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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Tue, 30 Jun 2026 14:59:10 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Filipe Santos Martins sucede a Maria João Sales Luís na liderança da Multicare</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:59:10 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Multicare]]></category>
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					<description><![CDATA[A Fidelidade anunciou a nomeação de Filipe Santos Martins para liderar a seguradora de saúde, sucedendo a Maria João Sales Luís, que termina um percurso de mais de quatro décadas no Grupo Fidelidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Multicare vai ter um novo presidente da Comissão Executiva a partir de 1 de julho. A Fidelidade anunciou a nomeação de Filipe Santos Martins para liderar a seguradora de saúde, sucedendo a Maria João Sales Luís, que termina um percurso de mais de quatro décadas no Grupo Fidelidade.</p>
<p>Filipe Santos Martins integra o Grupo Fidelidade desde 2015, onde desempenhou funções nas áreas de Desenvolvimento de Negócio e de Planeamento Estratégico. Desde 2024 fazia parte da Comissão Executiva da Multicare.</p>
<p>A saída de Maria João Sales Luís marca o fim de uma carreira de mais de 40 anos no Grupo Fidelidade. Ao longo desse percurso ocupou cargos de responsabilidade nos ramos Vida, Acidentes de Trabalho e Automóvel, tendo integrado a administração da Multicare em 2008. Segundo a Fidelidade, o seu contributo foi determinante para consolidar a posição da Multicare como uma das principais referências no mercado segurador português na área da saúde.</p>
<p>Em comunicado, o CEO da Fidelidade, Rogério Campos Henriques, destacou o legado da gestora. &#8220;Maria João Sales Luís deixa uma marca indelével na Multicare e na área dos seguros de saúde em Portugal, pelo contributo, profissionalismo e integridade demonstrados ao longo de mais de 40 anos. Filipe Santos Martins, que tem revelado uma visão estratégica e uma capacidade de execução notáveis, é a pessoa certa para assumir esta nova responsabilidade e dar continuidade ao plano do Grupo Fidelidade para a Multicare.&#8221;</p>
<p>O novo presidente da Comissão Executiva afirma assumir o cargo com &#8220;enorme sentido de responsabilidade&#8221;, comprometendo-se a dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela sua antecessora.</p>
<p>&#8220;O meu compromisso é dar continuidade a essa trajetória, reforçando a proximidade com os clientes e a capacidade de resposta às suas necessidades&#8221;, sublinhou Filipe Santos Martins.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783730]]></sapo:autor>
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		<title>TAP fecha reestruturação com luz verde de Bruxelas e entra em nova fase antes da privatização</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:51:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Pinto Luz]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[privatização]]></category>
		<category><![CDATA[TAP]]></category>
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					<description><![CDATA[Confirmação foi recebida pelo Estado português através da Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia confirmou que o Plano de Reestruturação da TAP foi concluído com sucesso, depois de Portugal ter cumprido integralmente os compromissos assumidos no âmbito das regras europeias de auxílios de Estado.</p>
<p>A confirmação foi recebida pelo Estado português através da Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia, na sequência do envio, pelas autoridades nacionais, da documentação comprovativa da execução integral das medidas previstas no plano aprovado por Bruxelas em dezembro de 2021.</p>
<p>O Plano de Reestruturação foi desenhado na sequência da crise provocada pela pandemia no setor da aviação e envolveu um conjunto de medidas operacionais e financeiras destinadas a garantir a viabilidade da companhia. Entre essas medidas estiveram a reestruturação da empresa, a alienação de ativos não estratégicos e a aplicação de compromissos destinados a salvaguardar a concorrência no mercado europeu.</p>
<p>Segundo o Ministério das Infraestruturas e Habitação, o plano permitiu à TAP tornar-se uma empresa financeiramente mais robusta. O cumprimento das últimas condições já tinha sido materializado com a conclusão das alienações da Cateringpor e da SPdH – Serviços Portugueses de Handling, bem como com a devolução de 24,99 milhões de euros ao Estado.</p>
<p>O período adicional de seis meses concedido para a conclusão do plano, durante o qual se mantiveram restrições e contrapartidas aplicáveis, permitiu assegurar o cumprimento das condições remanescentes. Com a alienação das participações da TAP na SPdH e na Cateringpor, fica encerrado o conjunto de compromissos assumidos perante Bruxelas.</p>
<p>O Governo português e a TAP estiveram empenhados na conclusão deste processo, em cooperação com a Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia. Para o Executivo, o encerramento formal da reestruturação reforça também a credibilidade do Estado português junto das instituições europeias e demonstra capacidade de execução num processo acompanhado de perto desde 2021.</p>
<p>A conclusão do Plano de Reestruturação representa um marco relevante para a TAP e para o Estado. A companhia entra agora numa nova fase, com maior previsibilidade para se concentrar no crescimento, na valorização e no desenvolvimento futuro.</p>
<p>O encerramento do processo também dá mais clareza ao processo de privatização em curso, ao retirar uma das condicionantes associadas ao período de reestruturação e às obrigações assumidas perante Bruxelas.</p>
<p>“A finalização do processo de reestruturação permite à TAP encarar o futuro com mais confiança, reforçando o seu papel como ativo estratégico do país e o posicionamento de Portugal como plataforma internacional de aviação”, afirma o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783718]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Supremo rejeita plano de Trump para retirar cidadania automática a filhos de migrantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:43:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A medida tornou-se uma das peças centrais da agenda migratória do presidente dos Estados Unidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Supremo Tribunal dos Estados Unidos rejeitou a tentativa de Donald Trump de limitar o direito à cidadania por nascimento, regra que garante a nacionalidade norte-americana a quem nasce em solo dos Estados Unidos, independentemente da origem dos pais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em causa estava uma ordem executiva assinada por Trump a 20 de janeiro de 2025, com o objetivo de impedir que crianças nascidas nos Estados Unidos obtivessem automaticamente a cidadania caso os pais não fossem cidadãos norte-americanos nem residentes permanentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">A medida tornou-se uma das peças centrais da agenda migratória do presidente dos Estados Unidos e representava uma tentativa de reinterpretar a 14.ª Emenda da Constituição norte-americana, aprovada após a Guerra Civil para garantir a cidadania aos antigos escravos e aos seus descendentes.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Caso envolvia bebé filha de casal migrante</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O processo analisado pelo Supremo dizia respeito a uma bebé filha de uma jovem pareja migrante. A mãe chegou da Colômbia e o pai da Argentina, ambos com estatuto de residência temporária nos Estados Unidos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O próprio Donald Trump marcou presença na primeira sessão do processo, num gesto descrito como histórico.</p>
<p class="isSelectedEnd">A decisão do Supremo representa um revés para a estratégia da Casa Branca, que defendia que a 14.ª Emenda tem sido interpretada de forma demasiado ampla há mais de um século.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Casa Branca queria restringir interpretação da 14.ª Emenda</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O argumento da Administração Trump era o de que a cláusula constitucional que atribui cidadania a quem nasce nos Estados Unidos não deveria aplicar-se a filhos de imigrantes em situação irregular nem a filhos de pessoas que entram no país com vistos temporários.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trump tem associado esta interpretação a um discurso político centrado no controlo da imigração. O presidente norte-americano sustenta que a cidadania por nascimento funciona como incentivo à imigração irregular, facilita aquilo que designa como “turismo de parto” e pode criar riscos de segurança.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mais do que uma disputa jurídica, a proposta fazia parte de uma estratégia mais ampla para redefinir a cidadania como um estatuto menos automático e mais condicionado.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Milhares de crianças poderiam ser afetadas todos os anos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Se a interpretação defendida pela Administração Trump tivesse avançado, cerca de 250 mil crianças por ano deixariam de adquirir automaticamente a cidadania norte-americana, segundo estimativas incluídas nos documentos apresentados ao tribunal.</p>
<p class="isSelectedEnd">A médio prazo, a mudança poderia levar ao aparecimento de milhões de pessoas nascidas nos Estados Unidos sem cidadania, uma situação sem paralelo na história recente do país.</p>
