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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>A &#8220;transformação milagrosa&#8221; de economia da Coreia do Norte que está a surpreender analistas (e o mundo)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 17:59:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[DurantDurante os primeiros anos da pandemia de Covid-19, a Coreia do Norte parecia estar mergulhada numa das fases mais difíceis da sua história recente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante os primeiros anos da pandemia de Covid-19, a Coreia do Norte parecia estar mergulhada numa das fases mais difíceis da sua história recente. O encerramento das fronteiras, a escassez alimentar, as sanções internacionais e o isolamento crescente colocavam uma enorme pressão sobre a população e sobre o regime liderado por Kim Jong-un.</p>
<p>Em 2020, numa rara demonstração pública de vulnerabilidade, Kim Jong-un apareceu na televisão estatal a pedir desculpa aos norte-coreanos. Com lágrimas nos olhos, admitiu que os seus esforços não tinham sido suficientes para aliviar as dificuldades enfrentadas pela população.</p>
<p>&#8220;Estou realmente muito arrependido&#8221;, afirmou na altura. &#8220;Os meus esforços e a minha sinceridade não foram suficientes para libertar o nosso povo das dificuldades das suas vidas.&#8221;</p>
<p>Se para muitos observadores internacionais aquele momento parecia refletir fragilidade política, os anos seguintes mostraram uma realidade muito diferente. Segundo especialistas, desertores e documentos analisados pelo New York Times, Kim aproveitou a crise provocada pela pandemia para consolidar o seu poder de forma sem precedentes e, mais tarde, utilizou a aproximação estratégica à Rússia para impulsionar a economia do país.</p>
<p><strong>Pandemia serviu para reforçar o controlo absoluto do regime</strong><br />
O primeiro passo foi o encerramento quase total da fronteira com a China, principal parceiro comercial da Coreia do Norte.</p>
<p>O regime implementou medidas extremas para impedir fugas do país, incluindo ordens para disparar sobre qualquer pessoa que tentasse atravessar ilegalmente a fronteira. Ao mesmo tempo, reprimiu o comércio informal e o contrabando que durante décadas tinham permitido a milhões de norte-coreanos sobreviver à margem da economia estatal.</p>
<p>Desde a devastadora fome dos anos 90, grande parte da população dependia dos mercados paralelos para comprar produtos chineses, obter rendimentos e aceder a conteúdos estrangeiros. Esses mercados tornaram-se igualmente uma importante fonte de informação sobre o exterior.</p>
<p>Kim decidiu desmantelar esse sistema.</p>
<p>Segundo desertores entrevistados pelo jornal norte-americano, o regime restaurou gradualmente o controlo estatal sobre a distribuição de bens, reduzindo drasticamente a autonomia económica dos cidadãos.</p>
<p><strong>Repressão intensificou-se contra conteúdos estrangeiros</strong><br />
A campanha de controlo não se limitou à economia.</p>
<p>O regime endureceu significativamente a repressão contra conteúdos culturais vindos do exterior, especialmente da Coreia do Sul.</p>
<p>Séries televisivas, filmes e música K-pop passaram a ser tratados como ameaças ideológicas. Leis aprovadas durante a pandemia estabeleceram penas extremamente severas para quem consumisse ou distribuísse conteúdos considerados &#8220;antissocialistas&#8221;.</p>
<p>Segundo testemunhos recolhidos junto de desertores, pessoas acusadas de distribuir dramas sul-coreanos ou músicas K-pop chegaram a ser executadas publicamente.</p>
<p>Kim Jong-un classificou a influência cultural estrangeira como um &#8220;cancro maligno&#8221; capaz de corromper a juventude norte-coreana.</p>
<p>A preocupação do líder estaria também ligada a questões pessoais. Analistas referem que o regime procurou impedir a divulgação de informações sobre a origem da sua mãe, Ko Yong-hui, nascida no Japão, um facto historicamente sensível numa sociedade marcada pelo ressentimento em relação à ocupação japonesa da península coreana.</p>
<p><strong>Arsenais nucleares continuaram a crescer apesar das sanções</strong><br />
Enquanto reforçava o controlo interno, Kim prosseguia a expansão do programa nuclear e balístico do país.</p>
<p>Durante estes anos, a Coreia do Norte desenvolveu novas gerações de mísseis capazes de atingir a Coreia do Sul e o Japão com ogivas nucleares. O regime continuou também a investir em tecnologias para alcançar o território continental dos Estados Unidos, incluindo submarinos de propulsão nuclear e mísseis balísticos intercontinentais.</p>
<p>Esta evolução consolidou a posição internacional da Coreia do Norte como potência nuclear de facto, algo que muitos especialistas consideram ser uma das maiores vitórias estratégicas de Kim Jong-un.</p>
<p><strong>Guerra na Ucrânia abriu uma oportunidade inesperada</strong><br />
A invasão russa da Ucrânia em 2022 alterou profundamente a posição internacional de Pyongyang.</p>
<p>Com Moscovo a necessitar urgentemente de munições e apoio militar, Kim encontrou uma oportunidade para quebrar parte do isolamento económico e diplomático do país.</p>
<p>A Coreia do Norte forneceu armamento e enviou tropas para apoiar o esforço de guerra russo. Segundo informações dos serviços secretos sul-coreanos, cerca de 16 mil militares norte-coreanos terão participado no conflito.</p>
<p>Em troca, a Rússia forneceu assistência alimentar, petróleo, turistas e, sobretudo, tecnologia militar.</p>
<p>Analistas acreditam que Moscovo está a ajudar Pyongyang a modernizar sistemas de defesa aérea, desenvolver drones militares e construir o primeiro submarino nuclear da história norte-coreana.</p>
<p>Os dois países assinaram ainda um tratado de defesa e cooperação mútua que elevou significativamente o estatuto internacional do regime de Kim.</p>
<p><strong>Relações com Rússia aproximaram novamente Pequim</strong><br />
A crescente aproximação entre Moscovo e Pyongyang teve igualmente impacto nas relações com a China.</p>
<p>Embora Pequim continue a considerar a Coreia do Norte um parceiro difícil de gerir, o aprofundamento da rivalidade entre China e Estados Unidos levou o governo chinês a reforçar novamente os laços com o regime norte-coreano.</p>
<p>O presidente chinês, Xi Jinping, iniciou esta semana uma visita oficial de dois dias à Coreia do Norte, a primeira em sete anos.</p>
<p>Os dois países estão a expandir o comércio bilateral, retomaram ligações ferroviárias e aumentaram os voos entre Pequim e Pyongyang. Está também próxima da conclusão uma nova ponte moderna sobre o rio Yalu, destinada a facilitar o intercâmbio económico e turístico.</p>
<p><strong>Economia cresce ao ritmo mais elevado em oito anos</strong><br />
Apesar de persistirem graves problemas estruturais e níveis elevados de pobreza fora da capital, os indicadores económicos mais recentes apontam para uma recuperação significativa.</p>
<p>Segundo as estimativas mais recentes do banco central sul-coreano, a economia norte-coreana cresceu 3,7% em 2024, o melhor resultado dos últimos oito anos.</p>
<p>A atividade das fábricas de armamento aumentou fortemente devido às encomendas russas, enquanto trabalhadores enviados para a Rússia e para a China continuaram a gerar receitas para o regime.</p>
<p>Paralelamente, o país expandiu operações clandestinas destinadas a obter moeda estrangeira, incluindo contrabando de ouro, exportações ilegais e operações de pirataria informática que, segundo especialistas, renderam milhares de milhões de dólares em criptomoedas.</p>
<p><strong>Sinais de mudança tornam-se visíveis em Pyongyang</strong><br />
Nos últimos anos, Kim Jong-un concluiu vários dos seus projetos emblemáticos.</p>
<p>Foram construídos novos bairros residenciais, estâncias balneares, complexos turísticos, centros termais e enormes explorações agrícolas. Novas torres residenciais surgiram não apenas em Pyongyang, mas também em cidades provinciais.</p>
<p>Segundo analistas que acompanham imagens de satélite e visitantes recentes, há hoje mais veículos a circular, mais postos de combustível, mais equipamentos de construção e maior atividade económica visível.</p>
<p>Na capital, os néons iluminam a cidade com intensidade muito superior à de anos anteriores. Os elevadores dos edifícios altos funcionam várias horas por dia, algo que nem sempre acontecia devido à falta de eletricidade.</p>
<p>Aplicações para smartphones permitem efetuar compras e encomendar refeições ao domicílio, enquanto as cervejarias de Pyongyang registam maior afluência de clientes.</p>
<p>Apesar disso, continuam a existir enormes desigualdades entre a elite da capital e o restante país.</p>
<p><strong>Kim proclama uma nova era para a Coreia do Norte</strong><br />
No congresso do Partido dos Trabalhadores realizado este ano, Kim Jong-un declarou que a Coreia do Norte entrou numa nova fase de prosperidade e confiança.</p>
<p>A liderança norte-coreana passou a defender uma estratégia que combina desenvolvimento económico com reforço militar, resumida na ideia de proporcionar simultaneamente &#8220;doces e balas&#8221; à população.</p>
<p>Num discurso perante o parlamento do país em março, Kim descreveu os últimos anos como uma &#8220;transformação milagrosa&#8221; e destacou o aumento do investimento e da construção habitacional.</p>
<p>&#8220;O nosso já não é um país suscetível às ameaças dos outros&#8221;, afirmou.</p>
<p>Embora muitos dos desafios económicos continuem por resolver e as sanções internacionais permaneçam em vigor, especialistas consideram que Kim Jong-un conseguiu transformar uma das maiores crises da sua liderança numa oportunidade para consolidar o regime, reforçar o poder militar e recuperar parte da economia, alterando significativamente a posição da Coreia do Norte no cenário internacional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773567]]></sapo:autor>
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		<title>Marcelo avisa que não se pode continuar &#8220;a correr atrás do prejuízo&#8221; na inteligência artificial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 17:51:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ O ex-Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa avisou hoje que se não está a acautelar o avanço da inteligência artificial, mas sim a "correr atrás do prejuízo" num tema que "praticamente não existe" em todas as leis.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ex-Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa avisou hoje que se não está a acautelar o avanço da inteligência artificial, mas sim a &#8220;correr atrás do prejuízo&#8221; num tema que &#8220;praticamente não existe&#8221; em todas as leis.</p>
<p>Em declarações aos jornalistas no final da apresentação da Carta Encíclica &#8220;Magnífica Humanitas&#8221;, do Papa Leão XIV, na Feira do Livro, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que este documento tem o &#8220;grande mérito de chamar a atenção para um tema que, de uma maneira geral, não se tem acautelado&#8221; porque &#8220;se acha que se tem todo o tempo do mundo&#8221; quando, na sua opinião, &#8220;não se tem&#8221;.</p>
<p>&#8220;Não podemos continuar a correr atrás do prejuízo porque a realidade é essa: a inteligência artificial avança, galopantemente, com bilhões e bilhões e bilhões ao seu serviço, no sentido de a sofisticar, e as estruturas políticas, económicas, sociais, culturais, não estão a ser capazes de acompanhar isso&#8221;, alertou.</p>
