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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 22 Jun 2026 11:22:29 +0000</lastBuildDate>
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		<title>O smart de dois lugares está de volta? Concept #2 antecipa elétrico urbano com até 300 km de autonomia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 11:20:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Apresentação decorreu em Roma, cidade escolhida como cenário simbólico para um veículo concebido para ruas estreitas, manobras frequentes e utilização quotidiana em ambiente urbano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A smart revelou, pela primeira vez na Europa, novos detalhes do Concept #2, protótipo que antecipa o futuro smart #2 e marca o regresso da marca a um formato de dois lugares pensado para a mobilidade urbana europeia.</p>
<p>A apresentação decorreu em Roma, cidade escolhida como cenário simbólico para um veículo concebido para ruas estreitas, manobras frequentes e utilização quotidiana em ambiente urbano. O Concept #2 mostra a direção de design e a orientação técnica do próximo modelo, que deverá ter estreia mundial em Paris ainda este ano.</p>
<p>O novo modelo recupera a lógica do smart de dois lugares, num momento em que mais de dois milhões de veículos smart de gerações anteriores continuam em circulação nas cidades europeias e noutros mercados. A marca apresenta o projeto como uma resposta às necessidades atuais de mobilidade urbana, agora com base elétrica e uma nova arquitetura técnica.</p>
<p>“As cidades europeias sempre foram o habitat natural do smart de dois lugares”, afirma Wolfgang Ufer, CEO da smart Europe. Para o responsável, a marca está a escrever “o próximo capítulo da reinvenção deste conceito icónico de veículo”, com uma proposta que pretende ser “mais inteligente, mais desejável e mais alinhada com a forma como as pessoas vivem e se deslocam nas cidades”.</p>
<p>No exterior, o smart Concept #2 aposta em proporções compactas, combinação de duas tonalidades, portas sem moldura e detalhes trabalhados segundo o princípio “Function becomes Fashion”. A ideia é transformar soluções funcionais em elementos de estilo, mantendo a identidade urbana da marca.</p>
<p>No interior, a principal novidade é o banco corrido contínuo, pensado para criar uma experiência mais aberta, fluida e harmoniosa. A solução elimina a separação tradicional entre condutor e passageiro e procura aumentar a sensação de espaço num veículo de dimensões ultracompactas.</p>
<p>A cabine foi desenhada para transmitir amplitude, simplicidade e qualidade percebida. O cockpit em forma de “S” organiza os elementos de condução e conectividade de forma intuitiva, com o objetivo de maximizar a eficiência espacial e tornar o ambiente interior mais aberto e funcional.</p>
<p>A smart defende que a mobilidade urbana não deve ser apenas eficiente, mas também agradável e cuidadosamente pensada. Nesse sentido, o Concept #2 procura mostrar como um automóvel muito compacto pode oferecer uma experiência mais sofisticada, sem perder a vocação prática para a cidade.</p>
<p>A base técnica do futuro modelo será a nova plataforma ECA, sigla de Electric Compact Architecture. Desenvolvida especificamente para um veículo elétrico ultracompacto, esta arquitetura foi concebida pelas equipas internacionais de engenharia da smart para combinar agilidade, segurança, eficiência espacial e utilização diária.</p>
<p>Um dos dados mais relevantes é o raio de viragem de apenas 6,95 metros entre passeios, valor que iguala a agilidade do último smart de dois lugares. Esta característica é central para um automóvel pensado para centros urbanos, estacionamento apertado e manobras em ruas estreitas.</p>
<p>A plataforma ECA permite também reduzir as projeções dianteira e traseira, integrar de forma compacta os componentes técnicos e libertar mais espaço no habitáculo. A opção por uma motorização exclusivamente elétrica ajuda a reforçar a arquitetura interior aberta apresentada no Concept #2.</p>
<p>O futuro smart #2 deverá contar com uma bateria de 35,7 kWh, ainda como valor-alvo, e uma autonomia prevista de cerca de 300 quilómetros no ciclo WLTP, ainda não homologada. O carregamento rápido em corrente contínua deverá permitir passar dos 10% aos 80% em menos de 20 minutos.</p>
<p>Com estes números, a smart pretende posicionar o #2 não apenas como um automóvel para deslocações curtas dentro da cidade, mas como um elétrico compacto capaz de responder às necessidades diárias de condutores urbanos que exigem maior flexibilidade.</p>
<p>A segurança é outro dos pontos centrais da nova plataforma. A smart prepara uma nova geração da célula Tridion, denominada Hyper Tridion Cell, que adapta um dos elementos históricos da marca às exigências atuais de proteção, estabilidade e confiança.</p>
<p>O objetivo é conciliar dimensões exteriores reduzidas com uma estrutura robusta e elevados padrões de segurança. A marca quer demonstrar que um automóvel ultracompacto pode continuar a poupar espaço, mas também oferecer proteção adequada ao uso quotidiano em cidade.</p>
<p>O smart Concept #2 funciona, assim, como uma antecipação do próximo capítulo da marca: um elétrico de dois lugares, urbano, compacto e tecnologicamente atualizado, que procura recuperar o espírito original do smart fortwo, mas adaptado às exigências atuais de design, conectividade, autonomia e segurança.</p>

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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779605]]></sapo:autor>
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		<title>Há pessoas a casar com hologramas e a fazer amizade com chatbots. Mas pode a IA trazer felicidade verdadeira?</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ha-pessoas-a-casar-com-hologramas-e-a-fazer-amizade-com-chatbots-mas-pode-a-ia-trazer-felicidade-verdadeira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 11:12:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[IA pode reduzir a solidão e prestar assistência, mas não tem compreensão genuína, emoções próprias nem responsabilidade moral, alertam especialistas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A inteligência artificial já promete companhia, amizade, apoio emocional, conselhos e até romance. Mas pode realmente substituir as relações humanas? Num artigo publicado no &#8216;The Conversation&#8217;, Anné H. Verhoef, professor de Filosofia na North-West University, e Edmund Terem Ugar, investigador de pós-doutoramento na mesma universidade, defendem que a resposta exige prudência: a IA pode reduzir a solidão e prestar assistência, mas não tem compreensão genuína, emoções próprias nem responsabilidade moral.</p>
<p>Os autores analisam a ascensão dos companheiros de IA, dos chatbots e dos robôs sociais num momento em que estas tecnologias começam a ocupar espaços tradicionalmente reservados a amigos, familiares, parceiros ou comunidades. A sua tese central é que a felicidade humana depende de ligações interpessoais autênticas e que substituir essas relações por interações artificiais pode fragilizar o bem-estar e a vida comunitária.</p>
<p>Para sustentar o argumento, Verhoef e Ugar recorrem ao filósofo francês Paul Ricoeur, que ligou a felicidade à capacidade humana de construir relações, compreender os outros e viver em comunidade. Na leitura dos autores, Ricoeur via a felicidade não apenas como uma aspiração individual, mas como algo que nasce também da troca, da reciprocidade e da presença dos outros.</p>
<p>Essa dimensão relacional é essencial. A felicidade, explicam os investigadores, não depende apenas da vontade de cada pessoa ou da procura privada de uma vida realizada. Ela é moldada por sistemas sociais, por amizades, por laços íntimos e também pela relação com desconhecidos e comunidades mais amplas.</p>
<p>O artigo recorda ainda um conhecido estudo de Harvard, iniciado em 1938, que acompanhou durante quase 80 anos a vida de 268 estudantes. A investigação mostrou que relações próximas são um dos melhores indicadores de longevidade, saúde e satisfação com a vida, superando fatores como riqueza ou estatuto social.</p>
<p>É precisamente aqui que a inteligência artificial complica o debate. Se, durante séculos, os “outros” na vida de uma pessoa foram seres humanos, as novas tecnologias começam a desafiar essa fronteira. Chatbots como o Replika, que se apresenta como um “amigo de IA para a vida”, já têm dezenas de milhões de utilizadores em todo o mundo e são desenhados para oferecer companhia a pessoas que se sentem sozinhas.</p>
<p>Segundo um estudo citado pelos autores, 68% dos utilizadores de chatbots de IA percecionam estas ferramentas como “algo” ou “totalmente” humanas, 90% acreditam que são inteligentes, 78% consideram-nas empáticas e 75% acreditam que são conscientes.</p>
<p>O crescimento destes vínculos tecnológicos está a alterar a forma como se pensa a amizade, a intimidade e até a comunidade. O &#8216;The Conversation&#8217; refere o caso do Japão, onde o fenómeno hikikomori, marcado pelo isolamento social extremo, afeta mais de 1,5 milhões de pessoas, algumas das quais desenvolvem ligações profundas com companheiros virtuais em vez de outras pessoas.</p>
<p>Há também casos mais invulgares. Cerca de 3.700 pessoas terão pedido certificados de casamento através da Gatebox com uma holograma chamada Hatsune Miku, e pelo menos um casamento terá sido registado. Em alguns contextos religiosos, robôs sociais chegaram mesmo a assumir funções de liderança espiritual perante comunidades de crentes.</p>
<p>Para Verhoef e Ugar, estas tecnologias são socialmente disruptivas porque alteram normas, relações e formas de ver o mundo. Embora historicamente as tecnologias não fossem tratadas como agentes morais, hoje começam a desempenhar papéis próximos dos de sujeitos e objetos morais na vida humana.</p>
<p>A pergunta decisiva é, então, se os robôs e companheiros de IA podem trazer felicidade real. Os autores reconhecem que estas tecnologias podem contribuir para o bem-estar de algumas pessoas, sobretudo ao reduzir a solidão, responder sempre que necessário e oferecer interações pacientes, disponíveis e adaptadas às necessidades do utilizador.</p>
<p>Nesse sentido, a IA pode parecer até mais constante do que amigos ou familiares. Está sempre disponível, não se cansa, responde de forma previsível e adapta-se ao estado emocional de quem a utiliza. Mas é precisamente essa aparência de relação que exige cuidado.</p>
<p>Para os investigadores, os companheiros de IA falham três critérios essenciais da alteridade humana. Limitam-se a imitar experiências partilhadas, não agem por vontade própria e não podem ser responsabilizados moral ou legalmente pelas suas ações. Além disso, não têm histórias, experiências ou vulnerabilidades próprias.</p>
<p>Os robôs sociais também não possuem senciência, ou seja, não sentem dor nem prazer. Podem provocar respostas emocionais e psicológicas significativas nos utilizadores, mas essas respostas não equivalem a uma relação humana autêntica. Na visão dos autores, uma relação capaz de promover felicidade genuína exige cuidado real, justiça, simpatia e responsabilidade moral.</p>
<p>O risco, concluem Verhoef e Ugar, não está em usar inteligência artificial como apoio, mas em confundi-la com aquilo que as relações humanas oferecem. A IA pode ser útil contra a solidão e pode aliviar momentos de isolamento, mas não deve ser tratada como substituto pleno de amigos, família, comunidade ou amor humano.</p>
<p>Num mundo cada vez mais mediado por máquinas capazes de conversar, responder e simular empatia, a questão deixa de ser apenas tecnológica. Passa a ser profundamente humana: que tipo de felicidade queremos construir e que relações estamos dispostos a trocar por companhia artificial?</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779596]]></sapo:autor>
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		<title>Quando a inteligência artificial deixa de responder e começa a agir</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/quando-a-inteligencia-artificial-deixa-de-responder-e-comeca-a-agir-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 11:11:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
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		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Maurício Teixeira Barbieri, Managing Director Europe da Foursys]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Maurício Teixeira Barbieri, Managing Director Europe da Foursys</strong></em></p>
<p>A inteligência artificial entrou numa nova fase dentro das organizações. Já não se limita a apoiar decisões, gerar conteúdo ou automatizar tarefas pontuais. Começa agora a assumir atividades mais complexas, com impacto direto na eficiência, na escala e a capacidade de resposta das empresas. É neste contexto que os agentes de IA começam a ganhar um papel relevante.</p>
