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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Tue, 07 Jul 2026 16:16:53 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Trump tem aliados secretos dentro da NATO — e nem todos estão do seu lado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 16:16:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Em Ancara, o antigo magnata chega com uma lista de aliados indiretos que lhe dão sobretudo uma coisa: margem de pressão sobre os restantes membros da Aliança]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A NATO está reunida em Ancara para uma cimeira de dois dias marcada por uma missão central: manter Donald Trump dentro da Aliança, mostrando que a Europa e o Canadá estão dispostos a assumir uma fatia maior dos custos da sua própria defesa.</p>
<p>Segundo a ‘Newsweek’, os verdadeiros aliados de Trump dentro da NATO nem sempre são os líderes que o elogiam ou que partilham a sua orientação política. Muitas vezes, são os Governos, ameaças, setores industriais e dependências estratégicas que tornam a Aliança mais cara, mais vulnerável e mais fácil de renegociar em termos favoráveis a Washington.</p>
<p>A NATO continua a assentar no artigo 5º, o compromisso de defesa coletiva entre aliados, e reafirmou a Rússia como ameaça de longo prazo. Mas a pressão de Trump já mudou a fasquia: os membros comprometeram-se a caminhar para uma meta de investimento em defesa equivalente a 5% do PIB até 2035. Mesmo assim, o próprio Trump diz que o dinheiro já não é o ponto central. Depois de se reunir com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou: “Não precisamos do dinheiro deles. Não precisamos de nada. Só quero lealdade.”</p>
<p>A questão, sublinha a análise, é se Trump procura lealdade ou submissão. Em Ancara, o antigo magnata chega com uma lista de aliados indiretos que lhe dão sobretudo uma coisa: margem de pressão sobre os restantes membros da Aliança.</p>
<p>Um dos casos mais simbólicos é Giorgia Meloni. A primeira-ministra italiana parecia, à partida, uma ponte natural para Trump na Europa: lidera um Governo nacionalista de direita e cultivou uma relação pessoal com o líder americano. Mas tornou-se também um aviso para os restantes aliados. Trump criticou-a depois da cimeira do G7 em França, acusou Itália de falta de cooperação durante a guerra no Irão e voltou a atacá-la antes da cimeira de Ancara. A lição é clara: proximidade ideológica não garante proteção perante a imprevisibilidade de Trump.</p>
<p>Outro aliado silencioso está na tecnologia. A dependência tradicional da NATO em relação aos Estados Unidos sempre passou por tropas, bases, armas nucleares e equipamento militar avançado. Agora, passa também por dados, computação em nuvem, inteligência artificial, software de campo de batalha e sistemas autónomos. A Europa tenta desenvolver alternativas próprias, mas continua longe de substituir o poder das grandes tecnológicas americanas e dos fornecedores de defesa dos Estados Unidos.</p>
<p>A pressão orçamental europeia também joga a favor de Trump. A meta dos 5% dá-lhe uma vitória política, mas cria uma tensão permanente dentro da Aliança. Cada atraso nos planos de investimento, cada debate interno sobre despesa pública e cada falha no cumprimento dos objetivos alimenta o argumento de que a Europa continua a depender dos Estados Unidos sem pagar o suficiente pela sua segurança.</p>
<p>Ao mesmo tempo, há países que reforçam a posição de Trump por comparação. Polónia, países bálticos e nórdicos surgem como exemplos de aliados que estão a aumentar a despesa em defesa e a levar a ameaça russa mais a sério. Para Washington, estes países servem de contraponto aos parceiros da Europa Ocidental que avançam mais devagar ou enfrentam maiores resistências políticas internas.</p>
<p>Vladimir Putin é, neste quadro, o adversário que reforça a fatura apresentada por Trump. A guerra na Ucrânia justifica a existência da NATO e mantém viva a necessidade de dissuasão militar. Mas permite também a Trump perguntar por que razão devem os contribuintes americanos suportar uma parte tão pesada da defesa europeia quando a ameaça russa está no continente europeu.</p>
<p>Dentro da própria estrutura da NATO, há figuras que ajudam a traduzir a pressão de Trump numa linguagem institucional. Matt Whitaker, embaixador dos Estados Unidos junto da Aliança, tem insistido que Trump espera dos aliados uma resposta imediata e um caminho credível para a meta dos 5%. O seu papel é funcionar como uma espécie de intermediário: reforça a pressão de Washington, mas tenta apresentá-la como uma forma de tornar a NATO mais forte.</p>
<p>Mark Rutte desempenha uma função semelhante, mas a partir do topo da organização. O secretário-geral da NATO tem procurado transformar as exigências de Trump numa narrativa de sucesso para a Aliança. Na Casa Branca, chegou a apresentar gráficos que atribuíam ao líder americano o mérito por mais de um bilião de dólares em despesa adicional de aliados europeus e do Canadá desde 2017. Para a ‘Newsweek’, Rutte tornou-se o “tradutor” do trumpismo dentro da NATO: suaviza as ameaças, enquadra-as institucionalmente e devolve-as como prova de que a Aliança está a adaptar-se.</p>
<p>Também a indústria americana de defesa surge como uma das grandes beneficiárias. O discurso de Trump é muitas vezes apresentado como isolacionista, mas o fluxo de dinheiro conta outra história. Se os aliados europeus aumentarem a despesa militar, muitos dos novos contratos acabarão em empresas dos Estados Unidos. Para a Europa, trata-se de autonomia estratégica; para Trump, é procura externa para a indústria americana.</p>
<p>Xi Jinping é outro elemento central nesta equação. A ascensão da China como potência militar, tecnológica e estratégica permite a Washington deslocar o foco para o Pacífico e para o hemisfério ocidental. Quanto mais os Estados Unidos definem Pequim como o principal desafio global, mais fácil se torna para Trump dizer à Europa que deve financiar a sua própria segurança.</p>
<p>No topo da lista surge a Turquia. Recep Tayyip Erdoğan recebe a cimeira em Ancara e oferece a Trump uma combinação rara de diplomacia pessoal, geografia estratégica, capacidade militar e margem negocial dentro da Aliança. O encontro ocorre num momento em que se discute a venda de caças F-35 à Turquia e o levantamento de sanções ao setor de defesa turco, ao mesmo tempo que Ancara tenta recuperar espaço no centro da arquitetura de segurança euro-atlântica.</p>
<p>Para Trump, a NATO é cada vez menos uma comunidade política de aliados e cada vez mais uma conta a cobrar, um mercado a abrir e uma dependência a reavaliar. A sua estratégia não procura necessariamente amigos ideológicos. Procura atores que lhe deem influência, argumentos e capacidade de pressão.</p>
<p>A cimeira de Ancara mostra precisamente isso: na NATO de Trump, a amizade conta menos do que a utilidade. O que importa é quem ajuda a transformar a Aliança numa negociação permanente — e quem lhe permite chamar “lealdade” ao que, na prática, é poder de negociação.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786471]]></sapo:autor>
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		<title>Meia centena de pessoas com sintomas de intoxicação nas Caldas da Rainha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 16:07:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[intoxicação alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Cerca de meia centena de pessoas com sintomas de intoxicação alimentar foram assistidas no Hospital das Caldas da Rainha, a maioria jovens que participam num torneiro de futebol, informou hoje a Câmara Municipal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Cerca de meia centena de pessoas com sintomas de intoxicação alimentar foram assistidas no Hospital das Caldas da Rainha, a maioria jovens que participam num torneiro de futebol, informou hoje a Câmara Municipal.</P><br />
<P>&#8220;Estima-se que entre 40 a 50 pessoas se tenham deslocado ao hospital desde ontem [segunda-feira] à noite, com sintomas como vómitos e diarreias&#8221;, disse à agência Lusa o presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Vítor Marques (independente).</P><br />
<P>O autarca precisou que &#8220;a maioria são jovens&#8221; que participam no torneiro &#8216;Footmania&#8217;, que decorre neste concelho e no de Óbidos (ambos no distrito de Leiria) até quarta-feira.</P><br />
<P>O Footmania 2026, Torneio Internacional de Futebol Juvenil, teve início em 24 de junho e reuniu 3.600 atletas, de 200 equipas, dos quais, nesta última fase, se encontram no concelho &#8220;mais de 1.500 jovens e alguns adultos&#8221;, explicou o autarca. </P><br />
<P>Porém, esclareceu, &#8220;nem todas as pessoas que apresentaram estes sintomas têm ligações ao evento, havendo também caldenses que tiveram que recorrer ao hospital&#8221;.</P><br />
<P>As causas deste surto &#8220;estão a ser investigadas pela Unidade de Saúde Pública&#8221;, informou Vítor Marques, adiantando que &#8220;já foi feita uma vistoria a todo o processo alimentar e não foi detetado qualquer problema&#8221;.</P><br />
<P>O restaurante que fornece as refeições dos atletas, na Expoeste &#8212; Centro de Exposições, &#8220;vai continuar a fazer as refeições hoje e quarta-feira&#8221;, já que, segundo o autarca, a inspeção realizada pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) já terá permitir concluir que &#8220;a situação não estará relacionada com a proveniência das refeições&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A Saúde Pública está a enveredar um conjunto de esforços para perceber as causas, se estão relacionadas com intoxicação alimentar ou com viroses&#8221;, acrescentou, sublinhando que a Câmara já despistou também &#8220;suspeitas de que possa haver alguma relação com a rede de água [do concelho] ou com a água da Lagoa de Óbidos&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A nossa rede de água tem análises consecutivas e não temos, até à data, nenhum registo de alteração de resultados das análises&#8221;, afirmou, dando ainda nota de que, relativamente às análises à qualidade da água da lagoa e aos bivalves, também &#8220;não há registo de alterações&#8221;.</P><br />
<P>Os pedido de auxílio de jovens, até aos 16 anos, começaram a surgir cerca das 21:00 de segunda-feira e, segundo o comandante sub-regional de operações de Socorro, Carlos Silva, &#8220;até às 10:30 de hoje tinham sido transportados pelos bombeiros 16 pessoas, das quais 15 jovens e um adulto, sendo que destas pessoas, nem todas tinham comido a refeição fornecida pela organização do torneio&#8221;.</P><br />