<p>Questionado sobre se esperava que por exemplo na revisão da legislação laboral houvesse uma maior preocupação com o tema, o antigo chefe de Estado começou por referir que há uma responsabilidade &#8220;de todos&#8221;.</p>
<p>&#8220;Eu diria que em todas as leis, ao longo dos últimos anos e ainda no presente, a inteligência artificial praticamente não existe. Nem na organização administrativa, nem na parte da educação, nem em muitos aspetos do domínio da solidariedade, ou da saúde, ou do trabalho. Mas é em Portugal, e é na Europa, e é um pouco em todo o mundo&#8221;, defendeu.</p>
<p>De acordo com Marcelo Rebelo de Sousa, &#8220;economias e sociedades muito evoluídas não estão a ser capazes de acompanhar este desafio&#8221;.</p>
<p>&#8220;E isso, obviamente, significa que quanto mais tarde se quiser tentar recuperar o tempo perdido, mais difícil é verdadeiramente recuperá-lo&#8221;, avisou.</p>
<p>Sobre o facto de ter na plateia membros do Governo como Paulo Rangel, Joaquim Miranda Sarmento ou Carlos Abreu Amorim eram um sinal de que este tema vai estar no centro da ação do executivo, o antigo Presidente da República acrescentou o nome do presidente do parlamento, José Pedro Aguiar-Branco, à lista das presenças, referindo que &#8220;surgiram por sua iniciativa&#8221;.</p>
<p>&#8220;E aquilo que me impressionou, quando arrancou esta ideia &#8211; eu estive muito ligado à organização do debate de hoje &#8211; foi porque de repente sai a encíclica, as pessoas dizem, &#8216;olha que interessante, mas há tanta coisa importante no mundo, vamos passar por cima disto, que isto não é importante&#8217; e, no entanto, o que é facto é que ontem o responsável de um país muito poderoso disse que é verdade que isto está nas mãos de privados, é preciso pensar como regular&#8221;, referiu.</p>
<p>Segundo Marcelo está a ser muito difícil dar passos sobre a inteligência artificial, como aconteceu no clima ou nos oceanos que foram considerados temas universais, esperando que o tema se torne central para todos os &#8220;responsáveis políticos de todo o mundo&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773578]]></sapo:autor>
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		<title>Ébola: OMS reduz o risco da epidemia para a maior parte do continente africano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 17:30:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Organização Mundial da Saúde (OMS) reduziu hoje o risco para a saúde decorrente da epidemia de Ébola no continente africano de "alto" para "baixo", com exceção da República Democrática do Congo (RDCongo) e países vizinhos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) reduziu hoje o risco para a saúde decorrente da epidemia de Ébola no continente africano de &#8220;alto&#8221; para &#8220;baixo&#8221;, com exceção da República Democrática do Congo (RDCongo) e países vizinhos.</p>
<p>A OMS reavaliou os riscos e considerou baixo o perigo de a epidemia se alastrar para a maior parte de África, assim como para o resto do mundo, embora o risco na RDCongo, que faz fronteira com Angola, permaneça &#8220;muito alto&#8221;.</p>
<p>No Uganda, onde também foram registadas infeções e a organização considerou o risco como &#8220;alto&#8221;.</p>
<p>Segundo o novo relatório da OMS, até ao momento foram confirmados 534 casos, 515 na RDCongo e 19 no Uganda, e 93 pessoas morreram da doença provocada pelo vírus do Ébola.</p>
<p>A taxa de letalidade é atualmente de 17,4%, inferior à dos dois surtos anteriores desta variante do vírus, chamada Bundibugyo, que ocorreram em 2007 no Uganda, onde 30% dos infetados morreram, e em 2012 na RDCongo, onde a taxa de mortalidade foi de 50%.</p>
<p>O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, viajou para o Uganda esta semana para apoiar a resposta à epidemia, poucos dias depois de visitar a RDCongo com o mesmo propósito.</p>
<p>O Ébola, que se transmite por contacto próximo e por fluidos corporais, matou mais de 15 mil pessoas em África ao longo dos últimos 50 anos.</p>
<p>A OMS e a agência de saúde da União Africana lançaram na sexta-feira um plano de 518 milhões de dólares (446 milhões de euros) para combater a epidemia nos próximos seis meses, com especial foco no reforço da vigilância, nos testes de laboratório e na prevenção de infeções.</p>
<p>O epicentro da epidemia na RDCongo encontra-se na província oriental do Ituri, de difícil acesso devido ao mau estado das estradas e à insegurança mantida por grupos armados.</p>
<p>A comissária da gestão de crises da UE, Hadja Lahbib, em visita a Bunia, capital do Ituri, apelou no domingo a um cessar-fogo no leste da RDCongo, onde uma série de grupos armados estão ativos e onde o grupo antigovernamental Movimento 23 de Março (M23), apoiado pelo Ruanda, está a controlar vastas áreas de território.</p>
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		<item>
		<title>Euro sobe mas mantém-se na barreira dos 1,15 dólares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 17:26:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O euro subiu hoje, mas manteve-se na barreira dos 1,15 dólares, no mesmo dia em que Israel admitiu a suspensão de ataques contra o Irão, mas ameaçou responder "com firmeza" a qualquer nova ameaça.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O euro subiu hoje, mas manteve-se na barreira dos 1,15 dólares, no mesmo dia em que Israel admitiu a suspensão de ataques contra o Irão, mas ameaçou responder &#8220;com firmeza&#8221; a qualquer nova ameaça.</p>
<p>Às 18:00 (hora de Lisboa), o euro seguia a 1,1540 dólares, quando, na sexta-feira, pela mesma hora, negociava a 1,1529 dólares.</p>
<p>O euro também avançou em comparação com a libra e com o iene.</p>
<p>O Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio de referência do Euro em 1,1540 dólares.</p>
<p>O primeiro-ministro israelita admitiu hoje a suspensão de ataques contra o Irão, mas ameaçou responder &#8220;com firmeza&#8221; a qualquer novo ataque iraniano.</p>
<p>Benjamin Netanyahu afirmou que os combates cessaram depois de Israel &#8220;ter atingido o regime terrorista em Teerão&#8221; e acrescentou numa mensagem de vídeo que, se o Irão &#8220;cometer o erro&#8221; de voltar a atacar, Israel responderá &#8220;com força&#8221;.</p>
<p>O líder israelita defendeu que os mais recentes ataques israelitas permitiram pôr fim aos disparos de mísseis iranianos.</p>
<p>&#8220;Neste momento, as hostilidades nesta frente cessaram, pois, após os golpes que desferimos contra o regime terrorista de Teerão, este deixou de nos atacar&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Também o Presidente norte-americano, Donald Trump, apelou hoje ao Irão e a Israel para cessarem os disparos.</p>
<p>Momentos depois, o Irão anunciou que iria suspender os ataques contra Israel e também ameaçou responder de forma mais dura a quaisquer novos ataques, que constituíram a mais grave violação do cessar-fogo em vigor desde o acordo alcançado entre Washington e Teerão há dois meses.</p>
<p>Divisas&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.hoje&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;sexta-feira</p>
<p>Euro/dólar&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;1,1540&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;1,1529</p>
<p>Euro/libra&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;0,86480&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..0,86335</p>
<p>Euro/iene&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.184,82&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;184,81</p>
<p>Dólar/iene&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;160,15&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;160,29</p>
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		<title>Protestos contra turistas aumentam na Europa e Portugal aparece no top 5 dos países mais hostis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 17:21:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O crescimento contínuo do turismo em vários destinos europeus está a intensificar as tensões entre visitantes e residentes, num contexto marcado pela escassez de habitação, pelo aumento do custo de vida e pela pressão exercida sobre infraestruturas e serviços locais. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O crescimento contínuo do turismo em vários destinos europeus está a intensificar as tensões entre visitantes e residentes, num contexto marcado pela escassez de habitação, pelo aumento do custo de vida e pela pressão exercida sobre infraestruturas e serviços locais. Um novo estudo concluiu que Espanha, Itália e França são atualmente os países europeus onde a contestação ao turismo de massas é mais intensa, enquanto Portugal surge na quinta posição do ranking, com uma taxa de hostilidade de 66%.</p>
<p>A análise foi realizada pela plataforma digital de entretenimento JB.com e avaliou 30 países em todo o mundo, procurando medir o nível de resistência ao turismo através de diversos indicadores, incluindo a intensidade dos protestos, a atenção mediática dedicada ao fenómeno, as taxas turísticas aplicadas aos visitantes e a relação entre o número de turistas e a população residente.</p>
<p><strong>Turismo continua a crescer nos principais destinos europeus</strong><br />
O estudo surge numa altura em que os principais mercados turísticos europeus continuam a registar aumentos significativos no número de visitantes.</p>
<p>Em Espanha, país que ocupa o primeiro lugar entre os 30 analisados no índice de contestação ao turismo, o número de turistas aumentou 3,4% nos primeiros quatro meses de 2026. Além disso, o Ministério do Turismo espanhol prevê um crescimento de 7,1% no número de passageiros transportados em voos internacionais com destino ao país durante o mês de junho, em comparação com o mesmo período do ano anterior.</p>
<p>As previsões apontam igualmente para aumentos relevantes em Itália e França. Segundo uma nota divulgada pelo Ministério do Turismo de Espanha, Itália deverá registar um crescimento de 12% nas chegadas internacionais durante junho, enquanto França deverá verificar uma subida de 2,6% face ao mesmo mês de 2025.</p>
<p>Embora o turismo continue a ser uma das principais fontes de receita para muitas economias europeias, o aumento constante do número de visitantes tem gerado críticas crescentes em várias comunidades locais.</p>
<p><strong>Portugal aparece em quinto lugar com taxa de hostilidade de 66%</strong><br />
Entre os países analisados, Portugal surge na quinta posição dos destinos europeus onde a resistência ao turismo é mais significativa, registando uma taxa de hostilidade de 66%.</p>
<p>O estudo coloca Portugal atrás de Espanha, Itália, França e Grécia, o que reflete um aumento das preocupações relacionadas com os impactos do turismo em áreas como o acesso à habitação, o aumento dos preços e a pressão sobre os centros urbanos e zonas costeiras mais procuradas.</p>
<p>Por outro lado, os países considerados mais acolhedores para os visitantes são Chipre e Albânia. Segundo a análise, nenhum destes destinos registou protestos antiturismo documentados e ambos apresentam níveis reduzidos de pressão regulatória sobre os viajantes.</p>
<p><strong>Espanha lidera contestação ao turismo de massas</strong><br />
O caso espanhol continua a ser o mais expressivo da Europa. De acordo com o estudo, foram registados protestos contra o turismo em mais de 40 cidades espalhadas pelo país, incluindo destinos como Barcelona e as Ilhas Canárias.</p>
