A proposta da Comissão Europeia para um embargo dos Estados-membros ao petróleo russo continua a encontrar resistência em quatro países. Hungria, Eslováquia, República Checa e Bulgária estão a resistir à aprovação desta medida, uma vez que precisam de acomodar as suas necessidades energéticas, segundo a Euronews.
Por este motivo, as conversações para estabelecer um acordo para a aplicação desta medida de Bruxelas, a mais ríspida a ser incluída nas sanções à Rússia, entraram esta segunda-feira no sexto dia.
O principal entrave à aprovação da proposta da Comissão Europeia são os prazos que a instituição definiu, e que não agradam a estes quatro países do leste da Europa. Bruxelas quer proibir a importação do petróleo russo no espaço de seis meses e a de todos os produtos petrolíferos refinados até ao final do ano.
Mas face à dependência do petróleo russo, estes quatro países argumentam que não conseguem deixar de importar petróleo russo num espaço tão curto de tempo, sem colocarem as suas economias numa situação delicada.
“Ainda não há uma proposta que possamos aceitar, e a posição da Hungria mantém-se inalterada”, disse o governo húngaro num comunicado enviado à Euronews.
No final da semana passada, foi estabelecido um entendimento inicial que permitia à Hungria e à Eslováquia concluírem a redução gradual das importações de petróleo russo até ao final de 2024. A República Checa também poderia beneficiar de um acordo semelhante, neste caso até junho de 2024.
Agora, é a Bulgária que quer uma dispensa similar em troca de aprovar a proposta de Bruxelas.
Convém realçar que as sanções da União Europeia requerem a aprovação unânime dos 27 Estados-membros.