<P>O número de pessoas que recorreram ao hospital aumentou ao longo do dia mas, segundo Vítor Marques, &#8220;quase todos foram tendo alta, havendo apenas um número reduzido que ficou a receber soro&#8221;.</P><br />
<P>A Lusa contactou o Hospital das Caldas da Rainha e a organização do Footmania mas ainda não foi possível obter mais esclarecimentos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786451]]></sapo:autor>
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		<title>Descoberto novo método de combate a bactérias resistentes a antibióticos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 16:06:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Universidade de Califórnia]]></category>
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					<description><![CDATA[Cientistas descobriram que comunidades bacterianas conhecidas como biofilmes são capazes de ativar uma "cápsula de escape" para libertar células e garantir a sobrevivência da colónia, abrindo caminho ao combate a bactérias resistentes a antibióticos sem usar medicamentos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Cientistas descobriram que comunidades bacterianas conhecidas como biofilmes são capazes de ativar uma &#8220;cápsula de escape&#8221; para libertar células e garantir a sobrevivência da colónia, abrindo caminho ao combate a bactérias resistentes a antibióticos sem usar medicamentos.</P><br />
<P>Estas são as conclusões de um estudo da Universidade da Califórnia em San Diego e da Universidade Pompeu Fabra em Barcelona, publicado na revista da especialidade Nature Microbiology, que documenta pela primeira vez este fenómeno, semelhante ao mecanismo usado pelas medusas para expelir células urticantes, enquanto estudavam à bactéria bacilo do feno (bacillus subtilis).</P><br />
<P>&#8220;Descobrimos que, no final do seu ciclo de vida, esses biofilmes bacterianos ejetam à força células específicas da comunidade&#8221;, explicou o investigador principal do estudo, Gürol Süel, da Universidade da Califórnia.</P><br />
<P>Para desvendar os mecanismos físicos por detrás dessa expulsão, a equipa de investigação obteve imagens de alta resolução em escala de célula única que permitiram analisar a matriz extracelular que conecta as bactérias.</P><br />
<P>Os cientistas da Universidade Pompeu Fabra desenvolveram um modelo matemático que confirma que a ejeção é resultado direto de mudanças mecânicas na própria estrutura do biofilme.</P><br />
<P>As bactérias segregam um polímero que forma um hidrogel capaz de absorver até mil vezes o seu peso em água, e à medida que incha devido à acumulação de fluido, impulsiona as células internas através das camadas externas, expelindo este microrganismos da colónia.</P><br />
<P>Esta capacidade de dispersão permite que as bactérias garantam o futuro da espécie, desenvolvendo células móveis que podem viajar e colonizar novos ambientes saudáveis. </P><br />
<P>Após decifrar o processo, os cientistas conseguiram forçar a completa destruição dos biofilmes através da manipulação genética e química desse polímero, permitindo a eliminação da comunidade sem a necessidade de medicamentos tradicionais.</P><br />
<P>Este método inovador para destruir bactérias nocivas e resistentes a antibióticos pode ser também uma ajuda na compreensão da disseminação da metástase do cancro, visto que os tumores compartilham características conceituais com os biofilmes bacterianos, destacam os investigadores. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786456]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mais de 5.700 peticionários pedem anulação dos exames nacionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 16:05:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Ministério da Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 5.700 pessoas subscreveram uma petição em que pedem a anulação dos exames nacionais, sem prejuízo dos alunos, devido aos problemas no processo de correção, argumentando que as sucessivas falhas técnicas comprometem a validade das provas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 5.700 pessoas subscreveram uma petição em que pedem a anulação dos exames nacionais, sem prejuízo dos alunos, devido aos problemas no processo de correção, argumentando que as sucessivas falhas técnicas comprometem a validade das provas.</p>
<p>&#8220;Se não for possível garantir, de forma imediata e inequívoca, a correção integral e rigorosa das provas, então a única solução justa, proporcional e juridicamente segura é a anulação dos Exames Nacionais 2026 sem qualquer prejuízo para os alunos&#8221;, lê-se na <a href="https://peticaopublica.com/?pi=PT131831" target="_blank" rel="noopener">petição</a>.</p>
<p>O texto, da iniciativa de encarregados de educação e alunos, foi subscrito por mais de 5.700 pessoas, aproximando-se do mínimo de 7.500 assinaturas necessário para garantir que é debatido em sessão plenária na Assembleia da República.</p>
<p>Pela primeira vez este ano, as provas dos 11.º e 12.º anos, que continuam a ser realizadas em papel, estão a ser corrigidas em formato digital, um processo que implica que sejam digitalizadas e só depois distribuídas pelos professores para serem avaliadas.</p>
<p>No entanto, os sistemas informáticos têm apresentado problemas desde o início e, nas últimas semanas, professores classificadores relataram atrasos na disponibilização das provas, erros na digitalização das folhas de resposta e problemas técnicos na plataforma de distribuição e classificação.</p>
<p>Na semana passada, o Governo anunciou o adiamento da divulgação dos resultados e da segunda fase dos exames nacionais devido aos problemas técnicos que, na segunda-feira, o ministro da Educação disse estarem resolvidos.</p>
<p>Ainda assim, os peticionários manifestam-se preocupados com o risco de &#8220;injustiças irreversíveis&#8221;, por considerarem que as falhas registadas não permitem &#8220;garantir que todas as provas foram digitalizadas e classificadas corretamente&#8221;.</p>
<p>Para os peticionários, está em causa o principio de igualdade, o direito à avaliação justa e rigorosa e a potencial violação do direito ao acesso ao ensino superior.</p>
<p>Consideram ainda que o reconhecimento das falhas, por parte do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, &#8220;confirma que o sistema implementado não estava preparado, não foi devidamente testado e falhou em aspetos essenciais da avaliação externa&#8221;.</p>
<p>Além da anulação dos exames nacionais, a petição defende ainda que as notas internas dos alunos sejam validadas como base para o acesso ao ensino superior, garantias de que nenhum aluno será prejudicado e a elaboração de um relatório público sobre o processo de classificação.</p>
<p>Por outro lado, os peticionários sublinham o impacto emocional e psicológico nos alunos e o impacto financeiro para as famílias do adiamento da segunda fase dos exames nacionais, que deveria começar a 16 de julho e arranca apenas na tarde de 20 de julho, e termina a 24 de julho, em vez de 22 de julho.</p>
<p>Por isso, pedem também mecanismos de compensação para as famílias que sofreram perdas financeiras devido às alterações de calendário.</p>
<p>Ressalvando que não contestam o modelo digital, mas a &#8220;implementação apressada, sem testes adequados&#8221;, pedem igualmente que a correção eletrónica seja suspensa e retomada apenas quando for fiável.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786453]]></sapo:autor>
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		<title>Cumpriu 14 meses de prisão por acidente mortal. Agora diz que a culpa foi dos travões do Ferrari</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 16:02:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Deutsche Bank]]></category>
		<category><![CDATA[Ferrari]]></category>
		<category><![CDATA[hong kong]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Ebert]]></category>
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					<description><![CDATA[Robert Ebert, antigo responsável pela área de ações do Deutsche Bank para a região Ásia-Pacífico, foi condenado por condução perigosa após o atropelamento mortal de Ku Lap-chi]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um antigo alto quadro do Deutsche Bank, que cumpriu 14 meses de prisão em Hong Kong depois de atropelar mortalmente um segurança ao volante de um Ferrari 458 Spider, quer agora processar a marca italiana, alegando que o acidente terá sido causado por uma falha nos travões.</p>
<p>Segundo o ‘The Independent’, Robert Ebert, antigo responsável pela área de ações do Deutsche Bank para a região Ásia-Pacífico, foi condenado por condução perigosa após o atropelamento mortal de Ku Lap-chi, ocorrido em junho de 2015, quando seguia de carro para o trabalho.</p>
<p>Ebert sempre afirmou que se tratou de um acidente e que os travões do Ferrari 458 Spider falharam. No julgamento em Hong Kong, porém, um funcionário da Ferrari prestou depoimento como perito e defendeu que a falha descrita era “impossível”, tendo em conta a sofisticação do sistema de travagem do veículo.</p>
<p>O antigo banqueiro, nascido em Londres, foi condenado a 22 meses de prisão, dos quais cumpriu 14, antes de ser deportado para o Reino Unido. Agora, pretende avançar com uma ação de milhões de libras contra a Ferrari, sustentando que milhares de veículos da marca, incluindo o seu, foram posteriormente alvo de recolhas por problemas relacionados com os travões.</p>
<p>Esta terça-feira, Robert Ebert iniciou no Supremo Tribunal de Londres um pedido prévio à ação judicial para obrigar a Ferrari a entregar documentos que, segundo a sua defesa, poderão ajudar a esclarecer que conhecimento tinha a empresa sobre estes problemas na altura do julgamento em Hong Kong.</p>
<p>Andrew Butler KC, advogado de Ebert, afirmou em tribunal que o antigo banqueiro perdeu o controlo do Ferrari 458 Spider a 9 de junho de 2015, tendo o veículo saído da estrada e embatido no segurança Ku Lap-chi, que morreu na sequência do acidente.</p>
<p>A defesa sublinhou que Ebert manteve desde o início a versão de que os travões tinham falhado, mas acabou condenado depois de a Ferrari enviar um representante ao julgamento, Martino Casolari, cujo depoimento sustentou que o cenário descrito pelo condutor era cientificamente impossível.</p>
<p>Segundo o advogado, esse depoimento foi um fator relevante na condenação. A defesa argumenta agora que a situação ganhou novo significado depois de a Ferrari ter emitido, anos mais tarde, recolhas de determinados modelos por defeitos associados ao sistema de travagem.</p>