<p>O seu valor mede-se menos pela novidade tecnológica e mais pelo efeito concreto que podem ter nas operações. Ao integrarem contexto, dados, sistemas e objetivos, através da orientação humana, estes agentes tornam possível uma execução mais contínua, mais adaptável e mais veloz, de múltiplas atividades. Não é só por que preconiza o EU AI Act, mas a supervisão humana é fundamental, especialmente nos estágios ainda iniciais da adoção desta tecnologia. Aliás, implementar agentes de IA sem um modelo de governance bem definido, e dinâmico, transforma o potencial de vantagem competitiva em risco operacional.</p>
<p>Este contexto traz um desafio adicional às empresas e entidades que adotam ou pretendem adotar os agentes de IA. A adoção de agentes de IA não depende apenas da tecnologia. Exige preparação da administração, das equipas em geral e dos próprios processos, para que a integração seja feita com critério e gere valor. O <em>governance</em> deste modelo operativo é crucial para que se alcance impacto positivo e sustentável. Não há atalhos nem soluções mágicas. Há um trabalho contínuo de definição e ajustamento de funções, permissões, mecanismos de supervisão e papéis, tanto para humanos como para agentes de IA.</p>
<p>As instituições estão hoje a tentar acompanhar a velocidade da evolução da Inteligência Artificial Generativa, enquanto procuram reforçar as suas capacidades de governo, resiliência, aprendizagem e agilidade. Não é preciso destacar qual é mais fácil de se perceber, não é? São nestas e outras capacidades das empresas que está o real gargalo, não é na IA.</p>
<p>Da geração, qualidade, gestão e controlo dos dados, à priorização de <em>business cases e</em> ao <em>compliance </em>com todas as leis e normas, são inúmeros os fatores que se tem de ter em conta quando se quer adotar Agentes sintéticos na cadeia produtiva, independentemente do setor. Não é um caminho óbvio e requer maturidade de todos os envolvidos. Se uma empresa demora demasiado a avançar, arrisca-se a perder competitividade e relevância. Se avança sem critérios, sem preparação e sem mecanismos de controlo adequados, pode colocar em risco as operações que já tem.</p>
<p>É por isso que a resiliência organizacional passa a assumir um papel central nesta equação. Num cenário em que a IA começa a interagir com sistemas centrais, fluxos críticos e informação sensível, as empresas precisam de garantir não apenas capacidade de inovação, mas também capacidade de absorver mudança, responder a falhas, corrigir desvios e manter confiança. As obrigações regulatórias deixam, por isso, de ser vistas apenas como imposições externas e passam a funcionar como referenciais de confiança para um ecossistema empresarial cada vez mais automatizado. A robustez tecnológica deixa de ser apenas um tema técnico para passar a ser uma condição de negócio.</p>
<p>Tudo isto reforça outra prioridade essencial. Há que investir na preparação e evolução contínua das pessoas. Porque, por mais evoluídos que sejam, os agentes operam com base em padrões, probabilidades e instruções. Não têm consciência ética, sensibilidade contextual ou capacidade de julgamento humano. Isso significa que a supervisão continua a ser indispensável, não como travão à inovação, mas como garantia de critério, responsabilidade e qualidade.</p>
<p>No fundo, os agentes sintéticos tornam-se incontornáveis porque respondem a necessidades concretas das empresas. A necessidade de ganhar eficiência, acelerar a capacidade de execução, diferenciar-se e manter relevância num contexto cada vez mais exigente. A oportunidade está em adotá-los com ambição. O desafio está em fazê-lo com responsabilidade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Maurício Teixeira Barbieri, Managing Director Europe da Foursys]]></sapo:autor>
	</item>
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		<title>Noruega vai construir o primeiro túnel marítimo do mundo: 1,7 km de rocha para fugir a ondas de 30 metros</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/noruega-vai-construir-o-primeiro-tunel-maritimo-do-mundo-17-km-de-rocha-para-fugir-a-ondas-de-30-metros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 11:04:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[noruega]]></category>
		<category><![CDATA[Stad]]></category>
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					<description><![CDATA[Noruega prepara-se para avançar com aquele que deverá ser o primeiro túnel marítimo oceânico do mundo, uma obra de engenharia destinada a permitir a passagem de navios através de 1,7 quilómetros de rocha sólida]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Noruega prepara-se para avançar com aquele que deverá ser o primeiro túnel marítimo oceânico do mundo, uma obra de engenharia destinada a permitir a passagem de navios através de 1,7 quilómetros de rocha sólida. O projeto, relatado pelo &#8216;El Confidencial&#8217;, ligará dois fiordes na costa oeste do país e deverá começar a ser construído no início de 2027.</p>
<p>O Túnel Marítimo de Stad será construído no ponto mais estreito da península de Stad, entre Moldefjord e Kjødepollen, no fiorde de Vanylvsfjord. A infraestrutura foi pensada para evitar o Mar de Stadhavet, uma zona conhecida pelas condições extremas, onde as tempestades atingem a região durante cerca de 100 dias por ano e podem gerar ondas até 30 metros de altura.</p>
<p>O Parlamento norueguês já tinha aprovado o projeto em 2021, mas o Governo suspendeu-o no final de 2025 devido ao aumento dos custos dos materiais. O novo acordo orçamental entre os partidos de centro-esquerda no Stortinget, o Parlamento da Noruega, voltou agora a desbloquear a obra.</p>
<p>O investimento previsto ronda os 8,6 mil milhões de coroas norueguesas, cerca de 776 milhões de euros. À primeira vista, o valor pode parecer elevado para ligar dois fiordes por um traçado relativamente curto, mas a decisão responde a um problema antigo: a península de Stad é um ponto crítico para o tráfego marítimo, obrigando barcos de pesca, navios de carga e transportes de salmão a esperar dias por melhores condições meteorológicas.</p>
<p>Essas esperas provocam atrasos no envio de produtos perecíveis e aumentam a pressão sobre a rede ferroviária, que acaba por funcionar como alternativa quando o mar não permite a passagem. Tore O. Sandvik, presidente da Câmara Regional de Trøndelag, resumiu o problema com uma imagem simples: se o salmão destinado ao continente ficar retido em Stad por causa do mau tempo, arrisca-se a chegar como rakfisk, peixe fermentado norueguês, e não como sushi.</p>
<p>Embora existam túneis concebidos para a passagem de embarcações desde o século XVII, como o Túnel de Malpas, no Canal du Midi, em França, essas estruturas foram criadas para canais, portos e vias navegáveis interiores. O projeto de Stad distingue-se por ser desenhado para tráfego marítimo oceânico.</p>
<p>O túnel terá uma altura total de 50 metros, um vão livre de 33 metros entre o nível do mar e o teto, e 36 metros de largura. Estas dimensões permitirão a passagem de barcos de pesca, ferries e navios de cruzeiro, incluindo embarcações da rota costeira da Hurtigruten, com calado até 12 metros e boca até 16 metros.</p>
<p>A Administração Costeira Norueguesa concluiu já a avaliação das propostas apresentadas pelos três consórcios finalistas: AF Gruppen, Eiffage Génie Civil e o consórcio Skanska/Vassbakk &#038; Stol. Depois da adjudicação do contrato principal, haverá um período de espera para eventuais recursos antes da assinatura final.</p>
<p>“Estamos prontos para iniciar os processos necessários para facilitar o início da construção no início de 2027”, afirmou Einar Vik Arset, diretor-geral da Administração Costeira Norueguesa, citado pelo &#8216;El Confidencial&#8217;.</p>
<p>Segundo Harald Inge Johnsen, diretor do projeto, a avaliação das propostas está concluída e o empreiteiro escolhido poderá começar os preparativos com o objetivo de arrancar a obra no início de 2027. Em paralelo, outros contratos deverão avançar, incluindo a demolição de edifícios próximos do local e a instalação de novas condutas de água em ambos os lados do túnel.</p>
<p>Se o calendário for cumprido, o Túnel Marítimo de Stad deverá estar concluído por volta de 2032. O Governo norueguês estima que a infraestrutura possa reduzir o consumo de combustível e as emissões até 60%, ao eliminar longas esperas e desvios forçados.</p>
<p>Além do impacto ambiental, a Noruega espera que o túnel ajude a reforçar os setores da pesca e da aquacultura, alivie a pressão sobre estradas e caminhos-de-ferro e promova o turismo numa região até agora mais associada às tempestades do que a uma grande obra de engenharia.</p>
<p>Mais do que uma ligação entre dois fiordes, o túnel de Stad é uma tentativa de tornar previsível uma das passagens marítimas mais imprevisíveis da costa norueguesa. Para um país profundamente dependente do mar, a promessa é simples: menos espera, menos risco e uma rota mais segura para pessoas, mercadorias e produtos perecíveis.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779565]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>&#8220;O Exército russo enganou-nos&#8221;: Colombianos feitos prisioneiros na Ucrânia revelam esquema de recrutamento através do Facebook</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/o-exercito-russo-enganou-nos-colombianos-feitos-prisioneiros-na-ucrania-revelam-esquema-de-recrutamento-atraves-do-facebook/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 11:03:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[soldados]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Vários cidadãos colombianos capturados pelas forças ucranianas denunciaram a existência de uma alegada rede internacional de recrutamento associada à Rússia, que utiliza falsas ofertas de emprego publicadas nas redes sociais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vários cidadãos colombianos capturados pelas forças ucranianas denunciaram a existência de uma alegada rede internacional de recrutamento associada à Rússia, que utilizaria falsas ofertas de emprego publicadas nas redes sociais para atrair homens em situação económica vulnerável para o conflito na Ucrânia. Os testemunhos foram recolhidos junto de prisioneiros de guerra que combateram nas fileiras russas e que afirmam ter sido enganados, acreditando inicialmente que viajariam para a Europa para desempenhar funções civis.</p>
<p>Segundo os relatos, os anúncios eram divulgados sobretudo através do Facebook e do TikTok e prometiam salários elevados para trabalhos como motoristas, funcionários de empresas alimentares ou outros empregos civis. Os candidatos eram posteriormente encaminhados para uma rede de recrutadores que organizava toda a viagem até Moscovo, passando por países como o Brasil e o Qatar.</p>
<p>Os testemunhos surgem numa altura em que, de acordo com as autoridades ucranianas, milhares de estrangeiros oriundos da América Latina, África e Ásia Central terão sido integrados nas Forças Armadas russas desde o início da guerra. A Ucrânia afirma ter identificado mais de 18 mil cidadãos estrangeiros provenientes de 128 países que serviram ou continuam a servir nas forças russas.</p>
<p><strong>De padeiro desempregado a combatente numa trincheira</strong><br />
Mario, um colombiano de 40 anos oriundo da cidade de Montería, contou que decidiu procurar trabalho depois de ter sido forçado a encerrar a sua padaria devido à quebra nas vendas. Foi durante essa procura que encontrou um anúncio que prometia um salário mensal de cerca de 11 milhões de pesos colombianos, equivalente a aproximadamente 2.800 euros, para trabalhar como motorista em Moscovo.</p>
<p>Inicialmente recusou a proposta, receando afastar-se da família. Contudo, afirmou que foi repetidamente contactado por intermediários que insistiam tratar-se de uma oportunidade única.</p>
<p>Após aceitar a oferta, foi transportado para Bogotá, onde ficou alojado com outros colombianos. Dias depois, seguiu viagem para o Brasil, depois para o Qatar e finalmente para Moscovo.</p>
<p>À chegada à Rússia, garante que continuou a receber garantias de que iria trabalhar numa empresa alimentar. Durante cerca de uma semana permaneceu alojado num apartamento, enquanto realizava exames médicos e aguardava a assinatura do contrato.</p>
<p>A situação alterou-se radicalmente quando foi conduzido para um armazém de equipamento militar logo após assinar documentos escritos exclusivamente em russo.</p>
<p>“Eu disse que não queria aquele trabalho, mas responderam que tinha ido para trabalhar e que aquele era o emprego disponível. Disseram que, se recusasse, seria preso e desapareceria”, relatou.</p>
<p><strong>Contratos sem tradução e ameaças</strong><br />
Um testemunho semelhante foi apresentado por Jhonier, um criador de conteúdos digitais colombiano que também procurava emprego após perder a sua principal fonte de rendimento.</p>
