O grupo SGM, proprietário de galerias comerciais em França onde várias lojas físicas da Shein deveriam ser inauguradas este mês, decidiu adiar as aberturas por tempo indeterminado, devido à grande controvérsia sobre as implicações da chegada da gigante chinesa e as suas práticas.
O presidente da SGM, Frédéric Merlin, indicou que o atraso nessas inaugurações seria de “alguns dias ou algumas semanas”, sem fornecer mais detalhes, em entrevista ao canal ‘BFMTV’. Em relação aos motivos, Merlin explicou que as “nossas equipas precisam ser capazes de gerir” o fluxo de novos clientes: “Precisamos adaptar a oferta, precisamos adaptar a política de preços.”
Após a controversa inauguração, na semana passada, da primeira loja física da Shein na França, no coração de Paris, a empresa anunciou que abriria mais lojas em outras cidades do país, começando por Dijon e Reims em 18 de novembro e, em seguida, Grenoble em 21 de novembro. Também se falou em mais lojas nas cidades de Angers e Limoges, mas em ambos os casos não foi especificada uma data. O representante da SGM indicou que os espaços comerciais “são, sem dúvida, demasiado pequenos ” e que, nestas condições, “teremos de frustrar o cliente”.
O responsável francês afirmou também que querem aprender com a experiência de Paris para “tentar fazer melhor” em outras cidades. Em todo caso, deixou claro que se trata de um adiamento e não de um cancelamento, e que estão a trabalhar com a Shein para adaptar o espaço a locais maiores do que os inicialmente previstos.
Recorde-se que, na semana passada, a plataforma chinesa viu-se envolvida numa controvérsia depois de o Governo francês ter ameaçado suspender as suas operações no país, após a descoberta de que a sua oferta online incluía bonecas sexuais com aparência infantil, armas e outros produtos ilegais.
Para evitar esse encerramento em França, a Shein decidiu suspender temporariamente as vendas de vendedores terceirizados e de qualquer produto que não seja vestuário. As autoridades desistiram do fecho, mas há um processo judicial contra a empresa chinesa em marcha que poderá ter consequências nas próximas semanas.