<p>Em outubro de 2021, a marca italiana chamou à oficina vários modelos nos Estados Unidos, incluindo veículos da mesma classe do Ferrari 458. Em 2022, foi anunciada uma nova recolha na China, abrangendo mais de dois mil automóveis importados entre março de 2010 e março de 2019, também por uma falha relacionada com os travões.</p>
<p>De acordo com a defesa, o anúncio chinês fazia referência a uma tampa do reservatório do fluido dos travões que poderia não ventilar corretamente. O carro de Ebert tinha sido produzido em fevereiro de 2012, o que, segundo os seus advogados, o colocaria dentro do universo de veículos abrangidos por essa recolha.</p>
<p>O antigo banqueiro sustenta que quer conhecer exatamente que informação tinha a Ferrari sobre estes eventuais problemas na altura do seu julgamento, com vista a apresentar uma ação contra a fabricante italiana. A defesa afirma que a condenação teve consequências devastadoras na sua vida pessoal e profissional.</p>
<p>Na altura do acidente, Ebert ganhava entre 2,5 e 5 milhões de dólares por ano no Deutsche Bank e, segundo o seu advogado, estava em progressão para funções que poderiam render entre 6 e 7 milhões de dólares anuais, com potencial para chegar a valores entre 8 e 11 milhões. Após a condenação, perdeu o cargo e o emprego.</p>
<p>Atualmente, segundo a defesa, vive no Reino Unido e dirige uma empresa própria de serviços financeiros, com rendimentos anuais de cerca de 80 mil libras. O advogado acrescentou que a condenação continua a limitar a sua vida, uma vez que lhe terá sido recusada a entrada em vários países, incluindo Hong Kong, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.</p>
<p>A Ferrari contesta o pedido. Tim Otty KC, advogado da marca italiana, afirmou em tribunal que Ebert está a tentar contornar os procedimentos legais adequados e que qualquer pedido de acesso a documentos deveria ser feito em Hong Kong ou em Itália, não em Londres.</p>
<p>A defesa da Ferrari rejeita ainda que as recolhas posteriores tenham qualquer relação com o acidente ou com a condenação do antigo banqueiro. A empresa nega que o defeito associado às recolhas tenha causado o acidente e contesta a alegação de que o depoimento prestado no julgamento tenha sido falso, enganador ou negligente.</p>
<p>Para a marca italiana, o pedido apresentado em Londres representa uma tentativa imprópria de obter documentos detidos no estrangeiro fora dos mecanismos legais internacionais adequados. A Ferrari defende que Ebert deveria primeiro intentar uma ação e procurar a divulgação de provas nas jurisdições competentes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786454]]></sapo:autor>
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		<title>Horas de filas e passageiros a perder voos: o horror de verão nos aeroportos europeus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 15:55:24 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Entry-Exit System, conhecido pela sigla EES, obriga viajantes de fora da União Europeia a registar dados biométricos, incluindo impressões digitais e imagem facial]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo sistema digital de controlo de fronteiras da União Europeia está a provocar atrasos em vários aeroportos europeus, numa altura em que o fluxo de passageiros aumenta com as viagens de verão. O Entry-Exit System, conhecido pela sigla EES, obriga viajantes de fora da União Europeia a registar dados biométricos, incluindo impressões digitais e imagem facial, sempre que entram ou saem do espaço Schengen.</p>
<p>Segundo o ‘El Confidencial’, há aeroportos onde as filas para passageiros extracomunitários já chegam às duas horas. Um dos casos mais visíveis é o aeroporto de Berlim-Brandeburgo, onde os maiores constrangimentos se concentram na Terminal 2, usada por várias companhias ‘low-cost’ e por muitos passageiros britânicos.</p>
<p>O sistema aplica-se a nacionais de países terceiros que viajam para estadas curtas no espaço europeu. Ficam fora, entre outros casos, cidadãos do Espaço Económico Europeu — Islândia, Noruega e Liechtenstein — e titulares de passaporte suíço, além de situações específicas como autorizações de residência ou vistos de longa duração.</p>
<p>O aeroporto de Berlim-Brandeburgo admite que a introdução do EES pode gerar tempos de espera mais longos na entrada e saída do espaço Schengen. A infraestrutura explica que os passageiros podem fazer um pré-registo em quiosques automáticos antes de seguirem para os agentes de controlo fronteiriço, mas o processo acrescenta etapas ao controlo tradicional de passaportes.</p>
<p>A razão é simples: além da leitura do passaporte, o novo sistema exige a recolha e verificação de dados biométricos. Na prática, o passageiro extracomunitário tem de passar por quiosques eletrónicos, registar impressões digitais e tirar uma fotografia. Em períodos de maior afluência, qualquer falha técnica, falta de pessoal ou insuficiência de equipamentos transforma o controlo fronteiriço num ponto de estrangulamento.</p>
<p>A ACI Europe, associação que representa mais de 600 aeroportos em 55 países, atribui os problemas a uma combinação de fatores: falta de funcionários em alguns postos de fronteira, dificuldades técnicas nos quiosques eletrónicos e instabilidade do sistema central, com interrupções frequentes. Segundo a organização, os tempos de processamento nos controlos fronteiriços aumentaram até 70% em alguns aeroportos.</p>
<p>O impacto tem sido particularmente sentido desde a chegada da época alta. O que nos primeiros meses podia ser gerido com maior ou menor dificuldade tornou-se mais complexo com a multiplicação de viajantes. Há relatos de atrasos, filas prolongadas e passageiros que perderam voos de ligação em aeroportos como Berlim, Lisboa, Paris ou Frankfurt.</p>
<p>Para os aeroportos, o problema já não é apenas tecnológico, mas operacional. A ACI Europe fala numa “tempestade perfeita” e pediu à Comissão Europeia maior flexibilidade durante o verão, incluindo a possibilidade de suspender preventivamente o sistema em determinados pontos fronteiriços quando surgirem problemas operacionais graves.</p>
<p>Bruxelas, porém, tem resistido a esse caminho. A Comissão Europeia reconhece preocupações e dificuldades em alguns locais, mas sustenta que o impacto permanece limitado na maioria dos aeroportos e que os problemas devem ser avaliados caso a caso. O executivo comunitário insiste que eventuais atrasos podem resultar não apenas do EES, mas também da preparação de cada Estado-membro, incluindo pessoal, infraestrutura e equipamento disponível.</p>
<p>O objetivo oficial do sistema é reforçar a segurança nas fronteiras externas, substituir progressivamente o carimbo manual dos passaportes e permitir um controlo mais rigoroso do tempo de permanência de viajantes de países terceiros no espaço europeu. O EES regista entradas, saídas, recusas de entrada e dados biométricos, procurando identificar mais facilmente situações de permanência irregular ou utilização fraudulenta de documentos.</p>
<p>A tensão está, assim, na execução. Os aeroportos dizem apoiar os objetivos do novo sistema, mas defendem que a transição está a ser feita com pouca margem operacional para lidar com picos de passageiros, falhas técnicas e diferenças de preparação entre países. A Comissão, por sua vez, considera que a segurança das fronteiras exige uma aplicação consistente e que a suspensão do sistema poderia criar novas inconsistências no controlo dos viajantes.</p>
<p>O caso mostra a dificuldade de aplicar, ao mesmo tempo, uma infraestrutura tecnológica comum em dezenas de fronteiras geridas por administrações nacionais diferentes. Em teoria, o EES promete fronteiras mais seguras e controlos mais modernos. Na prática, neste primeiro verão de plena pressão sobre o sistema, muitos passageiros estão a descobrir que a fronteira digital europeia também pode significar mais tempo na fila.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786447]]></sapo:autor>
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		<title>Cinco batalhas ameaçam a NATO em Ancara — e a maior pode vir de dentro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 15:44:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[NATO]]></category>
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					<description><![CDATA[Organização que durante décadas ligou a segurança da Europa ao poder militar americano está a tentar adaptar-se a uns Estados Unidos menos previsíveis]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A NATO está reunida em Ancara numa das cimeiras mais delicadas da sua história recente. Aos 77 anos, a Aliança Atlântica mantém a imagem habitual de unidade, com líderes dos 32 Estados-membros sentados à mesma mesa, mas o contexto mudou profundamente: a organização que durante décadas ligou a segurança da Europa ao poder militar americano está a tentar adaptar-se a uns Estados Unidos menos previsíveis.</p>
<p>Segundo a análise do ‘El País’, a cimeira decorre com cinco frentes abertas em simultâneo: a volatilidade de Donald Trump, a ameaça russa, as tensões entre aliados europeus, a crise no Médio Oriente e o crescimento das ameaças híbridas contra infraestruturas críticas, telecomunicações e cabos submarinos.</p>
<p>A frente mais sensível está dentro da própria Aliança. Donald Trump chega à cimeira depois de voltar a criticar os aliados europeus, acusando-os de dependerem da proteção americana sem contribuírem o suficiente. Mesmo com o compromisso de os membros caminharem para gastos em defesa equivalentes a 5% do PIB até 2035, o presidente dos Estados Unidos continua a questionar o valor estratégico da NATO para Washington.</p>
<p>O desconforto europeu aumentou depois de os Estados Unidos anunciarem uma revisão da sua presença militar no continente. Washington já confirmou a retirada de quase cinco mil militares de bases na Alemanha e cortes em equipamento associado aos planos de defesa da NATO, incluindo capacidades aéreas e navais. Para os aliados, o problema não é apenas operacional: é a dúvida sobre até que ponto Trump continua comprometido com o artigo 5º, o princípio de defesa coletiva que sustenta a Aliança desde 1949.</p>
<p>A Rússia continua a ser o outro grande teste. A versão preliminar da declaração da cimeira, citada pelo ‘El País’, descreve Moscovo como uma ameaça de longo prazo à segurança euro-atlântica. A guerra na Ucrânia arrasta-se há mais de quatro anos e, embora Vladimir Putin possa estar a ver a sua janela de oportunidade estreitar-se, várias fontes diplomáticas admitem que isso pode aumentar o risco de novas ações agressivas contra países aliados.</p>
