Os incêndios devastadores que cobriram os estados de Queensland e Nova Gales do Sul emitiram 250 milhões de toneladas de CO2, o equivalente a quase metade das emissões poluentes que a Austrália produz num ano, segundo dados a que o “The Guardian” teve acesso.
Desde 1 de Agosto passado, os fogos de Nova Gales do Sul emitiram cerca de 195 milhões de toneladas de CO2 e as chamas consumiram 2,7 milhões de hectares. Queensland, por sua vez, emitiu 55 milhões de toneladas de CO2.
Em 2018, as emissões da Austrália fixaram-se em 532 milhões de toneladas de CO2.
O nível de emissões de gases com efeito estufa preocupa e os especialistas fazem avisos. Em declarações ao “The Guardian”, David Bowman, da Universidade da Tasmânia, lembra que, «em condições normais», as florestas desempenham um papel significativo na redução das emissões de gases com efeito de estufa. Contudo, sublinha que a temperatura do planeta a subir e os períodos de seca cada vez mais frequentes dificultam a regeneração e absorção de CO2.
Ped Canadel, da Agência Nacional de Ciência da Austrália, não tem dúvidas: estes valores devem ser, de facto, «motivo de preocupação». «Qualquer emissão adicional de carbono para a atmosfera, sem nenhuma garantia de será removida de volta pela floresta em regeneração, é motivo de preocupação», reafirmou.
Recorde-se que esta sexta-feira marca o último dia da cimeira do clima em Madrid. A conferência realizou-se praticamente a um mês da entrada em vigor do Acordo de Paris, marcada para 2020, ano em que os países signatários devem apresentar medidas para limitar o aumento da temperatura global, bem como estabelecer novas metas para conter as suas emissões carbónicas.