<p>No seu caso, a oferta prometia trabalho na Polónia. Pouco depois de responder ao anúncio, recebeu instruções para viajar imediatamente para Bogotá.</p>
<p>Tal como aconteceu com Mario, a deslocação foi totalmente organizada por intermediários. Após passagens pelo Brasil e pelo Qatar, acabou igualmente em Moscovo.</p>
<p>Segundo relatou, durante todo o processo ninguém mencionou qualquer ligação ao Exército russo.</p>
<p>Quando chegou o momento de assinar o contrato, tentou fotografar o documento para o traduzir posteriormente, mas foi impedido.</p>
<p>“Só nos leram a parte que dizia que o contrato durava um ano. Falavam sempre em posto de trabalho, nunca diziam que era no Exército”, afirmou.</p>
<p>Após a assinatura, foi conduzido para um armazém onde recebeu uniforme militar, botas e equipamento de combate.</p>
<p>“Disse que não queria aquilo. Responderam que, nesse caso, a imigração me enviaria para a prisão e que desapareceria”, contou.</p>
<p><strong>Formação militar acelerada e envio para o campo de batalha</strong><br />
Os antigos recrutas afirmam que foram enviados para bases militares onde receberam apenas algumas semanas de formação básica no manuseamento de espingardas AK-47 e granadas.</p>
<p>Concluído esse período, foram colocados em camiões e distribuídos por diferentes sectores da frente de combate na Ucrânia.</p>
<p>Braian, outro colombiano capturado pelas forças ucranianas, relatou que viajou juntamente com o irmão após responder a uma oferta semelhante nas redes sociais. Os dois esperavam permanecer juntos, mas acabaram separados assim que chegaram à zona de guerra.</p>
<p>“Éramos cerca de 20 recrutas latino-americanos. Distribuíram-nos por diferentes posições. Fiquei com três russos mais velhos e a nossa missão era transportar água e alimentos para posições avançadas”, recordou.</p>
<p>Segundo os relatos, muitos dos estrangeiros eram utilizados em tarefas particularmente perigosas, incluindo o transporte de abastecimentos através de áreas minadas.</p>
<p><strong>Missões em campos de minas e alegações de maus-tratos</strong><br />
Jhonier descreveu uma das experiências mais traumáticas da sua passagem pela frente de combate.</p>
<p>Segundo contou, recebeu ordens para atravessar um campo minado acompanhado por outro colombiano e por um soldado russo.</p>
<p>Durante a travessia, o companheiro terá accionado uma mina.</p>
<p>“A perna e o braço ficaram destruídos. Não conseguia andar. O soldado russo obrigou-me a deixá-lo para trás. Ainda penso nele todas as noites”, afirmou.</p>
<p>Também Mario sofreu ferimentos graves após pisar uma mina durante uma missão de abastecimento.</p>
<p>Ferido e incapaz de caminhar normalmente, foi inicialmente socorrido por militares russos, que lhe aplicaram um torniquete. Contudo, afirma que foi posteriormente obrigado a continuar sozinho o percurso até outra posição militar.</p>
<p>Desorientado, com febre e sem água, acabou por encontrar soldados que julgava serem russos. Tratava-se, afinal, de militares ucranianos.</p>
<p>“Pensei que me iam matar. Tiraram-me apenas a faca e o rádio que tinha comigo. Depois deram-me água, comida e trataram da minha perna”, relatou.</p>
<p>Além das missões perigosas, vários dos entrevistados denunciaram alegados maus-tratos físicos durante o período de instrução militar.</p>
<p><strong>Salários prometidos nunca chegaram</strong><br />
Apesar das promessas iniciais de remunerações elevadas, os três colombianos garantem nunca ter recebido qualquer pagamento.</p>
<p>“Quando completámos o primeiro mês disseram-nos que teríamos de sair das trincheiras para receber o dinheiro pessoalmente. Mas nunca nos levaram”, afirmou Mario.</p>
<p>Todos acabaram capturados poucas semanas depois de chegarem à frente de combate.</p>
<p>A situação deixou familiares sem apoio financeiro e, em alguns casos, sem qualquer informação sobre o paradeiro dos seus parentes.</p>
<p>Braian revelou que continua sem saber se o irmão, recrutado na mesma operação, está vivo ou morto.</p>
<p><strong>Um limbo legal para os combatentes estrangeiros</strong><br />
Os prisioneiros colombianos afirmam enfrentar agora um futuro incerto.</p>
<p>Segundo os testemunhos recolhidos, muitos dos estrangeiros capturados encontram-se num vazio jurídico complexo. A Rússia não os reconhece nas trocas de prisioneiros, enquanto os seus países de origem não os consideram combatentes regulares.</p>
<p>As autoridades colombianas já descreveram anteriormente este fenómeno como um caso de tráfico humano em que pessoas vulneráveis são transformadas em “mercadoria de morte”.</p>
<p>Entretanto, estes cidadãos permanecem sob custódia ucraniana, juntamente com centenas de outros combatentes estrangeiros oriundos de países como Equador, Venezuela, Cuba, várias nações africanas, Cazaquistão, Uzbequistão e Coreia do Norte.</p>
<p>Apesar das incertezas, os três colombianos partilham o mesmo desejo: regressar a casa.</p>
<p>“Se conseguir voltar à Colômbia, vou contar tudo o que aconteceu para que ninguém volte a cair neste esquema”, afirmou Jhonier.</p>
<p>Mario deixa uma reflexão semelhante. “Se tivesse tido dinheiro para comprar uma passagem de regresso, no momento em que me entregaram o uniforme teria tentado voltar para casa. Se Deus me der essa oportunidade, vou dedicar a minha vida a pregar a sua palavra.”</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779584]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>“Portugal é ouro”: Empresário saudita diz que há vontade e capital para investir. Mas deixa uma ressalva</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/portugal-e-ouro-empresario-saudita-diz-que-ha-vontade-e-capital-mas-que-falta-um-canal-mais-direto-entre-quem-decide-e-os-investidores-internacionais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 11:01:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[empresário]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[saudita]]></category>
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					<description><![CDATA[Em entrevista à Executive Digest, Alwalid Albaltan, empresário saudita e presidente do Conselho Empresarial Arábia Saudita–Portugal (SPBC), defende que é necessário “um canal mais direto entre quem decide e os investidores internacionais”, de forma a acelerar projetos e reduzir a burocracia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Alwalid Albaltan, empresário saudita e presidente do Conselho Empresarial Arábia Saudita–Portugal (SPBC), regressou recentemente a Portugal com uma mensagem clara — há capital disponível e interesse crescente em investir, mas persistem obstáculos na ligação entre investidores internacionais e os centros de decisão.</p>
<p>Em entrevista à Executive Digest, o empresário sublinha que Portugal reúne condições particularmente atrativas em setores como habitação, energia verde, infraestruturas, tecnologia e inteligência artificial, destacando a “capacidade de execução” e a estabilidade institucional como fatores decisivos para o investimento saudita. Ainda assim, defende que é necessário “um canal mais direto entre quem decide e os investidores internacionais”, de forma a acelerar projetos e reduzir a burocracia.</p>
<p>A visita de Alwalid Albaltan incluiu contactos institucionais em Lisboa e no Porto, com entidades empresariais, associações setoriais e organizações como a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, a AEP, a ANJE e a AIMMAP, num esforço para reforçar pontes entre os dois países e identificar novas oportunidades de cooperação económica.</p>
<p>Com uma relação bilateral em fase de consolidação, o empresário acredita que os próximos anos poderão marcar um salto qualitativo na ligação entre Portugal e Arábia Saudita — tanto na atração de investimento direto como na internacionalização de empresas portuguesas para um mercado em forte expansão.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Que setores da economia portuguesa considera hoje mais atrativos para investimento saudita?</strong></p>
<p>Através das visitas que tenho vindo a realizar a Portugal, tem sido possível identificar um conjunto claro de setores prioritários: habitação, energia verde, infraestruturas e, com um peso cada vez maior, as áreas da tecnologia e inteligência artificial.</p>
<p>Portugal tem competências reconhecidas nestas áreas, conjugadas com uma capacidade de execução que é particularmente valorizada pelos investidores sauditas. Destaco, ainda, os encontros em que irei estar reunido com empresas de tecnologia industrial, construção, materiais e saúde, porque o potencial português não se limita a dois ou três setores.</p>
<p>O meu grande propósito é mapear as oportunidades e conseguir situações concretas de negócio, enquanto empresário a título individual, mas também na sequência do trabalho desenvolvido como presidente do Conselho Empresarial Arábia Saudita-Portugal: por um lado a explorar sinergias e hipóteses de internacionalização de empresas nacionais para o território saudita, e por outro a abrir as portas a outros investidores sauditas. No nosso entendimento, Portugal é “ouro”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que falta a Portugal para ser mais competitivo na captação de investimento estrangeiro direto?</strong></p>
<p>O principal obstáculo está no acesso à informação sobre os grandes projetos de investimento público e privado e na agilização de todas as questões burocráticas inerentes ao processo de fazer negócio. Há vontade e capital disponível das empresas sauditas, mas falta um canal mais direto entre quem decide esses projetos e os investidores internacionais. Para ultrapassar algumas destas dificuldades, temos investido na construção de pontes institucionais.</p>
<p>Nesta visita, à imagem do que tínhamos feito no início deste ano, fomentamos a relação com câmaras de comércio, associações empresariais e autarquias, enquanto parceiros efetivos que nos podem auxiliar neste processo. Quanto mais eficiente for esse percurso, mais rapidamente teremos investimento efetivo em projetos regionais e nacionais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Em que ponto está hoje a relação económica entre Portugal e Arábia Saudita e que evolução espera nos próximos anos?</strong></p>
<p>Considero que os passos que já foram dados nos colocam numa fase de consolidação. Ao longo dos últimos anos, temos vindo a construir uma relação bilateral e parcerias institucionais relevantes. Esta é já a quarta missão que realizo enquanto empresário e presidente do Conselho Empresarial, que conta atualmente com mais de 70 membros. O balanço é positivo e o futuro auspicioso. Espero que os próximos anos confirmem esta trajetória, com investimento saudita mais consistente em Portugal e mais empresas portuguesas a entrar no mercado da Arábia Saudita.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A cooperação está mais centrada em investimento saudita em Portugal ou também já há uma dinâmica relevante de internacionalização de empresas portuguesas para o mercado saudita?</strong></p>
<p>As duas dinâmicas acontecem em simultâneo. Por um lado, com um interesse crescente de investidores sauditas em Portugal. Ao mesmo tempo, as empresas portuguesas começam a considerar a Arábia Saudita como um mercado com a escala que necessitam para se expandirem.</p>
<p>A criação da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) Saudi Arabia e a presença de uma delegação da AICEP na Arábia Saudita são hoje instrumentos concretos de apoio a essa internacionalização.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Durante esta visita estão previstos contactos com setores como tecnologia industrial, construção, saúde e materiais. Há algum destes setores que considera prioritário?</strong></p>
<p>A nossa visão é integrada e estratégica. Queremos estar presentes em diferentes setores do tecido empresarial português. A tecnologia industrial e a construção têm uma ligação direta a grandes projetos em curso na Arábia Saudita.</p>
<p>A indústria da moda, por exemplo, com a participação de designers sauditas no Portugal Fashion, representa uma aposta com forte potencial de visibilidade e de aproximação cultural entre os dois países. No fundo, cada setor tem a sua própria identidade e importância.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que valorizam mais os investidores sauditas quando analisam um mercado como o português?</strong></p>
<p>Valorizamos a estabilidade institucional e a credibilidade de Portugal, associadas ao <em>know-how</em> e à qualidade de execução de projetos. Procuramos parceiros com visão de longo prazo, e encontramos em Portugal uma disponibilidade genuína para construir relações duradouras e algumas características que nos aproximam enquanto povos, o que pesa nas decisões de investimento. Essa proximidade e disponibilidade são fundamentais para gerarmos parcerias consistentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Qual é a sua visão para a relação económica entre os dois países na próxima década?</strong></p>