<p>Os números citados pelo Conselho Europeu de Relações Externas ajudam a explicar a preocupação. Apesar de cerca de 1,2 milhões de baixas na frente ucraniana, a Rússia terá aumentado o efetivo militar em 234 mil soldados só em 2025, além de formar novas divisões, brigadas e regimentos. A mensagem que o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, quer transmitir a Moscovo é direta: qualquer tentativa de testar a Aliança encontrará os aliados preparados.</p>
<p>O apoio à Ucrânia continua a ser uma prioridade estratégica, mas também aqui o equilíbrio mudou. Com Trump de regresso à Casa Branca, são sobretudo os aliados europeus e o Canadá que financiam Kiev, muitas vezes através da compra de armamento americano. A declaração da cimeira deverá reafirmar que a Ucrânia contribui para a segurança transatlântica e apontar para 70 mil milhões de euros em apoio este ano, embora grande parte desse montante já tenha sido anunciada ou desembolsada.</p>
<p>A terceira frente está na própria Europa. A NATO continua a ser uma aliança transatlântica, mas o seu centro de gravidade está a deslocar-se. Com Washington menos disponível para garantir sozinho a segurança europeia, os aliados do continente terão de assumir mais responsabilidades. Isso abre uma disputa inevitável: quem lidera a defesa europeia quando os Estados Unidos já não querem ocupar esse lugar da mesma forma?</p>
<p>As tensões já são visíveis. Reuniões em formato restrito entre França, Alemanha e Ucrânia, sem Itália e Polónia, foram recebidas com irritação em Roma e Varsóvia. O debate sobre autonomia estratégica europeia deixou de ser teórico. Passou a envolver dinheiro, indústria de defesa, comandos militares, prioridades nacionais e estatuto político dentro da própria Aliança.</p>
<p>A guerra no Irão e a segurança no Estreito de Ormuz acrescentam outra camada de tensão. Embora o conflito não seja formalmente uma questão da NATO, Trump transformou a falta de apoio europeu à ação americana numa queixa contra os aliados. Alguns países recusaram a utilização de bases nos seus territórios para operações ligadas ao conflito, agravando o mal-estar entre Washington e várias capitais europeias.</p>
<p>A Turquia, anfitriã da cimeira, procura também dar peso regional ao encontro. Ancara convidou representantes dos Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar e Bahrain, países ligados à Iniciativa de Cooperação de Istambul. O objetivo é projetar a discussão para lá da guerra na Ucrânia e abordar uma instabilidade que afeta energia, comércio, rotas marítimas e segurança global.</p>
<p>A quinta frente é menos visível, mas cada vez mais central: a guerra híbrida. A NATO identifica uma “zona cinzenta” onde propaganda, sabotagem, ciberataques, pressão económica, manipulação de redes sociais, inteligência artificial e desinformação substituem tanques e mísseis. Rússia, China e atores não estatais exploram vulnerabilidades nas cadeias de abastecimento, nos sistemas digitais e nas infraestruturas críticas.</p>
<p>A sabotagem de cabos submarinos, os ataques informáticos e os sobrevoos de drones ligados à Rússia em vários países aliados aceleraram a preocupação. A Aliança quer reforçar o flanco oriental, proteger infraestruturas críticas, fortalecer a base industrial de defesa e acompanhar a cooperação crescente entre Moscovo e Pequim, incluindo exercícios conjuntos no Mar Báltico.</p>
<p>A cimeira de Ancara é, por isso, mais do que uma demonstração de unidade. É um teste à capacidade da NATO de mudar sem se partir. A organização que durante décadas assentou na proteção norte-americana tenta agora continuar a dissuadir a Rússia, apoiar a Ucrânia, responder a crises globais e proteger infraestruturas críticas, enquanto aprende a viver com uns Estados Unidos menos previsíveis.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786433]]></sapo:autor>
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		<title>40 pessoas, milhões de folhas e segurança apertada: os bastidores dos exames nacionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 15:43:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os exames começaram a chegar ao armazém desde 16 de junho, data do primeiro exame do calendário, o de Português. A partir daí, as equipas trabalharam sete dias por semana, das 8h00 às 22h00, para garantir que as provas fossem preparadas, digitalizadas e encaminhadas para classificação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Num armazém discreto em Mem Martins, entre Lisboa e Sintra, cerca de 40 pessoas trabalharam durante vários dias para digitalizar os exames nacionais do 11.º e 12.º anos. Foi ali que foram encaminhadas as provas realizadas no continente, antes de seguirem em formato digital para os professores classificadores.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a Renascença, o Ministério da Educação garante que não há exames perdidos e que qualquer problema de digitalização pode ser corrigido a qualquer momento. A tutela assegura também que todo o processo decorre num ambiente controlado, com segurança, videovigilância e intervenção apenas de pessoas ligadas ao Ministério da Educação.</p>
<p class="isSelectedEnd">A visita ao espaço decorreu esta segunda-feira, 6 de julho, com a presença do ministro da Educação, Fernando Alexandre, do secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, e do presidente do EduQa. Foi a primeira vez que jornalistas tiveram acesso ao local onde decorreu a operação de digitalização dos exames nacionais.</p>
<p><strong>Milhões de folhas processadas desde 16 de junho</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a Renascença, cerca de 300 mil exames nacionais do 11.º e 12.º anos passaram por este centro de digitalização. O número traduz-se em milhões de páginas, já que cada prova pode ter várias folhas. O presidente do EduQa deu como exemplo o exame de Matemática, que tem cerca de 16 folhas, o que ajuda a perceber a dimensão da operação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os exames começaram a chegar ao armazém desde 16 de junho, data do primeiro exame do calendário, o de Português. A partir daí, as equipas trabalharam sete dias por semana, das 8h00 às 22h00, para garantir que as provas fossem preparadas, digitalizadas e encaminhadas para classificação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os exames foram transportados até Mem Martins pelas forças de segurança. Chegaram organizados e catalogados por origem, para permitir o controlo de todo o processo. Antes da digitalização, cada prova teve de ser preparada para garantir que podia ser corretamente processada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao longo do espaço, foram instalados vários equipamentos de digitalização. Luís Santos, presidente do EduQa, explicou aos jornalistas que os aparelhos podem parecer domésticos, mas são profissionais. Cada um custou três mil euros e foi comprado com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência destinadas à avaliação digital.</p>
<p class="isSelectedEnd">O EduQa adquiriu mais de 70 equipamentos, embora nem todos tenham sido utilizados. A compra incluiu unidades adicionais para prevenir eventuais falhas técnicas durante o processo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A principal fase de digitalização já estava concluída no momento da visita, motivo pelo qual algumas salas se encontravam vazias. No piso inferior, permaneciam os exames devidamente acondicionados em envelopes e prateleiras, separados por zonas do país.</p>
<p><strong>Ministério garante que “os exames estão todos” no local</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Fernando Alexandre garantiu que todos os exames se encontram no espaço de Mem Martins. O ministro sublinhou que o armazém é um local controlado e vigiado, onde o manuseamento das provas foi feito essencialmente por professores do Júri Nacional de Exames. Em alguns momentos, colaboradores do EduQa reforçaram as equipas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando é identificado um erro numa digitalização, o sistema permite localizar rapidamente o envelope correspondente, recuperar a prova, repetir o processo e voltar a colocá-la na plataforma que distribui os itens aos professores classificadores.</p>
<p class="isSelectedEnd">A tutela tem insistido que não há exames desaparecidos e que o modelo permite retificar situações sempre que sejam reportados problemas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O armazém de Mem Martins tem também uma ligação histórica ao processo dos exames. O espaço pertenceu ao antigo Editorial do Ministério da Educação e Ciência e, até ao ano passado, ainda ali existiam máquinas usadas para imprimir provas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este ano, os exames passaram a ser impressos pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda. O centro de Mem Martins foi, por isso, usado sobretudo para a nova fase digital do processo: receber, organizar e digitalizar as provas antes da classificação.</p>
<p>A visita terminou junto das equipas que trabalharam no local, incluindo professores que se dirigiam a uma antiga cantina para aquecer os almoços que tinham levado de casa. Para o presidente do EduQa, o momento teve caráter inédito: aquele processo nunca tinha sido mostrado publicamente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786438]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: AIE prevê abrandamento da procura de gás este ano com subida dos preços</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 15:40:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[aie]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[A Agência Internacional da Energia (AIE) considerou que a procura de gás natural irá diminuir este ano devido a uma oferta mais restrita, relacionada com a guerra no Médio Oriente, que está a impulsionar a subida dos preços.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Agência Internacional da Energia (AIE) considerou que a procura de gás natural irá diminuir este ano devido a uma oferta mais restrita, relacionada com a guerra no Médio Oriente, que está a impulsionar a subida dos preços.</P><br />
<P>No relatório de previsões para o terceiro trimestre de 2026, publicado hoje, a organização estimou que a procura global de gás diminuirá 0,5% este ano, devido principalmente à menor utilização nos setores energético e industrial.</P><br />
<P>Se esta previsão se concretizar, será a terceira vez em sete anos que a procura regista uma contração em termos homólogos.</P><br />
