A HPE (Hewlett Packard Enterprise), multinacional norte-americana de tecnologia especializada em soluções empresariais de redes, cloud e cibersegurança, alertou para o crescimento de fraudes digitais com recurso a deepfakes criados por Inteligência Artificial (IA).
No relatório “In the Wild”, a empresa revela que os atacantes estão a utilizar IA generativa para criar vozes, imagens e vídeos falsos usados em esquemas de impersonação de executivos, vishing (phishing por voz) e outros ataques direcionados.
Segundo a HPE, os grupos de cibercrime estão cada vez mais organizados e operam com métodos semelhantes aos de grandes empresas, recorrendo a automação, infraestruturas escaláveis e exploração de vulnerabilidades para aumentar a rapidez e alcance das campanhas.
O estudo analisou 1.186 campanhas de ciberameaças registadas globalmente ao longo de 2025. Os setores governamental, financeiro e tecnológico surgem entre os mais visados, mas áreas como saúde, telecomunicações, educação e indústria também foram alvo frequente de ataques.
A empresa refere ainda que os cibercriminosos utilizaram mais de 147 mil domínios maliciosos e quase 58 mil ficheiros de malware ao longo do ano, num cenário que considera marcado por maior sofisticação, escala e velocidade das ameaças digitais.