<p>A região da Catalunha, onde se localiza Barcelona, recebeu cerca de 20,1 milhões de turistas em 2025, mais 0,6% do que em 2024. Seguiram-se as Ilhas Baleares e as Ilhas Canárias entre os destinos mais procurados.</p>
<p>Em junho do ano passado, milhares de manifestantes desfilaram pelo centro de Barcelona empunhando cartazes com mensagens como “O turismo está a matar Barcelona”. Durante os protestos, alguns participantes utilizaram pistolas de água para atingir turistas em zonas de grande afluência, numa ação que atraiu atenção internacional.</p>
<p><strong>Itália e França também enfrentam crescente oposição dos residentes</strong><br />
A contestação ao turismo de massas também tem sido visível em Itália. Nos últimos tempos, cidades como Veneza, Roma, Florença, Nápoles e Milão foram palco de protestos relacionados com os efeitos do turismo sobre a habitação e o custo de vida.</p>
<p>Alguns ativistas chegaram a sabotar caixas de chaves utilizadas por proprietários de alojamentos de curta duração, numa tentativa de denunciar a falta de habitação acessível para os residentes locais.</p>
<p>Perante a crescente pressão turística, Veneza voltou a aplicar este ano uma taxa específica para visitantes que entram na cidade apenas durante o dia. A medida abrange determinadas datas entre abril e julho, sobretudo às sextas-feiras, sábados e domingos, e pretende reduzir os impactos do excesso de visitantes.</p>
<p>Também em França a contestação tem vindo a aumentar. O estudo refere protestos realizados em cidades como Marselha, Nice e Paris, bem como um crescimento do ativismo contra os navios de cruzeiro, especialmente em destinos costeiros.</p>
<p><strong>Habitação e custo de vida estão no centro das críticas</strong><br />
De acordo com o estudo, o principal fator por detrás do aumento do descontentamento é a perceção de que o turismo de massas está a contribuir para a escassez de habitação disponível para residentes e para a subida dos preços em diversas cidades europeias.</p>
<p>À medida que o número de visitantes continua a aumentar em vários destinos, cresce igualmente o debate sobre a necessidade de encontrar um equilíbrio entre os benefícios económicos do setor e a qualidade de vida das populações locais.</p>
<p>Os resultados da análise da JB.com mostram que esta discussão está longe de se limitar a casos isolados, refletindo uma tendência cada vez mais visível em vários países europeus, incluindo Portugal, que ocupa já o quinto lugar entre os países onde a hostilidade em relação ao turismo apresenta níveis mais elevados.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773530]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal integra rede de aceleradores da NATO DIANA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 17:04:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal passou a integrar uma rede de aceleradores da NATO criada para detetar e acelerar soluções tecnológicas que respondam aos desafios de resiliência e segurança das suas 32 nações, anunciou hoje o Instituto Pedro Nunes, de Coimbra.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal passou a integrar uma rede de aceleradores da NATO criada para detetar e acelerar soluções tecnológicas que respondam aos desafios de resiliência e segurança das suas 32 nações, anunciou hoje o Instituto Pedro Nunes, de Coimbra.</p>
<p>O acelerador nacional foi ativado pela rede NATO DIANA (programa de desenvolvimento tecnológico para a indústria da Aliança Atlântica), no âmbito de uma parceria entre a empresa pública idD Portugal Defence e o Instituto Pedro Nunes (IPN).</p>
<p>Segundo o IPN, que é o gestor operacional do acelerador, desta forma Portugal está &#8220;no centro do desenvolvimento de tecnologias emergentes e disruptivas de duplo uso&#8221;, com &#8220;forte aplicabilidade&#8221; na área da Defesa.</p>
<p>&#8220;O acelerador gerido pelo IPN passa agora a fazer parte de uma rede exclusiva de aceleradores distribuídos pela Aliança, acompanhando empresas portuguesas no terreno e apoiando-as a posicionarem-se com sucesso no mercado global de defesa&#8221;, sublinhou.</p>
<p>As empresas e &#8216;startup&#8217; que forem selecionadas para os programas da DIANA recebem um financiamento inicial de 100 mil euros e poderão aceder a 300 mil euros adicionais na fase de crescimento.</p>
<p>&#8220;Beneficiam ainda de uma rede de mais de 200 centros de testes, de participação em exercícios operacionais, de apoio no desenvolvimento de modelos de negócio e de ligação estratégica ao Fundo de Inovação da NATO e a investidores de capital de risco&#8221;, acrescentou o IPN.</p>
<p>A ativação do acelerador português da NATO DIANA acontece pouco depois de as &#8216;startup&#8217; incubadas no IPN &#8212; a Neuraspace (inteligência artificial para gestão de tráfego espacial) e a Connect Robotics (logística autónoma de entrega por drones) &#8212; terem sido selecionadas a nível nacional para integrar a rede de inovadores da DIANA.</p>
<p>As áreas prioritárias são a Inteligência Artificial, a autonomia, os sistemas de energia e propulsão, a cibersegurança, os novos materiais, as ciências biológicas, as infraestruturas críticas e o espaço.</p>
<p>&#8220;Com este novo marco, Portugal e o IPN unem os seus laboratórios de I&amp;D, a sua incubadora e a chancela internacional da NATO num esforço conjunto com a idD para projetar a indústria de Defesa Nacional na vanguarda da inovação tecnológica global&#8221;, frisou a instituição de Coimbra, que promove a ligação entre o meio científico e tecnológico e o tecido empresarial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773549]]></sapo:autor>
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		<title>Nem droga nem armas: inteligência artificial aprende a identificar um dos maiores negócios ilegais do mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:51:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma equipa internacional de investigadores desenvolveu um sistema baseado em inteligência artificial capaz de identificar espécies marinhas traficadas ilegalmente em aeroportos com uma taxa de precisão global de 92%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma equipa internacional de investigadores desenvolveu um sistema baseado em inteligência artificial capaz de identificar espécies marinhas traficadas ilegalmente em aeroportos com uma taxa de precisão global de 92%, um avanço tecnológico que poderá reforçar significativamente o combate a uma das atividades criminosas mais lucrativas do mundo.</p>
<p>A tecnologia foi apresentada por ocasião do Dia Mundial dos Oceanos e descrita na revista científica Frontiers in Ocean Sustainability. O sistema utiliza scanners de tomografia computorizada (CT), já presentes em muitos aeroportos, para gerar imagens tridimensionais do conteúdo das bagagens e detetar automaticamente produtos provenientes do tráfico ilegal de vida marinha.</p>
<p><strong>Um negócio multimilionário que ameaça os oceanos</strong><br />
Quando se fala em tráfico de fauna, a atenção recai frequentemente sobre o marfim, os cornos de rinoceronte ou espécies exóticas de grande porte. No entanto, os investigadores alertam para a existência de um mercado ilícito muito menos visível, mas igualmente lucrativo e destrutivo para os ecossistemas marinhos.</p>
<p>Entre os produtos mais procurados pelos traficantes encontram-se barbatanas de tubarão, cavalos-marinhos secos e pepinos-do-mar. Por serem relativamente pequenos e fáceis de ocultar em malas ou encomendas, estes produtos atravessam fronteiras com maior facilidade do que muitas outras mercadorias ilegais.</p>
<p>Trata-se de uma atividade criminosa global que contribui para o declínio de espécies vulneráveis e para a degradação de ecossistemas oceânicos já sob forte pressão.</p>
<p>Segundo estimativas de organismos internacionais citadas pelos investigadores, o tráfico ilegal de vida selvagem movimenta entre sete mil milhões e 23 mil milhões de dólares por ano em todo o mundo, sendo considerado uma das atividades criminosas mais rentáveis do planeta, apenas superada pelo narcotráfico, pela contrafação e pelo tráfico de seres humanos.</p>
<p><strong>Algoritmo foi treinado para reconhecer espécies traficadas</strong><br />
Para desenvolver o sistema, os investigadores treinaram uma rede neuronal utilizando centenas de imagens tridimensionais obtidas através de scanners de barbatanas de tubarão, cavalos-marinhos e pepinos-do-mar, três dos produtos marinhos mais frequentemente associados ao comércio ilegal.</p>
<p>As barbatanas de tubarão destinam-se sobretudo ao mercado gastronómico asiático. Os cavalos-marinhos secos são amplamente procurados em determinadas práticas de medicina tradicional, enquanto os pepinos-do-mar atingem valores muito elevados em alguns mercados de luxo.</p>
<p>Com o objetivo de aproximar os testes das condições reais encontradas pelas autoridades aeroportuárias, os cientistas reproduziram várias técnicas utilizadas pelos traficantes para esconder os produtos.</p>
<p>As amostras foram ocultadas entre peças de roupa, colocadas dentro de recipientes metálicos, escondidas em brinquedos infantis e até integradas digitalmente em imagens reais de bagagens analisadas nos aeroportos.</p>
<p><strong>Resultados superaram expectativas</strong><br />
Os resultados obtidos surpreenderam os próprios investigadores.</p>
<p>O sistema de inteligência artificial conseguiu identificar corretamente 96% dos cavalos-marinhos analisados, 95% das barbatanas de tubarão e 86% dos pepinos-do-mar.</p>
<p>No conjunto dos testes realizados, a eficácia global atingiu os 92%, demonstrando a capacidade da tecnologia para reconhecer produtos traficados mesmo quando estes se encontram dissimulados entre outros objetos.</p>
<p><strong>Milhares de espécies protegidas podem beneficiar da tecnologia</strong><br />
Os autores do estudo sublinham que o potencial desta ferramenta vai muito além das três espécies utilizadas durante a fase experimental.</p>
<p>Atualmente, mais de 37 mil espécies estão protegidas pela CITES, acordo internacional que regula o comércio de fauna e flora ameaçadas.</p>
<p>Entre estas encontram-se numerosas espécies marinhas cuja procura continua a aumentar nos mercados internacionais.</p>
<p>Os investigadores recordam que o comércio de cavalos-marinhos envolve milhões de exemplares todos os anos. Já no caso dos tubarões, estima-se que entre 70 e 100 milhões sejam capturados anualmente, sendo muitos deles destinados ao mercado de barbatanas.</p>
<p><strong>Ferramenta poderá apoiar autoridades aduaneiras</strong><br />
Os autores acreditam que a nova tecnologia poderá tornar-se uma importante aliada dos agentes aduaneiros, que diariamente têm de analisar milhares de malas e volumes nos aeroportos internacionais.</p>
<p>Em vez de substituir os procedimentos atuais, o sistema funcionaria como um mecanismo automático de alerta, sinalizando bagagens suspeitas para uma inspeção mais detalhada por parte das autoridades.</p>
<p>Ainda assim, os investigadores salientam que a inteligência artificial não deverá substituir os inspetores humanos nem os cães treinados para deteção de substâncias e produtos ilegais.</p>
<p>Além disso, muitos aeroportos continuam a utilizar equipamentos de raio-X bidimensionais mais antigos e ainda não dispõem dos modernos scanners de tomografia computorizada necessários para o funcionamento deste algoritmo.</p>
<p><strong>Nova frente tecnológica contra um crime invisível</strong><br />
