Idade média da reforma por velhice chega aos 65 anos e meio: novos pensionistas adiam fim da vida ativa

Em 2021, a idade média de reforma estava nos 66 anos e seis meses (um ano acima da idade efetiva) e este ano passou para 66 anos e sete meses

Revista de Imprensa

A Segurança Social registou um aumento da idade média dos novos reformados de velhice para 65 anos e meio em 2021, o que tornou mais perto da idade legalmente exigida – as pensões antecipadas registaram uma quebra de 31%, indicou esta quinta-feira o ‘Jornal de Negócios’.

“No caso da idade dos novos pensionistas, a idade média aumentou cerca de dois anos, entre 2011 e 2021, passando de 63,19 para 65,51 anos”, pôde ler-se no Orçamento do Estado para 2023, segundo um relatório de sustentabilidade financeira da Segurança Social.

Em 2021, a idade média de reforma estava nos 66 anos e seis meses (um ano acima da idade efetiva) e este ano passou para 66 anos e sete meses. Devido á pandemia da Covid-19, que fez baixar a esperança média de vida, em 2023 vai baixar para 66 anos e 4 meses.

Miguel Coelho, antigo vice-presidente do Instituto da Segurança Social (ISS), “pode haver essa expectativas de as pessoas adiarem um bocadinho mais. Mas também há outro fator: com o aligeirar das restrições das pensões antecipadas para quem tem longas carreiras, estes casos foram sendo solucionados, o que pode agora traduzir-se em menos pedidos”, explicou o especialista.

A Segurança Social atribuiu no ano passado 19 mil pensões antecipadas, o número mais baixo desde 2017, ano em que se começaram a aplicar os regimes mais favoráveis de reforma antecipada para muito longas carreiras. Mas o valor médio das novas pensões por velhice ainda está nos 594 euros (de 2021), um recuo face aos 603 euros verificados em 2018.

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