<p>Espero uma relação cada vez mais sólida, com a concretização de projetos nas duas localizações geográficas. A Arábia Saudita tem pela frente compromissos de grande escala — a Expo 2030 em Riade, o campeonato asiático e o Mundial de Futebol em 2034 — que vão gerar procura por infraestruturas, serviços e <em>know-how</em> nos quais Portugal tem vantagem competitiva. É um momento particularmente favorável para os empresários portugueses entrarem neste mercado, antes de uma maior concentração de concorrência internacional nos próximos anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Podemos esperar investimentos sauditas mais estruturais e de grande escala em Portugal?</strong></p>
<p>Sim, essa é a nossa ambição geral e iremos trabalhar nesse sentido. No meu caso pessoal, demos passos concretos com a abertura da nossa primeira empresa em Portugal &#8211; SDCI. Em grande parte, irá depender de continuarmos a melhorar o acesso direto aos grandes projetos de investimento em Portugal. Da nossa parte, há muita vontade em fazer acontecer.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779579]]></sapo:autor>
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		<title>A guerra também chegou ao espaço? Satélites russos parecem “perseguir” nave que fornece imagens à Ucrânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:42:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[espaço]]></category>
		<category><![CDATA[Kosmos]]></category>
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		<category><![CDATA[satélites]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Movimentos dos satélites Kosmos podem ser apenas uma missão de inspeção, mas também podem antecipar uma tentativa de interferir com o funcionamento do satélite ou mesmo de o danificar]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Seis satélites russos lançados este ano estão a aproximar-se de uma nave de observação da Terra usada pela Ucrânia, em manobras que estão a preocupar especialistas em segurança espacial. O &#8216;Supercluster&#8217; relata que os movimentos dos satélites Kosmos podem ser apenas uma missão de inspeção, mas também podem antecipar uma tentativa de interferir com o funcionamento do satélite ou mesmo de o danificar.</p>
<p>Os satélites russos, identificados como Kosmos 2609 a 2614, foram lançados no final de abril a bordo de um foguetão Soyuz. Segundo Greg Gillinger, vice-presidente sénior da empresa de inteligência espacial Integrity ISR, a forma como a Rússia colocou os aparelhos em órbita chamou a atenção desde o início.</p>
<p>O primeiro satélite foi deixado a uma altitude de cerca de 550 quilómetros, enquanto os restantes foram enviados para um plano orbital diferente através do rebocador espacial Volga. Cada satélite pesará cerca de 600 quilogramas, mas pouco mais é conhecido publicamente sobre a sua missão.</p>
<p>O detalhe que mais inquieta os analistas é a energia exigida para alterar planos orbitais depois do lançamento. Esse tipo de manobra consome muito combustível e reduz a vida útil dos satélites, pelo que raramente é feito sem um objetivo específico.</p>
<p>Nas semanas seguintes ao lançamento, Gillinger acompanhou os dados de rastreio disponibilizados pelos militares americanos e concluiu que a missão era invulgar. O plano orbital inicial dos satélites russos já estava muito próximo do de dois satélites da constelação finlandesa ICEYE, usada para observação da Terra. Em meados de maio, vários Kosmos começaram a acionar propulsores para se alinharem ainda mais com esses aparelhos.</p>
<p>A preocupação aumentou a 29 de maio, quando, segundo Gillinger, o Kosmos 2614 passou a apenas 13 quilómetros do ICEYE X36. A empresa COMSPOC, especializada em software de monitorização espacial, confirmou ao Supercluster a aproximação, embora tenha estimado a distância mínima em 43 quilómetros.</p>
<p>Por enquanto, os satélites russos não terão feito qualquer movimento diretamente perigoso. Ainda assim, a proximidade e o alinhamento orbital levantam dúvidas sobre as intenções de Moscovo, sobretudo porque o ICEYE tem sido um elemento importante no apoio à defesa ucraniana desde o início da invasão russa.</p>
<p>A constelação finlandesa é a maior do mundo equipada com instrumentos de radar de abertura sintética, tecnologia que permite observar a superfície terrestre através das nuvens e durante a noite. A Ucrânia chegou a comprar acesso prioritário às imagens da ICEYE com dinheiro angariado numa campanha de financiamento coletivo.</p>
<p>O interesse russo nestes satélites não surpreende especialistas. Em outubro de 2022, Konstantin Vorontsov, responsável do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo para a não proliferação e controlo de armas, declarou nas Nações Unidas que infraestruturas “quase civis” envolvidas no apoio militar à Ucrânia poderiam tornar-se alvos legítimos de retaliação.</p>
<p>Gillinger admite vários cenários. A missão pode ser de simples inspeção, mas também pode envolver interferência cinética ou não cinética. No primeiro caso, estaria em causa o uso de força física, como uma colisão intencional ou um sistema robótico para inutilizar um satélite. No segundo, poderiam ser usados métodos como bloqueio de sinal ou lasers para cegar sensores.</p>
<p>Victoria Samson, diretora de Segurança e Estabilidade Espacial da Secure World Foundation, afirma que este tipo de operação de proximidade não é novo para a Rússia. Satélites russos Luch e Luch 2 já se aproximaram de vários satélites de inteligência americanos. A diferença, neste caso, é que será a primeira vez, tanto quanto sabe, que satélites russos se colocam no mesmo plano orbital de um satélite comercial em órbita baixa terrestre.</p>
<p>O Supercluster recorda que os satélites Luch têm causado preocupação no Ocidente há mais de uma década. Desde 2014, o Luch tem realizado manobras próximas de satélites ocidentais na órbita geoestacionária, a cerca de 36.000 quilómetros de altitude, onde se encontram muitos satélites de telecomunicações e espionagem. Autoridades europeias suspeitam que esses aparelhos possam ter sido usados para escutar ou interferir com comunicações.</p>
<p>A órbita baixa terrestre, até cerca de 2.000 quilómetros de altitude, é hoje uma zona cada vez mais sensível. Além da constelação ICEYE, é também onde operam megaconstelações de Internet, como a Starlink da SpaceX, e várias frotas de observação da Terra capazes de captar imagens detalhadas. Muitas destas infraestruturas têm apoiado a Ucrânia desde 2022.</p>
<p>A Secure World Foundation tem alertado que tecnologias de aproximação e operação coordenada entre satélites podem ter usos legítimos, como inspeção ou manutenção, mas também podem ser empregues para interferir com serviços espaciais ocidentais ou causar danos físicos.</p>
<p>Para Gillinger, o caso ICEYE deve obrigar operadores comerciais e Governos ocidentais a repensar a forma como vigiam o ambiente espacial. Monitorizar objetos a partir da Terra, através de telescópios e radares, pode já não ser suficiente.</p>
<p>O especialista defende que os satélites passem a integrar os seus próprios sistemas de consciência situacional, capazes de observar o que acontece nas imediações. Se o ICEYE X36 tivesse sensores próprios para acompanhar o espaço à sua volta, afirma, os operadores poderiam avaliar melhor o comportamento do satélite russo e decidir se deveriam manobrar.</p>
<p>O alerta surge num contexto de crescente tensão no espaço. No ano passado, a China realizou manobras de proximidade descritas por fontes militares americanas como uma espécie de “combate aéreo” entre satélites, com cinco aparelhos a moverem-se de forma coordenada. Em janeiro deste ano, o secretário de Estado da Defesa alemão, Jens Plötner, afirmou que satélites europeus sofrem interferências da Rússia e da China “quase diariamente”.</p>
<p>A guerra na Ucrânia já mostrou como o espaço se tornou uma extensão do campo de batalha. A invasão russa de fevereiro de 2022 foi precedida por um ataque informático a terminais da operadora americana Viasat, então usados com frequência pelas forças ucranianas.</p>
<p>O episódio agora descrito pelo &#8216;Supercluster&#8217; reforça uma preocupação crescente: os satélites comerciais deixaram de ser apenas infraestruturas civis. Quando fornecem imagens, comunicações ou dados a países em guerra, podem transformar-se em peças estratégicas e, por isso, em potenciais alvos num conflito que já não se limita à Terra.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779554]]></sapo:autor>
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		<title>Robôs vão substituir 700 mil estafetas &#8220;mais cedo ou mais tarde&#8221;, alerta fundador da JD.com</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:40:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ fundador e presidente da JD.com, uma das maiores plataformas de comércio eletrónico da China, lançou um aviso que está a alimentar o debate sobre o impacto da automação no mercado de trabalho. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O fundador e presidente da JD.com, uma das maiores plataformas de comércio eletrónico da China, lançou um aviso que está a alimentar o debate sobre o impacto da automação no mercado de trabalho. Richard Liu afirmou que os cerca de 700 mil trabalhadores de entregas da empresa acabarão por ser substituídos por robôs, numa transformação que considera inevitável, embora admita preocupação com o futuro profissional destes trabalhadores.</p>
<p>As declarações foram feitas durante o fórum de líderes empresariais da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), realizado em Shenzhen, onde o responsável descreveu um cenário em que a logística será cada vez mais automatizada. “No futuro, quando os robôs estiverem a entregar encomendas, mais cedo ou mais tarde chegará o dia em que os estafetas deixarão praticamente de ser necessários”, afirmou. Apesar disso, acrescentou que não deseja ver os trabalhadores afetados pela mudança tecnológica sem meios de subsistência, defendendo a necessidade de criar alternativas profissionais para quem perder o emprego devido à automação.</p>
<p>“Serão definitivamente os robôs a fazer as entregas. Mas eu realmente não quero que os nossos 700 mil irmãos fiquem sem refeições, sem emprego”, declarou Richard Liu.</p>
<p><strong>Empresa aposta na requalificação dos trabalhadores</strong><br />
Perante a perspetiva de substituição gradual dos estafetas, a JD.com já começou a preparar programas de requalificação profissional. Segundo o empresário, a empresa assinou acordos com cerca de 120 escolas para formar trabalhadores em novas funções ligadas à manutenção e reparação de robôs.</p>
<p>Liu considera que a própria expansão da robótica irá gerar novas oportunidades de trabalho. “A reparação de robôs tornar-se-á comum porque os robôs são máquinas e, em algum momento, terão sempre avarias”, explicou.</p>
<p>O responsável defendeu ainda que a tecnologia deve ser utilizada para melhorar a vida das pessoas e tornar o trabalho mais interessante, em vez de eliminar o direito ao emprego. “A tecnologia deve tornar a vida humana melhor”, afirmou.</p>
<p><strong>China acelera automatização em larga escala</strong><br />
Embora Richard Liu não tenha avançado qualquer previsão sobre quando as entregas robotizadas poderão tornar-se dominantes na China, vários projetos-piloto já estão em funcionamento no país.</p>
<p>Entre os exemplos divulgados pelos meios de comunicação chineses encontram-se robôs que entregam refeições aos passageiros em aeroportos de Shenzhen e sistemas autónomos capazes de utilizar comboios urbanos para reabastecer lojas de conveniência naquele importante centro tecnológico.</p>
<p>Estes projetos surgem num contexto em que a China continua a acelerar a adoção de tecnologias avançadas, nomeadamente inteligência artificial, automação industrial e robótica, áreas consideradas estratégicas pelas autoridades chinesas para sustentar o crescimento económico nas próximas décadas.</p>
<p>A importância atribuída ao sector ficou patente no novo plano quinquenal aprovado oficialmente em março, documento que define as principais prioridades económicas do país para os próximos anos.</p>
<p>Segundo a Federação Internacional de Robótica, a estratégia chinesa coloca a robótica “no centro do seu sistema industrial moderno”, procurando transformar a investigação em inteligência artificial em aplicações físicas concretas capazes de impulsionar a economia.</p>
<p><strong>Crescem os receios sobre o impacto no emprego</strong><br />
As declarações do líder da JD.com refletem uma preocupação crescente entre decisores políticos, economistas e especialistas em emprego relativamente às consequências sociais da rápida automatização da economia chinesa.</p>