<p class="isSelectedEnd">O problema levantado pela proposta não era apenas a dimensão da alteração, mas também a ausência de enquadramento legal claro para uma nova categoria de pessoas nascidas em território norte-americano sem nacionalidade dos Estados Unidos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Risco de apatridia entrava no debate</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O sistema norte-americano não prevê uma categoria ampla de pessoas nascidas no país sem cidadania. Muitas dessas crianças ficariam dependentes das leis dos países de origem dos pais para obter uma nacionalidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em alguns casos, esse processo não seria automático e exigiria procedimentos complexos fora do território norte-americano. Noutros, poderia implicar o regresso a países de onde as famílias fugiram.</p>
<p class="isSelectedEnd">A possibilidade de apatridia, praticamente inexistente hoje nos Estados Unidos, passaria assim a ser um risco real.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Medida tinha apoio no trumpismo, mas enfrentava dúvidas jurídicas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A tentativa de restringir a cidadania por nascimento contava com apoio político dentro do movimento trumpista, mas também levantava reservas entre setores conservadores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mesmo entre aliados ideológicos, havia cautela quanto à viabilidade jurídica da medida, por envolver uma mudança profunda numa interpretação constitucional consolidada durante gerações.</p>
<p>Com a decisão do Supremo, fica travada a tentativa de Trump de limitar um dos princípios mais antigos da cidadania norte-americana: o direito automático à nacionalidade para quem nasce em solo dos Estados Unidos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783714]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Centeno acusa Governo de se vangloriar por “destruir o futuro” dos portugueses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:37:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O economista mostra-se preocupado com a evolução das contas públicas e com sinais de desaceleração da economia, que diz já estarem a sentir-se no mercado de trabalho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O antigo ministro das Finanças Mário Centeno acusa o Governo de estar a “destruir o futuro” dos portugueses e de se vangloriar dessa destruição. O economista mostra-se preocupado com a evolução das contas públicas e com sinais de desaceleração da economia, que diz já estarem a sentir-se no mercado de trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">A posição foi assumida num artigo de opinião publicado na CNN Portugal, no seguimento do comentário semanal de Centeno no espaço “O Trigo do Joio”. No texto, intitulado “A realidade completa: mais população, menos emprego”, o antigo governador do Banco de Portugal defende que os números mais recentes sobre a população residente em Portugal não contam toda a história.</p>
<p class="isSelectedEnd">Centeno parte dos dados que indicam que a população residente no país já ultrapassa os 11,4 milhões de pessoas. Para o economista, estes números mostram “um país maior, com mais pessoas a trabalhar, com mais jovens”, mas escondem uma outra realidade: a queda do número de trabalhadores declarados à Segurança Social.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Menos trabalhadores inscritos na Segurança Social</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Mário Centeno, em março havia menos 22 mil trabalhadores declarados à Segurança Social do que no final de 2025 e menos 47 mil do que em setembro. O antigo ministro das Finanças afirma que, desde 2013, em plena crise financeira, não se registava uma evolução tão negativa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para Centeno, estes dados não são uma “grande companhia” para as notícias sobre o aumento da população residente em Portugal. O economista entende que a descida do número de trabalhadores declarados é um sinal relevante da evolução da economia e do mercado laboral.</p>
<p class="isSelectedEnd">O antigo governante considera que estes números ganham especial importância por terem sido apresentados como consequência da política de controlo do mercado de trabalho e da sociedade assumida pelo Governo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Economia está a desacelerar, diz Centeno</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Mário Centeno defende que o dado mais relevante para os portugueses é o sinal de que a economia está a desacelerar. Segundo o economista, essa tendência já se faz sentir no mercado de trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">O antigo ministro das Finanças compara ainda a política seguida pelo Governo com experiências de outros países, referindo que replica em Portugal uma orientação que se mostrou inconsequente noutras sociedades, como a do Reino Unido.</p>
<p class="isSelectedEnd">Centeno alerta que a desaceleração da economia pode ter impacto direto no financiamento da Segurança Social e do Estado. No artigo, aponta para um défice da Administração Central de 1,8% do PIB, equivalente a cerca de 5,5 mil milhões de euros, afirmando que esse défice “já só é financiado com dívida”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Contas públicas sob pressão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na leitura de Mário Centeno, a evolução das contas públicas poderá agravar-se se as atuais políticas forem mantidas. O antigo ministro considera que a combinação entre abrandamento económico, perda de trabalhadores declarados e défice da Administração Central coloca pressão adicional sobre o financiamento do Estado.</p>
<p class="isSelectedEnd">O economista termina o artigo com uma crítica direta ao Executivo. Afirma que há muitos anos não se assistia a um Governo “vangloriar-se por estar a destruir o futuro desta forma”, acrescentando a expressão “com vídeos”.</p>
<p>Centeno diz esperar que este momento não se repita e que a responsabilidade prevaleça. Para o antigo ministro das Finanças, essa será a vontade de todos, incluindo daqueles que, nas suas palavras, olham para a política como “um jogo de aritméticas impossíveis”.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783709]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Aviso laranja por causa do calor estende-se a todo o continente na sexta-feira</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/aviso-laranja-por-causa-do-calor-estende-se-a-todo-o-continente-na-sexta-feira-ipma/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:30:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os distritos de Beja, Évora, Portalegre e Castelo Branco vão estar a partir de quarta-feira sob aviso laranja por causa do calor, que se estende depois às restantes regiões, avançou hoje o IPMA.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os distritos de Beja, Évora, Portalegre e Castelo Branco vão estar a partir de quarta-feira sob aviso laranja por causa do calor, que se estende depois às restantes regiões, avançou hoje o IPMA.</p>
<p>Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, por causa da persistência de valores elevados da temperatura máxima, hoje já estão sob aviso amarelo, o menos grave, os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real e Bragança, assim como Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja e Setúbal.</p>
<p>A partir das 00:00 de quarta-feira os avisos agravam para laranja, o segundo nível mais grave, em toda a região do Alentejo e o distrito de Castelo Branco, pois, além das temperaturas máximas, também as mínimas vão estar elevadas.</p>
<p>A situação vai estender-se a outros distritos no continente logo na quinta-feira, com aviso laranja alargado pelo menos até às 10:00 de sexta-feira, nos distritos de Setúbal, Santarém, Lisboa, Leiria e Faro.</p>
<p>O aviso laranja estende-se, entre as 00:00 e as 10:00 de sexta-feira, aos distritos de Braga, Coimbra, Aveiro, Viana do Castelo, Vila Real, Guarda, Porto, Viseu e Bragança.</p>
<p>A Direção-Geral da Saúde, com o aproximar de mais uma onda de calor, lançou na segunda-feira um guia com recomendações para proteger trabalhadores expostos a temperaturas elevadas.</p>
<p>O guia inclui planos de prevenção nas empresas, organização do trabalho e reforço da hidratação para reduzir riscos como acidentes, desidratação e doenças associadas ao calor.</p>
<p>A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, admitiu preocupações com a vaga de calor que se avizinha e que as temperaturas venham a ter impacto na mortalidade, à semelhança de outros países.</p>
<p>Para hoje, o IPMA prevê uma subida da temperatura sobretudo no interior. As temperaturas máximas vão variar entre os 23º (Aveiro) e os 39º (Évora) e as mínimas entre os 16º (Braga e Viana do Castelo) e os 22ª (Portalegre e Faro).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783708]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>AEP garante continuidade na gestão da Exponor e opção de compra em 20 anos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/aep-garante-continuidade-na-gestao-da-exponor-e-opcao-de-compra-em-20-anos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:20:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Associação Empresarial de Portugal (AEP), que explora a Exponor, garantiu hoje a "continuidade" na atividade após a venda do recinto de feiras e exposições, do qual deverá ficar com opção de compra, daqui a 20 anos, segundo um comunicado. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Associação Empresarial de Portugal (AEP), que explora a Exponor, garantiu hoje a &#8220;continuidade&#8221; na atividade após a venda do recinto de feiras e exposições, do qual deverá ficar com opção de compra, daqui a 20 anos, segundo um comunicado.</p>
<p>Na nota, a AEP disse que &#8220;a venda do património imobiliário da Exponor não coloca em causa a continuidade da atividade do recinto de feiras e exposições&#8221;, garantindo que se encontram &#8220;asseguradas as condições necessárias para a sua operação e desenvolvimento a longo prazo&#8221;.</p>
<p>Assim, destacou, &#8220;foi já celebrado um contrato-promessa de arrendamento entre a futura proprietária dos imóveis e a Exponor &#8212; Fiporto, sociedade detida a 100% pela AEP, que estabelece o compromisso de celebração do contrato definitivo após a conclusão da escritura de compra e venda dos imóveis, no âmbito da liquidação da Nexponor&#8221;.</p>
