Indignação corre mundo. Manifestações contra racismo e violência policial de Sydney a Londres

Várias manifestações contra o racismo e a violência policial contra os negros nos Estados Unidos estão previstas para hoje e domingo em várias cidades do mundo, depois da morte do afro-americano George Floyd, asfixiado por um polícia em Minneapolis.

A Austrália foi o primeiro país a ter manifestações, tendo recebido dezenas de milhares de manifestantes na rua, que exibiam faixas onde se lia “não consigo respirar” em referência às palavras de George Floyd, de 46 anos, que morreu em 25 de maio, depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos numa operação de detenção.

No Reino Unido estava agendada uma manifestação para as 12:00 em frente ao parlamento e, no domingo, em frente à embaixada norte-americana em Londres.

Em Paris, França, a polícia proibiu um terceiro protesto organizado pela internet para hoje, junto à Torre Eiffel, contra os abusos policiais sobre George Floyd, com base nos riscos da propagação da pandemia da covid-19 e com medo de distúrbios públicos.

A polícia de Paris já tinha proibido outras duas manifestações agendadas para a zona da embaixada norte-americana na capital francesa, justificando a medida com os regulamentos de distanciamento social, que proíbem reuniões de mais de 10 pessoas.

Esse argumento foi usado por vários Governos, que apelaram aos seus cidadãos para não se juntarem, para evitar o risco de propagação do novo coronavirus, uma vez que o mundo ainda vive uma situação de pandemia.

Em Washinton, nos Estados Unidos, é esperada hoje a maior manifestação contra a brutalidade policial desde a morte de George Floyd.

A capital tem recebido ao longo da semana vários protestos que têm sido, maioritariamente, pacíficos, com marchas entre a Casa Branca, Capitólio e Memorial de Lincoln.

Segundo o secretário do Exército, Ryan McCarthy, as forças policias locais estimam que possa haver entre os 100 mil e os 200 mil manifestantes.

Em Portugal, cinco cidades – Lisboa, Porto, Braga, Coimbra e Viseu – juntam-se hoje à campanha de solidariedade mundial contra o racismo, associando-se à luta pela dignidade humana.

Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem.

Pelo menos 10 mil pessoas foram detidas desde o início dos protestos e as autoridades impuseram recolher obrigatório em várias cidades, incluindo Washington e Nova Iorque, enquanto o Presidente norte-americano, Donald Trump, já ameaçou mobilizar os militares para pôr fim aos distúrbios nas ruas.

Os quatro polícias envolvidos foram despedidos e o agente Derek Chauvin, que colocou o joelho no pescoço de Floyd, foi acusado de homicídio em segundo grau, arriscando uma pena máxima de 40 anos de prisão.

Os restantes vão responder por auxílio e cumplicidade de homicídio em segundo grau e por homicídio involuntário.

A morte de Floyd ocorreu durante a sua detenção por suspeita de ter usado uma nota falsa de 20 dólares (18 euros) numa loja.

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