Infrações por falta de cinto de segurança aumentam 17% no último ano

O número de infrações por falta de utilização do cinto de segurança ou de sistemas de retenção para crianças aumentou 17% no último ano, segundo o mais recente Relatório Anual de Segurança Interna (RASI).

Executive Digest

O número de infrações por falta de utilização do cinto de segurança ou de sistemas de retenção para crianças aumentou 17% no último ano, segundo o mais recente Relatório Anual de Segurança Interna (RASI). De acordo com os dados, foram registadas 22.185 infrações pela GNR e pela PSP, o que representa mais 3.177 ocorrências face a 2024.

Apesar da subida registada em 2025, o total de infrações permanece abaixo do pico verificado em 2023, quando foram contabilizadas quase 30 mil transgressões deste tipo — o valor mais elevado dos últimos oito anos.

No âmbito da Operação Páscoa deste ano, as duas forças de segurança levantaram 223 contraordenações relacionadas com a falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e de sistemas de retenção para crianças. Destas, 159 foram registadas pela GNR e 64 pela PSP. A operação contabilizou, até ao momento referido, 18 vítimas mortais e mais de dois mil acidentes nas estradas portuguesas. No domingo em causa, não houve registo de mortos, mas foram identificados cinco feridos graves — dois pela PSP e três pela GNR.

A divulgação destes dados coincidiu com um episódio que gerou controvérsia política. No domingo, foi publicado um vídeo nas redes sociais do Governo no qual o primeiro-ministro, Luís Montenegro, surge sentado no banco de trás de um automóvel em andamento sem cinto de segurança visível. O motorista também aparentava não utilizar o dispositivo de retenção. Contactado, o gabinete do primeiro-ministro não respondeu ao Público. À SIC Notícias, o Governo confirmou que Luís Montenegro não usava cinto, sustentando que o do motorista estaria colocado por baixo do casaco, embora tal não seja percetível nas imagens.

A publicação ocorreu no mesmo período em que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, fazia um “apelo muito forte” à segurança nas estradas, no contexto da Operação Páscoa.

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Os números do RASI não coincidem integralmente com os dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), cujo relatório mais recente reporta a 2024. Nesse ano, a ANSR registou 17.547 infrações por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e 2.047 relacionadas com sistemas de retenção para crianças. Em 2023, tinham sido contabilizadas mais cinco mil infrações por ausência de cinto e quase mais 500 relativas a cadeirinhas, evidenciando uma tendência oscilante nos últimos anos.

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