<p>A Quadrantis Capital, de João Koehler, em parceria com o grupo MCaetano, compraram a Exponor à Insula Capital, por 40 milhões de euros, de acordo com um comunicado divulgado na segunda-feira.</p>
<p>A AEP indicou hoje que &#8220;o futuro contrato prevê um prazo inicial de 25 anos, com renovação automática por períodos sucessivos de cinco anos, garantindo estabilidade e previsibilidade para a gestão da Exponor&#8221;, estando ainda &#8220;prevista uma opção de compra a favor da AEP ao fim de 20 anos de vigência do contrato&#8221;.</p>
<p>Segundo a AEP, no &#8220;âmbito da preparação do projeto de renovação e valorização do espaço de exposições, a Exponor &#8212; Fiporto encontra-se a auscultar a GL events, parceiro internacional de referência na gestão de recintos desta natureza&#8221;.</p>
<p>Este contributo tem &#8220;caráter exclusivamente técnico e consultivo, visando assegurar que o projeto responde às melhores práticas internacionais e às exigências do mercado&#8221;, sendo a apresentação formal do &#8216;dossier&#8217; da responsabilidade da Exponor &#8212; Fiporto&#8221;.</p>
<p>A AEP destacou ainda que o novo proprietário &#8220;assumiu o compromisso de assegurar a manutenção e modernização da Exponor, estando definido um investimento relevante para esse efeito&#8221;, sendo que o contrato &#8220;contempla igualmente um mecanismo de salvaguarda que protege a atividade da Exponor: caso a senhoria não execute ou atrase as obras previstas, a Exponor poderá substituí-la na sua realização, financiando os respetivos custos através da retenção das rendas devidas&#8221;.</p>
<p>A AEP acredita assim que é possível &#8220;garantir a continuidade da missão da Exponor&#8221;, criando ainda &#8220;as condições necessárias para a sua requalificação e valorização futura, permitindo dar uma resposta nas melhores condições face aos desafios do contexto internacional&#8221;.</p>
<p>No comunicado divulgado na segunda-feira, lê-se que &#8220;o património da Nexponor, em comercialização desde outubro do ano passado, é composto pelo parque de exposições da Exponor&#8221;, bem como &#8220;dois lotes para promoção imobiliária, totalizando uma área bruta construtiva de aproximadamente 180.000 m² acima do solo, numa das localizações mais estratégicas da Área Metropolitana do Porto&#8221;.</p>
<p>A Insula Capital lembrou que em abril de 2024, a Câmara de Matosinhos aprovou &#8220;um projeto de grande escala&#8221; para a requalificação e expansão da Exponor, através dum Pedido de Informação Prévia (PIP) e dum AUDAC, encontrando-se em vigor.</p>
<p>Este plano prevê, &#8220;além da modernização do atual parque de exposições, a criação de um empreendimento de uso misto &#8211; integrando serviços, comércio, turismo e habitação&#8221;.</p>
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		<title>Angonabeiro recebe Embaixador de Portugal e reforça aposta na valorização do café produzido em Angola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:19:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Angonabeiro, empresa do Grupo Nabeiro em Angola, recebeu na sua unidade industrial, em Luanda, a visita institucional do novo embaixador de Portugal em Angola, Nuno Mathias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Angonabeiro, empresa do Grupo Nabeiro em Angola, recebeu na sua unidade industrial, em Luanda, a visita institucional do novo embaixador de Portugal em Angola, Nuno Mathias.</p>
<p>A deslocação, a primeira desde que o diplomata assumiu funções em fevereiro deste ano, permitiu conhecer de perto a operação industrial da empresa e o seu contributo para o desenvolvimento da fileira do café no país.</p>
<p>Durante a visita, Nuno Mathias acompanhou as várias etapas do processo de transformação do café, desde a receção e controlo da matéria-prima até às fases de torrefação, moagem, preparação de blends e embalamento do produto final. A empresa apresentou também o trabalho que desenvolve na compra de café verde a produtores nacionais, na transformação local e na promoção do café angolano junto dos consumidores e dos mercados internacionais.</p>
<p>Presente em Angola há mais de 25 anos, a Angonabeiro afirma que tem procurado reforçar a indústria nacional através da criação de valor acrescentado, promovendo a produção local e contribuindo para a internacionalização do café produzido no país.</p>
<p>&#8220;A visita do Embaixador de Portugal representou uma excelente oportunidade para dar a conhecer, no terreno, o trabalho que temos vindo a desenvolver em prol da valorização do café angolano e do fortalecimento da indústria nacional. Mais do que apresentar uma unidade industrial, quisemos mostrar um projeto comprometido com a produção e valorização do café nacional, que investe na transformação local e contribui para criar valor económico e social no país&#8221;, afirmou Rui Gonçalves, Diretor-Geral da Angonabeiro.</p>
<p>Atualmente, a empresa emprega mais de 100 colaboradores, dos quais cerca de 95% são angolanos. Todos os anos adquire mais de 1.400 toneladas de café verde a produtores nacionais, processa aproximadamente 400 toneladas de café torrado e exporta cerca de 1.000 toneladas para mercados como Portugal, França, Suíça, Cabo Verde e Senegal.</p>
<p>Para Nuno Mathias, a visita demonstra &#8220;a vitalidade das relações económicas entre Portugal e Angola&#8221;, refletindo o investimento do Grupo Nabeiro no país ao longo das últimas décadas. O diplomata considerou ainda que a cooperação bilateral evoluiu &#8220;de um modelo de comércio tradicional para uma aposta na produção local e na valorização do ecossistema empresarial angolano&#8221;.</p>
<p>A unidade industrial da Angonabeiro dispõe de torradores de café, linhas de embalamento de café em grão e moído, uma linha de rebeneficiação de café verde e uma linha de produção de cápsulas, onde são produzidas anualmente mais de dois milhões de cápsulas da marca Ginga.</p>
<p>Segundo a empresa, o investimento contínuo na modernização tecnológica é acompanhado pela formação das equipas e pela implementação de rigorosos sistemas de controlo de qualidade, com o objetivo de aumentar a eficiência e garantir a consistência dos produtos.</p>
<p>&#8220;O que mais impressiona nesta unidade, para além do elevado nível tecnológico e da eficiência das linhas de produção, é sobretudo a aposta clara na valorização do capital humano angolano, na qualificação das suas pessoas, no desenvolvimento de competências locais e na criação de emprego especializado&#8221;, destacou o embaixador português.</p>
<p>A Angonabeiro refere ainda que apoia, de forma direta e indireta, mais de 40 mil famílias produtoras, assegurando a compra da produção de café a preços considerados justos e promovendo iniciativas de capacitação, escolarização e adoção de práticas agrícolas sustentáveis.</p>
<p>No final da visita, Rui Gonçalves sublinhou que a empresa pretende continuar a trabalhar em parceria com os produtores nacionais e restantes agentes do setor para reforçar a competitividade da indústria e aumentar a projeção internacional do café angolano.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783696]]></sapo:autor>
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		<title>Comissão Europeia estima que alargamento da UE a Montenegro custe 3.200 ME</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:10:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Comissão Europeia apresentou hoje um pacote financeiro para a futura adesão de Montenegro à União Europeia (UE), estimando em 3,2 mil milhões de euros o impacto orçamental da entrada do país balcânico no bloco comunitário.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia apresentou hoje um pacote financeiro para a futura adesão de Montenegro à União Europeia (UE), estimando em 3,2 mil milhões de euros o impacto orçamental da entrada do país balcânico no bloco comunitário.</p>
<p>&#8220;Hoje, a Comissão Europeia adotou um pacote financeiro que estabelece as disposições orçamentais que se aplicarão a Montenegro após a sua adesão à UE. Montenegro continua a avançar no processo de adesão e esta proposta representa um passo significativo no caminho do país para se tornar membro da União&#8221;, refere a instituição em comunicado.</p>
<p>Nesse pacote financeiro, estima-se que a integração de Montenegro na UE represente um encargo de 3,2 mil milhões de euros para o orçamento comunitário entre 2028 e 2034, em apoios como relativos à coesão, agricultura, competitividade, entre outras matérias.</p>
<p>Está igualmente previsto que Montenegro contribua para o orçamento da UE nas mesmas condições que os outros Estados-membros.</p>
<p>Este montante de 3,2 mil milhões de euros baseia-se na proposta de Bruxelas para o próximo Quadro Financeiro Plurianual da UE para o período 2028-2034, pelo que os valores finais dependerão do desfecho das negociações sobre o futuro orçamento plurinanual.</p>
<p>Segundo o executivo comunitário, o pacote define as disposições financeiras e orçamentais que se aplicarão a Montenegro após a adesão, prevendo a transição do atual apoio de pré-adesão para o acesso aos fundos internos da UE, bem como a contribuição do país para o orçamento europeu.</p>
<p>A proposta surge numa fase avançada das negociações de adesão, depois de os Estados-membros terem concordado em iniciar a redação do Tratado de Adesão de Montenegro à União Europeia.</p>
<p>Citada pelo comunicado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, aponta que o pacote representa &#8220;mais um passo concreto em direção ao futuro de Montenegro na União&#8221;, sublinhando que o alargamento só é bem-sucedido quando assenta &#8220;no mérito, no compromisso e na confiança&#8221;.</p>
<p>Bruxelas esclarece que o pacote não significa uma adesão automática de Montenegro em 01 de janeiro de 2028, uma vez que a entrada na União depende do cumprimento de todas as condições de adesão e da ratificação do tratado por todas as partes.</p>
<p>As negociações de adesão entre a UE e Montenegro começaram em junho de 2012.</p>