<P>O relatório descreve a forma como os mercados reagiram às perturbações nos embarques de gás através do estreito de Ormuz, que anteriormente constituía a via de passagem para cerca de 20% do abastecimento mundial de gás natural liquefeito (GNL).</P><br />
<P>&#8220;Embora o tráfego de navios metaneiros de GNL através do estreito &#8211; detalhou a AIE &#8211; tenha vindo a aumentar desde que os Estados Unidos e o Irão chegaram a um acordo provisório, em meados de junho, para colocar fim às hostilidades e reabrir o estreito, o tráfego continua muito abaixo dos níveis anteriores e existe uma grande incerteza em torno das perspetivas dos fluxos comerciais futuros&#8221;.</P><br />
<P>Neste contexto, os preços do gás natural na Ásia e na Europa moderaram-se desde os máximos registados em março, mas continuam muito acima dos níveis previstos.</P><br />
<P>Relativamente ao primeiro semestre do ano, &#8220;os dados iniciais sugerem que a procura mundial de gás natural sofreu uma contração&#8221;, em grande parte devido a uma diminuição da procura no Médio Oriente, relacionada com uma oferta mais restrita e com os danos sofridos pelas indústrias com utilização intensiva de gás.</P><br />
<P>&#8220;A procura de gás também enfraqueceu na Ásia devido aos preços mais elevados e às medidas políticas destinadas a reduzir a procura e a promover a transição para outros combustíveis, nomeadamente para o carvão no setor elétrico&#8221;, assinalou a agência internacional.</P><br />
<P>No que diz respeito ao fornecimento de GNL, a queda proveniente do Qatar e dos Emirados Árabes Unidos foi &#8220;acentuada&#8221;, com uma diminuição da produção de quase 80% no período de março a junho, em comparação com o mesmo período de 2025.</P><br />
<P>&#8220;No entanto, para todo o ano de 2026, prevê-se que a oferta se mantenha praticamente inalterada em relação a 2025, uma vez que os produtores de outras regiões irão impulsionar a produção, incluindo novos projetos de GNL na América do Norte, África e Austrália&#8221;, esclareceu a organização.</P><br />
<P>Ao mesmo tempo, a AIE alertou que, se a reabertura total do estreito de Ormuz não ocorrer até ao início do quarto trimestre deste ano, isso poderá provocar a primeira queda anual na oferta mundial de GNL desde 2012.</P><br />
<P>De qualquer forma, as implicações do conflito no Médio Oriente prolongar-se-ão para além de 2026, de acordo com o relatório, uma vez que se prevê que as interrupções no abastecimento a curto prazo e os danos nas infraestruturas de gás &#8211; incluindo a instalação de Ras Laffan no Qatar, a maior unidade de liquefação do mundo &#8211; atrasem a expansão planeada da capacidade de GNL do Qatar.</P><br />
<P>&#8220;Prevê-se que os impactos no crescimento projetado da oferta se concentrem principalmente em 2026 e 2027, o que significa que os mercados poderão permanecer mais apertados do que se esperava anteriormente durante os próximos dois anos&#8221;, referiu a AIE.</P><br />
<P>O relatório destacou também as formas como as perturbações no mercado global do gás se estão a repercutir noutras partes do setor energético e da economia em geral.</P><br />
<P>Por exemplo, o conflito afetou profundamente as cadeias de abastecimento mundiais de fertilizantes (para as quais o gás é uma matéria-prima essencial), o que tem implicações para a segurança alimentar, especialmente nas regiões mais vulneráveis do mundo.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786434]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>COI levanta restrições a atletas russos que já podem competir e participar em LA2028</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 15:39:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[COI]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Jogos Olímpicos]]></category>
		<category><![CDATA[LA2028]]></category>
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					<description><![CDATA[O Comité Olímpico Internacional (COI) levantou hoje as restrições aos atletas russos em competirem nos eventos mundiais, incluindo as qualificações para os Jogos Olímpicos Los Angeles2028.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Comité Olímpico Internacional (COI) levantou hoje as restrições aos atletas russos em competirem nos eventos mundiais, incluindo as qualificações para os Jogos Olímpicos Los Angeles2028.</P><br />
<P>A comissão executiva do COI, reunida na sua sede, em Lausana, Suíça, levantou provisoriamente a suspensão do Comité Olímpico Russo (ROC), decretada no outono de 2023, com o fundamento de que este já não conta entre os seus membros com organizações desportivas de regiões ucranianas ocupadas.</P><br />
<P>Esta decisão, que surge exatamente dois meses depois de terem sido levantadas as restrições aos atletas da Bielorrússia, não contempla ainda a possibilidade de os desportistas russos poderem competir sob o seu hino e bandeira.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786429]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Transportes públicos que servem zona de Algés reforçados para o NOS Alive</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 15:38:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[As empresas de transportes públicos que servem a zona de Alges, em Oeiras, vão reforçar os seus serviços entre quinta-feira e domingo para o Festival NOS Alive, evento que vai condicionar o trânsito nas imediações, que será coordenado pela PSP.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As empresas de transportes públicos que servem a zona de Alges, em Oeiras, vão reforçar os seus serviços entre quinta-feira e domingo para o Festival NOS Alive, evento que vai condicionar o trânsito nas imediações, que será coordenado pela PSP.</P><br />
<P>Em comunicado hoje divulgado, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, através da Divisão Policial de Oeiras, adiantou que irá implementar uma operação especial de segurança durante os três dias do Festival NOS Alive, no Passeio Marítimo de Algés.</P><br />
<P>A PSP adiantou ter preparado um dispositivo policial reforçado, tendo em conta que o evento deverá reunir cerca de 60 mil pessoas por dia, &#8220;assente na prevenção, proximidade e resposta rápida, com o objetivo de garantir que o festival decorra em segurança para todos&#8221;.</P><br />
<P>A partir das 15:00 de quinta-feira têm inicio os condicionamentos à circulação automóvel e ao estacionamento nas Avenida Brasília e Avenida Marginal, entre Algés e o Alto da Boa Viagem, assim como no Viaduto da CRIL/IC17 (Algés) e Praça D. Manuel I.</P><br />
<P>O acesso à CRIL, pela Avenida General Norton de Matos (sentido Norte/Sul), em Miraflores, Avenida Humberto Melo Pereira (cruzamento com a Rua Damião de Góis), no sentido Norte-Sul, e Avenida Ivens, no sentido Lisboa-Cascais, também vão estar condicionados segundo a PSP.</P><br />
<P>De acordo com a nota, entre as 23:00 e as 04:00, a circulação será interrompida na via descendente da CRIL/IC17, entre o Nó de Miraflores e a rotunda junto à Avenida Brasília.</P><br />
<P>A PSP recomenda a utilização de percursos alternativos através da A5, N117/Belém e N6-3 (Alto da Boa Viagem) e apela à utilização de transportes públicos como a melhor opção para aceder ao recinto.</P><br />
<P>Assim, a Carris preparou um &#8216;shuttle&#8217; especial de regresso, com três destinos: Santa Apolónia (paragens em Belém, Alcântara, Santos e Cais do Sodré), Marquês de Pombal (paragem nas Amoreiras) e Oriente (paragens na Estação de Benfica e Campo Grande).</P><br />
<P>De acordo com a informação publicada no site oficial da Carris, o &#8216;shuttle&#8217; especial para o regresso após o festival pode ser apanhado &#8220;mesmo à saída do recinto do NOS Alive!&#8221;.</P><br />
<P>Na quinta-feira, os horários são entre as 00:00 e as 03:00 e na sexta-feira entre as 00:00 e as 04:00.</P><br />
<P>A CP reforça também a oferta com comboios especiais e serviços dedicados para facilitar a deslocação para o festival, com o Comboio Especial_Música, na madrugada de 10 e 12 de julho, entre Santa Apolónia &#8211; Porto Campanhã, a sair de Lisboa pelas 03:20.</P><br />
<P>Na madrugada de 11 de julho, o comboio entre Santa Apolónia e Campanhã sai pelas 02:45.</P><br />
<P>Já os Comboios Urbanos de Lisboa vão ser reforçados nas madrugadas dos três dias de festival: Algés &#8211; Cais do Sodré (01:45, 02:15, 02:30, 03:00, 03:30, 04:00), Algés &#8212; Cascais (02:00, 02:15, 02:30, 03:00, 03:30, 04:00) e Cais do Sodré &#8212; Algés (18:10, 18:30, 18:50, 19:10, 19:20, 19:40).</P><br />
<P>Também a ligação fluvial entre a Trafaria (Almada) e Lisboa vai ser, a partir de quinta-feira, prolongada até Pedrouços/Algés (Oeiras), num serviço que passa a ser assegurado todos os dias da semana, anunciou a TTSL &#8212; Transtejo Soflusa.</P><br />
<P>O arranque desta nova operação fluvial Trafaria &#8212; Porto Brandão até Pedrouços/Algés coincide com o início do festival de música NOS Alive.</P><br />
<P>No site, a empresa divulgou informação sobre as ligações fluviais nas três madrugadas do festival e que irá realizar, além dos habituais horários de madrugada, carreiras extra nas ligações fluviais de Cais do Sodré &#8211; Cacilhas (03:00/04:00) e Terreiro do Paço &#8212; Barreiro (03:00/04:00).</P><br />
<P>A PSP aconselha que os festivaleiros se desloquem para o evento &#8220;com antecedência, atendendo à elevada afluência de pessoas ao evento e aos procedimentos de segurança necessários para o acesso ao recinto&#8221;, além de verificar quais os itens proibidos que não poderão levar para o recinto do festival.</P><br />
<P>Como objetos proibidos, a PSP refere que não podem entrar bebidas alcoólicas, armas de fogo e armas brancas, objetos perigosos (canivetes, correntes metálicas, cintos e/ou pulseiras pontiagudas, etc.) ou garrafas reutilizáveis de metal.</P><br />
<P>Estão ainda impedidos de entrar objetos de vidro, latas (bebida e spray), garrafas com água com tampa acima de 500ml, &#8216;selfie sticks&#8217; e hastes rígidas, além de tendas, bancos, cadeiras, correntes, cordas e lanternas.</P><br />
<P>É ainda proibida a entrada de cartazes de grandes dimensões ou que contenham frases &#8220;ofensivas, discriminatórias ou relacionadas com ações extremistas&#8221;.</P><br />
<P>De acordo com a PSP, à entrada do recinto serão realizadas revistas de segurança e &#8220;todos os objetos não autorizados serão removidos&#8221;, sendo que os objetos apreendidos nas revistas &#8220;não serão devolvidos&#8221;, pelo que a PSP recomenda que não sejam transportados para o recinto.</P><br />
