O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, não vai discutir um embargo da União Europeia ao petróleo russo na reunião de líderes europeus na próxima semana, segundo uma carta escrita pelo próprio e trazida a público pelo ‘Financial Times’, o que poderá ser novo grande revés à proibição.
Na carta, enderaçada ao presidente do Conselho Europeu da União Europeia, Orbán considerou que falar sobre o embargo será “contraproducente” – isto depois de a Alemanha ter inspirado alguma confiança na solução através do ministro da Economia, Robert Habeck, que considerou que a União Europeia iria concordar com uma proibição “dentro de dias”.
Orbán apontou que a proposta atual tem planos de financiamento insuficientes para países sem litoral, como a Hungria, para substituir o petróleo russo mas mostrou-se aberto a discussões sobre a proibição “com uma abordagem pragmática e orientada para resultados”, segundo o ‘Financial Times’.
Há muito considerada uma das punições mais severas para a Rússia diante da invasão da Ucrânia, a UE propôs a proibição do petróleo russo até o final do ano, a 4 de maio, mas a sua aprovação foi prejudicada pela resistência da Hungria. Segundo a ‘Bloomberg’, a Hungria prepara-se para bloquear a proibição na cimeira da União Europeia na próxima semana. A UE já aprovou um embargo a outra fonte de energia russa, proibindo as importações russas de carvão para o bloco.
As importações de petróleo russo pela Hungria representam 58% do total em 2021 – o petróleo russo representa cerca de um quarto das importações totais da UE.