<p>Até ao momento, foram abertos todos os 33 capítulos negociais, dos quais 16 estão provisoriamente encerrados.</p>
<p>Montenegro pretende concluir as negociações de adesão até ao final de 2026, tornando-se um dos países candidatos mais avançados no processo de alargamento da União Europeia.</p>
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		<title>Consulta pública do troço do TGV em Espinho, Gaia e Porto fecha com 160 participações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:08:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A consulta pública do troço da linha de alta velocidade (LAV) que abrange Espinho, Gaia e Porto, e que terminou na segunda-feira, fechou com 160 participações, consultou hoje a Lusa no portal participa.pt.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A consulta pública do troço da linha de alta velocidade (LAV) que abrange Espinho, Gaia e Porto, e que terminou na segunda-feira, fechou com 160 participações, consultou hoje a Lusa no portal participa.pt.</p>
<p>De acordo com o portal de consultas públicas, para o Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE) dos subtroços 4 e 5 do troço entre Porto e Oiã (Oliveira do Bairro, Aveiro) da linha de alta velocidade Porto &#8211; Lisboa, registaram-se 160 participações.</p>
<p>O projeto de execução esteve em consulta pública desde dia 08 de junho e abrange a parte da linha que não obteve parecer favorável condicionado da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), especificamente a inserção em Vila Nova de Gaia e Porto, e ainda partes em Espinho e Santa Maria da Feira.</p>
<p>A anterior consulta pública, que compreendia a totalidade do troço entre Porto e Oiã, obteve 259 participações.</p>
<p>Em dezembro, o projeto de execução anteriormente submetido pelo consórcio AVAN Norte (Mota-Engil, Serena, Teixeira Duarte, Casais, Alves Ribeiro, Conduril e Gabriel Couto) não foi aprovado pela APA devido à pretensão da concessionária de deslocalizar a estação de Gaia para Vilar do Paraíso e à de fazer duas pontes separadas sobre o rio Douro em vez de uma rodoferroviária, como sempre esteve planeado.</p>
<p>O novo projeto retoma a localização que sempre esteve planeada para a estação de Gaia (Santo Ovídio e respetiva ligação ao metro) e uma ponte rodoferroviária sobre o rio Douro, com dois tabuleiros, além de prever menos impactos à superfície.</p>
<p>Para a APA, caso a estação de Gaia ficasse em Vilar do Paraíso, ficaria &#8220;numa zona periférica&#8221; sem &#8220;intermodalidade com outros meios de transporte público&#8221;.</p>
<p>&#8220;Importa recordar que o desenvolvimento da Estação de Gaia na zona de Santo Ovídio, integrada no respetivo Plano de Pormenor e com articulação assegurada à linha de metro, foi considerado, aquando da avaliação do Estudo Prévio, como um aspeto particularmente relevante com impactes socioeconómicos positivos e significativos ao possibilitar a criação de um novo e importante fator de centralidade, com o inerente estímulo para a qualificação do espaço urbano onde se insere&#8221;, sublinhou então a agência.</p>
<p>Já quanto à construção de duas pontes sobre o Douro em vez de uma rodoferroviária, a APA também assinala que esse foi &#8220;outro elemento estruturante do projeto e que sofreu alterações significativas no Projeto de Execução face ao preconizado no Estudo Prévio&#8221;.</p>
<p>No atual projeto, a gare ferroviária de Campanhã, no Porto, será ampliada e ficará com configuração de &#8216;estação-ponte&#8217;, com uma passagem superior de acesso aos cais de embarque.</p>
<p>Estão confirmadas várias demolições de edifícios em Campanhã para a expansão da estação, mas o impacto habitacional em Gaia é reduzido face ao projeto anterior.</p>
<p>No Porto, preveem-se demolições entre as quais 44 habitações, sete atividades económicas (incluindo a bomba de gasolina na Avenida Gustave Eiffel) e três edifícios de outras categorias.</p>
<p>Já em Gaia, para onde estavam previstas pelo menos 64 afetações diretas de casas no projeto anterior, estas passam a ser de 43, mas o número de empresas aumenta, passando de 22 para 37 entre o projeto de outubro de 2025, chumbado pela APA, e o atual.</p>
<p>Em Espinho, na freguesia de Anta, em causa estarão oito habitações e três atividades económicas, bem como uma habitação já em território de Santa Maria da Feira.</p>
<p>As obras do primeiro troço (Porto-Oiã, Oliveira do Bairro, Aveiro), parte da primeira parceria público-privada da linha de alta velocidade Porto-Lisboa, devem arrancar este ano e têm prazo de conclusão previsto de 2030.</p>
<p>A ligação Porto-Lisboa em alta velocidade colocará as duas cidades a 01:15 de tempo entre si, e terá paragens possíveis em Gaia, Aveiro, Coimbra e Leiria.</p>
<p>Deverá estar pronta na totalidade em 2032, tal como Porto-Vigo, com estações no aeroporto do Porto, Braga, Ponte de Lima e Valença.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783687]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsa de Nova Iorque negoceia mista no íncio da sessão com petróleo a subir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:05:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa em Wall Street negociava mista no íncio da sessão com o preço do petróleo a subir devido às dúvidas sobre as negociações entre os Estados Unidos e o Irão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bolsa em Wall Street negociava mista no íncio da sessão com o preço do petróleo a subir devido às dúvidas sobre as negociações entre os Estados Unidos e o Irão.</p>
<p>Pelas 14:46 (hora de Lisboa) o industrial Dow Jones caía 0,09% para 52.137,84 pontos, enquanto o agregado S&amp;P 500 avançava 0,07% para 7.445,43 pontos.</p>
<p>O tecnológico Nasdaq ganhava 0,38% para 25.917,71 pontos.</p>
<p>O barril de Brent para entrega em agosto situava-se nos 73,53 dólares, com uma subida de 0,52%, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 1,09% e situava-se nos 71,52 dólares.</p>
<p>A subida do preço do petróleo ocorre depois de o Irão ter insistido que não tem previsto reunir-se esta semana com os Estados Unidos no Qatar, tal como afirmou o Presidente norte-americano, Donald Trump, embora tenha indicado que se deslocará na quarta-feira à capital do Qatar para tratar de questões relacionadas com o acordo de paz com os mediadores.</p>
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		<title>Braço de capital de risco da Sonae nomeia especialista internacional para liderar reforço na cibersegurança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:00:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Bright Pixel Capital, braço de capital de risco do Grupo Sonae, reforçou a sua aposta na área da cibersegurança com a nomeação de Mike Privette como Venture Partner.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Bright Pixel Capital, braço de capital de risco do Grupo Sonae, reforçou a sua aposta na área da cibersegurança com a nomeação de Mike Privette como Venture Partner.</p>
<p>Fundador da Return on Security, plataforma dedicada à investigação e inteligência de mercado na indústria da cibersegurança, Mike Privette conta ainda com experiência como advisor de empresas como Trustero, Aspiron Search, Nullify e Subsalt. Na Bright Pixel, ficará responsável por apoiar a atividade de investimento em cibersegurança, reforçando o acesso a redes especializadas, identificando novas oportunidades de investimento e acompanhando as empresas do portefólio.</p>
<p>Segundo a gestora, esta nomeação representa mais um passo na evolução da Bright Pixel enquanto plataforma global de investimento, refletindo a estratégia de aproximar a empresa de especialistas com conhecimento aprofundado do setor, capazes de antecipar tendências, identificar oportunidades de crescimento e apoiar a tomada de decisões de investimento.</p>
<p>&#8220;O trabalho do Mike na Return on Security tornou-se uma referência na forma como o mercado de cibersegurança é analisado. A capacidade de distinguir o que é realmente relevante no mercado é precisamente a perspetiva que queremos trazer para as nossas decisões de investimento. À medida que o setor se torna mais crítico e mais complexo, essa clareza é essencial para tomarmos melhores decisões de investimento e para a forma como apoiamos os nossos fundadores&#8221;, afirma Fernando Martins, Cybersecurity Director da Bright Pixel.</p>
<p>Por sua vez, Mike Privette explica que a entrada na Bright Pixel Capital resultou da visão da equipa para o setor da cibersegurança e da estratégia de investimento da empresa em tecnológicas.</p>
<p>&#8220;Grande parte da minha carreira tem sido dedicada a compreender como as empresas de cibersegurança são criadas e financiadas. Na Bright Pixel, encontrei uma equipa com uma tese de investimento clara, ambição global e uma abordagem ponderada ao trabalho com fundadores. Estou entusiasmado por me juntar à equipa enquanto Venture Partner e contribuir com a minha perspetiva, rede e experiência para um setor que acredito que continuará a moldar o futuro da tecnologia&#8221;, afirma.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783472]]></sapo:autor>
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		<title>ASAE desmantela unidade clandestina de enchimento de botijas de gás em zona densamente habitada no norte do país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:43:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[ASAE]]></category>
		<category><![CDATA[gpl]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Operação, denominada “Gás Perigoso”, foi realizada esta semana pela Unidade Regional do Norte da ASAE, com o empenhamento das Brigadas de Investigação Criminal e de Práticas Fraudulentas da Unidade Operacional do Porto]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica desmantelou uma unidade clandestina dedicada ao enchimento ilegal de recipientes transportáveis de GPL, numa operação que permitiu interromper uma atividade que, segundo a ASAE, decorria numa zona densamente habitada e podia representar riscos elevados para a segurança pública.</p>
