Na sequência do incêndio iniciado em Sobrado, concelho de Valongo, na passada sexta-feira, um dos cerca de 500 incêndios ocorridos desde o início da situação de alerta, e que se propagou aos concelhos de Santo Tirso e de Paços de Ferreira, o Ministério da Administração Pública (MAI) anunciou a abertura de um inquérito para apurar as responsabilidades das forças da GNR e da Proteção Civil.
“Determino à Inspetora-Geral da Administração Interna, nos termos da alínea d) do n.º 2 do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 58/2012, de 14 de março, na sua redação atual, a abertura de um inquérito aos factos reportados visando apurar eventuais responsabilidades”, pode ler-se no comunicado do MAI, divulgado esta segunda-feira.
O MAI reforça que, segundo noticiou a comunicação social, terão perdido a vida dezenas de animais que se encontravam naquelas infraestruturas – “Cantinho das Quatro Patas” e “Abrigo de Paredes”, sendo apontadas “eventuais falhas à atuação da Guarda Nacional Republicana (GNR) e dos agentes de Proteção Civil no terreno”.
“Deste modo, foram pedidos esclarecimentos à GNR e à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que foram prestados”, informa, acrescentando que “atentas as dúvidas sobre os factos ocorridos na zona florestal da freguesia da Agrela e sobre a atuação das diferentes autoridades no terreno, relativamente à situação de emergência em apreço” abança agora com a abertura do inquérito.












