ILE2020: Portugal à frente de Espanha em índice mundial de liberdade empresarial

O índice de liberdade económica de Portugal é 67,0, tornando sua economia a 56.ª mais livre no Índice de Liberdade Económica 2020 (ILE 2020), elaborado pela Heritage Foundation, divulgado esta quinta-feira.

O Índice aponta ainda que a sua pontuação geral aumentou 1,7 pontos devido principalmente a um aumento na pontuação de integridade do governo, sendo que Portugal ocupa agora a 29.ª posição entre os 45 países da região da Europa, e a sua pontuação geral é ligeiramente abaixo da média regional e bem acima da média mundial.

A economia portuguesa tem sido classificada como moderadamente livre desde o início do Índice em 1995. O crescimento do PIB foi moderado nos últimos cinco anos, à medida que o crescimento do investimento e as exportações se contraíram no contexto de um momento mais fraco da zona euro.

 

Na categoria ‘estado de direito, as pontuações passam por 75,4 em direitos de propriedade; eficácia judicial 65,6 e integridade do governo 68,9 pontos. Cotações que sofreram todas uma subida neste último ano. Nesta capítulo, oÍndice considera que a aplicação dos direitos de propriedade é confiável. O registo online da propriedade é “bastante fácil”; a independência da justiça” é respeitada, embora a escassez e a ineficiência de pessoal tenham criado um grande atraso nos processos”, aponta. Os legisladores fizeram progressos para criminalizar ainda mais a corrupção, mas um relatório do Conselho da Europa de 2019 constatou que Portugal é o país europeu com menor atualização das medidas anticorrupção.

Na dimensão do governo, Portugal recebe na carga tributária 59,6 pontos, nos gastos públicos 39,8 e na saúde Fiscal 74,4. Segundo o Índice, a principal taxa de imposto de renda pessoal é de 48% e a principal taxa de imposto sobre as empresas é de 23%. Outros impostos incluem um imposto sobre valor agregado. A carga tributária total é igual a 34,7% da renda doméstica total. Os gastos do governo representaram 41,3% da produção do país nos últimos três anos, e os défices orçamentais atingiram 1,9% do PIB. A dívida pública é equivalente a 121,4% do PIB.

No capítulo da eficiência energética, a liberdade nos negócios é pontuada com 76,5, a liberdade laboral 44,1 e a liberdade monetária recebe 83,0 pontos. 

Em matéria de mercados abertos, a liberdade comercial recebe 86,4 pontos, a liberdade de investimento 70,0 e a liberdade financeira 60,0 pontos. O Índice ressalva que o valor total das exportações e importações de bens e serviços é igual a 87,0% do PIB. A taxa média de tarifa aplicada ponderada pelo comércio (comum entre os membros da UE) é de 1,8%, com 637 medidas não-tarifárias determinadas pela UE em vigor. Ana sua leitura, a estrutura geral de investimentos é eficiente, mas alguns setores são restritos. O setor financeiro passou por um intenso processo de reestruturação que resultou em maior solvência, liquidez e qualidade dos ativos.

Espanha, a pior das classificações na liberdade empresarial

Já Espanha é o país da zona euro em que o clima operacional das empresas restringe mais o seu potencial de crescimento e produtividade, de acordo com o Índice de Liberdade Económica 2020 (ILE 2020).

Atendendo aos resultados de Espanha, o relatório, apresentado esta quinta-feira, também aporta as melhorias que devem ser feitas no país nos diferentes parâmetros que medem a liberdade económica e, numa das suas variáveis em concreto, a liberdade de negócios.

Espanha é especialmente ‘pobre’ quando comparada com os resultados obtidos por outros países na esfera comunitária, revelando-se o país com o menor nível de instalações e pior clima na Europa para o crescimento e o impulso do tecido produtivo, apenas à frente de Luxemburgo, Polónia, Hungria e Eslováquia.

Entre as dez primeiras posições no ranking global de liberdade económica estão Singapura, Hong Kong, Nova Zelândia, Austrália, Suíça, Irlanda, Reino Unido, Dinamarca, Canadá e Estónia.

Espanha ficou com a nota média de 61,6 pontos, a mais alta média global já registada e que a coloca no 58.º lugar da lista, um a menos que no ano anterior.

A nota obtida pela Espanha em relação ao estado de direito, recebeu 74,9 pontos na subcategoria de direitos de propriedade; 51,8 pontos na mensuração da eficácia judicial e 55,1 pontos na avaliação da ausência de corrupção.

Se observarmos o Estado, obteve 62,1 pontos na subcategoria da carga tributária; 48,3 pontos na mensuração dos gastos públicos e 62,6 pontos na avaliação da saúde fiscal. No pilar referente à eficiência regulatória, a Espanha regista 66,8 pontos na liberdade da empresa; 57,7 pontos na flexibilidade do trabalho e 82,0 pontos na liberdade monetária.

Na variável dedicada à abertura dos mercados, Espanha obtém 86,4 pontos em liberdade comercial; 85,0 pontos na liberdade de investimento e 70,0 pontos na liberdade financeira.

Ler Mais
pub

Comentários
Loading...