Imobiliário. Investimento estrangeiro dispara para 300 milhões de euros em Lisboa

Nem o risco de «bolha» afasta os investidores estrangeiros de Lisboa. No primeiro semestre deste ano, realizaram-se 759 negócios de aquisição de imóveis para reabilitação urbana na capital, num investimento total de 343 milhões de euros, por particulares, apurou a Confidencial Imobiliário.

Entre Janeiro e Junho deste ano, os estrangeiros representaram um peso de 34% no total do do investimento por particulares em habitação na Área de Reabilitação Urbana de Lisboa, que ascendeu a 1,02 mil milhões. Estes dados revelam um crescimento de 10% face ao período homólogo, embora se observe um decréscimo de outros 10% face ao segundo semestre de 2018, quando foram transaccionados 382,5 milhões de euros.

Os franceses (21%), chineses (14%) e brasileiros (8%) são quem mais compra casas em Portugal. No ranking dos principais investidores estrangeiros, seguem-se os norte-americanos (5%) e os britânicos, embora a África do Sul, Turquia, Índia, Itália, Alemanha, Suécia, Vietname e Bélgica representem já quotas no volume investido superiores a 3%.

«O investimento internacional em habitação continua muito robusto e dá continuidade à forte dinâmica do ano passado, quando se atingiu um patamar inédito de 694,3 milhões. Nos dois anos anteriores, tal actividade situou-se entre os 300 e os 375 milhões anuais, ou seja, transaccionando-se por ano praticamente o que se está a transaccionar actualmente por semestre», afirma Ricardo Guimarães, director da Confidencial imobiliário, citado em comunicado. 

Outro indicador do forte interesse dos estrangeiros por Lisboa é «o aumento do ticket médio por operação, que passou de 393,2 mil (primeiro semestre 2018) para os actuais 453 mil, ficando 46% acima do ticket dos nacionais, que se manteve praticamente inalterado em torno dos 306 mil», acrescenta.

Quais as zonas de maior investimento?

As freguesias da Misericórdia e de Santa Maria Maior são os principais destinos do investimento estrangeiro em habitação, com investimentos de 55,5 milhões e 54,9 milhões, respectivamente, e uma quota semelhante de 16%. Em Santa Maria Maior, os estrangeiros são mesmo responsáveis por 80% de todo o investimento em habitação no semestre, enquanto que na freguesia da Misericórdia esse peso é de 54%.

Destacam-se ainda Santo António, com uma quota de 12% e 42,8 milhões investidos, e Arroios, com uma quota de 11% e 38,3 milhões, onde os estrangeiros são responsáveis por 48% e 47% do investimento imobiliário.

Contudo, nota-se também um crescente interesse dos estrangeiros por outras zonas da cidade, nomeadamente as freguesias da Ajuda, Benfica, Carnide, Campolide e Areeiro, que apesar de manterem quotas abaixo dos 2%, registam crescimentos no investimento estrangeiro entre 70% e 165%. Nestas zonas, os estrangeiros representam, no máximo, 25% de todo o volume investido na respectiva freguesia, atingindo-se um mínimo de 6% em Benfica.

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