<p>A operação, denominada “Gás Perigoso”, foi realizada esta semana pela Unidade Regional do Norte da ASAE, com o empenhamento das Brigadas de Investigação Criminal e de Práticas Fraudulentas da Unidade Operacional do Porto.</p>
<p>As diligências de investigação criminal decorreram ao longo dos últimos meses e permitiram detetar a existência de um circuito paralelo de enchimento de botijas de gás. De acordo com a ASAE, a atividade funcionava em instalações não licenciadas e sem cumprimento das normas técnicas e de segurança aplicáveis ao manuseamento de gases de petróleo liquefeitos.</p>
<p>No local, as autoridades encontraram um sistema completo destinado ao enchimento ilegal de recipientes de GPL pertencentes a vários operadores económicos nacionais. Estas botijas eram depois introduzidas no circuito comercial como se tivessem sido cheias por operadores autorizados, colocando em risco os consumidores e comprometendo a integridade e a rastreabilidade do circuito legal de GPL.</p>
<p>A operação permitiu ainda apreender uma quantidade significativa de lacres e etiquetas invioláveis oficiais de vários operadores do setor, alegadamente desviados do circuito legal. Segundo a ASAE, estes elementos eram usados para dar às botijas enchidas clandestinamente uma aparência de autenticidade e legitimidade.</p>
<p>Na sequência da intervenção, foi instaurado o respetivo processo-crime. Foram apreendidos diversos equipamentos utilizados no processo de enchimento, incluindo recipientes de GPL, um depósito com capacidade para 40.000 litros, que continha cerca de 27.000 litros de GPL, e um veículo cisterna destinado ao transporte do combustível.</p>
<p>As autoridades apreenderam ainda cerca de 4.000 lacres e etiquetas invioláveis oficiais de diferentes operadores do setor, equipamento de enchimento, acessórios e outro material associado à atividade ilícita. No local foram também encontradas 128 munições de calibre 12, do tipo zagalote.</p>
<p>Os factos apurados indiciam, entre outros, a prática dos crimes de burla, recetação, contrafação, detenção de arma proibida e ilícitos relacionados com o exercício ilegal da atividade de enchimento de GPL. A ASAE refere ainda o incumprimento de normas de segurança industrial e condutas suscetíveis de enquadramento no crime de incêndios, explosões e outras condutas especialmente perigosas, previsto no artigo 272.º do Código Penal.</p>
<p>A qualificação jurídica final de todos os factos será feita em sede de inquérito criminal. O caso foi comunicado ao Departamento de Investigação e Ação Penal da Comarca de Guimarães.</p>
<p>A ASAE sublinha que a atividade clandestina decorria numa zona densamente habitada, potenciando riscos elevados de acidentes com consequências potencialmente catastróficas. A intervenção permitiu interromper de imediato o funcionamento da unidade e salvaguardar a segurança pública.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783670]]></sapo:autor>
	</item>
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		<title>Instituições reveem em alta inflação em Portugal em 2026 para cerca de 3%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:42:15 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os preços vão subir mais do que o antecipado este ano, com o impacto do conflito no Médio Oriente, levando as instituições que seguem a economia portuguesa a rever as previsões para a inflação para cerca de 3%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os preços vão subir mais do que o antecipado este ano, com o impacto do conflito no Médio Oriente, levando as instituições que seguem a economia portuguesa a rever as previsões para a inflação para cerca de 3%.</p>
<p>Segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de inflação fixou-se em 3,2% em junho, em termos homólogos, um abrandamento face aos 3,3% registados no mês anterior.</p>
<p>O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) terá registado, em junho, uma taxa de variação homóloga de 2,5%, 0,3 pontos percentuais acima do verificado em maio.</p>
<p>Os preços dos combustíveis tiveram um forte aumento nos últimos meses, num contexto de forte tensão geopolítica no Médio Oriente, com os preços do petróleo pressionados pelo encerramento do estreito de Ormuz e pela volatilidade dos mercados internacionais.</p>
<p>Em 21 de junho, Irão e Estados Unidos acordaram em manter um período de 60 dias para alcançar um acordo definitivo e uma paz duradoura, na sequência de um memorando de entendimento que estabeleceu um cessar-fogo aos mais de 100 dias de guerra e permitiu a reabertura do estreito de Ormuz.</p>
<p>No entanto, permanece a incerteza à volta da resolução deste conflito, que deverá assim continuar a afetar os preços e a provocar volatilidade.</p>
<p>Para o conjunto do ano, as estimativas das instituições nacionais e internacionais para Portugal foram revistas em alta, a começar pelo Governo, que no relatório anual de progresso entregue a Bruxelas no final de abril apontou para uma inflação de 2,5%, acima dos 2,1% anteriormente previstos.</p>
<p>Mesmo assim, o executivo é o mais otimista no que diz respeito à evolução dos preços este ano. O Conselho das Finanças Públicas projeta uma inflação de 2,9%, segundo as estimativas de abril, enquanto a Comissão Europeia apontou, em maio, para uma variação do índice harmonizado de preços de 3%.</p>
<p>Prevê-se que a inflação geral, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), que permite comparações entre os países, &#8220;atinja o pico no segundo trimestre de 2026 e que diminua gradualmente depois disso, uma vez que o aumento acentuado dos preços da energia deverá ter apenas um efeito moderado e desfasado nos bens e serviços intensivos em energia&#8221;, considera a Comissão Europeia.</p>
<p>Já o Banco de Portugal (BdP), no Boletim Económico de junho, antecipou que a inflação vai atingir os 3,1% este ano, e regressar a valores próximos de 2% nos anos seguintes.</p>
<p>&#8220;A subida da inflação em 2026 reflete, em larga medida, o aumento do preço do petróleo associado à guerra no Irão, que afetou uma parcela significativa do abastecimento mundial de matérias-primas energéticas&#8221;, lê-se no documento.</p>
<p>Por sua vez, a OCDE, no Economic Outlook divulgado em junho, sinalizou que os preços mais altos da energia irão impactar a economia portuguesa e que a inflação deverá atingir um pico de 3,2% em 2026.</p>
<p>O Fundo Monetário Internacional (FMI) é mesmo o mais pessimista, projetando que a inflação deverá aumentar para 3,4% em 2026, impulsionada pela subida dos preços das matérias-primas e, em menor grau, pelas pressões salariais, antes de recuar em 2027 para 2,3%.</p>
<p>A subida de preços tem-se verificado de forma geral na Europa e, neste contexto, o Banco Central Europeu (BCE) decidiu, em 11 de junho, subir as taxas de juro em 25 pontos base, para 2,25%, naquele que foi o primeiro aumento das taxas diretoras em quase três anos, desde setembro de 2023.</p>
<p>O Conselho do BCE explicou, na altura, que &#8220;a guerra no Médio Oriente está a gerar pressões inflacionistas e a decisão de aumentar as taxas de juro apresenta-se robusta face a um conjunto de cenários, que mapeiam a forma como o choque poderá evoluir e afetar as perspetivas de médio prazo para a área do euro&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783678]]></sapo:autor>
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		<title>Conselho Superior da Magistratura abriu 24 processos disciplinares a juizes em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:32:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Conselho Superior da Magistratura (CSM) abriu 24 processos disciplinares a juízes em 2025 e condenou três magistrados a reforma ou aposentação compulsiva e suspendeu outros seis.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Conselho Superior da Magistratura (CSM) abriu 24 processos disciplinares a juízes em 2025 e condenou três magistrados a reforma ou aposentação compulsiva e suspendeu outros seis.</p>
<p>Os dados constam do relatório anual de atividades de 2025 do CSM, que é hoje entregue na Assembleia da República e mostram um aumento de processos disciplinares abertos face a 2024, quando foram instaurados 16.</p>
<p>Em matéria disciplinar foram ainda instaurados 17 inquéritos, dois dos quais convertidos em processos disciplinares, e instauradas 34 averiguações, das quais 10 foram convertidas em processos disciplinares e duas deram origem a inquéritos.</p>
<p>Para além das reformas ou aposentações compulsivas e das suspensões, o CSM aplicou ainda cinco multas a magistrados e seis advertências, duas delas registadas.</p>
<p>Em 2025 aumentou ainda a atividade inspetiva, da qual resultou 262 classificações finais homologadas e 51 reclamações.</p>
<p>A nota máxima de Muito Bom foi atribuída a 116 magistrados.</p>
<p>A nível de quadros de juízes, em 2025 a magistratura judicial tinha 1.939 juízes, menos três do que em 2024, e 1.814 estavam em efetividade de funções, dos quais 1.298 em tribunais de primeira instância, 402 desembargadores nas Relações e 58 conselheiros no Supremo Tribunal de Justiça.</p>
<p>&#8220;No final de 2025, encontravam-se em comissão de serviço 123 juízes, dos quais 116 em funções de natureza judicial e sete em funções não judiciais. Durante o ano, foram atribuídas ou renovadas 36 comissões de serviço (17 renovações e 19 novas nomeações)&#8221;, adianta o relatório.</p>
<p>Em 2025 registaram-se ainda três licenças sem vencimento e 58 saídas da magistratura, maioritariamente por aposentação.</p>
<p>As faltas ao trabalho superaram os 35 mil dias entre os juízes de primeira instância, maioritariamente por doença ou licenças de parentalidade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783677]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Falta de juizes e funcionários compromete funcionamento dos tribunais, alerta CSM</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/falta-de-juizes-e-funcionarios-compromete-funcionamento-dos-tribunais-csm/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:32:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A falta de juízes e oficiais de justiça está a condicionar o funcionamento da Justiça, com os tribunais da Relação a "exigirem particular atenção", alertou o Conselho Superior da Magistratura (CSM).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A falta de juízes e oficiais de justiça está a condicionar o funcionamento da Justiça, com os tribunais da Relação a &#8220;exigirem particular atenção&#8221;, alertou o Conselho Superior da Magistratura (CSM).</p>
