António Costa deverá ser indigitado como primeiro-ministro pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, entre esta quarta e quinta-feira, na sequência da vitória do PS nas legislativas de domingo, avança o ‘Negócios’.
Segundo a mesma publicação, a indigitação acontece depois de Marcelo terminar de ouvir os partidos com assento parlamentar, com a segunda ronda de audições marcada para esta tarde.
A intenção do Presidente da República, adianta o jornal, é que o processo decorra o mais rápido possível, podendo acontecer ainda esta quarta-feira, à semelhança do que se passou em 2019, quando Costa foi indigitado no mesmo dia em que terminaram as audições dos partidos.
Caso isso não aconteça ainda hoje, espera-se que no máximo amanhã, quinta-feira, um dia depois de concluídas as audições, Marcelo indigite Costa como primeiro-ministro, para que o novo Governo possa ser então apresentado e tomar posse.
Após a indigitação, Costa vai avançar para a formação de Governo, com o processo a ficar concluído na semana que se inicia a 20 de fevereiro, segundo estimativas do seu gabinete. Segue-se depois a tomada de posse do novo Executivo.
Apesar de Costa ter testado positivo ontem à Covid-19, isso não o impede de ser indigitado pelo chefe de Estado, uma vez que o processo pode acontecer à distância, como já se passou em outros atos oficiais, em que o primeiro-ministro estava em isolamento.
Recorde-se que os socialistas venceram as eleições com maioria absoluta, reunindo 41,7% dos votos e 117 dos 230 deputados, faltando ainda atribuir os quatro mandatos dos círculos da emigração, numas eleições em que o Chega se tornou a terceira força política e CDS-PP e PEV perderam representação parlamentar.
À direita, a noite foi de vitória para os partidos mais jovens, Chega e Iniciativa Liberal, e de derrota para os tradicionais, PSD e CDS-PP, que viram os respetivos líderes a colocar o cenário de demissão.
A extrema-direita do Chega, com 7,1% e 12 deputados, passou a ser a terceira força representada no parlamento. A Iniciativa Liberal a quarta, com 5% e oito mandatos na Assembleia da República.
O CDS-PP também fez história ao desaparecer do parlamento. Com 1,6% dos votos e sem eleger qualquer deputado pela primeira vez em 47 anos de democracia, o líder do CDS-PP foi a segunda “vítima” da noite eleitoral e anunciou a demissão.


