O ministro dos Negócios Estrangeiros português Paulo Rangel comentou esta segunda-feira a decisão-surpresa de Joe Biden de abandonar a candidatura pelo partido democrata à Casa Branca nas eleições de novembro. O governante recusou comentar se Kamala Harris será uma melhor opção, preferindo assinalar “o legado de Biden” e realçando a importância que teve no reforço da relação transatlântica.
Segundo indicou o governante, o tema “não foi assunto tratado na reunião” desta segunda-feira, em Bruxelas, entre ministros dos Negócios Estrangeiros, mas que foi alvo de discussão “à margem” do encontro.
“O que registam, e como é meu caso, é que o presidente Biden tem sido, e ainda é, tens seis meses de mandato, um presidente que reforçou imenso a relação transatlântica, e que teve sempre uma ótima relação com Portugal”, começou por indicar Rangel.
“No momento em que anuncia a sua decisão, impõe-se uma palavra de respeito, político e pessoal, e chamar a atenção para o seu legado”, continuou Rangel, recordando a crise na Ucrânia e no Médio Oriente, como pontos importantes de atuação de Biden, que “compreendia os desafios do continente europeu”.
Já “questões de política interna americana”, e “política interna dos partidos norte-americanos”, Rangel recusou comentar, “em nome da relação estável com qualquer administração norte-americana” que venha a surgir das eleições de novembro.