<P>Os participantes poderão utilizar o bengaleiro, localizado junto às bilheteiras, para guardar objetos não permitidos, mediante o pagamento de um euro.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786437]]></sapo:autor>
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		<title>Primeiro-ministro húngaro cumpre promessa e fecha canais controlados por Viktor Órban</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 15:33:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Hungria]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Péter Magyar]]></category>
		<category><![CDATA[Viktor Orbán]]></category>
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					<description><![CDATA[O canal M1 e a rádio Kossuth encerraram, completou, num comentário à própria publicação 'online']]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As estações públicas de televisão e rádio húngaras, controladas pelo ex-primeiro-ministro Viktor Orbán, pararam de transmitir hoje à tarde, anunciou o chefe do Governo, Péter Magyar, saudando um &#8220;dia histórico&#8221;.</p>
<p>&#8220;Hoje, acabou a transmissão de propaganda nas plataformas dos meios de comunicação públicos&#8221;, anunciou nas redes sociais Magyar, que pôs fim aos 16 anos de Viktor Orbán no poder, nas eleições em abril.</p>
<p>&#8220;Um dia histórico. (&#8230;) Mentiram à noite, mentiram durante o dia, mentiram em todos os canais. Isso acabou&#8221;, escreveu na mesma publicação.</p>
<p>O canal M1 e a rádio Kossuth encerraram, completou, num comentário à própria publicação &#8216;online&#8217;.</p>
<p>O canal televisivo exibia o ecrã a negro, com a mensagem: &#8220;Os meios de comunicação públicos não podem mentir. Pedimos desculpas por termos feito isso durante muitos anos. A imprensa pública está a transformar-se para ser independente e confiável no futuro. O serviço de notícias está temporariamente suspenso. Continue connosco&#8221;.</p>
<p>As páginas &#8216;online&#8217; destes meios também exibem um ecrã preto, enquanto a frequência da rádio Kossuth estava a transmitir a programação da estação musical Bartók.</p>
<p>Os programas da M1 serão retomados à noite, mas sem os boletins de notícias, de acordo com o comunicado de imprensa do grupo MTVA, que supervisiona os vários canais.</p>
<p>Quatro dias depois da vitória eleitoral de 12 de abril, Péter Magyar prometeu &#8220;suspender imediatamente o serviço de notícias falsas que opera&#8221; na M1, numa entrevista ao canal, a primeira em 18 meses.</p>
<p>O ultraconservador Viktor Orbán, que esteve 16 anos consecutivos no poder, ou empresários próximos do poder, controlavam cerca de 80% da imprensa, de acordo com a organização não-governamental (ONG) Repórteres sem Fronteiras (RSF).</p>
<p>A decisão sobre os órgãos públicos é mais um passo no desmantelamento do sistema de Orbán, prometido pelo conservador Magyar nas eleições legislativas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786427]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Portugueses gastam quase três milhões de euros por dia em hospitais privados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 15:17:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O setor continua em expansão, mas a Entidade Reguladora da Saúde alerta para riscos associados à forte concentração da oferta, tanto em termos geográficos como empresariais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">As famílias portuguesas estão a suportar cada vez mais custos diretos com cuidados prestados em hospitais privados. Entre 2015 e 2023, a despesa paga do próprio bolso nestas unidades aumentou quase 59%, passando de 684 milhões para 1.087 milhões de euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.publico.pt/2026/07/07/sociedade/noticia/familias-gastam-tres-milhoes-euros-dia-hospitais-privados-concentracao-sector-preocupa-2180832" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, este valor equivale a quase três milhões de euros por dia pagos diretamente pelas famílias a hospitais privados. O setor continua em expansão, mas a Entidade Reguladora da Saúde alerta para riscos associados à forte concentração da oferta, tanto em termos geográficos como empresariais.</p>
<p class="isSelectedEnd">O retrato consta de uma monitorização da ERS sobre a concorrência no setor hospitalar não público. Em 2023, a despesa total nos hospitais privados chegou aos 2.905 milhões de euros, mais 56,6% do que em 2015. A fatia paga diretamente pelas famílias representou 37% desse total, uma proporção que se manteve relativamente estável ao longo da última década.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, o valor absoluto continua a subir. Em oito anos, os portugueses passaram a gastar mais 403 milhões de euros diretamente em hospitais privados.</p>
<p class="isSelectedEnd">O crescimento da despesa acontece num contexto em que os hospitais privados têm vindo a assumir maior relevância no sistema de saúde. Segundo o Público, a ERS identifica atualmente 108 hospitais não públicos no país, dos quais 69 são privados e 39 pertencem ao setor social.</p>
<p class="isSelectedEnd">A distribuição destas unidades, porém, é muito desigual. A Grande Lisboa e a Área Metropolitana do Porto concentram, cada uma, 22 hospitais não públicos, o que representa mais de 20% da oferta nacional em cada uma dessas regiões.</p>
<p class="isSelectedEnd">A seguir surgem a região de Coimbra, com nove hospitais não públicos, e o Cávado, com oito. No extremo oposto, o Alto Alentejo, a Beira Baixa e as Beiras e Serra da Estrela não tinham, em maio de 2026, qualquer hospital não público registado.</p>
<p><strong>Quatro grupos controlam dois terços da capacidade privada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A concentração do setor não se limita à localização dos hospitais. A ERS sublinha que quatro grandes grupos privados — CUF, Luz Saúde, Lusíadas e Trofa Saúde — controlam cerca de dois terços da capacidade instalada do setor hospitalar privado em Portugal.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para avaliar a concorrência, a reguladora analisou os mercados regionais através do Índice Herfindahl-Hirschman, usado pelas autoridades da concorrência para medir o grau de concentração de um mercado. A análise incluiu 108 hospitais não públicos e 152 unidades sem internamento, como clínicas e consultórios, que funcionam em rede com esses hospitais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os resultados mostram que cerca de 82% da população portuguesa vive em regiões onde os hospitais privados apresentam níveis elevados de concentração. A Área Metropolitana do Porto é a única região classificada com concentração moderada.</p>
<p class="isSelectedEnd">A ERS identificou situações de monopólio em cinco regiões: Alentejo Litoral, Alto Tâmega e Barroso, Baixo Alentejo, Lezíria do Tejo e Viseu Dão-Lafões. Nestes territórios, existe apenas um operador com relevância concorrencial.</p>
<p class="isSelectedEnd">Noutras zonas do país, predominam situações de duopólio. É o caso do Alto Minho, Douro, Médio Tejo, Península de Setúbal e Região de Aveiro.</p>
<p class="isSelectedEnd">A reguladora assinala ainda potenciais posições dominantes em várias regiões, incluindo Algarve, Oeste, Cávado, Região de Leiria, Península de Setúbal e Tâmega e Sousa.</p>
<p><strong>ERS alerta para riscos nos preços, escolha e qualidade</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Perante estes níveis de concentração, a Entidade Reguladora da Saúde avisa que fusões, aquisições ou outras alterações que reduzam a concorrência entre operadores podem ter efeitos negativos para os utentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os riscos apontados estão preços excessivamente elevados, cuidados de saúde de qualidade inferior, menor diversidade de serviços, restrições à liberdade de escolha, barreiras à entrada de novos operadores, práticas de preços predatórios e redução da produtividade.</p>
<p>Face aos resultados da monitorização, a ERS garante que vai continuar a acompanhar a evolução concorrencial do setor hospitalar privado, tendo em conta os elevados níveis de concentração identificados nos mercados analisados.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786422]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Portugal tem das melhores autoestradas da Europa — e portagens abaixo da média, revela estudo da Deloitte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 15:10:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[De acordo com o estudo, apresentado no LNEC, em Lisboa, o custo por quilómetro das portagens em Portugal, ajustado ao poder de compra, é 20% inferior à média europeia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal tem uma das melhores e mais seguras redes de autoestradas da Europa e cobra portagens abaixo da média europeia, segundo um estudo da Deloitte apresentado no Congresso dos 25 anos da APCAP – Associação Portuguesa das Sociedades Concessionárias de Autoestradas ou Pontes com Portagens.</p>
<p>De acordo com o estudo, apresentado no LNEC, em Lisboa, o custo por quilómetro das portagens em Portugal, ajustado ao poder de compra, é 20% inferior à média europeia. A análise conclui ainda que a qualidade da rede rodoviária nacional resulta do investimento feito ao longo dos anos, direta ou indiretamente financiado por portagens, permitindo ao país apresentar níveis de sinistralidade inferiores à média europeia.</p>
<p>A percentagem de autoestradas portajadas em Portugal situa-se atualmente em 58%, valor inferior à média da rede ASECAP, a associação europeia do setor. Para a APCAP, estes dados contrariam a ideia de que Portugal tem uma rede excessivamente portajada ou com custos desproporcionados face aos restantes países europeus.</p>
<p>O estudo lança, no entanto, um aviso sobre os custos de uma eventual abolição total das portagens. Segundo a Deloitte, eliminar este modelo representaria uma despesa anual de 1.500 milhões de euros, valor que passaria a ser suportado pelos contribuintes e que poderia comprometer a manutenção, operação e modernização da rede rodoviária.</p>
<p>A APCAP estima também que as medidas recentes de eliminação de portagens poderão representar perdas de receita de cerca de 200 milhões de euros por ano. A associação considera que este custo será transferido para todos os contribuintes, reduzindo os recursos disponíveis para novos investimentos e enfraquecendo o princípio do utilizador-pagador.</p>
