Incêndios: Legislação rápida, pagamentos em 10 dias para vítimas e plano para a floresta. Ministro da Coesão antecipa medidas do Governo

Antes do início do Conselho de Ministros, previsto para as 17:00, os ministros da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, realizaram reuniões separadas com autarcas dos concelhos afetados, em Sernancelhe e Trancoso, respetivamente.

Pedro Zagacho Gonçalves

O Conselho de Ministros extraordinário desta quinta-feira, em Viseu, tem como principal objetivo aprovar medidas de apoio às populações afetadas pelos incêndios florestais que desde julho têm assolado o Norte e Centro do país. Os fogos provocaram três mortos, incluindo um bombeiro, diversos feridos e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, explorações agrícolas e pecuárias, bem como vastas áreas florestais. Até 20 de agosto, arderam mais de 222 mil hectares em Portugal continental, segundo dados provisórios.

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Antes do início do Conselho de Ministros, previsto para as 17:00, os ministros da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, realizaram reuniões separadas com autarcas dos concelhos afetados, em Sernancelhe e Trancoso, respetivamente.

Manuel Castro Almeida considerou o encontro com os presidentes de câmara como “muito importante” e afirmou que foi “muito útil, ajudou a consolidar algumas ideias no decreto que estamos a preparar para hoje”. O ministro acrescentou que as preocupações dos municípios foram “reforçadas e vamos acautelar no diploma de hoje”, destacando a necessidade de equilibrar interesses e garantir justiça no apoio às populações.

Sobre a declaração de calamidade, Castro Almeida sublinhou que, embora tenha “vantagens, tem muitas desvantagens”, uma vez que “uns municípios seriam beneficiados e outros prejudicados”. Acrescentou que este “é um assunto que não é pacífico” e que o Governo terá de “acautelar o interesse público da maioria das pessoas”.

O ministro realçou ainda que o problema mais grave se verifica nas pequenas explorações agrícolas, explicando o plano de ação: “Combinamos o seguinte, vamos aprovar legislação, na próxima semana ficam disponíveis formulários para candidaturas, apresentam as câmaras, e as CCDR pagam em 10 dias ou menos.”

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Castro Almeida insistiu que “o Estado não é rico, mas é solidário. Temos de ser justos. E é isso que fizemos no decreto que estamos a preparar para anunciar hoje”, sublinhando o compromisso do Governo em distribuir o apoio de forma equilibrada entre os municípios afetados e as explorações agrícolas.

Plano de longo prazo para a floresta
O ministro destacou ainda que o plano para a floresta será apresentado hoje pelo ministro da Agricultura e Mar. Segundo Castro Almeida, trata-se de um projeto com “medidas de fundo” que visa um horizonte de 25 anos, e espera-se que haja “um grande consenso nacional sobre isso”. Esta iniciativa pretende reforçar a prevenção de incêndios e promover uma gestão florestal sustentável no país.

Questionado pelos jornalistas, sobre expetativas de custo total dos apoios às vítimas dos municípios afetados, o ministro referiu apenas que “certamente ultrapassará os 30 milhões de euros”.

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