Apesar das limitações atuais, os responsáveis pelo estudo consideram que a tecnologia representa uma nova etapa no combate ao tráfico ilegal de espécies marinhas.</p>
<p>A capacidade de identificar automaticamente produtos provenientes da exploração ilegal dos oceanos poderá contribuir para reduzir um comércio clandestino que ameaça algumas das espécies mais vulneráveis do planeta.</p>
<p>Por trás de uma pequena embalagem de cavalos-marinhos secos ou de algumas barbatanas de tubarão aparentemente inofensivas pode esconder-se uma cadeia internacional de sobre-exploração que continua a esvaziar silenciosamente os oceanos. Com esta nova ferramenta, a inteligência artificial poderá passar a desempenhar um papel decisivo na deteção dessas atividades antes mesmo de as bagagens chegarem ao seu destino final.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773539]]></sapo:autor>
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		<title>Mau tempo: Processo não é tão rápido quanto desejável, mas há muitos apoios, diz ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:50:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Agricultura afirmou hoje à Lusa que o processo de atribuição dos apoios aos agricultores afetados pelo mau tempo não é tão rápido quanto o desejável, mas garantiu que há muitas ajudas em curso.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Agricultura afirmou hoje à Lusa que o processo de atribuição dos apoios aos agricultores afetados pelo mau tempo não é tão rápido quanto o desejável, mas garantiu que há muitas ajudas em curso.</p>
<p>Na semana passada, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) lamentou que apenas 1% dos prejuízos causados pelo mau tempo tivesse sido alvo de apoio pago, sublinhando que os atrasos devem-se, sobretudo, à falta de recursos humanos.</p>
<p>Em declarações à Lusa, o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, admitiu hoje que &#8220;o processo não é tão rápido quanto o desejável&#8221;, uma vez que, tratando-se de dinheiro público, a atribuição destes apoios depende de relatórios e vistorias técnicas, para além de pareceres dados pelas Câmaras Municipais.</p>
<p>O governante disse que foi feito um levantamento dos prejuízos reportados e que uma grande parte &#8220;estava empolada&#8221;, como se veio a constatar nas candidaturas.</p>
<p>Por outro lado, ressalvou que há montantes a serem pagos pelas seguradoras e que, nestes casos, não há direito a um pagamento extra.</p>
<p>José Manuel Fernandes lembrou que foi aberto um apoio de 40 milhões de euros, no âmbito do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), para os concelhos em situação de calamidade e que só foram registadas candidaturas no valor de 27 milhões de euros.</p>
<p>Foi lançado, posteriormente, um novo aviso, com 50 milhões de euros de dotação, que ainda se encontra aberto.</p>
<p>Paralelamente, foi aberto um concurso de 20 milhões de euros para as associações de regadio, que foi reforçado para 60 milhões de euros com o Orçamento do Estado.</p>
<p>&#8220;Pela primeira vez, Portugal pediu o acionamento da reserva agrícola de crise, cuja resposta chegará ainda este mês&#8221;, adiantou.</p>
<p>Esta reserva conta com cerca de 450 milhões de euros anuais, sendo 150 milhões de euros dos quais destinados a questões relacionadas com calamidades, cujo apoio não costuma ultrapassar os 10%.</p>
<p>&#8220;O dinheiro não está esgotado, mas há a necessidade de ir ao local ver porque isto é dinheiro público&#8221;, insistiu.</p>
<p>A par destes valores, foram emprestados 184 milhões de euros no âmbito das linhas do Banco Português de Fomento.</p>
<p>Já para a floresta foram destinados 40 milhões de euros, com a atribuição de entre 1.000 e 1.500 euros para a retirada de madeira.</p>
<p>Neste caso, algumas câmaras já fizeram os concursos, somando-se 18.000 quilómetros de caminhos desobstruídos.</p>
<p>De acordo com os dados do Ministério da Agricultura, contabilizam-se mais de 10.000 inscrições para este apoio.</p>
<p>Foram identificados 30.000 hectares de zonas críticas e &#8220;dentro delas há cerca de 5.800 hectares muito críticos, que devem ser a prioridade número um&#8221;, alertou o ministro.</p>
<p>Em abril, o executivo destinou também 22 milhões de euros para a salvaguarda das vinhas afetadas pelas tempestades que atingiram o país no início do ano.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773540]]></sapo:autor>
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		<title>Os Papas podem doar órgãos? As regras da Santa Sé e os protocolos do Vaticano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:29:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As orientações da Santa Sé relativas à doação de órgãos por parte dos Papas continuam a suscitar interesse e debate, sobretudo depois de ter sido tornada pública a posição assumida por Bento XVI sobre esta matéria.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As orientações da Santa Sé relativas à doação de órgãos por parte dos Papas continuam a suscitar interesse e debate, sobretudo depois de ter sido tornada pública a posição assumida por Bento XVI sobre esta matéria. Embora a Igreja Católica considere a doação de órgãos um gesto de solidariedade e de ajuda ao próximo, existe um protocolo específico que se aplica ao Pontífice após a sua eleição e que impede a doação dos seus órgãos depois da morte.</p>
<p>A questão voltou a ganhar destaque devido ao interesse gerado em torno das normas do Vaticano e das exceções previstas para quem exerce o ministério petrino. Apesar de a Igreja apoiar esta prática junto dos fiéis, as regras estabelecidas pela Santa Sé determinam que o Papa fica sujeito a um regime particular assim que assume o cargo.</p>
<p><strong>Bento XVI tinha-se registado como dador antes de ser eleito Papa</strong><br />
O caso mais conhecido é o de Bento XVI. Antes de ser eleito sucessor de São Pedro, o então cardeal Joseph Ratzinger tinha-se registado como dador de órgãos na Alemanha e possuía um cartão comprovativo dessa decisão desde a década de 1970.</p>
<p>Contudo, segundo esclareceu posteriormente o Vaticano, essa autorização deixou automaticamente de produzir efeitos no momento em que foi eleito Papa. Na prática, a sua condição de dador ficou anulada assim que assumiu a liderança da Igreja Católica.</p>
<p>A questão tornou-se pública quando um médico alemão utilizou o exemplo de Bento XVI numa iniciativa de promoção da doação de órgãos. Face à divulgação dessa informação, foi necessário um esclarecimento oficial da Santa Sé sobre o estatuto do Pontífice relativamente a esta matéria.</p>
<p><strong>Vaticano esclareceu posição oficial</strong><br />
A resposta foi dada por monsenhor Georg Gänswein, secretário pessoal de Bento XVI, através de uma carta enviada para clarificar a posição oficial do Vaticano.</p>
<p>Segundo informações divulgadas pela Rádio Vaticano, era verdade que Bento XVI tinha sido portador de um cartão de dador de órgãos. No entanto, essa autorização foi considerada sem efeito após a sua eleição como Papa.</p>
<p>O esclarecimento permitiu desmentir informações que apontavam para a manutenção da disponibilidade do Pontífice para doar órgãos após a morte, reforçando que as normas da Santa Sé impedem essa possibilidade.</p>
<p><strong>Corpo do Papa pertence à Igreja após a morte</strong><br />
De acordo com as explicações divulgadas pelo Vaticano, uma das razões para esta restrição prende-se com o estatuto do corpo do Papa após a sua morte.</p>
<p>Segundo a interpretação das normas da Santa Sé, o corpo do Pontífice passa a pertencer à Igreja e deve ser sepultado de forma íntegra. Esta exigência constitui um dos princípios fundamentais do protocolo aplicado aos Papas.</p>
<p>A preservação integral do corpo é, por isso, considerada incompatível com a remoção de órgãos para fins de transplante, mesmo quando exista uma manifestação prévia de vontade nesse sentido.</p>
<p><strong>Possibilidade de canonização influencia as regras</strong><br />
Outro dos argumentos apresentados pelo Vaticano está relacionado com a eventual canonização futura de um Papa.</p>
<p>Caso um Pontífice venha a ser declarado santo, os seus restos mortais podem adquirir um significado religioso especial. Nesse contexto, os órgãos eventualmente transplantados poderiam ser considerados relíquias.</p>
<p>Foi precisamente este ponto que monsenhor Georg Gänswein destacou no esclarecimento enviado em nome de Bento XVI. Segundo explicou, uma eventual doação de órgãos poderia equivaler à doação de futuras relíquias, uma situação que a regulamentação da Santa Sé procura evitar.</p>
<p><strong>Igreja continua a defender a doação de órgãos</strong><br />
Apesar desta exceção aplicável aos Papas, a posição da Igreja Católica relativamente à doação de órgãos permanece favorável.</p>
<p>O próprio Bento XVI manifestou-se publicamente a favor desta prática. Em 1999, classificou a doação de órgãos como um ato de amor e defendeu o seu valor enquanto gesto de solidariedade para com quem necessita de um transplante.</p>
<p>Ainda assim, o protocolo específico estabelecido pela Santa Sé determina que os ocupantes do ministério petrino ficam sujeitos a regras distintas das aplicadas aos restantes fiéis, impedindo a doação dos seus órgãos após a morte, independentemente de qualquer autorização concedida antes da eleição para o papado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773522]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Bolsa de Lisboa encerra em baixa e segue tendência predominante no resto da Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:12:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa encerrou hoje em baixa, com o índice PSI a cair 0,01% para 8.931,03 pontos, em linha com a tendência predominante no resto da Europa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bolsa de Lisboa encerrou hoje em baixa, com o índice PSI a cair 0,01% para 8.931,03 pontos, em linha com a tendência predominante no resto da Europa.</p>
<p>Das 16 cotadas que fazem parte do PSI, seis desceram e 10 subiram.</p>
<p>A liderar as descidas ficou a Teixeira Duarte, que totalizou menos 1,44% para 0,41 euros.</p>
<p>No resto da Europa, Madrid cedeu 0,66%, Frankfurt 0,58% e Paris 0,23%, enquanto Londres cresceu 0,05%.</p>
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		<title>Mau tempo: Prazo para apoios à reconstrução de habitações vai ser alargado, diz ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:10:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Economia, Castro Almeida, admitiu hoje alargar o prazo para a análise das candidaturas à reconstrução de habitações danificadas pelas tempestades em Leiria e na Marinha Grande que terminava a 30 de junho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Economia, Castro Almeida, admitiu hoje alargar o prazo para a análise das candidaturas à reconstrução de habitações danificadas pelas tempestades em Leiria e na Marinha Grande que terminava a 30 de junho.</p>
<p>Falando à margem do lançamento da campanha &#8220;Nem tudo o que vês é jogo seguro&#8221;, promovida pela Direção-Geral do Consumidor (DGC) para combater o jogo ilegal online, Castro Almeida esclareceu que &#8220;o prazo de 30 de junho era um prazo indicativo, foi uma meta que os próprios municípios e as Comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR) se impuseram a si próprios&#8221;.</p>
<p>&#8220;Foi uma data indicativa. Se tiver que ir para depois de julho, quer dizer que não foi possível fazer antes&#8221;, declarou.</p>