<p>Manuel Melo Ramos, presidente da APCAP, defende que um modelo “estruturado, transparente e assente no princípio do utilizador-pagador” é a forma mais eficaz de maximizar o benefício público. Para o responsável, este sistema permite garantir a manutenção e qualidade das infraestruturas existentes, ao mesmo tempo que cria capacidade financeira para novos investimentos sem agravar a dívida pública.</p>
<p>O estudo da Deloitte é apresentado pela APCAP como o primeiro diagnóstico aprofundado e prospetivo do modelo português de concessões rodoviárias. A análise avalia o desempenho da rede nacional em comparação com os principais países europeus e projeta cenários possíveis para os próximos anos.</p>
<p>As conclusões reforçam a defesa do modelo de concessão como solução eficiente para assegurar uma rede de qualidade sem transferir integralmente os custos para o erário público. Para a APCAP, a questão central não é apenas quanto se paga de portagem, mas como se financia a manutenção de uma infraestrutura considerada essencial para a mobilidade, a segurança e a competitividade económica.</p>
<p>A perspetiva europeia foi trazida ao congresso por Christophe Boutin, presidente da ASECAP, que defendeu a modernização dos modelos de concessão e dos mecanismos de portagem. O responsável alertou para a necessidade de não desmantelar um sistema que, segundo afirmou, já demonstrou produzir resultados, antes reforçando o seu papel na construção de uma mobilidade mais verde, resiliente e inclusiva.</p>
<p>Manuel Melo Ramos sublinha ainda que a generalidade dos países europeus cobra portagens, seja em autoestradas, túneis, pontes, acessos urbanos ou, pelo menos, a veículos pesados. O presidente da APCAP recorda que a Diretiva Comunitária Eurovinheta reforça esta orientação, ao associar a cobrança não só à utilização da infraestrutura, mas também ao impacto ambiental dos veículos.</p>
<p>O debate sobre o futuro das concessões rodoviárias contou ainda com representantes do IMT, Infraestruturas de Portugal, Brisa, Ascendi e Lusoponte, tendo sido encerrado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo. Para a APCAP, o congresso marcou o início de uma discussão que deverá continuar nos próximos meses, envolvendo decisores políticos, entidades públicas, concessionárias e restantes partes interessadas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786421]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Bolsa de Nova Iorque negoceia mista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 14:46:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
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		<category><![CDATA[Wall Street]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa em Wall Street negociava mista no início da sessão com o setor da inteligência artificial (IA) novamente em queda e o preço do petróleo a subir para pretos dos 70 dólares.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa em Wall Street negociava mista no início da sessão com o setor da inteligência artificial (IA) novamente em queda e o preço do petróleo a subir para pretos dos 70 dólares. </P><br />
<P>Pelas 14:50 (hora de Lisboa), o industrial Dow Jones era o único de subia, 0,24% para 53.182,01 pontos. </P><br />
<P>O agregado S&amp;P 500 recuava 0,24% para 7.519,27 pontos e o tecnológico Nasdaq caía 0,82% para 25.906,14 pontos. </P><br />
<P>As quedas das ações do setor da inteligência artificial, incluindo a Micron Technology, arrastaram o Nasdaq para uma descida perto de 1%.</P><br />
<P>A fraqueza começou na Ásia, onde a Samsung Electronics desceu 6,9% em Seul, contribuindo para que o índice Kospi da Coreia do Sul caísse 4,9%. </P><br />
<P>Outros índices asiáticos também registaram quedas, enquanto os mercados europeus apresentaram resultados mistos. As taxas de rendibilidade dos títulos do Tesouro subiram ligeiramente.</P><br />
<P>O petróleo bruto do Texas (WTI, na sigla em inglês) subia hoje 0,92%, para 69,18 dólares por barril, depois de a Guarda Revolucionária do Irão ter disparado contra dois navios comerciais perto do estreito de Ormuz.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786388]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Trump ameaça retirar mais tropas da Europa e volta a reclamar a Gronelândia para os EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 14:45:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Donald Trump voltou a defender que a Gronelândia deve ficar sob controlo dos Estados Unidos e deixou novas críticas à NATO, afirmando estar “muito dececionado” com os aliados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Donald Trump voltou a defender que a Gronelândia deve ficar sob controlo dos Estados Unidos e deixou novas críticas à NATO, afirmando estar “muito dececionado” com os aliados. As declarações foram feitas esta terça-feira, em Ancara, à chegada à cimeira da Aliança Atlântica, numa conferência de imprensa conjunta com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.</p>
<p class="isSelectedEnd">O presidente norte-americano não afastou a possibilidade de retirar mais tropas dos Estados Unidos da Europa, depois de ter criticado a falta de apoio dos aliados à recente atuação militar de Washington contra o Irão. Trump afirmou que só participou na cimeira por esta decorrer na Turquia, país liderado por Erdogan, a quem chamou “amigo” e “líder muito forte”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Questionado sobre uma eventual redução da presença militar norte-americana na Europa, Trump respondeu com fortes críticas à NATO. O presidente dos Estados Unidos disse que os aliados não trataram bem Washington durante a ofensiva no Médio Oriente e acusou-os de terem recusado apoio antes mesmo de os Estados Unidos o pedirem formalmente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trump recordou que os EUA investiram “biliões de dólares” na Aliança Atlântica ao longo dos anos para proteger os países europeus e o Canadá, primeiro da ameaça da antiga União Soviética e depois da Rússia. Para o presidente norte-americano, seria expectável que esses países estivessem mais disponíveis para apoiar Washington.</p>
<p class="isSelectedEnd">O chefe de Estado norte-americano questionou ainda o motivo pelo qual os Estados Unidos continuam a gastar centenas de milhares de milhões de dólares se os aliados não estão disponíveis para os apoiar quando necessário.</p>
<p><strong>Gronelândia volta ao discurso de Trump</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Durante a mesma intervenção, Trump recuperou a reivindicação sobre a Gronelândia, território autónomo sob soberania dinamarquesa. O presidente norte-americano afirmou que a ilha é importante para os Estados Unidos e criticou a Dinamarca, dizendo que Copenhaga não investe o suficiente para ajudar verdadeiramente a Gronelândia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trump justificou o interesse estratégico com a presença de navios chineses e russos na região. Para o presidente dos Estados Unidos, a Gronelândia deveria estar sob controlo norte-americano e não dinamarquês.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trump também voltou a comentar a relação com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, depois de a ter criticado nos últimos dias. O presidente norte-americano disse que Meloni é uma pessoa “agradável” e que ambos tiveram uma boa relação, mas afirmou que essa relação se deteriorou porque a chefe do Governo italiano se recusou a ajudar os Estados Unidos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Trump, Meloni não quis envolver-se na questão do estreito de Ormuz, ou, nas suas palavras, no dossier do Irão. O presidente dos Estados Unidos afirmou que não pressionou muito a líder italiana, mas considerou que a recusa foi um erro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trump sublinhou que Itália depende em grande medida do petróleo proveniente do Médio Oriente, ao contrário dos Estados Unidos, que, segundo afirmou, têm reservas próprias suficientes. O presidente norte-americano disse que Washington não precisa do estreito de Ormuz e que age na região por considerar essa intervenção importante.</p>
<p>As declarações de Trump em Ancara reforçam a tensão entre Washington e alguns aliados europeus, num momento em que a cimeira da NATO decorre sob pressão das divergências sobre defesa, Médio Oriente e presença militar norte-americana na Europa.</p>
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		<title>Líder parlamentar do CDS-PP pede a CGTP que atribua medalha de mérito a André Ventura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 14:45:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O líder parlamentar do CDS-PP apelou hoje à CGTP para atribuir uma medalha de mérito ao presidente do Chega, André Ventura, depois de ter chumbado com a esquerda a proposta de revisão da lei laboral do Governo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O líder parlamentar do CDS-PP apelou hoje à CGTP para atribuir uma medalha de mérito ao presidente do Chega, André Ventura, depois de ter chumbado com a esquerda a proposta de revisão da lei laboral do Governo.</P><br />
<P>No encerramento das jornadas parlamentares do PSD/CDS-PP, em Cascais (distrito de Lisboa), Paulo Núncio disse ao Chega que &#8220;não dá para ser de direita e comunista ao mesmo tempo&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Diz-me com quem andas, diz-me com quem tens o punho erguido e eu dir-te-ei quem és. De tanto querer agradar à esquerda, o Chega é hoje o maior aliado da esquerda e da extrema-esquerda contra o governo da AD&#8221;, acusou.</P><br />
<P>Numa nota irónica, deixou um apelo direto ao secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira.</P><br />
<P>&#8220;E o apelo é muito simples. Pelos distintíssimos serviços prestados ao sindicalismo comunista, o deputado André Ventura merece receber a medalha de mérito da CGTP&#8221;, afirmou, acrescentando que, desde Álvaro Cunhal, &#8220;pouca gente terá feito tanto pela causa do sindicalismo comunista como o deputado André Ventura nos últimos tempos&#8221;. </P><br />
<P>Paulo Núncio destacou os resultados do Governo PSD/CDS-PP em três áreas: a economia, o apoio aos mais frágeis e no &#8220;virar de página do delírio &#8216;woke'&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Porque governar não é só administrar bem as finanças públicas, também é proteger os valores e as causas em que acreditamos. E na frente mais prioritária, a das nossas crianças&#8221;, disse.</P><br />
