As denúncias feitas pelo ex-ministro da Justiça brasileiro, Sérgio Moro, terão despoletado uma nova vaga de apoiantes da saída de Jair Bolsonaro da cadeira de presidente do Brasil. De acordo com o Correio da Manhã, os partidos pedem o impeachment do actual líder, tendo sido submetidos três pedidos junto da direcção da Câmara dos Deputados.
Os pedidos surgiram apenas horas depois da demissão de Sérgio Moro e da troca de acusações públicas entre o agora antigo ministro e Jair Bolsonaro. Os processos têm autores e argumentações diferentes, mas partilham o mesmo ponto de partida: as acusações feita por Sérgio Moro ao deixar o governo brasileiro.
Recorde-se que Sério Moro acusa o presidente de tentar, por várias vezes, interferir em investigações da Polícia Federal de modo a favorecer aliados ou os próprios filhos. Acusa ambém de promover fake news e de atacar a democracia.
Um dos pedidos de impeachment, revela o Correio da Manhã, é assinado por Joice Hasselmann. A antiga líder do governo de Bolsonaro no Congresso e membro do Partido Social Liberal alega que Jair Bolsonaro cometeu um crime de responsabilidade quando tentou interferir em investigações. Diz também que o presidente cometeu um crime de falsidade ideológica ao usar sem autorização a assinatura de Sérgio Moro para alegadamente demitir o director-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo – situação que motivou a saída do ministro.
Regista-se um segundo pedido de impeachment por parte do Partido Socialista Brasileiro. Também neste caso, as acusações de Sérgio Moro estão na base do documento submetido, sendo que o partido diz lamentar ter de enveredar por esta via numa altura em que o País combate o novo coronavírus – que já matou mais de três mil brasileiros.
Por fim, surge um terceiro pedido assinado pelo partido Rede Sustentabilidade. O senador Randolfe Rodrigues considera que Jair Bolsonaro não está acima da lei e que tem de responder pelos crimes dos quais é acusado.














