Impactos da depressão Cláudia: Pedidos de serviços de reparações disparam 96% em apenas 24 horas

A depressão Cláudia está a provocar um aumento sem precedentes na procura por serviços de reparação em todo o país. De acordo com dados divulgados esta quinta-feira pela Fixando, plataforma líder em contratação de serviços online, os pedidos relacionados com danos causados pela chuva subiram 96% nas últimas 24 horas e 114% face ao dia anterior.

Pedro Gonçalves
Novembro 13, 2025
12:15

A depressão Cláudia está a provocar um aumento sem precedentes na procura por serviços de reparação em todo o país. De acordo com dados divulgados esta quinta-feira pela Fixando, plataforma líder em contratação de serviços online, os pedidos relacionados com danos causados pela chuva subiram 96% nas últimas 24 horas e 114% face ao dia anterior.

O aumento repentino da procura tem deixado muitos profissionais incapazes de dar resposta, com mais de metade dos pedidos sem solução imediata. “Estes números mostram como fenómenos meteorológicos extremos têm impacto imediato na vida das pessoas e na economia local. A procura na nossa plataforma disparou, evidenciando a falta de profissionais disponíveis e a necessidade de reforçar a rede de prestadores para responder a situações de emergência como estas”, afirmou Alice Nunes, diretora de novos negócios da Fixando.

A tendência confirma-se também no acumulado semanal, com um aumento de 12% nos pedidos por danos provocados pela chuva. Entre 26 de outubro e 1 de novembro, o volume de solicitações para limpeza de telhados cresceu 550%, enquanto as reparações ou manutenções subiram 277%. Já os serviços de limpeza e manutenção de calhas registaram um aumento de 200%.

Lisboa lidera a lista de distritos mais afetados, concentrando 19% do total de pedidos, seguida pelo Porto (13%) e Setúbal (9%). Em contrapartida, a capacidade de resposta permanece muito abaixo das necessidades: em alguns distritos, como Bragança e Évora, até 67% e 50% dos pedidos, respetivamente, ficaram sem resposta.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) confirmou à agência Lusa que, até às 11h00 desta quinta-feira, a depressão Cláudia já provocara dois mortos em Fernão Ferro, no Seixal, e obrigara ao realojamento de cinco pessoas em Abrantes, após o colapso de habitações inundadas. No total, foram registadas 918 ocorrências em território continental, das quais 594 correspondem a inundações e 140 a quedas de árvores. A região de Lisboa e Vale do Tejo é a mais afetada, com 540 incidentes registados.

Também a E-REDES reportou falhas significativas no abastecimento elétrico, com cerca de 13 mil clientes ainda sem energia, sobretudo nos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal. No início da manhã, o número de consumidores afetados chegou a rondar os 20 mil.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a depressão Cláudia tem afetado Portugal continental e o arquipélago da Madeira desde quarta-feira, com chuva intensa, ventos fortes e agitação marítima elevada. Os distritos de Santarém e Setúbal estiveram sob aviso vermelho — o mais grave — até às 10h00 desta manhã, devido à precipitação persistente, enquanto Portalegre, Évora e Beja mantêm aviso laranja até ao meio-dia. Faro deverá continuar sob o mesmo nível de alerta até às 15h00.

O IPMA recorda que o aviso vermelho é emitido apenas em situações meteorológicas extremas, com risco elevado para pessoas e bens, enquanto o aviso laranja indica condições de risco moderado a elevado, e o amarelo alerta para perigo limitado, associado a atividades dependentes do estado do tempo.

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