Depois de há algumas semanas se ter revelado a importância dos calendários das eleições, depois de os resultados no México, na África do Sul e na Índia terem abalado os mercados e as moedas desses países, na semana passada este cenário virou-se para a Europa.
“A profunda incerteza quanto ao resultado das eleições legislativas antecipadas em França abalou os ativos e as moedas europeias, com o euro, as obrigações do Estado e o mercado acionista francês a liderarem as descidas. A política está no centro das atenções, e mesmo as boas notícias de uma inflação americana mais suave do que o esperado no início da semana passada, e a consequente queda nos rendimentos dos Títulos do Tesouro Americano, não foram suficientes para ajudar a moeda única”, explica à Executive Digest o Diretor-Geral da Ebury, David Brito.
O especialista sublinha ainda que a moeda com melhor desempenho da semana foi o rand sul-africano, impulsionado pelas notícias de um acordo favorável ao mercado entre o Congresso Nacional Africano e a Aliança Democrática centrista.
Para esta semana, os dados são relativamente escassos, com destaque para os índices PMI da atividade empresarial a nível mundial, que só serão divulgados na sexta-feira. Mais importante para o euro serão as manchetes sobre as sondagens e possíveis alianças vindas de França, “uma vez que os mercados esperam que os aliados centristas de Macron consigam evitar maiorias absolutas da direita ou da esquerda”.
Ainda assim, o principal evento em matéria de política monetária será a reunião de junho do Banco de Inglaterra, onde não se espera qualquer alteração e os mercados estarão concentrados nas orientações dadas pelo Comité de Política Monetária sobre o momento do primeiro corte.














