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Iberdrola vai retirar Infigen da bolsa australiana após sucesso da OPA

A Iberdrola vai solicitar ao conselho da Infigen Energy a exclusão da renovável do Australian Stock Exchange (ASX), dado que, depois de a ter assumido, apenas 3,5% do capital está nas mãos de acionistas minoritários, avança a agência ‘Efe’.

A empresa presidida por Ignacio Sánchez Galán já controla 76,5% da Infigen, enquanto a UAC Energy Holdings (UAC), empresa dominada pelo grupo filipino Ayala (rival derrotado na ‘batalha’ pela aquisição da Infigen Energy), é dona 19,94% do capital.

Por outro lado, a Iberdrola voltou a decidir prorrogar o prazo da Oferta pública de aquisição (OPA) até, em princípio, ao próximo dia 9 de setembro, conforme reportado pela Infigen à Bolsa de Valores da Austrália.

Os conselheiros independentes da Infigen reiteraram mais uma vez a recomendação à oferta da Iberdrola para os acionistas que ainda possuem ações da empresa.

“Dadas as perspectivas de lucro moderado de curto prazo da Infigen e a provável necessidade de capital adicional para financiar a estratégia de crescimento do grupo, os diretores independentes da Infigen determinaram unanimemente que a oferta da Iberdrola representa um equilíbrio atraente entre valor e certeza para os detentores de títulos da Infigen “, acrescenta a empresa. 

No dia 21 de agosto, a empresa espanhola de energia concretizou a aquisição da Infigen, e obteve uma maioria no conselho de administração do grupo australiano de renováveis, com quatro dos sete membros que compõem o corpo diretivo. 

A oferta da Iberdrola pela Infigen avaliou a australiana em cerca de 893 milhões de dólares australianos (cerca de 553 milhões de euros). O grupo conseguiu assim vencer a batalha que travou com a UAC Energy Holdings (UAC).

Nesta ‘guerra’ de ofertas públicas de aquisição, a Iberdrola contou com o apoio desde o início dos fundos The Children’s Investment Master Fund e CIFF Capital UK LP (TCI Funds), que aceitaram a oferta da empresa espanhola.

Iberdrola incorpora assim a Infigen ao seu portefólio de renováveis, que no final do primeiro semestre atingiu 58 mil megawatts (MW), principalmente na Europa e América.

A Infigen possui instalações de geração eólica onshore com capacidade instalada de 670 MW, 268 MW de ativos de geração convencional e armazenamento de energia de backup (‘firming’), a produção de 246 MW de capacidade de geração renovável de propriedade de terceiros adquirida firma através de contratos de compra e venda de energia e um portefólio de projetos eólicos e solares em diferentes estágios de desenvolvimento para uma capacidade total de mais de um gigawatt (GW).

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