Imobiliário de luxo desperta interesse de investidores. Áreas mais exclusivas de Lisboa e Porto continuam a registar forte procura

As áreas mais exclusivas de Lisboa e Porto continuam a registar uma forte procura por parte de compradores e investidores, nacionais e internacionais, em imobiliário premium, mas outras zonas do país com ofertas deste segmento, sobretudo no litoral, continuam a despertar o interesse.

Estas são as conclusões do Market Report Portugal, desenvolvido pela Engel & Völkers, que analisa as transações imobiliárias intermediadas pela multinacional alemã no período 2020-2021 nos mercados imobiliários de Lisboa, Porto e Vila Nova de Gaia, Algarve e Oeste.

“Portugal pode e deve continuar a tirar partido das suas condições excecionais face a outros mercados com uma gestão cada vez mais eficiente. A oferta imobiliária de luxo terá de ser capaz de crescer em zonas menos desenvolvidas do interior do país, bem como nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, para poder enfrentar o impacto da mudança nas regras dos Vistos Gold”, afirma Juan-Galo Macià, Presidente da Engel & Völkers para Espanha, Portugal e Andorra.

As zonas nobres da Foz do Douro e Nevogilde são as que registam um preço médio mais elevado nas transações intermediadas pela Engel & Völkers, onde o metro quadrado está avaliado em 5.000 e 5.100 euros, respetivamente.

Mais a sul, as zonas mais centrais de Lisboa são as que registaram preços médios mais elevados, com destaque para Santo António que regista o preço médio por metro quadrado mais elevado, de 4.892 euros, seguido da zona das Avenidas Novas (4.672 euros), e a fechar o pódio a zona da Misericórdia (4.653 euros).

Já a região do Algarve continua a ser o destino de eleição para compradores estrangeiros. “Em Portimão, por exemplo, nove em cada 10 aquisições de propriedades intermediadas pela Engel & Völkers foram realizadas por compradores estrangeiros, com a Alemanha, a Inglaterra e a Suécia a ocuparem os lugares cimeiros”, explica a imobiliária, dando ainda o exemplo de Vilamoura onde os compradores estrangeiros representaram 75% das operações, com França e Suécia em destaque.

Na zona oeste, que contempla as regiões de Óbidos, Caldas da Rainha, Peniche, Nazaré, Leiria e Alcobaça, o maior crescimento verificado nos dois últimos anos, nos imóveis geridos pela Engel & Völkers, deu-se em Peniche, onde o preço médio por metro quadrado passou de 1.140 euros para 1.590, uma subida de 39,47%. Por sua vez, os maiores valores localizam-se na Nazaré, onde o preço médio por metro quadrado atingiu, no ano passado, a fasquia dos 2.370 euros.

Para os próximos dois anos, Juan-Galo Macià antecipa “um contexto desafiante num ambiente de juros em alta, pela primeira vez em 11 anos, e face aos novos riscos económicos e sociais que pairam sobre as economias europeias”, mas acredita que existem poucas “alternativas de investimento que possam competir com a rentabilidade que oferece o segmento mais premium”.

 

 

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