IKEA, Giorgio Armani ou Nintendo: Rússia acrescenta produtos de luxo à lista de “importações paralelas”

Para contornar as sanções ocidentais, o Kremlin tem promovido um esquema de “importações paralelas” para ajudar os consumidores russos a manter o acesso a uma série de produtos estrangeiros

Francisco Laranjeira

O IKEA, assim como a marcas fabricantes de brinquedos dos Estados Unidos, Hasbro e Mattel, foram colocadas na lista de produtos que podem ser importados sem a permissão do proprietário, segundo anunciou esta segunda-feira o Ministério da Indústria da Rússia.

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Para contornar as sanções ocidentais, o Kremlin tem promovido um esquema de “importações paralelas” para ajudar os consumidores russos a manter o acesso a uma série de produtos estrangeiros – assim, o mecanismo permite que as empresas russas comprem mercadorias de qualquer empresa fora da Rússia, inclusive do país de origem das mercadorias, desde que compradas legalmente.

A lista do Ministério da Indústria já inclui marcas de luxo, como a Lancome, Giorgio Armani e Yves Saint Laurent, marcas de artigos domésticos (Wahl e Zanussi, assim como a japonesa Nintendo) – também foram adicionadas marcas de óleos de motor e fabricantes de equipamentos agrícolas.

Muitos produtos de grandes marcas que saíram da Rússia, na sequência da invasão da Ucrânia, mantêm-se disponíveis, com os mecanismos de importação paralela consolidados e expandidos em 2022, demonstrando a dificuldade das empresas em controlar as cadeias de abastecimento.

O ministério garantiu ainda que está a trabalhar no ajuste do mecanismo, passando da inclusão de nomes de marcas para os detentores de direitos, uma medida que simplificaria o procedimento administrativo.

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