<p>Os receios são particularmente relevantes porque a China já enfrenta desafios significativos no mercado laboral. Os dados oficiais apontam para uma taxa de desemprego jovem de 16,3% em abril, enquanto o número de trabalhadores da chamada economia de plataformas continua a crescer.</p>
<p>Segundo estimativas do China New Employment Forms Research Center, o número de trabalhadores temporários ou independentes deverá atingir 320 milhões este ano, um aumento significativo face aos 200 milhões registados há apenas cinco anos.</p>
<p>Este grupo inclui estafetas, motoristas de plataformas digitais, trabalhadores fabris temporários e outros profissionais sem vínculos tradicionais de emprego. Atualmente, representam cerca de 40% do emprego urbano na China.</p>
<p>Enquanto os empregos manuais enfrentam a concorrência crescente dos robôs, muitos especialistas alertam também para o impacto da inteligência artificial nas profissões administrativas e técnicas tradicionalmente associadas ao trabalho de escritório.</p>
<p><strong>Governo procura tranquilizar trabalhadores</strong><br />
Perante estas preocupações, as autoridades chinesas têm procurado transmitir uma mensagem de apoio aos trabalhadores da economia digital.</p>
<p>Em março, a ministra dos Recursos Humanos e Segurança Social, Wang Xiaoping, afirmou que o Governo está a explorar formas eficazes de alargar a cobertura da proteção social aos trabalhadores das plataformas digitais.</p>
<p>A governante destacou igualmente o surgimento de novas profissões relacionadas com a transformação tecnológica, referindo áreas como treinadores de inteligência artificial e pilotos de drones como exemplos de oportunidades emergentes.</p>
<p><strong>Organizações de direitos humanos pedem mais proteção</strong><br />
A rápida transformação do mercado laboral também motivou intervenções de organizações internacionais.</p>
<p>A Human Rights Watch apelou recentemente ao Governo chinês para reforçar a proteção dos trabalhadores da economia digital, defendendo a aplicação dos princípios definidos pela Convenção da Organização Internacional do Trabalho sobre Trabalho Digno na Economia de Plataformas, aprovada este mês com o apoio da China.</p>
<p>A organização considera que os direitos dos trabalhadores só poderão ser efetivamente protegidos se existirem mecanismos que lhes permitam organizar-se e defender os seus interesses.</p>
<p>“Promessas no papel significarão pouco se os trabalhadores não puderem organizar-se, fazer ouvir a sua voz e responsabilizar tanto as plataformas digitais como o Governo”, afirmou a Human Rights Watch.</p>
<p><strong>JD.com enfrenta também escrutínio na Europa</strong><br />
A JD.com é uma das maiores empresas de comércio eletrónico da China, competindo diretamente com gigantes como Alibaba e Meituan.</p>
<p>Fundada por Richard Liu, a empresa opera ainda a plataforma Joybuy em vários mercados europeus, incluindo Reino Unido, França e Alemanha.</p>
<p>O grupo entrou na bolsa norte-americana Nasdaq em 2014 e mantém igualmente uma cotação secundária em Hong Kong.</p>
<p>Mais recentemente, a empresa passou também a estar sob atenção das autoridades europeias. Em maio, a Comissão Europeia abriu uma investigação aprofundada relacionada com a proposta de aquisição da retalhista alemã Ceconomy por cerca de 2,2 mil milhões de euros, num contexto em que Bruxelas tem vindo a endurecer o escrutínio sobre investimentos e subsídios ligados a grandes grupos chineses.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779522]]></sapo:autor>
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		<title>Dívida das famílias, empresas e Estado sobe para 876.200 ME em abril</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:40:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O endividamento do setor não financeiro, que reúne administrações públicas, empresas e particulares, aumentou 8.100 milhões de euros em abril face a março, para 876.200 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O endividamento do setor não financeiro, que reúne administrações públicas, empresas e particulares, aumentou 8.100 milhões de euros em abril face a março, para 876.200 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).</p>
<p>Deste total, 491.900 milhões de euros respeitavam ao setor privado (empresas privadas e particulares) e 384.300 milhões de euros ao setor público (administrações públicas e empresas públicas).</p>
<p>Em abril, o endividamento do setor público subiu 5.500 mil milhões de euros, sobretudo junto do resto do mundo (+3.700 milhões de euros) e das administrações públicas (+1.500 milhões de euros).</p>
<p>Segundo o BdP, a variação perante o resto do mundo resultou do investimento em títulos de dívida pública (+3.600 milhões de euros), tanto de curto (+2.400 milhões de euros) como de longo prazo (+1.200 milhões de euros).</p>
<p>Já a evolução junto das administrações públicas refletiu, principalmente, o incremento dos depósitos dos fundos da segurança social junto do Tesouro (+600 milhões de euros) e dos títulos de dívida em carteira deste setor (+1.100 milhões de euros).</p>
<p>O banco central aponta também um crescimento do endividamento do setor público junto das empresas (+200 milhões de euros) e dos particulares (+400 milhões de euros). Em sentido contrário, o endividamento do setor público reduziu-se junto do setor financeiro em 300 milhões de euros, principalmente devido ao desinvestimento em títulos de dívida de longo prazo.</p>
<p>Quanto ao endividamento do setor privado, aumentou 2.600 milhões de euros: O endividamento dos particulares subiu 1.300 milhões de euros, essencialmente por via do crédito à habitação (+1.000 milhões de euros), enquanto o endividamento das empresas privadas aumentou 1.300 milhões de euros, refletindo o acréscimo do financiamento junto do exterior (+800 milhões de euros) e do setor financeiro (+400 milhões de euros).</p>
<p>Em abril, o endividamento das empresas privadas cresceu 4,4% relativamente ao mesmo mês do ano anterior, acima dos 3,5% observados em março, prolongando a tendência de aceleração registada desde o início do ano.</p>
<p>Já o endividamento dos particulares subiu 9,0% em relação ao período homólogo, mais 0,3 pontos percentuais do que em março.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779558]]></sapo:autor>
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		<title>Ex-ministro de Pedro Sánchez condenado a mais de 23 anos de prisão por corrupção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:36:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ex-ministro dos Transportes de Espanha José Luis Ábalos foi hoje condenado a 23 anos e três meses de prisão por corrupção em contratos públicos para compra de máscaras na pandemia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ex-ministro dos Transportes de Espanha José Luis Ábalos foi hoje condenado a 23 anos e três meses de prisão por corrupção em contratos públicos para compra de máscaras na pandemia.</p>
<p>Além de Ábalos, que integrou governos do atual chefe do Governo, Pedro Sánchez, foram julgados e condenados neste caso o antigo assessor do ex-ministro Koldo Garcia (19 anos e oito meses de prisão) e o empresário Victor de Aldama, que colaborou com a justiça e confessou os crimes (quatro anos e meio de prisão suspensa).</p>
<p>O Ministério Público espanhol tinha pedido, nas alegações finais no julgamento, em 04 de maio, 24 anos de prisão para José Luis Ábalos.</p>
<p>Antigo &#8220;braço direito&#8221; de Pedro Sánchez, o ex-ministro foi também dirigente do Partido Socialista Espanhol (PSOE).</p>
<p>José Luis Ábalos, Victor de Aldama e Koldo García foram julgados em Madrid acusados de suborno, tráfico de influências, desvio de dinheiro público, integração em organização criminosa, uso e aproveitamento de informação privilegiada, falsificação e prevaricação.</p>
<p>O Ministério Público argumentou que os três, aproveitando a posição que Ábalos e Koldo García tinham então no Governo e no PSOE, levaram organismos públicos e empresas públicas a comprar material sanitário durante a pandemia da covid-19 e obtiveram comissões ilegais.</p>
<p>Esta investigação originou outro processo mais alargado, ainda em curso, em que estão a ser investigadas suspeitas de corrupção na cúpula do PSOE, relacionadas com eventuais comissões na adjudicação de obras públicas.</p>
<p>Ábalos foi ministro entre 2018 e 2021 e, perante as suspeitas de corrupção, foi expulso do PSOE em 2024.</p>
<p>Foi um dos dirigentes do PSOE mais próximos de Sánchez, por fazer parte do núcleo duro que o acompanhou no percurso até à liderança do PSOE (em 2017) e do Governo (em 2018).</p>
<p>O primeiro-ministro e líder do PSOE reconheceu haver &#8220;indícios muito graves&#8221; de corrupção envolvendo antigos dirigentes do PSOE, pediu desculpa e perdão aos espanhóis e aos militantes da força política, mas tem reiterado que o partido é &#8220;uma organização limpa&#8221; e não há suspeitas de financiamento ilegal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779557]]></sapo:autor>
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		<title>Trabalhista Andy Burnham anuncia que será candidato à sucessão de Keir Starmer </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:34:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente da Câmara de Manchester e recém-eleito deputado, Andy Burnham, anunciou que será candidato à sucessão de Keir Starmer, que hoje se demitiu da liderança do Partido Trabalhista. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente da Câmara de Manchester e recém-eleito deputado, Andy Burnham, anunciou que será candidato à sucessão de Keir Starmer, que hoje se demitiu da liderança do Partido Trabalhista.</p>
<p>&#8220;A sua decisão marca o início de uma transição e é importante que este processo seja conduzido de forma ordenada e responsável. Disponibilizar-me-ei para fazer parte deste processo&#8221;, escreveu na rede social X.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true">
<p lang="en" dir="ltr">Keir has given huge service to our country and I want to thank him for his leadership and dedication during such a challenging period. </p>
<p>His decision marks the beginning of a transition and it is important that this process is conducted in an orderly and responsible way. I will…</p>
<p>&mdash; Andy Burnham (@AndyBurnhamGM) <a href="https://x.com/AndyBurnhamGM/status/2068998063998329203?ref_src=twsrc%5Etfw">June 22, 2026</a></p></blockquote>
<p><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>Burnham disse que &#8220;o país espera estabilidade, seriedade e um foco contínuo nas questões que mais importam, e é isso que irá obter&#8221;.</p>
<p>Sobre a sua visão, elegeu como prioridade &#8220;trabalhar em conjunto para levar o país de volta ao ponto onde todos queremos que ele esteja&#8221; em termos de crescimento económico, custo de vida, serviços públicos, habitação e oportunidades para os jovens.</p>
<p>Burnham prestou ainda homenagem a Starmer porque &#8220;prestou um enorme serviço ao nosso país&#8221; e agraceceu a &#8220;liderança e dedicação durante um período tão desafiante&#8221;.</p>
<p>Keir Starmer revelou esta manhã ter informado o Rei Carlos III da intenção de renunciar à liderança do Partido Trabalhista, iniciando o processo para a sua sucessão.</p>
<p>Os candidatos a uma eleição interna deverão reunir o apoio de 81 deputados e formalizar o interesse até 16 de julho.</p>
<p>Segundo a tradição do sistema parlamentar britânico, o vencedor herdará também a chefia do Governo enquanto líder do partido com maioria na Câmara dos Comuns.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779556]]></sapo:autor>
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		<title>EBRO entrega viatura número 100 em Portugal e acelera expansão da rede nacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:31:45 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[Empresa prevê ultrapassar os 10 pontos de venda até ao final do ano, incluindo presença no Porto e em Lisboa]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A EBRO inaugurou, na passada sexta-feira, o novo concessionário MARTINAUTO, em Oliveira de Azeméis, numa abertura que assinalou mais uma etapa do plano de expansão da marca espanhola em Portugal e coincidiu com a entrega da viatura EBRO número 100 no mercado nacional.</p>
<p>O novo espaço integra a rede nacional da marca e surge poucas semanas depois do arranque comercial da EBRO em Portugal. A empresa prevê ultrapassar os 10 pontos de venda até ao final do ano, incluindo presença no Porto e em Lisboa.</p>
<p>Atualmente, a EBRO conta com quatro espaços de comercialização no país, localizados em Coimbra, Aveiro, Leiria e, agora, Oliveira de Azeméis. O concessionário MARTINAUTO foi desenvolvido para acompanhar os clientes desde o primeiro contacto com a marca até ao serviço pós-venda.</p>