<p>No seu relatório de atividades anual referente a 2025, que é hoje entregue na Assembleia da República, o CSM aponta que &#8220;a escassez de juízes nas Relações determinou a adoção de medidas de gestão com recurso à acumulação de serviço&#8221;, tendo registado no ano passado 38 situações de acumulação distribuídas pelas Relações de Coimbra, Évora, Guimarães e Porto.</p>
<p>&#8220;A situação das Relações continua a exigir particular atenção, atendendo ao número significativo de juízes desembargadores que poderão requerer jubilação até 2030, às situações de redução de serviço por motivos de saúde, à complexidade crescente de determinados processos e à necessidade de assegurar substituições em comissões de serviço&#8221;, lê-se no relatório anual.</p>
<p>O CSM refere também que em 2025 abriu pela primeira vez um concurso bienal de colocação de desembargadores nos Tribunais da Relação, que permitiu colocar em setembro passado 38 novos juízes e deixar definida a promoção de mais 32 em 2026.</p>
<p>O relatório alerta ainda para a falta de assessorias especializadas na segunda instância, &#8220;uma matéria com impacto direto no funcionamento destes tribunais&#8221;.</p>
<p>&#8220;Atualmente, os juízes desembargadores não dispõem de apoio técnico à decisão ou de apoio administrativo, o que constitui um constrangimento relevante à sua atividade. Encontram-se em curso iniciativas de natureza legislativa, prevendo-se, contudo, que a sua concretização ainda não seja imediata&#8221;, refere o documento.</p>
<p>Também na primeira instância se registam dificuldades de resposta por escassez de recursos humanos e aumento da complexidade dos processos, tendo sido tomadas medidas de acumulação de serviço em 182 casos, para responder a ausências de juízes por não-preenchimento de lugares, doença ou licença, por exemplo.</p>
<p>&#8220;A possibilidade de acumulação de funções em comarca diferente da colocação dos juízes revelou-se igualmente um instrumento relevante, permitindo maior flexibilidade na gestão, a correção de desequilíbrios na distribuição de processos e a mitigação de assimetrias existentes no mapa judiciário em vigor&#8221;, afirmou o CSM.</p>
<p>Segundo o Conselho, de forma geral, &#8220;a gestão dos tribunais em 2025 foi fortemente condicionada pela escassez de recursos humanos, quer ao nível dos juízes, quer dos oficiais de justiça&#8221;, e apesar das medidas de mitigação adotadas para garantir o funcionamento dos tribunais, persistem &#8220;desafios estruturais relevantes, nomeadamente o risco de aumento das pendências, a pressão sobre as condições de trabalho e a necessidade de reforço dos quadros de pessoal&#8221;.</p>
<p>&#8220;Face à escassez de oficiais de justiça, que se agravou com o último movimento, o CSM continuou a sinalizar junto do Ministério da Justiça a necessidade de reforço destes recursos, atendendo ao impacto direto no funcionamento dos tribunais&#8221;, acrescenta o relatório.</p>
<p>Os indicadores de desempenho dos tribunais revelam &#8220;uma evolução globalmente desfavorável&#8221;, com o agravamento de pendências.</p>
<p>&#8220;Na jurisdição cível, a taxa de resolução situou-se em 89,02% (98,18% em 2024); na jurisdição penal, em 94,47% (98,11% em 2024); na jurisdição laboral, em 93,69% (94,71% em 2024); e na jurisdição tutelar, em 97,37%, mantendo-se estável em relação ao ano anterior (97,32%)&#8221;, detalha o documento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783676]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Qatar afasta negociações diretas entre Teerão e Washington</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:29:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Qatar, mediador no conflito Irão-Estados Unidos, disse hoje que não estão planeadas reuniões de alto nível nem conversações diretas nos próximos dias em Doha, para onde Washington e Irão enviaram representantes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Qatar, mediador no conflito Irão-Estados Unidos, disse hoje que não estão planeadas reuniões de alto nível nem conversações diretas nos próximos dias em Doha, para onde Washington e Irão enviaram representantes.</p>
<p>&#8220;Que eu saiba, não está agendado nenhum encontro direto entre as duas partes nos próximos dias&#8221;, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) do Qatar, Majed Al Ansari, aos jornalistas, acrescentando que a equipa norte-americana ia reunir-se com mediadores.</p>
<p>&#8220;Que eu saiba, não há nenhuma reunião de alto nível entre os dois lados&#8221;, reforçou.</p>
<p>Os enviados dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, já se reuniram com mediadores do Qatar em Doha para discutir o progresso das negociações, adiantou.</p>
<p>&#8220;Estão aqui em Doha para se reunirem com mediadores e responsáveis do Qatar, e as discussões vão centrar-se em todas as questões regionais (&#8230;) incluindo, claro, negociações com o Irão, mas também com o Líbano&#8221;, disse Al Ansari.</p>
<p>&#8220;Eles não estão aqui para negociações com os iranianos&#8221;, afirmou.</p>
<p>O Presidente norte-americano, Donald Trump, insistiu que tal reunião teria lugar, algo que Teerão sempre negou.</p>
<p>Por outro lado, Al Ansari salientou que os 6.000 milhões de dólares (cerca de 5.265 milhões de euros) em ativos iranianos congelados ainda não foram transferidos para Teerão e argumentou que a questão está ligada ao progresso nas negociações entre os Estados Unidos e o Irão.</p>
<p>O porta-voz explicou ainda que a linha de comunicação aberta para a redução das tensões foi usada para conter a troca de ataques registada no final da semana passada e garantiu que Doha está a coordenar com Omã a passagem segura de navios pelo estreito de Ormuz, antes bloqueado por Teerão.</p>
<p>Estas declarações de Doha surgiram depois de Trump ter insistido, nas últimas horas, que durante o dia de hoje &#8220;haverá uma reunião&#8221; com o Irão no Qatar, embora tenha esclarecido que &#8220;talvez seja importante, talvez não&#8221;.</p>
<p>Teerão indicou na segunda-feira que uma delegação oficial ia viajar para Doha, mas excluiu contactos diretos com Washington.</p>
<p>Pouco antes, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Kazem Gharibabadi, tinha indicado que &#8220;não há reuniões dos grupos técnicos de trabalho agendadas para esta semana&#8221;, depois de o Paquistão, um dos países mediadores, ter confirmado na semana passada uma reunião marcada para segunda-feira ou terça-feira.</p>
<p>No mesmo sentido, o porta-voz do MNE iraniano, Esmail Baghaei, antecipou que Teerão vai provavelmente realizar conversações no Qatar na quarta-feira sobre os seus ativos congelados.</p>
<p>&#8220;O que deverá acontecer em Doha, provavelmente amanhã [quarta-feira], são discussões com a parte do Qatar&#8221;, em particular relativas &#8220;à libertação de ativos iranianos congelados&#8221;, disse Baghaei à imprensa, referindo-se às quantias iranianas bloqueadas no estrangeiro devido às sanções dos EUA e discutidas com vista a um acordo de paz entre Teerão e Washington.</p>
<p>O Irão tem sido sujeito a décadas de sanções dos EUA que penalizam a economia e o sistema financeiro. O país também viu os seus ativos estrangeiros congelados na sequência da Revolução Islâmica em 1979.</p>
<p>Não existem dados oficiais sobre os ativos iranianos congelados, mas os meios de comunicação locais estimaram recentemente que o montante se situa entre 100 mil milhões e 123 mil milhões de dólares (entre 87,75 e 108 mil milhões de euros).</p>
<p>O Irão está a condicionar à libertação de alguns destes ativos qualquer acordo com os Estados Unidos para pôr fim duradouro à guerra no Médio Oriente.</p>
<p>Os últimos dias foram marcados por tensões sobre a passagem pelo estreito de Ormuz e pelas trocas de ataques entre Teerão e Washington, após um ataque na quinta-feira contra uma embarcação com bandeira de Singapura que transitava por esta via navegável estratégica.</p>
<p>Por seu lado, Teerão denunciou uma violação do cessar-fogo acordado há quase duas semanas e respondeu com ataques aos interesses norte-americanos no Médio Oriente, embora a situação tenha regressado a uma estabilidade frágil.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783675]]></sapo:autor>
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		<title>Governo quer rever lista de paraísos fiscais para ter em conta combate ao desvio de lucros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:27:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[paraísos fiscais]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Governo fechou, na reunião do Conselho de Ministros da semana passada, uma proposta de lei com um pedido de autorização legislativa que, se for aprovada, permitirá ao executivo rever os critérios de identificação dos países, territórios ou regiões com um regime fiscal claramente mais favorável]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A proposta do Governo para rever a lista de paraísos fiscais prevê que a seleção das jurisdições siga novos critérios, para valorizar a evolução dos países no combate ao desvio dos lucros, disse fonte do Ministério das Finanças.</p>
<p>O Governo fechou, na reunião do Conselho de Ministros da semana passada, de 25 de junho, uma proposta de lei com um pedido de autorização legislativa que, se for aprovada, permitirá ao executivo rever os critérios de identificação dos países, territórios ou regiões com um regime fiscal claramente mais favorável, consagrados no artigo 63.º-D da Lei Geral Tributária (LGT).</p>