<p>Segundo o ministro, o prazo de 30 de junho [para conclusão das candidaturas aos apoios] &#8220;foi um consenso que se estabeleceu numa reunião com vários outros membros do Governo e com as Comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional e com as comunidades internas municipais&#8221;.</p>
<p>O ministro da Economia reagia a uma notícia do Jornal de Notícias, indicando que os municípios da Marinha Grande e de Leiria não vão conseguir concluir, até 30 de junho, a análise de mais de 14 mil candidaturas (3365 na Marinha Grande e 10.808 em Leiria) a apoios de até dez mil euros para reconstruir habitações danificadas pelas tempestades do início do ano.</p>
<p>Segundo o jornal, o prazo foi estipulada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, em articulação com a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, mas há candidaturas que ainda nem sequer foram analisadas, o que pode significar que milhares de lesados não vão receber apoio para reerguer as suas casas até ao final do mês.</p>
<p>&#8220;Já há bastante tempo que chegámos à conclusão de que em três ou quatro concelhos esse objetivo pode ser difícil, mas na esmagadora maioria dos concelhos o objetivo continua de pé e creio que vai ser alcançado&#8221;, declarou o ministro, recordando que só o município de Leiria tem praticamente um terço das candidaturas.</p>
<p>&#8220;É compreensível que em Leiria possa demorar, mas essa exceção não é regra&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Castro Almeida afirmou que &#8220;mais do que 90% das situações vão ficar resolvidas até o dia 30 de junho&#8221;, devendo as restantes candidaturas ser &#8220;resolvidas mais tarde&#8221;.</p>
<p>Em 06 de junho, a plataforma do Governo indicava que apenas 10% dos processos da Marinha Grande tinham sido analisados pela autarquia, de um total de 3.365.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773525]]></sapo:autor>
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		<title>Anacom alerta para chamadas fraudulentas em nome do regulador</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/anacom-alerta-para-chamadas-fraudulentas-em-nome-do-regulador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:07:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) alertou hoje para o aumento do número de chamadas fraudulentas em seu nome, somando, entre 25 de maio e hoje, mais de 180 queixas de utilizadores.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) alertou hoje para o aumento do número de chamadas fraudulentas em seu nome, somando, entre 25 de maio e hoje, mais de 180 queixas de utilizadores.</p>
<p>&#8220;Nos últimos dias tem havido um aumento assinalável de queixas relacionadas com chamadas fraudulentas feitas em nome da Anacom. Entre o dia 25 de maio e hoje, 08 de junho, foram recebidas mais de 180 queixas de cidadãos relativas a contactos telefónicos nos quais os interlocutores se identificam falsamente como agentes de fiscalização desta Autoridade&#8221;, indicou, em comunicado.</p>
<p>Segundo a mesma nota, os interlocutores identificaram-se como agentes da fiscalização, referindo alegadas situações ligadas ao uso do número de telefone do destinatário para a prática de crimes.</p>
<p>Em todos os contactos foram utilizados dados pessoais do destinatário parcialmente corretos.</p>
<p>A Anacom lamentou o sucedido e insistiu que não realiza contactos, nem divulga dados pessoais dos utilizadores ou de entidades terceiras.</p>
<p>Conforme apontou, perante qualquer ocorrência semelhante, os utilizadores devem alertar as autoridades de segurança, nomeadamente a PSP e a GNR.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773519]]></sapo:autor>
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		<title>PSP detém adolescente de 16 anos que ligou para o 112 e mentiu sobre sequestro de alunos em escola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um jovem de 16 anos foi detido pela Polícia de Segurança Pública (PSP) por suspeitas da prática dos crimes de abuso e simulação de sinais de perigo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um jovem de 16 anos foi detido pela Polícia de Segurança Pública (PSP) por suspeitas da prática dos crimes de abuso e simulação de sinais de perigo, depois de ter efetuado uma falsa denúncia para o número de emergência 112, alegando que um homem armado mantinha alunos reféns numa escola da zona de Belém, em Lisboa.</p>
<p>O caso ocorreu no passado dia 5 de junho e levou à mobilização imediata de diversos meios policiais para o estabelecimento de ensino, perante a possibilidade de estar em curso uma situação de elevado risco envolvendo crianças. A informação foi divulgada pela PSP em comunicado.</p>
<p>Segundo a polícia, o alerta foi dado cerca das 12h00 de quinta-feira, quando o adolescente contactou o 112 para comunicar que um homem armado se encontrava no interior de uma sala de aula.</p>
<p>De acordo com a descrição transmitida às autoridades, o suspeito estaria a manter vários alunos sequestrados enquanto os ameaçava, um cenário que obrigou a PSP a desencadear uma resposta imediata devido à gravidade da situação relatada.</p>
<p>Perante a possibilidade de existirem crianças em perigo, foram acionadas várias valências operacionais da força de segurança para o local.</p>
<p>A resposta policial envolveu diferentes unidades da PSP, incluindo meios de Investigação Criminal, equipas do programa Escola Segura, Equipas de Intervenção Rápida, a Equipa de Prevenção e Reação Imediata, bem como outros recursos de patrulhamento.</p>
<p>Segundo a PSP, a mobilização foi realizada com carácter de urgência, tendo em conta a natureza do alerta recebido e a necessidade de garantir a segurança de alunos, professores e restantes funcionários da escola.</p>
<p>Contudo, quando chegaram ao estabelecimento de ensino, os agentes foram informados pela administração de que não existia qualquer situação anormal nas instalações.</p>
<p>A direção da escola esclareceu que tudo decorria normalmente e que a denúncia não correspondia à realidade, tratando-se de uma chamada com contornos falsos.</p>
<p><strong>Investigação permitiu identificar rapidamente o autor</strong><br />
Apesar de ter sido confirmada a inexistência de qualquer ameaça e de a segurança da comunidade escolar não ter estado em risco, a PSP deu continuidade às diligências de investigação para identificar a origem do telefonema.</p>
<p>As autoridades conseguiram localizar e intercetar o suspeito poucos minutos após a ocorrência, apurando que se tratava de um jovem de 16 anos.</p>
<p>De acordo com a PSP, o adolescente acabou por confessar ter efetuado a chamada para o 112 por motivos considerados fúteis. Durante os procedimentos policiais, afirmou não ter consciência das consequências que o seu ato poderia provocar, nomeadamente a mobilização urgente de numerosos meios operacionais.</p>
<p>A PSP confirmou que o jovem foi detido por suspeitas dos crimes de abuso e simulação de sinais de perigo.</p>
<p>Após a realização das formalidades processuais, o adolescente foi libertado e notificado para comparecer perante a autoridade judiciária competente.</p>
<p>Em comunicado, a polícia recorda que este tipo de falsas denúncias tem consequências relevantes para a capacidade de resposta dos serviços de emergência e das forças de segurança.</p>
<p>A força policial sublinha que os alertas falsos podem comprometer a resposta a situações verdadeiramente urgentes, desviando recursos humanos e operacionais que poderiam estar a ser utilizados noutras ocorrências.</p>
<p>A PSP alerta, por isso, que este tipo de comportamento pode atrasar o socorro a pessoas que se encontrem efetivamente em risco de vida, além de implicar a mobilização desnecessária de meios especializados para cenários inexistentes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773512]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Jogo ilegal online pode valer 24 mil ME, tanto como o jogo legal online</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/jogo-ilegal-online-pode-valer-24-mil-me-tanto-como-o-jogo-legal-online-ministro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 15:48:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O jogo online vale cerca de 24 mil milhões de euros e o jogo ilícito online poderá valer "outro tanto", o que é "muitíssimo dinheiro à solta nas plataformas eletrónicas", disse hoje o ministro da Economia, Manuel Castro Almeida.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O jogo online vale cerca de 24 mil milhões de euros e o jogo ilícito online poderá valer &#8220;outro tanto&#8221;, o que é &#8220;muitíssimo dinheiro à solta nas plataformas eletrónicas&#8221;, disse hoje o ministro da Economia, Manuel Castro Almeida.</p>
<p>Falando no lançamento da campanha &#8220;Nem tudo o que vês é jogo seguro&#8221;, promovida pela Direção-Geral do Consumidor (DGC) em conjunto com a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e o Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ) do Turismo de Portugal, Castro Almeida apelou às entidades envolvidas que combatam o jogo ilícito online &#8220;com eficiência, com determinação e, sobretudo, com uma grande concertação&#8221;.</p>
<p>Depois de uma proposta do Livre para alterar o regime dos jogos online e das apostas ter sido chumbada no parlamento, pelo PSD e CDS, o governante anunciou que o Governo vai aprovar &#8220;neste verão&#8221; nova legislação &#8220;para atualizar as regras sobre o jogo online&#8221;.</p>
<p>Classificando o fenómeno como &#8220;uma praga&#8221;, referiu a necessidade de &#8220;combater o fenómeno&#8221; ao nível da fiscalização e da punição, mas também da &#8220;prevenção ativa&#8221; e na &#8220;consciencialização dos cidadãos sobre os perigos do jogo ilegal&#8221;.</p>
<p>&#8220;O jogo ilegal online destrói muita gente, muitas famílias, muitas pessoas, e também é péssimo para a economia&#8221;, assinalou.</p>
<p>Alertou ainda que o fenómeno do jogo ilegal online &#8220;está a crescer muito depressa&#8221;, também porque &#8220;criou-se um pouco a ideia de impunidade em tudo o que é fraude digital&#8221;.</p>
<p>&#8220;É por isso que vos faço um apelo. Se precisarem de mudar as regras, sugiram-no. Se for preciso mudar as leis para permitir mais facilmente combater este problema, sugiram-no. O Governo está cá para isso&#8221;, disse ainda, dirigindo-se aos parceiros da campanha.</p>
<p>Na mesma sessão, o diretor-geral do Consumidor, Jorge Seguro Sanches, explicou que os objetivos da campanha passam por &#8220;dar aos consumidores mais informação sobre os riscos do jogo ilegal online&#8221;, um fenómeno que põe em causa &#8220;a situação económica, mas também a vida das pessoas&#8221;.</p>
<p>O diretor nacional da Polícia Judiciária, Carlos Cabreiro, enumerou os riscos do jogo ilegal online, que funciona através de esquemas fraudulentos destinados ao roubo de identidade, fraude financeira e disseminação de vírus para espionagem e bloqueio de ficheiros, entre outros crimes que qualificou como sendo &#8220;graves&#8221;.</p>
<p>A campanha, a ser divulgada através dos canais digitais das entidades envolvidas, conta também com a PJ como entidade parceira, e destina-se a alertar para os riscos associados à publicidade ao jogo ilegal, com especial enfoque nos jovens.</p>