<p>“A entrega da viatura EBRO número 100 em Portugal é um sinal muito positivo da forma como o mercado está a receber a marca. Estamos ainda numa fase inicial, mas este marco demonstra que existe espaço para uma proposta diferenciadora, competitiva e adaptada às necessidades reais dos clientes”, afirma Ricardo Ramos, diretor da EBRO Portugal.</p>
<p>O responsável sublinha ainda que a abertura do novo concessionário em Oliveira de Azeméis reforça a rede nacional com “um parceiro de referência”, num momento em que a marca procura consolidar a sua presença no mercado português e relançar uma marca histórica com ambição europeia.</p>
<p>A viatura número 100 entregue em Portugal foi um EBRO s700 PHEV, modelo que integra a gama SUV multi-energia da marca. A proposta da EBRO inclui versões a gasolina, híbridas, híbridas plug-in e, em breve, modelos 100% elétricos.</p>
<p>Para Pedro Martins, administrador da MARTINAUTO, a integração na rede EBRO representa uma aposta no potencial da marca e na relevância da sua gama SUV para os clientes da região. “Este concessionário foi preparado para garantir uma experiência de proximidade, confiança e qualidade, tanto na venda como no serviço pós-venda”, refere.</p>
<p>A entrada da EBRO no mercado nacional assenta numa gama composta por quatro SUV. O s400 é um SUV compacto híbrido, pensado para utilização urbana e quotidiana, com potência combinada de 211 cv e preço a partir de 29.240 euros.</p>
<p>O s700 posiciona-se como uma proposta versátil para famílias, com versões a gasolina, híbrida e híbrida plug-in. Segundo a marca, pode atingir até 1.200 quilómetros de autonomia combinada e até 90 quilómetros em modo 100% elétrico, estando disponível desde 33.740 euros.</p>
<p>A gama inclui ainda o s800, um SUV de sete lugares focado no conforto e no espaço, com até 1.930 litros de capacidade de bagageira e motorizações a gasolina e híbrida plug-in de 279 cv. O preço começa nos 42.240 euros.</p>
<p>No topo da oferta está o s900, um SUV híbrido plug-in 4&#215;4 com 428 cv, autonomia elétrica até 177 quilómetros e autonomia combinada até 1.050 quilómetros. O modelo está disponível desde 56.740 euros.</p>
<p>A gama SUV da EBRO assenta em plataformas multi-energia desenvolvidas com o Grupo Chery e integra tecnologias como processador Qualcomm Snapdragon 8155, ecrãs de grande formato, sistema de som Sony e a aplicação EBROAuto para controlo remoto.</p>
<p>Em matéria de segurança, os modelos incluem carroçarias reforçadas com aço de ultra alta resistência, até nove airbags e um conjunto alargado de sistemas avançados de apoio à condução.</p>
<p>A marca oferece uma garantia de sete anos ou 150.000 quilómetros, que se prolonga até oito anos ou 160.000 quilómetros para os sistemas de propulsão elétricos.</p>
<p>A EBRO prepara também o lançamento de um modelo 100% elétrico, com chegada prevista a Portugal no próximo inverno, reforçando a estratégia de eletrificação progressiva da marca.</p>
<p>Todos os modelos são fabricados na EBRO Factory, na Zona Franca de Barcelona. A marca enquadra esta produção no compromisso com a reindustrialização, a criação de emprego, a sustentabilidade e o desenvolvimento de uma base produtiva competitiva em Espanha e na Europa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779549]]></sapo:autor>
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		<title>FTSE cai ligeiramente e libra esterlina estável após demissão de Keir Starmer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:28:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Londres registou quedas ligeiras após o anúncio da demissão do primeiro-ministro, Keir Starmer, enquanto a libra esterlina manteve-se estável esta manhã.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bolsa de Londres registou quedas ligeiras após o anúncio da demissão do primeiro-ministro, Keir Starmer, enquanto a libra esterlina manteve-se estável esta manhã.</p>
<p>No início da sessão, o índice FTSE 100 do Reino Unido recuou menos de 0,1%, para 10.360,01, após Keir Starmer anunciar a demissão do cargo de primeiro-ministro.</p>
<p>O responsável permanecerá no cargo até que seja escolhido o seu sucessor como líder do Partido Trabalhista.</p>
<p>O índice DAX da Alemanha caiu 0,2%, para 24.940,33, enquanto o CAC 40 da França recuou 0,5%, para 8.378,85.</p>
<p>Já a libra esterlina manteve-se relativamente estável esta manhã, apresentando uma ligeira queda, apesar da crise política no Reino Unido.</p>
<p>Por volta das 9:30 (GMT), a moeda britânica estava cotada a 1,3222 dólares por libra, uma queda de 0,07%.</p>
<p>Andy Burnham, o autarca de Manchester e favorito para suceder a Keir Starmer, tomará hoje posse oficialmente como membro do Parlamento, um passo crucial para se tornar líder do Partido Trabalhista e, posteriormente, primeiro-ministro.</p>
<p>&#8220;Esperamos que qualquer impacto negativo inicial da mudança política seja modesto&#8221;, sinalizou Lee Hardman, do MUFG, à AFP, observando que Burnham &#8220;prometeu cumprir as regras orçamentais do governo&#8221;, atenuando assim as preocupações do mercado sobre uma possível transição política custosa e que exigiria empréstimos.</p>
<p>O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou hoje que se vai demitir da liderança do Partido Trabalhista, iniciando o processo para a sua sucessão à frente do Governo dois anos após ser eleito com maioria absoluta.</p>
<p>Numa declaração pelas 09:30 junto à residência oficial no número 10 de Downing Street, Starmer indicou que o sucessor deverá estar em funções em setembro.</p>
<p>Keir Starmer, cuja impopularidade é refletida nas sondagens, estava sob intensa pressão interna para se demitir na sequência de vários erros políticos e após maus resultados nas eleições locais e regionais de maio.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779547]]></sapo:autor>
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		<title>Pessoas com cancro fechadas nuas em sacos de plástico e “tratadas” com lixívia: a falsa terapia que alarma médicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:27:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Cancro]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
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					<description><![CDATA[Dono de uma clínica em Londres afirmou estar a tratar pacientes com cancro em estágio 4]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma clínica em Londres está a tratar doentes oncológicos em fase 4 com um método que consiste em selá-los, nus do pescoço para baixo, num saco de plástico enquanto são expostos a dióxido de cloro, um branqueador industrial oxidante. A&#8217; Wired&#8217; relata que o responsável pela Battersea Park Clinic, Alastair Jessel, admitiu num podcast que o chamado “Protocolo G” é “provavelmente o mais perigoso de todos”.</p>
<p>Jessel, antigo corretor da bolsa e empresário do setor dos gelados artesanais, não tem formação médica ou científica, segundo a publicação. Em 2021, registou a clínica no sul de Londres, inicialmente com tratamentos de ondas escalares, uma prática baseada num conceito pseudocientífico não comprovado. Mais tarde, acrescentou terapia com luz vermelha, câmara hiperbárica e, em 2024, dióxido de cloro.</p>
<p>O dióxido de cloro tem sido promovido durante décadas por defensores de terapias alternativas como uma suposta cura para várias doenças, incluindo cancro, VIH, Covid-19 e autismo. Estas alegações não têm sustentação científica fiável. No caso descrito pela &#8216;Wired&#8217;, a substância é usada na forma gasosa e não diluída, através de um método inspirado por Andreas Kalcker, um dos principais promotores internacionais desta solução semelhante à lixívia.</p>
<p>Num podcast dedicado ao dióxido de cloro, Jessel afirmou ter perguntado num grupo privado de mensagens se alguém já tinha experimentado o “Protocolo G” e que ninguém respondeu. “Nunca ninguém o fez. Por isso, não sei se sou a primeira pessoa no Reino Unido a fazê-lo, mas sou definitivamente uma raridade”, disse.</p>
<p>Kalcker rejeitou à &#8216;Wired&#8217; a descrição do tratamento como perigoso, afirmando que, se for aplicado corretamente e evitando a inalação de vapores, será um procedimento “bem tolerado”. No entanto, o próprio site de Kalcker, segundo a revista, não refere o uso do protocolo para tratamento do cancro.</p>
<p>A posição das entidades médicas é clara. Caroline Geraghty, enfermeira especialista sénior em informação da Cancer Research UK, afirmou à &#8216;Wired&#8217; que “atualmente, não existem provas científicas de que a exposição ao gás dióxido de cloro seja um tratamento seguro ou eficaz para as pessoas com cancro”. A responsável alertou ainda que tratamentos não comprovados podem interferir com terapias aprovadas e causar efeitos secundários perigosos.</p>
<p>Jessel não respondeu a uma lista detalhada de perguntas da &#8216;Wired&#8217;, limitando-se a remeter para o livro &#8216;Forbidden Health&#8217;, de Andreas Kalcker. Em entrevistas anteriores, apresentou-se como “o Sr. Dióxido de Cloro do Reino Unido” e afirmou que a sua clínica se tornou um local de referência “holístico” para pessoas com cancro.</p>
<p>A publicação relata ainda que, em dezembro de 2024, a clínica foi alvo de uma operação da Agência de Normas Alimentares e do serviço de defesa do consumidor, depois de começar a enviar frascos de dióxido de cloro a clientes para tratar cancro e Covid-19. Um e-mail analisado pela &#8216;Wired&#8217; indicava que foram encontrados frascos da substância expostos na clínica. Numa visita posterior, não foram encontrados frascos à venda e um funcionário terá dito a um agente encoberto que a clínica já não oferecia o produto como tratamento.</p>
<p>O caso levanta também dúvidas legais. A Lei do Cancro do Reino Unido de 1939 proíbe profissionais não médicos de anunciarem tratamentos ou curas para o cancro. A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde britânica disse à &#8216;Wired&#8217; que qualquer produto que alegue prevenir ou tratar doenças em seres humanos será enquadrado como medicamento e exigirá as autorizações legais relevantes para ser vendido ou fornecido no Reino Unido. O dióxido de cloro não tem essa autorização.</p>
<p>A Care Quality Commission, regulador dos serviços de saúde e assistência social em Inglaterra, confirmou à publicação que investigou a clínica, mas explicou que não foi possível tomar medidas porque a situação ficou fora do seu âmbito de atuação, uma vez que não foi identificado o envolvimento de um profissional de saúde credenciado.</p>
<p>Entre os críticos está Fiona O’Leary, ativista irlandesa que há anos alerta para os perigos do dióxido de cloro e que denunciou o caso às autoridades. Para O’Leary, doentes vulneráveis com cancro estão a ser usados como “cobaias”, expostos a gás oxidante sem base científica.</p>
<p>A &#8216;Wired&#8217; cita também Natalie Passant, filha de um homem com cancro da próstata avançado que terá gasto cerca de 5.000 dólares, aproximadamente 4.300 euros, em tratamentos na clínica em 2024, antes de morrer em fevereiro de 2025. Jessel rejeitou, numa resposta a uma avaliação no Google, ter incentivado o doente a abdicar de tratamentos médicos essenciais.</p>
<p>Apesar dessa resposta, a revista refere que Jessel contradisse essa posição em vários podcasts, nos quais falou abertamente sobre tratar clientes com diferentes doenças. Numa entrevista ao americano Robert Yoho, afirmou que cerca de metade dos seus doentes tinham cancro.</p>
<p>O caso expõe o risco da promoção de tratamentos alternativos sem prova científica junto de pessoas em situação particularmente vulnerável. Para especialistas citados pela &#8216;Wired&#8217;, a recomendação essencial é que qualquer doente oncológico fale com o seu oncologista, médico de família ou enfermeiro especializado antes de experimentar terapias não aprovadas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779538]]></sapo:autor>
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		<title>Fundação EDP promove laboratório criativo sobre ambiente e justiça social em parceria com a Skoola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:26:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[projeto]]></category>
		<category><![CDATA[Skoola]]></category>
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					<description><![CDATA[A Fundação EDP e a Academia de Música Urbana Skoola arrancam com, uma iniciativa que junta criação artística, educação e sustentabilidade e que desafia jovens a refletir sobre os grandes problemas contemporâneos através da música.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Fundação EDP e a Academia de Música Urbana Skoola arrancam hoje, em Lisboa, com a 5.ª edição do projeto “Música com Energia”, uma iniciativa que junta criação artística, educação e sustentabilidade e que desafia jovens a refletir sobre os grandes problemas contemporâneos através da música.</p>
