A Iberdrola foi distinguida com o Prémio Empreendimentos Hidráulicos pela Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos (APRH) pelo seu Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET), que conquistou o primeiro lugar na categoria “Barragens e Produção de Energia Hidráulica”.
O Prémio APRH para Empreendimentos Hidráulicos distingue infraestruturas que se destacam pela originalidade e qualidade global no aproveitamento e gestão dos recursos hídricos. O SET, um projeto 100% ‘greenfield’ desenvolvido pela Iberdrola, foi iniciado do zero e contou com uma equipe interdisciplinar de mais de 100 técnicos, reforçando a liderança da empresa na energia hidroelétrica.
O SET é um dos maiores projetos hidroelétricos da Europa nas últimas três décadas, com um investimento superior a 1.500 milhões de euros. O complexo é composto por três aproveitamentos: Alto Tâmega (160 MW), Gouvães (880 MW) e Daivões (118 MW). A central de Gouvães, considerada uma Gigabateria, pode armazenar até 20 GWh de energia renovável, otimizando o uso de fontes intermitentes como a solar e a eólica.
Com uma capacidade instalada de 1.158 MW e produção anual de até 1.766 GWh, o SET pode suprir as necessidades energéticas de cidades como Braga e Guimarães (440 mil habitações). Além disso, sua infraestrutura permite armazenar até 40 milhões de kWh, o equivalente ao consumo diário de 11 milhões de pessoas.
Rafael Chacón, diretor do projeto, destaca que “o SET é um projeto 100% ‘greenfield’ liderado pela Iberdrola e que foi desenvolvido a partir do zero, através de uma equipa interdisciplinar de mais de 100 técnicos, o que realça o papel de liderança da empresa no setor de energia hidroelétrica. Este prémio reconhece não apenas a grande capacidade técnica, empresarial e financeira da Iberdrola, mas também o seu papel fundamental na transição para um modelo energético sustentável, através do armazenamento de energia renovável”.
Por seu lado, Vítor Afonso, responsável pela exploração do SET, indicou que “a central de bombagem de Gouvães, parte do SET, é uma central que oferece grande flexibilidade, podendo passar de bombear 880 MW a gerar 880 MW em poucos minutos, o que é fundamental para assegurar um fornecimento de energia fiável em um sistema elétrico descarbonizado, em que a contribuição eólica e fotovoltaica pode flutuar em vários milhares de MW em poucas horas.”
A entrega oficial do prémio acontecerá durante o 17.º Congresso da Água, entre os dias 8 e 11 de abril de 2025, em Lagos, no Algarve.




