Em agosto, o indicador de confiança dos consumidores aumentou, retomando o perfil de recuperação iniciado em
maio, após a maior redução face ao mês anterior registada em abril, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta sexta-feira.
O indicador de clima económico aumentou entre maio e agosto, após ter atingido em abril o valor mínimo da série.
Em agosto, os indicadores de confiança recuperaram em todos os setores, Indústria Transformadora, Construção e Obras
Públicas, Comércio e Serviços.
O aumento do indicador de confiança dos Consumidores em agosto resultou dos contributos positivos das perspetivas
sobre a evolução futura da situação económica do país e da situação financeira do agregado familiar, bem como das
opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar.
Em sentido contrário, as expectativas relativas à realização de compras importantes registaram um contributo negativo.
Já o indicador de clima económico, que sintetiza os saldos de respostas extremas das questões relativas aos inquéritos às
empresas, recuperou entre maio e agosto, após registar em abril a maior redução e um novo mínimo da série.
Indústria Transformadora
O indicador de confiança da Indústria Transformadora aumentou entre junho e agosto, de forma ligeira no último mês,
após ter atingindo em maio o mínimo histórico da série na sequência da queda abrupta registada em abril. O aumento
do indicador refletiu o contributo positivo do saldo das apreciações relativas à evolução da procura global, enquanto as
perspetivas de produção da empresa e as opiniões sobre os stocks de produtos acabados contribuíram negativamente.
No último mês, o indicador recuperou nos agrupamentos de “Bens de Consumo” e “Bens Intermédios”, tendo diminuído
no agrupamento de “Bens de Investimento”.
Construção
O indicador de confiança da Construção e Obras Públicas recuperou entre maio e agosto, depois de registar em abril a
diminuição mais acentuada da série, tendo atingindo o mínimo desde novembro de 2015. A recuperação do indicador
nos últimos três meses resultou do contributo positivo de ambas as componentes, apreciações sobre a carteira de
encomendas e perspetivas de emprego. A recuperação do indicador entre maio e agosto verificou-se em todas as
divisões, “Promoção Imobiliária e Construção de Edifícios”, “Engenharia Civil” e “Atividades Especializadas de
Construção”, de forma mais acentuada no último caso.
Comércio
O indicador de confiança do Comércio aumentou entre maio e agosto, após ter diminuído de forma expressiva em abril,
quando atingiu o mínimo da série. Esta evolução refletiu o expressivo contributo positivo das opiniões sobre o volume
de vendas e, em menor grau, das apreciações relativas ao volume de stocks. Por sua vez, o saldo das perspetivas de
atividade da empresa nos próximos três meses diminuiu, após ter recuperado totalmente entre maio e junho do mínimo
histórico da série observado em abril. O indicador de confiança aumentou nos dois subsetores, “Comércio por Grosso” e
“Comércio a Retalho”.
Serviços
O indicador de confiança dos Serviços aumentou entre junho e agosto, após ter diminuído entre fevereiro e maio, tendo
registado em abril uma queda abrupta e atingido em maio o mínimo histórico da série. O comportamento do indicador
no último mês resultou dos contributos positivos das opiniões sobre a atividade da empresa e das apreciações sobre a
evolução da carteira de encomendas, observando-se um agravamento das perspetivas sobre a evolução da procura,
após terem recuperado quase a totalidade das reduções acumuladas em março e abril. Nos últimos três meses, o
indicador de confiança aumentou em todas as secções, destacando-se as secções de “Alojamento, Restauração e
Similares” e de “Atividades Administrativas e dos Serviços de Apoio”, que registaram os maiores aumentos em agosto.