<p>O programa decorre entre 22 e 26 de junho e envolve 25 jovens, com idades entre os 12 e os 18 anos, num laboratório criativo onde temas como a crise climática, a sustentabilidade ambiental, a desigualdade social e a responsabilidade coletiva são trabalhados através da música, do movimento, da voz e da performance.</p>
<p>Resultante de uma parceria iniciada em 2022 entre as duas entidades, o projeto assume-se como um espaço de experimentação artística e de inclusão social. Com o apoio da Fundação EDP, é garantida a participação de jovens provenientes de instituições de acolhimento, procurando eliminar barreiras socioeconómicas ao acesso a experiências formativas e artísticas.</p>
<p>Ao longo da semana, os participantes são incentivados a assumir um papel ativo na criação de conteúdos artísticos, deixando de ser apenas recetores de mensagens sobre sustentabilidade para se tornarem agentes de transformação. O processo culmina na criação de um “artefesto” coletivo — um conceito que cruza arte e manifesto — que será apresentado publicamente no final do programa.</p>
<p>“Para a Fundação EDP, o Música com Energia é uma forma de aprofundarmos o nosso compromisso com a criação cultural como motor de coesão social e desenvolvimento sustentável. Este projeto capacita jovens, valoriza o talento local e devolve às comunidades o poder de construir narrativas e futuros próprios”, afirma Martim Salgado.</p>
<p>A edição deste ano conta ainda com direção artística de Filipe Sousa e orientação de Gonçalo Bacalhau, envolvendo processos de criação colaborativa alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.</p>
<p>O programa integra também a colaboração da investigadora e artista interdisciplinar Francisca Rocha Gonçalves, conhecida pelo trabalho na interseção entre som, ciência e ambiente, com especial enfoque na exploração de paisagens sonoras subaquáticas e na relação entre ecossistemas e criação sonora.</p>
<p>As atividades decorrem entre os espaços da Skoola e da Fundação EDP, integrando também a relação entre arquitetura, energia e criação artística como parte do processo criativo. A performance final está agendada para 26 de junho e resulta do trabalho desenvolvido ao longo dos cinco dias de laboratório.</p>
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		<title>Autonomia até 500 km, carregamento mais rápido e Gemini a bordo: Renault atualiza o Megane E-Tech elétrico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:17:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Renault Mégane E-tech]]></category>
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					<description><![CDATA[Modelo, lançado em 2022 como um dos primeiros representantes da nova geração elétrica da marca, passa a contar com uma bateria LFP de 67 kWh, uma autonomia WLTP de até 500 quilómetros e carregamento rápido em corrente contínua até 165 kW]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Renault atualizou o Megane E-Tech elétrico com uma nova bateria, mais autonomia, carregamento rápido melhorado, uma imagem exterior redesenhada e uma gama mais simples, composta agora por dois níveis de equipamento: Techno e Esprit Alpine.</p>
<p>O modelo, lançado em 2022 como um dos primeiros representantes da nova geração elétrica da marca, passa a contar com uma bateria LFP de 67 kWh, uma autonomia WLTP de até 500 quilómetros e carregamento rápido em corrente contínua até 165 kW. Segundo a Renault, esta evolução permite carregar a bateria dos 15% aos 80% em cerca de 24 minutos.</p>
<p>A atualização surge num segmento dos familiares compactos elétricos cada vez mais competitivo, no qual a marca francesa pretende reforçar o posicionamento do Megane E-Tech elétrico. A Renault sublinha que mais de dois em cada três compradores do modelo são novos no universo dos automóveis elétricos, razão pela qual procurou tornar a experiência de utilização mais simples, eficiente e intuitiva.</p>
<p>A nível visual, o novo Megane E-Tech elétrico recebe uma dianteira profundamente remodelada. À exceção dos faróis, todos os elementos são novos, incluindo o para-choques, a grelha fechada em preto brilhante e a nova assinatura luminosa com componentes em forma de diamante. O objetivo passa por reforçar a perceção de largura, presença em estrada e dinamismo.</p>
<p>Na traseira, as luzes mantêm a disposição em toda a largura, mas passam a ter uma construção tridimensional, sem lente de cobertura. O modelo fica também ligeiramente mais alto, em 20 milímetros, devido à nova bateria, mantendo elementos de identidade como os puxadores embutidos, a linha de tejadilho inclinada, a linha de cintura elevada e as jantes de 19 ou 20 polegadas.</p>
<p>Laurens van den Acker, diretor de Design do Grupo Renault, afirma que a marca aumentou a largura aparente e a postura em estrada do novo Megane E-Tech elétrico para lhe dar maior presença, com um estilo “desportivo e moderno” que reflete as suas qualidades dinâmicas.</p>
<p>No interior, a versão Techno passa a contar com um painel de instrumentos com acabamento em TEP, enquanto a Esprit Alpine recebe detalhes específicos, incluindo novos acabamentos nos painéis das portas em cinzento espectral. A iluminação LED mantém um papel importante na criação de ambiente a bordo e pode ser personalizada pelo condutor.</p>
<p>A experiência digital continua centrada no sistema openR, composto por um painel digital de 12,3 polegadas e um ecrã multimédia de 12 polegadas. O Megane E-Tech elétrico mantém o sistema openR link com Google integrado, incluindo Google Maps, Google Assistant e acesso a aplicações através do Google Play.</p>
<p>Uma das novidades tecnológicas é a integração do Gemini, que permite ao condutor interagir com o automóvel através de linguagem natural e conversacional. O sistema compreende pedidos em contexto e fornece respostas em tempo real, com o objetivo de facilitar tarefas a bordo sem retirar a atenção da estrada.</p>
<p>A Renault reforçou também a conectividade do modelo, com três anos de Internet incluída no automóvel. Esta atualização permite aceder diretamente ao catálogo de aplicações no sistema openR link, incluindo conteúdos multimédia, sem necessidade de partilhar a ligação de dados do telemóvel.</p>
<p>Entre as novas funcionalidades está ainda o reconhecimento do condutor através de uma câmara instalada no pilar esquerdo do para-brisas. Depois de criado um perfil, o veículo pode ativar automaticamente definições personalizadas, como a posição de condução, os meios favoritos ou o ambiente digital. A Renault garante que estes dados ficam armazenados apenas no automóvel e não são transmitidos para servidores externos.</p>
<p>O novo Megane E-Tech elétrico passa também a disponibilizar a função Smart Mode, que substitui o modo MySense e ajusta automaticamente os modos de condução Multi-Sense entre Eco, Comfort e Sport, em função do comportamento do condutor. A função One Pedal permite acelerar e abrandar até à paragem completa usando apenas o pedal do acelerador, com quatro níveis de travagem regenerativa selecionáveis através das patilhas no volante.</p>
<p>No capítulo da segurança e assistência à condução, o modelo mantém mais de 30 sistemas, incluindo controlo de cruzeiro adaptativo inteligente, visão realista melhorada, assistência à paragem de emergência, conselhos de condução ecológica preditiva, Safety Coach e monitorização do estado de alerta do condutor.</p>
<p>A nova bateria LFP utiliza uma arquitetura “cell-to-pack”, com 232 células dispostas de forma compacta, e está associada a um motor síncrono de rotor bobinado, sem terras raras, produzido em Cléon, em França. O motor desenvolve 220 cv e 300 Nm de binário.</p>
<p>A Renault destaca ainda a disponibilidade de carregador bidirecional de 11 kW ou 22 kW em corrente alternada, consoante a versão ou opção. A função V2L permite alimentar dispositivos externos de 220 V até 3.700 W, enquanto a função V2G, dependendo do país, poderá devolver energia à rede e ajudar a reduzir o custo do carregamento doméstico.</p>
<p>A gama passa a estar estruturada em dois níveis de equipamento. A versão Techno inclui de série o duplo ecrã openR, Google integrado, planeador de percursos para automóveis elétricos, bomba de calor, pré-condicionamento da bateria, motor de 220 cv e jantes de 19 polegadas. A versão Esprit Alpine assume o topo da gama, com jantes de 20 polegadas, elementos de design específicos, bancos com massagem elétrica, sistema de som premium Harman Kardon e uma dotação mais completa de assistências à condução.</p>
<p>O modelo continua a ser produzido em França, no complexo industrial Ampere ElectriCity, em Douai, onde são montados o automóvel e a bateria. O motor é fabricado nas instalações de Cléon, na Normandia.</p>
<p>Fabrice Cambolive, diretor de Crescimento e CEO da marca Renault, defende que a prioridade da empresa é tornar a transição para os veículos elétricos “simples e atrativa”. Para o responsável, a nova bateria LFP é um elemento central desta evolução, ao melhorar a autonomia e o desempenho de carregamento, enquanto o novo design e as tecnologias reforçadas procuram consolidar o Megane E-Tech elétrico como uma referência entre os elétricos compactos.</p>

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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779519]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Taxa de juro no crédito à habitação cai em maio para 3,065%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:14:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação caiu em maio para 3,065%, face a 3,077% no mês anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação caiu em maio para 3,065%, face a 3,077% no mês anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).</p>
<p>De acordo com o INE, nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro desceu de 2,833% em abril para 2,820% em maio, uma redução de 1,3 pontos base.</p>
<p>No destino de financiamento &#8220;aquisição de habitação&#8221;, o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos desceu para 3,061% (-1,3 p.b. face a abril).</p>
<p>Já a prestação média foi de 405 euros, 1 euro acima do mês anterior e mais 10 euros que em maio de 2025, enquanto nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação diminuiu 10 euros, para 692 euros, verificando-se uma subida de 8,0% em termos homólogos.</p>
<p>Em maio, o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 643 euros, atingindo 78.257 euros. Já para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi 175.805 euros, menos 1.252 euros que no mês anterior.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779526]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Dez anos depois, dois terços dos britânicos consideram que o Brexit foi um erro e um fracasso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:12:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Dez anos depois do referendo que decidiu a saída do Reino Unido da União Europeia, a perceção dos britânicos sobre o Brexit mudou significativamente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dez anos depois do referendo que decidiu a saída do Reino Unido da União Europeia, a perceção dos britânicos sobre o Brexit mudou significativamente. Uma nova análise divulgada esta segunda-feira pelo European Council on Foreign Relations (ECFR) revela que a maioria dos cidadãos considera que a decisão teve consequências negativas para o país, tanto a nível económico como social, e demonstra agora uma maior abertura a uma aproximação à União Europeia.</p>
<p>O estudo, divulgado na véspera do décimo aniversário do referendo de 23 de junho de 2016, conclui que 66% dos britânicos acreditam que o Brexit teve um impacto negativo no Reino Unido. Segundo os dados, os cidadãos associam a saída da União Europeia ao agravamento de diversos problemas considerados centrais para o país, incluindo o aumento do custo de vida, o abrandamento económico, a redução de oportunidades para os mais jovens, dificuldades comerciais e uma gestão menos eficaz da imigração ilegal.</p>
<p>Entre os aspetos mais frequentemente apontados como prejudicados pelo Brexit, destacam-se o custo de vida, referido por 66% dos inquiridos, a economia, mencionada por 65%, e as oportunidades para os jovens, apontadas por 57%. A imigração ilegal e os impactos no comércio e na burocracia também surgem entre as áreas mais afetadas, ambas com 56% das respostas.</p>
<p>Um dos dados mais significativos do relatório é o facto de a avaliação negativa não se limitar aos eleitores que votaram pela permanência na União Europeia. Mesmo entre aqueles que apoiaram a saída em 2016, 58% consideram agora que o Brexit agravou os problemas relacionados com a imigração ilegal, precisamente um dos temas centrais da campanha que conduziu ao referendo.</p>
