Inditex, H&M e Gap entre as gigantes que dão luta à pandemia no comércio online

A forte queda nas vendas que a indústria têxtil vai sofrer este ano em todo o mundo e o horizonte de um setor onde o peso das vendas online será cada vez maior estão a gerar um duplo efeito na indústria da moda.

Por um lado, as grandes redes estão a acelerar a estratégia iniciada há alguns anos para aperfeiçoar as plataformas digitais e racionalizar a rede de lojas físicas, apostando em menos lojas, porém maiores, e focando os seus esforços não apenas na venda, mas também no plano da logística, de forma a tornar o crescimento online mais lucrativo. E assim se descreve a estratégia das gigantes Inditex, H&M ou Gap.

Ainda assim, e independentemente do peso dos seus ‘players’, todas as projeções apontam para um setor com menos lojas físicas, e mais vendas online, nos próximos anos, noticia ‘Expansion’..

A estratégia do poderoso trio

A Inditex é um dos grupos com uma estratégia mais ambiciosa de fecho de lojas e crescimento online. A empresa presidida por Pablo Isla tem como meta que 25% das vendas sejam digitais em 2022, face a 14% em 2019, o que quase duplicará o seu peso em apenas três anos.

O grupo vai investir 1.000 milhões de euros neste triénio para atingir o objetivo traçado, mas paralelamente apresentou um plano para encerrar entre 1.000 e 1.200 lojas, cerca de 15% do total, entre 2020 e 2021. O plano atinge todos as suas marcas e todas as suas geografias.

A H&M tem uma estratégia semelhante. O grupo sueco anunciou o fecho de 50 lojas líquidas este ano e 250 em 2021, o que representa um impacto menor, atendendo à sua rede global de cerca de 5 mil lojas. No entanto, a empresa liderada por Helena Helmersson fez saber, no início de outubro, que “a Covid-19 está a acelerar a mudança digital na indústria”, o que levará a um “aumento nos investimentos digitais, na integração de negócios online e físicos, bem como como a consolidação da rede de lojas”. “A situação atual mudou as condições de locação das lojas. Os contratos da H&M permitem renegociar ou rescindir um quarto dos arrendamentos a cada ano, proporcionando mais flexibilidade para adaptar o número de lojas”, reforçou.

O novo plano estratégico da Gap também inclui o encerramento de lojas. A empresa vai reduzir a rede norte-americana das marcas Gap e Banana Republic, com pior desempenho nos últimos tempos, em 350 lojas até 2023, de 1.216 para 870 lojas.

A maior parte dos fechos vai concentrar-se entre este ano e o próximo, e ocorrerão em centros comerciais, já que a Gap prevê que em três anos 80% da sua faturação seja gerada online, em lojas de rua ou outlets. A empresa já realizou 24% das vendas online em 2019, número que subiu para 40% no primeiro semestre de 2020 devido ao colapso do negócio físico.

Ao mesmo tempo, a empresa americana estuda o fecho de 129 lojas próprias na Europa, o que na maioria dos casos significará transformá-las em franchisados.

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