<p>Durante a sessão de apresentação da campanha, foi também assinado um protocolo de cooperação entre a DGC e a PJ nas áreas da defesa dos direitos dos consumidores, do ambiente digital e da investigação criminal, através de formação, intercâmbio de conhecimento e boas práticas, comunicação e divulgação, organização de eventos e partilha de recursos documentais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773509]]></sapo:autor>
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		<title>Publicado em Diário da República: Veículos de condução autónoma já podem ser testados nas estradas portuguesas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 15:47:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[veículos autonómos]]></category>
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					<description><![CDATA[Os veículos equipados com sistemas automáticos de condução passam a poder ser testados na via pública em Portugal, na sequência da entrada em vigor do novo regime jurídico que regula o licenciamento destes ensaios.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os veículos equipados com sistemas automáticos de condução passam a poder ser testados na via pública em Portugal, na sequência da entrada em vigor do novo regime jurídico que regula o licenciamento destes ensaios. O enquadramento legal foi aprovado através do Decreto-Lei n.º 113/2026, publicado esta segunda-feira em Diário da República, estabelecendo as condições técnicas, operacionais e de segurança que fabricantes e outras entidades terão de cumprir para realizar testes em estradas nacionais.</p>
<p>A medida cria, pela primeira vez, um quadro legal específico que permite a utilização de vias públicas para ensaios de tecnologias de condução autónoma, mediante a obtenção de licença e o cumprimento de um conjunto de requisitos definidos pelo diploma.</p>
<p>No preâmbulo do decreto-lei, o Governo justifica a criação deste regime com objetivos ligados à mobilidade e à inovação tecnológica. Entre os benefícios apontados está o potencial contributo destes sistemas para aumentar a inclusão de pessoas que não podem conduzir, bem como a possibilidade de captar investimento e projetos de desenvolvimento tecnológico para Portugal.</p>
<p>Apesar da abertura à realização de testes em estrada, o novo regime mantém a obrigatoriedade de supervisão humana durante os ensaios. O diploma determina que os veículos em teste tenham um condutor a bordo ou, em alternativa, um operador remoto com capacidade para assumir o controlo do veículo sempre que tal seja necessário.</p>
<p>As exigências impostas a estes profissionais são mais rigorosas do que as aplicadas aos restantes condutores. A taxa máxima de álcool no sangue permitida para condutores ou operadores envolvidos nos testes fica limitada a 0,2 gramas por litro, valor significativamente inferior ao limite geral de 0,5 gramas por litro previsto para a maioria dos automobilistas.</p>
<p>O diploma introduz igualmente restrições relacionadas com a fadiga. Os períodos de supervisão não poderão ultrapassar três horas consecutivas, sendo obrigatório um período de descanso de uma hora após esse tempo de atividade.</p>
<p><strong>Seguro reforçado para cobrir eventuais falhas</strong><br />
No plano financeiro, o regime mantém uma das exigências que já constava da versão inicial do diploma: a obrigatoriedade de um seguro de responsabilidade civil com um capital mínimo equivalente a quatro vezes o valor exigido para o seguro automóvel obrigatório.</p>
<p>O objetivo desta medida é garantir cobertura adequada para eventuais danos provocados por falhas dos sistemas de condução autónoma, incluindo acidentes que possam ocorrer durante os ensaios realizados em ambiente real.</p>
<p>A proposta inicial do diploma, divulgada em março, tinha gerado debate em torno do valor do seguro exigido, das obrigações impostas aos operadores responsáveis pelos testes e do peso burocrático do processo de licenciamento. A versão agora publicada mantém os requisitos de segurança considerados essenciais, mas introduz simplificações administrativas.</p>
<p><strong>Processo de licenciamento torna-se menos burocrático</strong><br />
Uma das principais alterações passa pela redução da carga administrativa associada à obtenção das licenças. Os pedidos passam a ser totalmente desmaterializados e assentam parcialmente num modelo de autocertificação.</p>
<p>Assim, deixa de ser necessária a realização de vistorias prévias em todas as situações. Em vez disso, as entidades promotoras dos testes deverão apresentar uma declaração através da qual assumem o cumprimento das exigências legais e técnicas aplicáveis.</p>
<p>Essa declaração inclui igualmente a responsabilidade pela implementação de medidas de cibersegurança destinadas a impedir acessos indevidos aos sistemas dos veículos e a proteger a integridade tecnológica dos ensaios.</p>
<p>O diploma estabelece ainda que licenças emitidas por outros países poderão ser reconhecidas no prazo máximo de 45 dias, uma medida que poderá facilitar a realização de testes em Portugal por empresas que já desenvolvem projetos de condução autónoma noutros mercados.</p>
<p><strong>Limites de velocidade e “caixa negra” obrigatória</strong><br />
Os veículos abrangidos por este regime ficam sujeitos a condições específicas de circulação durante os ensaios. Entre elas está uma limitação adicional de velocidade: os automóveis em teste terão de circular 20 quilómetros por hora abaixo do limite máximo permitido na via.</p>
<p>Na prática, numa estrada onde o limite seja de 50 quilómetros por hora, um veículo autónomo em fase de testes não poderá exceder os 30 quilómetros por hora.</p>
<p>Outra das exigências previstas é a instalação obrigatória de um sistema de registo de dados semelhante a uma “caixa negra”. Este equipamento deverá recolher informação a uma frequência de dez registos por segundo, armazenando dados relevantes sobre a operação do veículo.</p>
<p>Entre os elementos que terão de ficar registados encontram-se informações relacionadas com a velocidade, as travagens efetuadas e a comunicação estabelecida entre o veículo e a infraestrutura envolvente.</p>
<p>Em caso de acidente ou incidente, estes dados poderão ser utilizados pelas autoridades para determinar as circunstâncias da ocorrência. O diploma prevê ainda que a ausência de registos ou a omissão de informação considerada relevante possa conduzir à suspensão da licença atribuída para os testes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773502]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Federação de Dadores diz que faltam meios para recolher dádivas de sangue</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 15:45:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Federação de Dadores de Sangue queixou-se hoje de falta de meios para a recolha de dádivas, manifestando "profunda preocupação" com a situação das reservas, face a "sucessivos cancelamentos" de colheitas previamente planeadas e aprovadas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Federação de Dadores de Sangue queixou-se hoje de falta de meios para a recolha de dádivas, manifestando &#8220;profunda preocupação&#8221; com a situação das reservas, face a &#8220;sucessivos cancelamentos&#8221; de colheitas previamente planeadas e aprovadas.</P><br />
<P>A posição da Federação Portuguesa de Dadores Benévelos de Sangue (FEPODABES) surgiu em vésperas do Dia Mundial do Dador de Sangue, que se assinala a 14 de junho, uma data que, defendeu, deve servir para &#8220;uma reflexão séria&#8221; sobre o estado atual do sistema nacional de sangue e a necessidade de garantir uma resposta eficaz às necessidades dos doentes que dependem diariamente de transfusões sanguíneas.</P><br />
<P>De acordo com a FEPODABES, não há falta de dádivas, mas sim de capacidade para as recolher. </P><br />
<P>&#8220;A situação atualmente vivida, em particular no Centro de Sangue e da Transplantação de Lisboa, atingiu um nível de gravidade que exige uma avaliação profunda, o apuramento de responsabilidades e a adoção urgente de medidas corretivas&#8221;, alegou a federação, em comunicado.</P><br />
<P>Segundo esta estrutura, têm sido canceladas de forma recorrente sessões de colheita de sangue, o que compromete a mobilização dos voluntários e põe em causa &#8220;os esforços realizados para assegurar reservas adequadas de sangue para os hospitais portugueses&#8221;.</P><br />
<P>A associação garantiu que tem cumprido integralmente a missão, promovendo a dádiva benévola de sangue, organizando campanhas de recolha e mobilizando milhares de cidadãos em todo o país, mas este esforço &#8220;perde eficácia quando as entidades responsáveis não conseguem garantir os recursos humanos, técnicos e operacionais indispensáveis à concretização das ações previamente programadas&#8221;.</P><br />
<P>A Federação sublinhou igualmente que em vários departamentos dos centros de sangue e do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), se tem evidenciado &#8220;uma insuficiente capacidade de resposta&#8221; às necessidades das associações e dos dadores, &#8220;comprometendo a articulação fundamental para o sucesso das campanhas de recolha&#8221;.</P><br />
<P>A FEPODABES rejeitou a ideia de que a atual situação resulte da falta de solidariedade dos portugueses ou da ausência de novos dadores.</P><br />
<P>O problema, disse, não é a falta de disponibilidade dos dadores para ajudar, mas sim &#8220;a incapacidade do sistema em dar resposta às solicitações de colheitas de sangue e em garantir os meios humanos e operacionais necessários para concretizar as ações planeadas&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Quando colheitas previamente aprovadas são sucessivamente canceladas, quando associações e dadores se organizam e acabam por não poder contribuir, está-se a desperdiçar um enorme potencial de solidariedade. Não faltam dadores. Não falta vontade de ajudar. O que falta é capacidade de resposta por parte das estruturas responsáveis pela recolha de sangue&#8221;, garantiu a federação.</P><br />
<P>A estrutura que representa as associações de dadores considerou, assim, urgente reforçar os recursos humanos, melhorar a capacidade operacional e assegurar o cumprimento dos planeamentos aprovados.</P><br />
<P>A Lusa tentou contactar a presidente do IPST, mas não obteve resposta até ao momento.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773506]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Agência do ambiente aprova com condições projeto de hidrogénio verde em Sines</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/agencia-do-ambiente-aprova-com-condicoes-projeto-de-hidrogenio-verde-em-sines/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 15:03:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu declaração favorável condicionada ao projeto de hidrogénio GreenH2Atlantic, em Sines, no distrito de Setúbal, exigindo que a água usada na produção e refrigeração seja reutilizada ou do mar.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu declaração favorável condicionada ao projeto de hidrogénio GreenH2Atlantic, em Sines, no distrito de Setúbal, exigindo que a água usada na produção e refrigeração seja reutilizada ou do mar.</p>
<p>Segundo a Declaração de Impacte Ambiental (DIA), emitida no final de maio e consultada hoje pela agência Lusa, a APA deu parecer favorável condicionado ao projeto considerado de Potencial Interesse Nacional (PIN).</p>
<p>O GreenH2Atlantic e projetos associados, do consórcio Hytlantic, liderado pela EDP e Galp, e acionistas como a Bondalti, Martifer e Vestas, visa a produção de hidrogénio (H2) a partir da eletrólise da água, nas instalações da antiga central termoelétrica de Sines.</p>