<p>A análise revela igualmente uma mudança na forma como os britânicos encaram o futuro das relações com Bruxelas. Atualmente, 46% dos inquiridos defendem uma aproximação económica mais estreita à União Europeia, enquanto apenas 13% se opõem a esse caminho. Além disso, 63% afirmam que aceitariam o regresso da liberdade de circulação entre o Reino Unido e os países europeus se isso permitisse reforçar as relações comerciais com a UE.</p>
<p><strong>Apoio crescente à cooperação europeia</strong><br />
A mudança de atitude estende-se também às questões de segurança e defesa. Os resultados mostram que os britânicos olham cada vez mais para os seus vizinhos europeus como parceiros estratégicos preferenciais.</p>
<p>Apenas 18% dos participantes no estudo consideram atualmente os Estados Unidos como o principal aliado do Reino Unido. Em contraste, uma maioria identifica países europeus como França, Alemanha, Polónia e Espanha como parceiros que partilham valores comuns e interesses estratégicos.</p>
<p>No domínio da defesa, 58% dos inquiridos defendem uma cooperação mais estreita com a Europa, enquanto apenas 19% preferem um reforço das ligações aos Estados Unidos. Quando confrontados com a hipótese de uma crise internacional, 47% afirmam que procurariam apoio junto da União Europeia, ao passo que apenas 10% recorreriam prioritariamente a Washington.</p>
<p><strong>Maioria considera que a saída da UE foi um erro</strong><br />
Outra conclusão marcante do relatório prende-se com a avaliação global da decisão tomada há uma década. Segundo o estudo, 57% dos britânicos acreditam agora que foi um erro o Reino Unido abandonar a União Europeia.</p>
<p>Quando questionados sobre os principais benefícios resultantes do Brexit, a resposta mais frequente foi simplesmente “não sei”. Logo atrás surgiu a opção “nenhuma das anteriores”, demonstrando a dificuldade de muitos cidadãos em identificar ganhos concretos decorrentes da saída do bloco europeu.</p>
<p>Estes resultados reforçam a perceção de que uma parte significativa da população considera que as promessas feitas durante a campanha do Brexit não se materializaram e que muitos dos problemas que motivaram o voto de saída continuam por resolver.</p>
<p>O relatório baseia-se em quatro sondagens online realizadas junto de eleitores britânicos adultos pelas empresas Mandate — anteriormente conhecida como Datapraxis — e YouGov, por iniciativa do European Council on Foreign Relations, um centro de investigação pan-europeu dedicado ao estudo das relações internacionais e da política externa europeia.</p>
<p>A divulgação dos dados acontece num momento particularmente simbólico da vida política britânica. Além de anteceder o décimo aniversário do referendo do Brexit, coincide com o dia em que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou a sua demissão.</p>
<p>Starmer torna-se assim o sexto chefe de Governo britânico desde a realização do referendo de 2016. Antes dele passaram por Downing Street David Cameron, Theresa May, Boris Johnson, Liz Truss e Rishi Sunak.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779491]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Portugal chega aos 11,4 milhões de residentes: estrangeiros já representam 14% do total</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:11:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A população residente em Portugal atingiu 11,4 milhões em 2025, com um crescimento de 0,32% face a 2024, devido principalmente a fluxos migratórios positivos. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A população residente em Portugal foi estimada em 11.424.031 pessoas em 31 de dezembro de 2025, mais 36.809 habitantes do que em 2024. O aumento corresponde a uma variação de 0,32% e confirma a manutenção do crescimento demográfico, apesar de o país continuar a registar mais mortes do que nascimentos, adianta o INE.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre 2021 e 2025, Portugal ganhou 824.914 residentes, o equivalente a um crescimento de 7,8%. A evolução foi marcada sobretudo pelos anos de 2022, 2023 e 2024, períodos em que os fluxos migratórios atingiram níveis excecionalmente elevados.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Migração compensa saldo natural negativo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os msmos dados mostram que o crescimento da população em 2025 resultou essencialmente da imigração. O saldo migratório foi positivo em 70.862 pessoas e compensou o saldo natural negativo, que se fixou em -34.053.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esta tendência tem sido decisiva nos últimos anos. Entre 2022 e 2025, Portugal continuou a aumentar a população mesmo com saldos naturais negativos, graças a saldos migratórios elevados. O saldo migratório atingiu 371.277 pessoas em 2022, 307.288 em 2023 e 216.629 em 2024.</p>
<p class="isSelectedEnd">Sem este contributo migratório, a população residente teria diminuído, uma vez que a dinâmica natural continua negativa.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Norte é a região mais populosa, Algarve lidera crescimento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A região Norte concentrava, em 2025, a maior parcela da população residente, com 3.790.554 habitantes, correspondentes a 33,2% do total nacional. Seguiam-se a Grande Lisboa, com 2.415.261 residentes, ou 21,1%, e o Centro, com 1.771.259 pessoas, equivalente a 15,5%.</p>
<p class="isSelectedEnd">O crescimento populacional entre 2021 e 2025 foi, contudo, mais expressivo noutras regiões. O Algarve registou o maior aumento, com 13,8%, seguido pela Península de Setúbal, com 12,8%, pela Grande Lisboa, com 10,6%, e pelo Oeste e Vale do Tejo, com 9,7%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Estes dados mostram uma evolução territorial diferenciada, com maior dinamismo nas regiões mais expostas à imigração, à pressão urbana e à concentração de população estrangeira, explica o INE.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Portugal continua a envelhecer</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar do crescimento da população residente, o envelhecimento demográfico mantém-se como uma das principais tendências estruturais do país.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2025, o índice de envelhecimento subiu para 188,8 idosos por cada 100 jovens, acima dos 178,3 registados em 2021. A proporção de jovens entre os 0 e os 14 anos diminuiu para 12,4% da população total.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao mesmo tempo, a população em idade ativa, entre os 15 e os 64 anos, aumentou para 64,3%. A idade mediana da população residente situou-se nos 45,8 anos, ligeiramente abaixo dos 46,1 anos observados em 2021.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>População estrangeira mais do que duplicou desde 2021</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2025, residiam em Portugal 1.597.539 pessoas de nacionalidade estrangeira, representando 14,0% da população total. Face a 2024, houve um aumento de 59.113 estrangeiros residentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Desde 2021, a população estrangeira mais do que duplicou, com um acréscimo de 849.384 pessoas. O crescimento foi especialmente impulsionado pelos anos de 2022, 2023 e 2024, quando os fluxos migratórios atingiram níveis particularmente elevados.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Grande Lisboa concentrava 34,2% dos estrangeiros residentes no país, seguida pelo Norte, com 19,5%. O Algarve destacava-se, porém, pelo maior peso relativo de estrangeiros na população local, com 27,9%.</p>
<p class="isSelectedEnd">A população estrangeira residente apresenta uma estrutura etária distinta da população total. É maioritariamente composta por pessoas em idade ativa, que representam 86,1% do total, e tem predominância do sexo masculino.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Brasil é a principal nacionalidade estrangeira</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os nacionais de países fora da União Europeia representavam 89,5% da população estrangeira residente em Portugal em 2025.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o INE, o Brasil era, de forma destacada, a nacionalidade estrangeira mais representativa, com 574.195 residentes, equivalentes a 35,9% do total de estrangeiros. Desde 2021, o número de brasileiros residentes em Portugal mais do que duplicou.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as principais nacionalidades estrangeiras surgiam também Angola, com 103.140 residentes, Índia, com 93.683, Cabo Verde, com 76.099, Nepal, com 56.866, Bangladeche, com 56.724, e Guiné-Bissau, com 53.555.</p>
<p>Os dados confirmam que o crescimento demográfico recente em Portugal está fortemente dependente da imigração. Ao mesmo tempo, mostram que o país continua a enfrentar uma pressão estrutural associada ao envelhecimento, à baixa proporção de jovens e ao saldo natural negativo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779514]]></sapo:autor>
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		<title>Cientistas descobrem gene que dá vantagem na juventude — mas deixa marcas na velhice</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:09:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[biologia genética]]></category>
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					<description><![CDATA[Descoberta oferece uma das provas experimentais mais fortes até agora para a chamada pleiotropia antagónica, uma teoria evolutiva segundo a qual alguns genes podem ser vantajosos na juventude, mas prejudiciais na velhice]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um gene capaz de acelerar o crescimento e antecipar a reprodução no início da vida pode também trazer custos escondidos mais tarde, aumentando o risco de doença e encurtando a longevidade. A descoberta, descrita pelo &#8216;ScienceAlert&#8217;, ajuda a perceber uma das trocas mais difíceis da evolução: a mesma biologia que constrói um corpo jovem e vigoroso pode, anos depois, abrir caminho ao envelhecimento e ao cancro.</p>
<p>O estudo identificou o papel do gene vgll3 no killifish-turquesa-africano, um pequeno peixe muito usado em investigação sobre envelhecimento por ter um ciclo de vida naturalmente curto. A equipa foi liderada por Eitan Moses, Marva Bergman e Itamar Harel, da Universidade Hebraica, em colaboração com Nabieh Ayoub, do Technion, e Alexei A. Maklakov, da Universidade de East Anglia.</p>
<p>A descoberta oferece uma das provas experimentais mais fortes até agora para a chamada pleiotropia antagónica, uma teoria evolutiva segundo a qual alguns genes podem ser vantajosos na juventude, mas prejudiciais na velhice. Durante décadas, os cientistas procuraram identificar, em vertebrados, genes capazes de demonstrar diretamente esta troca entre sucesso inicial e custos tardios.</p>
<p>Com recurso à tecnologia de edição genética CRISPR, os investigadores alteraram o gene vgll3 e observaram mudanças relevantes. Os peixes com a versão modificada cresceram mais depressa e atingiram a maturidade sexual mais cedo, duas características que, na natureza, podem aumentar as hipóteses de reprodução.</p>
<p>Mas a vantagem teve um preço. Os mesmos peixes viveram menos tempo e desenvolveram mais tumores associados à idade, incluindo cancros semelhantes ao melanoma. Para Itamar Harel, citado no artigo, a equipa conseguiu “apanhar a evolução em pleno ato de troca”: a natureza, explicou, não privilegia a longevidade, mas a continuidade da espécie.</p>
<p>As experiências mostraram ainda que o vgll3 influencia funções biológicas importantes, como a divisão celular, a atividade das células estaminais e a reparação do ADN. Esse aumento de atividade celular pode ajudar a construir mais rapidamente um corpo jovem, mas também facilitar a acumulação de danos que, mais tarde, contribuem para o aparecimento de doença.</p>
<p>O &#8216;ScienceAlert&#8217; refere que a equipa criou também um novo modelo de killifish imunodeficiente, permitindo transplantar e estudar células tumorais nesta espécie de uma forma que antes não era possível. A ferramenta poderá abrir caminho a novas experiências sobre a relação entre envelhecimento, imunidade e cancro.</p>
<p>A relevância da descoberta não se limita aos peixes. O gene vgll3 também existe nos seres humanos e estudos anteriores já o tinham associado ao momento da puberdade e aos níveis hormonais. Faltava, porém, uma demonstração direta do seu papel biológico mais amplo.</p>
<p>Para os investigadores, o próximo passo será perceber se é possível separar os benefícios iniciais do gene dos seus efeitos negativos mais tarde. A ambição é clara: compreender se a ciência poderá, no futuro, preservar o crescimento saudável e a vitalidade sem carregar o mesmo risco acrescido de envelhecimento e cancro.</p>
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