Em 1950, a idade mediana da população no continente europeu era 29 anos. Avançando até aos dias de hoje, este indicador salta para 43, o que representa um aumento de 14 anos em sete décadas. Os dados, compilados pelo site Visual Capitalist, fazem parte do UN Population Index 2020 e do portal Statista.
Nível de fertilidade, taxa de mortalidade e padrões migratórios são os três principais factores que afectam a idade mediana da população de determianda região. No caso da Europa, o aumento verificado deve-se, em grande parte, à esperança média de vida que se situa actualmente nos 79 anos. A média global é de 73 anos.
Também a nível mundial, a idade mediana situa-se agora nos 33 anos, o que compara com os 25 anos verificados em meados do séculos passado. Contudo, enquanto na Europa o aumento foi de 14 anos (+48%), em África a população envelheceu apenas um ano – de 19 para 20 – (+5%).
O continente asiático, por seu turno, apresenta um aumento de 45% na idade mediana da população, passando de 22 anos em 1950 para 32 anos em 2020. Na América do Norte, o salto foi de 30% (30 para 39 anos); na Oceânia, foi de 18% (de 28 para 33 anos).
Na América Latina e Caribe, nota-se um aumento de 55% (de 20 para 31 anos), sendo esta a região cuja população mais envelheceu. A culpa será da natalidade: o número de nascimentos por mulher caiu de 5,8 para apenas 2.
Regiões com uma idade mediana relativamente elevada enfrentam vários desafios, desde a redução da força de trabalho a impostos mais elevados ou aumento dos custos de saúde. No sentido inverso, regiões com populações mais jovens também encontram alguns problemas, nomeadamente procura crescente por educação e falta de oportunidades de trabalho para todos.












