Iberdrola no TOP das renováveis. EUA elogiam estratégia do CEO da empresa espanhola

A Iberdrola foi esta semana reconhecida, pela imprensa internacional, como “líder” no setor das energias renováveis, nomeadamente na energia eólica e solar, uma posição alcançada pelo compromisso que o seu presidente, Ignacio Sánchez Galán, assumiu há 20 anos, quando decidiu apostar neste tipo de recursos naturais.

O destaque é dado pelo jornal ‘The New York Times’, num artigo publicado esta semana, que enaltece a estratégia de Galán desde que assumiu a presidência da empresa de energia, levando avante “a missão de mudar o setor elétrico”. É-lhe atribuída também a forma como, em 2015, abordou a compra da United Illuminating (UIL) para formar a subsidiária americana do grupo, Avangrid – “estava muito claro que considerava os Estados Unidos um enorme potencial em energias renováveis”.

O jornal norte-americano considera, no seu artigo, que a Iberdrola está “perfeitamente posicionada” para aproveitar o boom das energias renováveis ​​no mundo e nos Estados Unidos nos próximos anos, alavancada pelo governo Joe Biden. O grupo é visto, pelos analistas citados no artigo, como “líder” de uma nova geração de “gigantes renováveis”, comparável à influência de grandes empresas petrolíferas como a ExxonMobil ou a Shell.

O presidente da empresa admite, em entrevista ao jornal, que as suas propostas pareciam arriscadas, “já que coincidiram com o colapso histórico da Enron, outra ambiciosa empresa de energia elétrica”, mas concretizáveis, tendo optado mesmo assim pela expansão internacional da empresa de energia.

O ‘NYT’ explica também que Galán colocou a hipótese de investir nos Estados Unidos quando, durante uma visita ao país, se apercebeu dos inúmeros postes de madeira que carregavam os cabos de transmissão – “Se um país com tanto poder tecnológico continuou a precisar de postes de madeira para transportar a sua eletricidade, então havia muito espaço para uma empresa como a Iberdrola”.

O jornal avança também os planos da Iberdrola de quase duplicar a sua capacidade de geração com energia limpa nos próximos cinco anos, com um investimento de 35 mil milhões de euros, não só em energia eólica e solar, mas também em setores emergentes como o hidrogénio. Desses investimentos, quase 80% serão alocados ao mercado internacional.

Sobre a concorrência no setor das renováveis, Galán reconhece-lhe aspetos positivos, já que as petrolíferas confirmam, desta forma, que a sua estratégia espelha o trabalho de décadas da Iberdrola. “Adoro que já usem uma fotocópia” da estratégia que a Iberdrola imprimia há 20 anos, referiu o presidente ao jornal.

De recordar que, de acordo com o Expresso, a empresa já iniciou o processo de licenciamento ambiental dos parques eólicos Tâmega Norte e Tâmega Sul, um investimento de 450 milhões de euros em Portugal.

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