<P>O líder parlamentar do CDS-PP defendeu que é preciso &#8220;proteger as crianças da tragédia das terapias hormonais&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Vamos acabar com as terapias hormonais para mudança de sexo em crianças. Mas não ficamos por aqui. Queremos proteger o direito constitucional à liberdade de aprender, à participação das famílias na educação dos seus filhos e a um ensino livre de amarras ideológicas, como defendeu e bem o nosso primeiro-ministro&#8221;, disse.</P><br />
<P>Paulo Núncio incluiu ainda neste ponto a defesa dos símbolos nacionais, numa referência à chamada lei das bandeiras, que foi vetada pelo Presidente da República e será alvo de reapreciação parlamentar depois do verão. </P><br />
<P>&#8220;As bandeiras devem ser símbolos de unidade, não de divisão entre os portugueses. E os edifícios públicos não devem ser usados para campanhas políticas ideológicas que dividem a nação portuguesa&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Para os próximos anos, o líder parlamentar do CDS-PP apelou a que não se esqueçam as razões pelas quais os portugueses deram a vitória à AD em duas legislativas antecipadas.</P><br />
<P>&#8220;Para governar com resultados, para transformar Portugal, para fazer mudanças, para trabalhar e avançar, sem medos e com confiança&#8221;, afirmou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786370]]></sapo:autor>
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		<title>Choque energético deve exercer pressão adicional sobre os salários, alerta OCDE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 14:44:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Os salários reais permanecem abaixo dos níveis de 2021 em cerca de um terço dos países da OCDE e espera-se que o choque energético deste ano exerça pressão adicional sobre os rendimentos, segundo um novo relatório.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os salários reais permanecem abaixo dos níveis de 2021 em cerca de um terço dos países da OCDE e espera-se que o choque energético deste ano exerça pressão adicional sobre os rendimentos, segundo um novo relatório.</P><br />
<P>Mesmo antes da recente subida nos preços da energia, a recuperação dos salários reais já estava a desacelerar, ao passo que, num terço dos países da OCDE, os salários reais permaneciam abaixo dos níveis observados no início de 2021, pouco antes da onda inflacionária do pós-pandemia. </P><br />
<P>O crescimento anual dos salários reais foi positivo em praticamente todos os países da OCDE no primeiro trimestre de 2026, mas ficou abaixo do registado um ano antes em dois terços deles.</P><br />
<P>A média entre os países foi de 2,2% no primeiro trimestre de 2026, em comparação com 2,7% no primeiro trimestre de 2025, de acordo com o relatório da OCDE divulgado hoje.</P><br />
<P>Com as novas pressões inflacionárias decorrentes dos custos mais elevados de energia, espera-se que o crescimento dos salários reais desacelere ainda mais, alerta a OCDE, que destaca que os salários dos trabalhadores de menor remuneração &#8220;resistiram melhor à inflação do que os da maioria dos trabalhadores, graças aos aumentos do salário mínimo&#8221;.</P><br />
<P>Já os mercados de trabalho nos países da OCDE mantiveram-se resilientes, com o emprego total a atingir um nível recorde e a previsão de que continue a crescer neste ano e no próximo. </P><br />
<P>A OCDE sublinha ainda que existem grandes diferenças regionais nos resultados do mercado de trabalho, sendo que as taxas de desemprego nas regiões com pior desempenho são, em média, mais do que o dobro das observadas naquelas com melhor desempenho. </P><br />
<P>O relatório salienta também que o comércio e as mudanças tecnológicas afetam os mercados de trabalho locais de maneiras muito distintas, dependendo da sua estrutura industrial. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786371]]></sapo:autor>
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		<title>Empresas perdem quase 1 milhão de euros por ano devido à complexidade das infraestruturas digitais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 14:28:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A complexidade das infraestruturas digitais está a custar às grandes empresas quase um milhão de euros por ano em crescimento e inovação, segundo um novo estudo da Colt Technology Services.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A complexidade das infraestruturas digitais está a custar às grandes empresas quase um milhão de euros por ano em crescimento e inovação, segundo um novo estudo da Colt Technology Services.</p>
<p>A análise conclui que a gestão de redes complexas continua a ser um dos principais entraves à transformação digital, atrasando projetos estratégicos, dificultando a adoção da inteligência artificial (IA) e comprometendo novas oportunidades de negócio.</p>
<p>O estudo <em>The Cost of Complexity: Why Simplifying Digital Infrastructure Accelerates Enterprise Growth</em> reuniu as respostas de 600 gestores de topo de grandes organizações no Reino Unido, França, Alemanha, Países Baixos e Japão.</p>
<p>De acordo com a investigação, cerca de 401 mil euros anuais ficam em risco devido a atrasos, tempo perdido e repetição de tarefas provocados pela complexidade das infraestruturas digitais. A este valor juntam-se mais de 508 mil euros em iniciativas de inovação que acabam por não avançar, elevando para quase um milhão de euros o potencial anual de crescimento comprometido.</p>
<p>Entre os principais fatores que alimentam esta complexidade destacam-se a gestão de múltiplos fornecedores (57%), a utilização de sistemas legados (48%) e os requisitos de segurança e conformidade (36%). Segundo a Colt, estas dificuldades traduzem-se em custos internos mais elevados, atrasos na execução de projetos, aumento dos encargos com fornecedores, adiamento de receitas e maior exposição a riscos de segurança.</p>
<p>O estudo revela ainda que a complexidade das infraestruturas está também a condicionar a adoção da inteligência artificial. Seis em cada dez inquiridos consideram que a infraestrutura digital das suas organizações impede a obtenção de todos os benefícios da IA em larga escala, enquanto 66% admitem que já perderam oportunidades relacionadas com esta tecnologia.</p>
<p>No plano financeiro, mais de metade das empresas (57%) afirma estar a perder receitas porque a infraestrutura digital não acompanha as suas ambições de crescimento. Nos últimos 12 meses, as organizações participantes indicaram ainda que deixaram de concretizar, em média, 14 iniciativas de inovação devido, pelo menos em parte, à complexidade tecnológica, estimando o valor dessas oportunidades perdidas em cerca de 508 mil euros por ano.</p>
<p>Além do impacto financeiro, a investigação aponta consequências operacionais significativas. Em média, as empresas registaram atrasos equivalentes a sete semanas em projetos críticos ao longo do último ano. Cerca de 91% dos inquiridos afirmam que a complexidade das infraestruturas atrasou a adoção de tecnologias emergentes, como a Agentic AI.</p>
<p>O impacto estende-se também a outras áreas estratégicas: 93% dos participantes referem atrasos na integração de processos de fusões e aquisições, 84% na expansão para novos mercados e 83% no lançamento de novos produtos. Além disso, 56% consideram que esta realidade está a travar a inovação, 44% apontam um aumento dos custos operacionais e 39% dizem que está a limitar o crescimento das receitas.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786390]]></sapo:autor>
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		<title>O ensino superior está a preparar pessoas para um mercado que já não existe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Human Resources]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 14:18:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Universidades]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Daniel Sá, director executivo do IPAM]]></description>
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<div class="ms-controls-row"><em>Por Daniel Sá, director executivo do IPAM</em></div>
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<p>&nbsp;</p>
<p>O mercado de trabalho mudou. Rápido. Profundo. Irreversível. O ensino superior não. E isso já deixou de ser um problema académico. É um problema económico.</p>
<p>Segundo o “Future of Jobs Report” do World Economic Forum, 39% das competências centrais dos trabalhadores vão mudar até 2030. Quase quatro em cada dez. Em apenas cinco anos.</p>
<p>No mesmo relatório, 86% das empresas dizem que a inteligência artificial vai transformar profundamente os seus negócios. A maioria já sente falta de talento com as competências certas.</p>
<p>O paradoxo é simples. Nunca se falou tanto de qualificação. Nunca houve uma distância tão grande entre o que se ensina e o que o mercado precisa.</p>
<p>A OCDE confirma: o skills mismatch, ou seja, o desencontro entre formação e trabalho, continua a penalizar produtividade, salários e competitividade. Não é um problema marginal. É estrutural.</p>
<p>Enquanto isso, muitas universidades continuam organizadas por lógicas que fazem cada vez menos sentido: ciclos longos, currículos rígidos, validações lentas, decisões tomadas para proteger o sistema e não para servir o mercado.</p>
<p>Formamos para diplomas. Quando o mercado contrata por competências. Formamos para funções. Quando as funções desaparecem. Formamos para carreiras lineares. Quando o trabalho se tornou tudo menos linear.</p>
<p>A McKinsey é clara: até 2030, até 30% das horas de trabalho actuais podem ser automatizadas, aceleradas pela IA generativa. Profissões inteiras vão mudar de perfil. Outras vão simplesmente desaparecer.</p>
<p>Perante isto, insistir em modelos educativos lentos não é conservadorismo. É irresponsabilidade. As empresas já perceberam.</p>
<p>Cada vez mais recrutam por competências, não por títulos. Grandes grupos internacionais estão a remover exigências formais de grau académico porque sabem que isso já não garante adequação ao papel.</p>
<p>O ensino superior, em demasiados casos, continua a agir como se tivesse tempo infinito. Não tem. Relevância não se herda. Constrói‑se. E constrói‑se com velocidade. O futuro não vai esperar que conselhos científicos deliberem. Não vai aguardar ciclos de acreditação. Não vai respeitar tradições.</p>
<p>Ou o ensino superior acelera, ou torna‑se periférico. Pode manter prestígio interno durante algum tempo. Mas perderá impacto real. E quando uma instituição forma pessoas para um mercado que já não existe, o custo não é dela. É dos estudantes. Das empresas. Do país.</p>
<p>A velocidade deixou de ser uma vantagem competitiva. Passou a ser uma condição mínima de sobrevivência.</p>
</div>
</div>
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