<p>Segundo o consórcio, a unidade de produção de hidrogénio verde utiliza a energia solar e eólica como fontes para o processo de eletrólise e inclui a instalação de um eletrolisador na escala de 100 MW (megawatts).</p>
<p>Cerca de 30% do H2 produzido será reencaminhado para a refinaria de Sines da Galp e o resto poderá ser encaminhado para o ponto de injeção na Rede Nacional de Transporte de Gás da REN Gasodutos.</p>
<p>Apesar da decisão favorável, a APA referiu que o projeto fica condicionado ao cumprimento de um conjunto de exigências ambientais, com destaque para a origem da água utilizada nos processos de eletrólise e refrigeração.</p>
<p>De acordo com a DIA, &#8220;o abastecimento de água para os processos de eletrólise e de refrigeração&#8221; deverá &#8220;ser assegurado exclusivamente a partir de Água para Reutilização (ApR) ou de água do mar&#8221;.</p>
<p>Ou seja, não poderá ser utilizada &#8220;água superficial e/ou subterrânea destinada ao consumo humano para a produção de hidrogénio&#8221;, acrescentou.</p>
<p>A DIA inclui mais de uma centena de medidas de minimização para as várias fases do projeto, assim como programas de monitorização, planos e programas complementares.</p>
<p>Entre as medidas mais relevantes estão a monitorização dos recursos hídricos e do meio marinho, a proteção da biodiversidade, a salvaguarda do património cultural, a gestão do ruído e poeiras durante a obra e a implementação de um Plano de Emergência Interno.</p>
<p>A APA determinou ainda ações de gestão e restauro de &#8216;habitats&#8217; &#8220;numa área não inferior a 58,63 hectares&#8221;, no âmbito do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e da Zona Especial de Conservação Costa Sudoeste.</p>
<p>A medida visa beneficiar o sisão e outras espécies protegidas ou ameaçadas de extinção, em articulação com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.</p>
<p>Em comunicado enviado hoje à Lusa, a Hytlantic assinalou o &#8220;importante marco no processo de desenvolvimento do projeto&#8221; e garantiu que irá &#8220;analisar as recomendações e medidas propostas&#8221; pela APA, assim como a sua &#8220;integração nos projetos de engenharia&#8221;.</p>
<p>O promotor assegurou ainda que vai prosseguir com &#8220;outros estudos&#8221; para &#8220;confirmar a viabilidade económica do projeto&#8221; e, posteriormente, submetê-lo à &#8220;etapa final de licenciamento ambiental&#8221;.</p>
<p>&#8220;A concretização do projeto estará sempre condicionada a uma decisão final de investimento&#8221;, que, entre outros aspetos, &#8220;contemplará a verificação de um enquadramento regulatório que seja favorável à criação de um mercado de hidrogénio verde&#8221;, sustentou.</p>
<p>O projeto prevê uma ligação a uma rede de infraestruturas de transporte, armazenamento e distribuição, a desenvolver pela REN Gasodutos, para a criação do primeiro &#8216;hub&#8217; de hidrogénio verde, na Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS), lê-se na DIA.</p>
<p>Caso essa rede não avance, a Hytlantic admite construir um gasoduto dedicado para transportar o hidrogénio até à refinaria de Sines e à Rede Nacional de Transporte de Gás.</p>
<p>A futura unidade, que recebeu apoio da união Europeia num montante total de 92 milhões de euros, terá uma capacidade de produção máxima de cerca 1,7 toneladas de hidrogénio por hora.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773489]]></sapo:autor>
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		<title>&#8220;Não são as negociações que decidem, mas as ações na frente de combate&#8221;: Rússia descarta diálogo direto entre Putin e Zelensky</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 15:01:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Putin]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, voltou a afastar a possibilidade de avanços diplomáticos imediatos para pôr fim à guerra na Ucrânia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, voltou a afastar a possibilidade de avanços diplomáticos imediatos para pôr fim à guerra na Ucrânia, defendendo que o resultado do conflito será determinado pelas ações militares no terreno e não por negociações políticas.</p>
<p>As declarações foram feitas esta segunda-feira, numa altura em que Moscovo continua a rejeitar as tentativas de Kiev para promover contactos diretos entre o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o líder russo, Vladimir Putin.</p>
<p>Lavrov dirigiu críticas à carta aberta divulgada na semana passada por Zelensky, na qual o presidente ucraniano propôs uma reunião direta com Putin para discutir um cessar-fogo e possíveis caminhos para a paz.</p>
<p>Segundo o chefe da diplomacia russa, o facto de a mensagem ter sido tornada pública demonstra uma alegada falta de interesse da Ucrânia em negociações sérias.</p>
<p>Lavrov afirmou que Moscovo considera inadequada a forma como a carta foi divulgada, argumentando que “as pessoas educadas não se comportam desta forma” e criticando o facto de o documento ter sido difundido internacionalmente.</p>
<p>O ministro sustentou ainda que, na perspetiva do Kremlin, a iniciativa revela que Kiev não está verdadeiramente empenhada em alcançar um acordo negociado, apesar das várias tentativas anunciadas pela Ucrânia para promover conversações com a Rússia.</p>
<p><strong>Rússia insiste que o resultado será decidido na frente de combate</strong><br />
Nas suas declarações, Lavrov retomou uma posição já expressa anteriormente por Vladimir Putin, segundo a qual o fator decisivo para o desfecho da guerra não será o diálogo diplomático.</p>
<p>O ministro russo reiterou que “não são as negociações, mas as ações dos envolvidos” no conflito que terão impacto direto no resultado final da invasão em grande escala lançada por Moscovo contra a Ucrânia.</p>
<p>A posição surge poucos dias depois de Putin ter rejeitado formalmente o pedido de encontro apresentado por Zelensky durante o Fórum Económico Internacional de São Petersburgo.</p>
<p>Na ocasião, o presidente russo declarou que não via qualquer utilidade num encontro com o homólogo ucraniano, afirmando que “não vê sentido” numa reunião direta entre ambos.</p>
<p><strong>Líderes europeus apoiam proposta ucraniana</strong><br />
A proposta de Zelensky recebeu entretanto o apoio de vários aliados europeus.</p>
<p>No domingo, os líderes da França, Alemanha e Reino Unido juntaram-se ao presidente ucraniano numa declaração conjunta que definiu cinco condições consideradas essenciais para alcançar uma “paz justa e duradoura”.</p>
<p>Entre essas exigências figuram um cessar-fogo imediato e abrangente, bem como a realização de negociações assentes na atual linha de contacto entre os exércitos dos dois países.</p>
<p>A iniciativa procurou reforçar a pressão diplomática sobre Moscovo para aceitar um processo negocial mais abrangente, mas foi rapidamente rejeitada pelas autoridades russas.</p>
<p><strong>Kremlin acusa Europa de contradizer discurso de paz</strong></p>
<p>Também esta segunda-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, criticou a posição assumida pelos líderes europeus.<br />
Segundo Peskov, os governos europeus estariam a comprometer os próprios apelos à paz ao continuarem a fornecer apoio militar à Ucrânia.</p>
<p>“Gostaria de salientar que Macron, Starmer e Merz falam de paz. Ao mesmo tempo, sublinham a sua intenção de ajudar a Ucrânia a produzir novos tipos de armamento”, afirmou o responsável russo.</p>
<p>Para Moscovo, o reforço da assistência militar ocidental demonstra uma contradição entre o discurso político europeu e as medidas concretas adotadas pelos aliados de Kiev.</p>
<p><strong>Lavrov manifesta desilusão com os Estados Unidos</strong><br />
Além das críticas dirigidas à Ucrânia e aos países europeus, Lavrov apontou também o dedo aos Estados Unidos.</p>
<p>O ministro declarou que Washington não tem demonstrado interesse em retomar aquilo que Moscovo descreve como entendimentos alcançados anteriormente entre os dois países.</p>
<p>“Espero sinceramente que a experiência de fracassos anteriores, quando o Ocidente recusou cumprir acordos que ele próprio apoiou, não se repita”, afirmou Lavrov, acrescentando que, “até agora, para grande pesar nosso, os parceiros americanos não demonstraram qualquer interesse nisso”.</p>
<p>O chefe da diplomacia russa mostrou igualmente preocupação com declarações recentes do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que afirmou perante o Congresso dos EUA que Washington não pode desempenhar um papel de mediador neutro porque apoia a Ucrânia.</p>
<p>Lavrov comparou essa posição às declarações feitas por Kaja Kallas e por outros responsáveis europeus.</p>
<p>Apesar das críticas russas, Marco Rubio afirmou recentemente que os Estados Unidos não veem uma solução militar para a guerra.</p>
<p>Durante uma audição realizada a 3 de junho, o secretário de Estado norte-americano declarou que o conflito apenas poderá terminar através da diplomacia, embora tenha reconhecido que a falta de vontade das partes para fazer concessões continua a dificultar qualquer avanço.</p>
<p>Rubio garantiu ainda que Washington continuará a apoiar iniciativas destinadas a alcançar a paz, sustentando que a guerra na Ucrânia não possui uma solução exclusivamente militar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773479]]></sapo:autor>
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		<title>Greve no setor dos registos com adesão de 80% e acusações de ilegalidades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:48:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A greve dos registos e notariado que hoje começou regista uma adesão a rondar os 80% a nível nacional, segundo dados do sindicato, que acusa o Instituto dos Registos e Notariado (IRN) de recolher dados ilegalmente sobre a adesão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A greve dos registos e notariado que hoje começou regista uma adesão a rondar os 80% a nível nacional, segundo dados do sindicato, que acusa o Instituto dos Registos e Notariado (IRN) de recolher dados ilegalmente sobre a adesão.</P><br />
<P>De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e Notariado (STRN), a greve de uma semana contra a &#8220;situação crítica&#8221; no setor, que hoje se iniciou, regista &#8220;paralisações em todos os distritos do país, incluindo Açores e Madeira, confirmando uma adesão nacional e transversal a rondar os 80%, com destaque para a Madeira, que atingiu os 90%&#8221;.</P><br />
<P>No entanto, o sindicato denunciou comportamentos ilegais por parte do IRN, acusando o instituto de colocar &#8220;inspetores no terreno a recolher dados sobre a adesão à greve em tempo real &#8212; uma prática que considera ilegal, intimidatória e contrária às regras que regem o exercício do direito à greve&#8221;.</P><br />
<P>O STRN afirma em comunicado que essa recolha só pode ser legalmente feita após o final da greve e que ao fazê-lo quando ainda decorre está &#8220;objetivamente, a tentar condicionar os trabalhadores&#8221;, considerando que o comportamento &#8220;é inaceitável&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O sindicato considera que esta atuação configura uma forma de pressão e vigilância indevida num contexto de conflito laboral, reforçando acusações anteriores de instrumentalização do IRN por parte da tutela. Recorda ainda que na semana passada criticou o Governo por recorrer ao IRN, para fora de tempo, divulgar um acordo assinado há quatro meses, numa tentativa de interferir na mobilização dos trabalhadores&#8221;, lê-se no comunicado.</P><br />
