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Incêndios florestais da Califórnia. Número de mortes pode ser 50 vezes superior às estimativas oficiais

O fumo dos incêndios florestais da Califórnia terá provocado mais cerca de 1200 mortes este ano – 50 vezes o número de pessoas que pereceram nas chamas, segundo a mais recente análise elaborada por um grupo de investigadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

Os incêndios florestais têm assolado a costa ocidental americana este Verão. Só na Califórnia, as chamas queimaram mais de 1,4 milhões de hectares, destruíram quase 7200 estruturas e mataram, pelo menos, 26 pessoas.

Mas esta nova análise sugere agora que a contagem total de vítimas mortais dos incêndios poderá ser 50 vezes superior às estimativas oficiais quando se tem em consideração um fator secundário: o fumo. Contém partículas nocivas que podem entrar nos pulmões e na corrente sanguínea, o que aumenta o risco de ataques cardíacos, derrames e morte prematura.

Entre 1 de Agosto e 10 de Setembro, a má qualidade do ar causada pelo fumo dos incêndios provavelmente matou 1200 pessoas, de acordo com estimativas de investigadores de Stanford. O número pode, inclusive, atingir as 3000 mortes.

As mortes relacionadas com o fumo encontram-se entre pessoas com 65 anos ou mais – uma população que é especialmente vulnerável aos impactos das partículas em suspensão e entre as quais condições pré-existentes como diabetes e doenças respiratórias são comuns.

“Estas são mortes ocultas”, disse Marshall Burke, professor associado em Stanford, que calculou o número de mortes, ao The Mercury News. “Estas são pessoas que provavelmente já estavam doentes, mas para quem a poluição do ar as tornou ainda mais doentes”, explica.

Também o facto de existirem cerca de seis milhões de pessoas com mais de 65 anos na Califórnia, sustenta a conclusão dos investigadores de que as mortes deverão rondar os 1200, devido ao fumo dos incêndios. Ao contabilizar o efeito do fumo durante o mês seguinte, o número aumenta para os 3000 óbitos.

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