 municípios.

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