Os índices bolsistas dos Estados Unidos vão remover 21 empresas chinesas depois de o executivo norte-americano ter proibido os cidadãos do país de investirem nestas firmas, como parte de uma disputa com Pequim em torno da tecnologia e segurança.
O Governo chinês criticou a medida como tendo motivos políticos.
Entre as empresas afetadas estão a fornecedora de tecnologia de vigilância Hikvision Digital Technology Co., o maior fabricante de ‘chips’ para processadores da China, SMIC, ou empresas estatais de energia nuclear e construção.
O anúncio segue a ordem do Presidente Donald Trump, de 13 de novembro, que impede os norte-americanos de comprarem ações ou títulos emitidos por empresas que, segundo as autoridades, pertencem ou são controladas pelas forças armadas chinesas.
A decisão dos índices S&P e DJI não tem impacto direto sobre as empresas, mas os fundos de investimento que são projetados para acompanhar os movimentos do mercado terão que vender as suas ações e títulos, o que pode, pelo menos, deprimir os preços das ações temporariamente.
“Nós opomo-nos firmemente a estas práticas dos EUA”, disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Hua Chunying.
“Eu acredito que a prática dos EUA de fabricar mentiras e rumores, e perseguir e conter empresas chinesas implacavelmente acabará por provar não ter interesse para os próprios EUA”, afirmou.
As autoridades norte-americanas acusam o Partido Comunista da China de aproveitar o acesso à tecnologia e investimentos norte-americanos para expandir as suas forças armadas, que já são uma das maiores e mais bem armadas do mundo.
Washington também impôs restrições nas exportações de alta tecnologia para a Hikvision e outras empresas chinesas, incluindo a fabricante de equipamentos de telecomunicações Huawei Technologies Ltd.
A HikVision e a Huawei dizem que não têm relação com o exército chinês e nunca realizaram pesquisas e desenvolvimento no âmbito militar.
O Pentágono listou 31 empresas desde junho como tendo ligações ao Exército de Libertação Popular, restringindo o seu acesso a capital e tecnologia norte-americana.
Economistas e analistas políticos dizem que Trump provavelmente tomará mais medidas contra o país asiático antes de deixar o cargo em 20 de janeiro.
Analistas esperam poucas mudanças na política para a China do Presidente eleito Joe Biden devido à frustração generalizada em questões de comércio e direitos humanos, incluindo espionagem industrial e usurpação de tecnologia.