<p>A lista é definida pelo Ministério das Finanças através de uma portaria, com base nos critérios fixados neste artigo da LGT.</p>
<p>A atual à lista foi fixada há 22 anos, pela portaria n.º 150/2004, de 13 de fevereiro, contando atualmente com 77 jurisdições depois das últimas revisões de 2020 e 2025.</p>
<p>A lista permite ao fisco acionar medidas defensivas ao nível da tributação em Portugal, como por exemplo, acionar a cláusula anti-abuso quando o fisco realiza inspeções de IRC a empresas com atividade em território português que têm ligações consideradas abusivas com empresas do seu universo empresarial localizadas em paraísos fiscais, ou aplicar uma taxa de IMT agravada se um imóvel por comprado por uma entidade controlada por uma outra que esteja domiciliada num destes territórios.</p>
<p>Fonte oficial do Ministério das Finanças explicou à Lusa que a alteração ao artigo 63.º-D, além de prever que a lista portuguesa passe a integrar sempre as jurisdições que fazem parte da lista de paraísos fiscais elaborada pela União Europeia (UE), atualiza os critérios para levar em linha de conta &#8220;os desenvolvimentos internacionais relevantes&#8221; no combate à evasão fiscal, &#8220;incluindo, designadamente, a implementação do imposto mínimo global (pilar 2) e as regras sobre erosão da base tributável e transferência de lucros decorrentes do plano de ação BEPS&#8221;.</p>
<p>Essa mudança significa que Portugal, ao definir que territórios inclui ou exclui da lista, terá em consideração as medidas que os países vão tomando no âmbito do projeto da OCDE e G20 que define políticas públicas para prevenir a erosão da base tributária e a transferência de lucros das empresas para países de baixa ou nula tributação.</p>
<p>Também será tida em consideração &#8220;a evolução dos critérios do Código de Conduta da Fiscalidade das Empresas da União Europeia&#8221;, disse fonte das Finanças.</p>
<p>A elaboração deve ainda atender às avaliações &#8220;da UE e de outras instituições internacionais em que Portugal participe, em particular do Fórum Global sobre Transparência e Troca de Informações para Efeitos Fiscais, do Fórum sobre Práticas Fiscais Prejudiciais, e do Grupo de Ação Financeira (Gafi)&#8221;, explicou.</p>
<p>&#8220;Os critérios revistos irão ser utilizados nas futuras avaliações, designadamente dos países que solicitem a sua saída da lista nacional com base no não preenchimento dos critérios previstos na lei, critérios estes que irão continuar a ser mais exigentes do que os utilizados pela UE&#8221;, reforçou fonte oficial do Ministério das Finanças.</p>
<p>No caso europeu, o Conselho da UE elabora uma lista das jurisdições consideradas &#8220;não cooperantes para efeitos fiscais&#8221; com os 27 Estados-membros. É composta por países que não cumprem o compromisso de respeitar os critérios da chamada &#8220;boa governação fiscal&#8221; num determinado prazo e por aqueles que não o faz de todo (por exemplo, não trocar informações sobre o pagamento de impostos ou sobre a existência de empresas aí sediadas).</p>
<p>A lista europeia é mais curta do que a portuguesa, contando, desde a última atualização, de 17 de fevereiro, com dez países.</p>
<p>Se a legislação for aprovada tal como o Governo propõe, estas dez jurisdições irão fazer parte da lista portuguesa e somar-se às restantes que, de acordo com outros critérios previstas no artigo 63.º-D, também devam ser incluídos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783661]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Carneiro diz que há casas prontas à espera &#8220;de um novo ciclo eleitoral&#8221; para serem entregues</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/carneiro-diz-que-ha-casas-prontas-a-espera-de-um-novo-ciclo-eleitoral-para-serem-entregues/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:26:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[José Luis Carneiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercado imobiliário]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[ps]]></category>
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					<description><![CDATA[ José Luís Carneiro discursou no encerramento das jornadas parlamentares do partido, dedicadas ao aumento do custo de vida, que terminaram hoje na Amadora, em Lisboa]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, acusou hoje o Governo de ter casas prontas a habitar mas não as entregar por estar à espera &#8220;de um novo ciclo eleitoral&#8221;, considerando &#8220;absolutamente inaceitável e desumano&#8221;.</p>
<p>&#8220;Há uma pergunta, contudo, que tem de ser feita ao Governo, porque também nos foi reportado que há hoje casas prontas a habitar que estão prontas há um ano e meio à espera do quê? À espera de um novo ciclo eleitoral em que as casas das pessoas vão servir de cenário eleitoral para o eleitoralismo que o Governo nos habituou&#8221;, acusou.</p>
<p>José Luís Carneiro discursava no encerramento das jornadas parlamentares do partido, dedicadas ao aumento do custo de vida, que terminaram hoje na Amadora, em Lisboa.</p>
<p>De acordo com Carneiro, &#8220;não são apenas casas para alojamento de emergência, mas também alojamentos destinados às jovens famílias&#8221;.</p>
<p>&#8220;Já combinei com quem me reportou essa informação fazer uma visita a esses mesmos edifícios que estão prontos para serem habitados para mostrar, para exibir ao país o ridículo de um país que carece de habitação para as jovens famílias, para os mais idosos, para as mulheres vítimas de violência doméstica e que estão fechados há um ano e meio porque o Governo quer guardar estes pequeninos trunfos, criados pelos outros, para efeitos de eleitoralismo político. Isto é absolutamente inaceitável e é desumano&#8221;, condenou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783663]]></sapo:autor>
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		<title>“Vocês têm responsabilidade”: Paris responde a turistas dos EUA que gozaram com a falta de ar condicionado na Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ar condicionado]]></category>
		<category><![CDATA[calor extremo]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
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					<description><![CDATA[Continente europeu enfrentou na última semana algumas das temperaturas mais elevadas de sempre, com França a registar valores até 44 graus em algumas zonas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma responsável política francesa acusou os Estados Unidos de terem uma “responsabilidade significativa” na onda de calor extrema que atingiu a Europa, depois de jornalistas e influencers americanos terem criticado e ridicularizado a falta de ar condicionado generalizado em Paris.</p>
<p>Segundo o ‘The Independent’, o continente europeu enfrentou na última semana algumas das temperaturas mais elevadas de sempre, com França a registar valores até 44 graus em algumas zonas. A Organização Mundial da Saúde estimou mais de 1.300 mortes em excesso associadas à onda de calor na Europa.</p>
<p>A polémica começou quando turistas e comentadores dos EUA ironizaram sobre a falta de ar condicionado em casas, hotéis e edifícios europeus durante a vaga de calor. De acordo com a Agência Internacional de Energia, apenas cerca de 20% dos lares europeus têm ar condicionado, contra aproximadamente 90% nos Estados Unidos.</p>
<p>Audrey Pulvar, vice-presidente da Câmara de Paris responsável pelas relações internacionais, respondeu numa publicação no Instagram dirigida a “jornalistas e influenciadores” americanos. “Durante dias, alguns de vocês têm criticado e gozado com Paris porque a cidade não tem ar condicionado em todas as divisões”, escreveu.</p>
<p>A autarca francesa apontou depois diretamente para o peso das emissões dos EUA. “Enquanto segundo maior emissor de gases com efeito de estufa do mundo, têm uma responsabilidade significativa no aquecimento global e nas consequências que nós, em França, estamos a viver. As vossas cidades, que têm 90% de ar condicionado, não são alheias a isto”, afirmou.</p>
<p>A discussão expõe uma tensão crescente entre adaptação ao calor extremo e combate à crise climática. Na Europa, muitos edifícios residenciais são antigos e não foram construídos para integrar ar condicionado. Em períodos de calor extremo, essa ausência torna-se um problema de saúde pública. Mas a massificação destes sistemas também levanta dúvidas, por aumentar o consumo de energia e, dependendo da origem dessa eletricidade, contribuir para novas emissões.</p>
<p>A onda de calor recente teve impactos severos em vários países. Na Alemanha, a polícia chegou a usar canhões de água para ajudar a refrescar cidadãos em zonas de calor intenso, enquanto muitas pessoas procuraram rios, lagos e praias para baixar a temperatura corporal. Em várias regiões, a venda de ventoinhas e aparelhos de ar condicionado aumentou fortemente.</p>
<p>Os Estados Unidos representam cerca de 13% das emissões globais de dióxido de carbono, segundo dados da plataforma &#8216;Our World in Data&#8217; citados pelo jornal britânico. A China surge à frente, com cerca de 32%, enquanto os 27 países da União Europeia, em conjunto, representam cerca de 6%.</p>
<p>Um relatório divulgado esta segunda-feira indicou ainda que os EUA registaram o maior aumento de emissões de CO2, com base em dados do ano passado. O consumo de carvão no país subiu 10%, enquanto as emissões globais de carbono do setor energético aumentaram 1,1%, segundo o documento produzido em parceria com a Ember, o Kearney Institute e a KPMG.</p>
<p>Na Europa, as emissões do setor energético aumentaram 0,5%, enquanto na China subiram 0,7% em 2025. Os números surgem num momento em que especialistas reforçam a ligação entre as temperaturas extremas e a alteração climática provocada pela atividade humana.</p>
<p>O grupo World Weather Attribution concluiu que as temperaturas registadas na Europa teriam sido “virtualmente impossíveis” sem a alteração climática causada pelo ser humano. Um estudo do Imperial College London estimou também que a crise climática aumentou em cerca de 1.500 o número de mortes associadas ao calor em 12 cidades europeias durante dez dias de calor intenso no ano passado.</p>
