A Conferência Episcopal de Portugal divulgou, esta sexta-feira, a nova comissão independente para investigar as queixas de abusos sexuais de menores na Igreja Católica: o Grupo VITA – Grupo de Acompanhamento das situações de abuso sexual de crianças e adultos vulneráveis no contexto da Igreja Católica em Portugal, que vai ser liderada pela psicóloga Rute Agulhas.
A nova comissão terá “um horizonte temporal de três anos” e será constituída por “uma equipa de profissionais tecnicamente competentes e terá a missão de acolher, escutar, acompanhar e prevenir as situações de abuso sexual de crianças e adultos vulneráveis no contexto da Igreja em Portugal, dando atenção às vítimas e aos agressores”, explicou o porta-voz da CEP, o padre Manuel Barbosa.
Assim, além de Rute Agulhas, vão fazer parte da comissão Alexandra Anciães (psicóloga, experiência de avaliação e intervenção com vítimas adultas); Joana Alexandre (psicóloga, docente universitária e investigadora na área da prevenção primária dos abusos sexuais); Jorge Neo Costa (assistente social, intervenção com crianças e jovens em perigo); Márcia Mota (psiquiatra, especialista em Sexologia Clínica e intervenção com vítimas e agressores sexuais) e Ricardo Barroso (psicólogo, docente universitário e especialista em intervenção com agressores sexuais).
A comissão terá também um grupo consultivo, constituído pelo padre João Vergamota (especialista em Direito Canónico); Helena Carvalho (docente universitária especialista em análise estatística); e ainda por um jurista especialista em crimes de natureza sexual a definir.
“O Grupo VITA terá a necessária autonomia para, em articulação com a Equipa de Coordenação Nacional, desenvolver uma ação que contribuirá para capacitar, ainda mais, o valioso trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelas Comissões Diocesanas no acolhimento e acompanhamento das vítimas, bem como na formação preventiva dos agentes pastorais. Entre outras ações, está prevista a elaboração de um Manual de Prevenção que será comum a toda a Igreja em Portugal, quer nas Dioceses quer nos Institutos de Vida Consagrada”, finalizou o porta-voz.