<P>Em resposta à Lusa a essas acusações do STRN, o Ministério da Justiça negou qualquer instrumentalização política do IRN &#8221; e afirmou que o IRN informou os trabalhadores sobre um acordo que os abrange&#8221; e que &#8220;o diploma que o concretiza está a ser ultimado&#8221;.</P><br />
<P>O acordo, assinado em 02 de março com seis sindicatos, prevê aumentos salariais com efeitos a 01 de julho de 2025.</P><br />
<P>Sobre a greve que hoje começou, o STRN adiantou que &#8220;encerramentos totais e atendimento reduzido em muitas conservatórias dos Registos Predial, Comercial, Automóvel e Civil e ainda nas Lojas de Cidadão, funcionando muitas apenas em serviços mínimos&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O STRN sublinha que esta adesão expressiva confirma a gravidade dos problemas estruturais que há anos afetam o setor, apontando para um défice superior a 3.000 trabalhadores, degradação do serviço público, atrasos crónicos, serviços encerrados, assimetrias salariais, carreiras bloqueadas, retrocesso profissional, ausência de investimento, falta de medicina do trabalho e substituições não remuneradas&#8221;, defende o sindicato.</P><br />
<P>A greve convocada pelo STRN decorre desde hoje até 13 de junho.</P><br />
<P>No pré-aviso da greve, já entregue ao Governo, o STRN faz 11 reivindicações, que incluem &#8220;um recrutamento-choque do número de conservadores de registos e de oficiais de registos que se encontram em falta&#8221; e o cumprimento da recomendação da Provedoria da Justiça para eliminação de assimetrias salariais.</P><br />
<P>A crise de recursos humanos é, para o STRN, grave, com 279 conservadores de registos e 2.731 oficiais de registos em falta &#8211; o equivalente a 38% e 55%, respetivamente, do efetivo necessário.</P><br />
<P>A propósito do recrutamento, na resposta à Lusa, o Ministério da Justiça sublinha a contratação de 165 novos conservadores e de 605 novos oficiais de registos, em 2024 e 2025, que já iniciaram ou vão iniciar funções ainda este ano. </P><br />
<P>Em comunicado, a Ordem dos Notários lembrou que a greve não afeta os cartórios notariais, uma rede de serviços privada.</P></p>
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		<title>Corrida nuclear acelera: Potências mundiais aumentam número de ogivas prontas a disparar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:45:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As principais potências nucleares mundiais estão a reforçar os seus arsenais atómicos, a acelerar programas de modernização militar e a atribuir um papel cada vez mais central às armas nucleares nas suas estratégias de segurança.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As principais potências nucleares mundiais estão a reforçar os seus arsenais atómicos, a acelerar programas de modernização militar e a atribuir um papel cada vez mais central às armas nucleares nas suas estratégias de segurança. O alerta é deixado pelo mais recente relatório anual do Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo (SIPRI), que identifica uma inversão da tendência de desarmamento observada desde o final da Guerra Fria e aponta para um aumento significativo dos riscos globais.</p>
<p>De acordo com o estudo, os Estados detentores de armamento nuclear estão a afastar-se progressivamente dos compromissos de não proliferação e desarmamento, utilizando cada vez mais as armas atómicas como instrumentos de afirmação política e de projeção de poder.</p>
<p><strong>Número total de ogivas diminui, mas cresce arsenal operacional</strong><br />
Embora o número global de ogivas nucleares continue a diminuir devido ao desmantelamento de sistemas antigos, o relatório destaca que a quantidade de armas efetivamente disponíveis para utilização militar está a aumentar.</p>
<p>Segundo os dados do SIPRI, o número de ogivas militarmente utilizáveis passou de 9.614 em 2024 para 9.745 em 2025.</p>
<p>Dessas, 4.012 encontravam-se posicionadas em mísseis ou em bases operacionais, representando um aumento de cerca de 100 unidades em relação ao ano anterior.</p>
<p>O relatório refere ainda que entre 2.100 e 2.200 ogivas permanecem em estado de elevada prontidão operacional para utilização em mísseis balísticos, o que significa que podem ser lançadas num curto espaço de tempo.</p>
<p>A esmagadora maioria dessas armas pertence à Rússia e aos Estados Unidos, embora França e Reino Unido também mantenham capacidades semelhantes. China e Índia começaram igualmente a colocar ogivas diretamente em sistemas de lançamento, reforçando a sua capacidade de resposta imediata.</p>
<p><strong>Décadas de desarmamento estão a ser revertidas</strong><br />
Uma das principais conclusões do SIPRI é a mudança profunda de orientação estratégica por parte das potências nucleares.</p>
<p>Durante décadas, especialmente após o fim da Guerra Fria, os programas de desmantelamento conduzidos pela Rússia e pelos Estados Unidos compensavam a introdução de novas armas, permitindo uma redução gradual dos arsenais mundiais.</p>
<p>Essa tendência está agora a inverter-se.</p>
<p>O ritmo de eliminação de ogivas antigas está a abrandar, ao mesmo tempo que os investimentos em novos sistemas nucleares se intensificam.</p>
<p>Segundo o SIPRI, os nove países com armas nucleares — Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França, Índia, Paquistão, Coreia do Norte e Israel — continuaram em 2025 a desenvolver programas de modernização e expansão das respetivas capacidades estratégicas, tendo muitos deles introduzido novos sistemas militares durante o último ano.</p>
<p><strong>Especialistas alertam para aumento dos perigos nucleares</strong><br />
O diretor do SIPRI, Karim Haggag, considera que os riscos associados às armas nucleares estão a aumentar devido a uma combinação de fatores.</p>
<p>“Os perigos associados às armas nucleares estão a aumentar devido aos avanços na tecnologia de armamento, ao colapso do controlo das armas nucleares e ao aumento das tensões geopolíticas, entre vários outros fatores”, afirmou.</p>
<p>O responsável alertou ainda para o impacto de novas tecnologias, como a inteligência artificial, que poderão introduzir níveis de risco até agora desconhecidos em cenários de crise nuclear.</p>
<p>Também Hans M. Kristensen manifestou preocupação com a evolução atual.</p>
<p>“Existem cada vez mais provas de que os Estados com armas nucleares estão a marginalizar, e até a renunciar, aos seus compromissos de desarmamento, optando antes por exibir a sua força nuclear”, afirmou.</p>
<p>Segundo o investigador, a procura de soluções baseadas na dissuasão atómica está a criar novos riscos internacionais.</p>
<p>“Ao procurarem soluções nucleares, os Estados estão a criar novos riscos e a alimentar a dinâmica da corrida ao armamento”, alertou.</p>
<p><strong>Rússia e Estados Unidos continuam a dominar</strong><br />
Apesar do crescimento de outros arsenais, Rússia e Estados Unidos continuam a concentrar a maior parte das capacidades nucleares mundiais.</p>
<p>Os dois países possuem em conjunto cerca de 83% de todas as ogivas nucleares armazenadas e operacionalmente disponíveis.</p>
<p>Embora os respetivos arsenais tenham permanecido relativamente estáveis durante 2025, o SIPRI considera que os extensos programas de modernização em curso poderão aumentar tanto a dimensão como a diversidade das armas disponíveis nos próximos anos.</p>
<p><strong>Menos transparência e mais imprevisibilidade</strong><br />
Outra preocupação destacada no relatório prende-se com a redução da transparência e o enfraquecimento dos mecanismos diplomáticos de gestão de crises.</p>
<p>Para Matt Korda, a crescente concentração de poder em regimes autoritários está a tornar o cenário internacional ainda mais imprevisível.</p>
<p>“Juntamente com a redução da transparência e a perda de canais diplomáticos para gestão de crises, a deriva para o autoritarismo em alguns Estados com armas nucleares está a contribuir para uma imprevisibilidade ainda maior”, afirmou.</p>
<p>Korda acrescenta que já não é possível assumir que todos os líderes receberão informações precisas durante uma crise nuclear ou que agirão de forma racional em momentos de tensão extrema.</p>
<p><strong>China lidera crescimento dos arsenais</strong><br />
Entre todas as potências nucleares, a China é apontada como o país que mais rapidamente está a expandir o seu arsenal.</p>
<p>Segundo o relatório, Pequim possui atualmente cerca de 620 ogivas nucleares e continua a aumentar a sua capacidade estratégica a um ritmo superior ao de qualquer outro Estado.</p>
<p>O SIPRI estima que, até ao final da década, a China possa dispor de um número de mísseis balísticos intercontinentais comparável ao da Rússia e dos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Novos programas militares em várias potências</strong><br />
O relatório identifica igualmente diversos projetos de modernização em curso.</p>
<p>Nos Estados Unidos, a administração norte-americana está a avançar com o sistema de defesa antimíssil Golden Dome, um programa avaliado em cerca de 1,2 biliões de dólares.</p>
<p>A Rússia prossegue o desenvolvimento do míssil balístico intercontinental Sarmat e do míssil de cruzeiro nuclear Burevestnik, dois dos projetos mais ambiciosos do arsenal russo.</p>
<p>O Reino Unido deixou de divulgar publicamente a dimensão exata do seu arsenal nuclear e anunciou a aquisição de 12 aviões de combate F-35A com capacidade para transportar armamento nuclear norte-americano.</p>
<p>Já a França continua a modernizar a sua componente de dissuasão nuclear, incluindo os submarinos lançadores de mísseis balísticos e a introdução do novo míssil M51.3. Paris está também a criar uma nova base aérea nuclear no leste do país para acolher dois esquadrões de aviões Rafale equipados com futuros mísseis hipersónicos de capacidade nuclear.</p>
<p><strong>Índia e Paquistão preocupam especialistas</strong><br />
Entre os vários focos de tensão identificados pelo SIPRI, a rivalidade entre Índia e Paquistão merece atenção especial.</p>
<p>Os dois países continuam a expandir os seus programas nucleares e a acumular material físsil, num contexto que, segundo o instituto, desafia os princípios tradicionais da dissuasão nuclear.</p>
<p>Segurança global entra numa fase mais complexa</p>
<p>Karim Haggag considera que o mundo atravessa um período particularmente delicado devido à combinação de vários fatores estratégicos.</p>
<p>“Dois fenómenos têm um impacto especialmente significativo na dinâmica da segurança global atual: o ressurgimento da guerra entre Estados tecnologicamente avançados e a deterioração das relações dos Estados Unidos com os seus aliados”, afirmou.</p>
<p>Na avaliação do diretor do SIPRI, a conjugação destes elementos está a tornar a política de segurança internacional cada vez mais complexa e a aumentar os níveis de insegurança em diversas regiões do planeta.</p>
<p>O relatório conclui que a crescente valorização das armas nucleares como instrumento de poder nacional, associada à modernização acelerada dos arsenais e ao enfraquecimento dos mecanismos de controlo de armamento, está a alimentar uma nova corrida nuclear internacional, num momento em que as tensões geopolíticas continuam a intensificar-se em várias partes do mundo.</p>
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