<p>A Comissão Europeia reconhece que o ar condicionado não faz parte da realidade habitual da maioria dos edifícios residenciais europeus. Anna-Kaisa Itkonen, porta-voz da Comissão para o clima, afirmou à ‘Euronews’ que grande parte do parque habitacional da União Europeia é antigo e não foi desenhado com esse tipo de equipamento.</p>
<p>A responsável acrescentou que Bruxelas não tem propriamente uma política específica sobre ar condicionado e que não pretende “microgerir” a forma como as pessoas lidam com o calor nas suas casas.</p>
<p>Em França, o tema tornou-se politicamente sensível. Jean-Luc Mélenchon, líder da esquerda radical, defendeu que instalar ar condicionado em massa “só agravaria as coisas”. Já o partido de extrema-direita Rassemblement National tem apoiado uma expansão generalizada destes equipamentos.</p>
<p>A resposta de Audrey Pulvar resume a tensão do debate: a Europa precisa de proteger as populações de ondas de calor cada vez mais perigosas, mas sem transformar a solução imediata num novo fator de pressão climática. E, para Paris, as críticas vindas dos EUA ignoram precisamente essa responsabilidade histórica.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783668]]></sapo:autor>
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		<title>SpaceX, boicote democrata e uma vaca chamada Melania: a feira MAGA com que Trump celebra os 250 anos dos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:15:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
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					<description><![CDATA[A chamada Grande Feira Estadual Americana junta pavilhões estaduais, comida frita, rodeos, música country, empresas de defesa, agências federais, patrocinadores privados, bandeiras gigantes e até um espaço do Departamento de Defesa apresentado simplesmente como “Guerra”]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos estão a preparar as comemorações do 250º aniversário da independência, mas a grande festa patriótica montada no National Mall, em Washington, parece menos uma celebração institucional do país e mais uma montra do trumpismo no poder.</p>
<p>Segundo o ‘El Español’, a chamada Grande Feira Estadual Americana junta pavilhões estaduais, comida frita, rodeos, música country, empresas de defesa, agências federais, patrocinadores privados, bandeiras gigantes e até um espaço do Departamento de Defesa apresentado simplesmente como “Guerra”.</p>
<p>O cenário escolhido é um dos mais simbólicos dos Estados Unidos: a esplanada entre o Capitólio e o Lincoln Memorial, palco de tomadas de posse, marchas históricas, protestos em massa e funerais nacionais. Desta vez, porém, o espaço foi ocupado por uma combinação de nostalgia patriótica, marketing corporativo, aparato militar e referências políticas alinhadas com a atual Casa Branca.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">There is nothing on Earth like the American spirit.</p>
<p>The first days of the Great American State Fair have been an incredible reminder of what makes this country so special. Americans from every state are coming together to celebrate our history, our freedom, and the greatest… <a href="https://t.co/LD3z72OvLS">pic.twitter.com/LD3z72OvLS</a></p>
<p>&mdash; Freedom 250 (@Freedom250) <a href="https://x.com/Freedom250/status/2071287633695641657?ref_src=twsrc%5Etfw">June 28, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>A feira procurava vender uma imagem ampla da América, mas acabou por projetar uma visão muito específica do país: mais militarizada, mais conservadora, mais próxima do universo empresarial e muito mais identificada com Donald Trump do que com uma comemoração nacional consensual.</p>
<p>O evento nasceu de uma ideia antiga. Há cerca de uma década, o Congresso criou uma comissão bipartidária para preparar as comemorações do quarto de milénio da independência americana. O objetivo inicial era institucional: exposições, programas históricos, eventos públicos e uma narrativa capaz de unir um país cada vez mais dividido.</p>
<p>Essa estrutura foi organizada em torno da America250, a entidade criada para apoiar oficialmente o aniversário. Mas o regresso de Trump à Casa Branca alterou o equilíbrio. O círculo próximo do presidente tentou ganhar influência dentro da organização, pressionando por uma leitura mais política das comemorações.</p>
<p>Perante a resistência da estrutura original, o trumpismo acabou por criar o seu próprio veículo: Freedom 250. A mudança de nome não é apenas cosmética. “America250” soava a comemoração de Estado; “Freedom 250” aproxima-se muito mais de um slogan de campanha.</p>
<p>A partir daí, segundo o jornal espanhol, a nova marca começou a substituir a anterior como parceira preferida do Governo. Algumas agências receberam instruções para a usar como identidade principal, e a celebração nacional passou a adotar uma linguagem mais próxima do espetáculo patriótico do que da memória histórica partilhada.</p>
<p>A apropriação também chegou ao dinheiro. De acordo com um relatório da Public Citizen e do Revolving Door Project, citado pelo ‘El Español’, a administração Trump atribuiu quase 103 milhões de dólares, cerca de 90 milhões de euros, em contratos e subsídios federais relacionados com o 250º aniversário a entidades politizadas ou influenciadas por aliados do presidente.</p>
<p>O valor representa quase 80% dos 126 milhões de dólares, cerca de 110 milhões de euros, comprometidos desde outubro de 2025 para financiar as comemorações deste verão.</p>
<p>O maior beneficiário foi a National Park Foundation, fundação que colabora com o Serviço Nacional de Parques e sob cuja égide foi criada a iniciativa Freedom 250. Só o Departamento do Interior terá atribuído mais de 68 milhões de dólares, cerca de 60 milhões de euros, para eventos comemorativos do aniversário.</p>
<p>A esses montantes juntam-se mais 10 milhões de dólares, cerca de 8,8 milhões de euros, para os chamados Freedom Trucks, uma espécie de museu móvel promovido em conjunto com a PragerU e o Hillsdale College, duas instituições associadas ao ecossistema conservador dos Estados Unidos.</p>
<p>A rede envolve também figuras próximas do poder. Doug Burgum, secretário do Interior, integra a National Park Foundation. À sua volta surgem nomes ligados a Trump, como Chris LaCivita, antigo gestor da campanha presidencial de 2024, e Meredith O’Rourke, antiga diretora financeira da campanha.</p>
<p>Também há empresas com histórico político relevante. A Event Strategies, que ajudou a organizar o comício de Trump de 6 de janeiro de 2021, antes do ataque ao Capitólio, recebeu mais de sete milhões de dólares, cerca de 6,1 milhões de euros, em contratos relacionados com o aniversário, incluindo serviços de segurança, design e organização de eventos oficiais.</p>
<p>Além do financiamento público, a Freedom 250 atraiu patrocinadores privados como ExxonMobil, Oracle, Lockheed Martin, Palantir, MasterCard, Northrop Grumman, RTX, UFC, United Airlines e John Deere.</p>
<p>Não são apenas logótipos numa festa nacional. São petrolíferas, tecnológicas, empresas de defesa, companhias aéreas e grupos com contratos federais, interesses regulatórios ou processos pendentes junto do Governo.</p>
<p>O primeiro fim de semana da feira também expôs problemas de organização. Os portões abriram com atraso, ainda havia operários a retirar materiais de construção e registaram-se falhas intermitentes de energia. Na zona de restauração, a sanduíche Original Liberty, feita com manteiga de amendoim e creme de marshmallow, era vendida por 13 dólares, cerca de 11 euros.</p>
<p>Alguns vendedores tiveram de abrandar o serviço sempre que a energia falhava. Um funcionário avisava os visitantes de que a água estava à temperatura ambiente porque ainda não havia gelo. Na grande festa patriótica de verão, até as bebidas estavam mornas.</p>
<p>A roda gigante, que deveria ser uma das atrações mais visíveis e fotografadas do evento, também funcionou de forma intermitente devido a um gerador com defeito. A imagem tornou-se difícil de ignorar: uma celebração pensada para projetar grandeza nacional, mas cujo símbolo mais vistoso nem sempre conseguia arrancar.</p>
<p>Nos pavilhões estaduais, o retrato da unidade americana também apareceu incompleto. Montana levou um esqueleto de dinossauro e uma referência à paleontologia. A Louisiana recebeu visitantes com colares de Mardi Gras. Idaho e Michigan apresentaram vacas de plástico para as crianças “ordenharem” uma versão encenada da América rural.</p>
<p>Outros espaços eram bem mais modestos: cadeiras baixas, colagens de fotografias, plantas de plástico e pouca coisa que representasse verdadeiramente o estado em causa. No espaço de Connecticut, a frase mais ouvida era que “não há muito para ver aqui”.</p>
<p>Pelo menos oito estados, na maioria governados por democratas, recusaram enviar delegações próprias, devido aos custos de participação. Os organizadores preencheram esses vazios com pavilhões genéricos e entusiasmo administrativo, mas o resultado acabou por mostrar a ausência da unidade que a feira pretendia exibir.</p>
<p>A controvérsia não ficou por aí. Mais de metade dos artistas convidados terão desistido depois de perceberem que o evento, apresentado inicialmente como apolítico, estava a ganhar uma leitura claramente alinhada com Trump.</p>
<p>E depois há Melania. Não a primeira-dama, mas uma vitela loira enviada da Virgínia Ocidental, batizada em homenagem à mulher do presidente por um estudante de 15 anos que viu semelhanças na cor do pelo do animal.</p>
<p>Noutro contexto, seria apenas uma curiosidade de feira. Aqui, tornou-se quase uma metáfora involuntária: numa celebração que deveria pertencer a todos os Estados Unidos, até o gado parece acabar em órbita do nome Trump.</p>
<p>A América faz 250 anos, mas a grande festa organizada em Washington mostra um país menos preocupado em construir uma memória comum do que em disputar quem tem o direito de a encenar.</p>
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