A votação na Câmara dos Representantes das acusações formais contra o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi adiada para esta sexta-feira, 13 avança o “The Guardian”. A sessão começa às 10 horas (15 horas em Lisboa).
A Comissão de Justiça da Câmara dos Representantes deveria ter aprovado ontem, 12, o envio dos dois artigos de impeachment contra líder da Casa Branca, acusado de abuso de poder e obstrução à justiça. Contudo, os republicanos arrastaram o debate por várias horas, com várias emendas e trocas de acusações. De um lado, os democratas defendem provas «esmagadoras» contra Trump; de outro, os republicanos alegam que tudo não passa de uma campanha política.
A sessão ficou também marcada por uma proposta dos republicanos para alterar os artigos de destituição porque se referiam ao presidente como Donald J. Trump e não Donald John Trump”.
Esta é a quarta vez em 230 anos que o Congresso chega perto de acusar e julgar um Presidente dos Estados Unidos. Até agora, só três presidentes americanos haviam sido alvo de impeachment: Andrew Johnson em 1868, por ter destituído o secretário da Guerra à revelia do Senado; Richard Nixon em 1974, por espionagem; e Bill Clinton em 1999, por ter mentido sobre a relação sexual com uma estagiária da Casa Branca, Monica Lewinsky. Johnson e Clinton acabaram ilibados e Nixon demitiu-se antes mesmo do início do processo.
O impeachment só resultará na saída de Trump se for votado favoravelmente por dois terços dos senadores que, até ao momento, têm mantido apoio ao Presidente norte-americano.
Em causa está um telefonema, em Julho passado, entre Trump e o Presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenskii, a quem o republicano terá pedido ajuda para prejudicar Joe Biden, que foi vice-presidente na Administração de Obama e é um dos favoritos à nomeação democrata para as presidenciais de 2020. Esta conversa deu início a um processo de impugnação de Donald Trump, anunciado a 24 de Setembro pela presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi.












