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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Tue, 04 Aug 2026 12:44:22 +0000</lastBuildDate>
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		<title>O Irão encontrou uma arma &#8220;mais poderosa do que uma bomba nuclear&#8221;. E pode estar a mudar a guerra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 12:44:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Estreito de Ormuz]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[Seis meses depois do início da guerra entre o Irão, Israel e os Estados Unidos, os analistas consideram que Teerão conseguiu transformar uma das principais rotas marítimas do mundo no seu maior trunfo estratégico]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Irão poderá ter encontrado uma arma mais poderosa do que uma bomba nuclear. A conclusão é de vários especialistas ouvidos pela &#8216;Newsweek&#8217;, que defendem que o controlo do Estreito de Ormuz está a revelar-se um instrumento de pressão muito mais eficaz do que qualquer capacidade nuclear.</p>
<p>Seis meses depois do início da guerra entre o Irão, Israel e os Estados Unidos, os analistas consideram que Teerão conseguiu transformar uma das principais rotas marítimas do mundo no seu maior trunfo estratégico, provocando perturbações no comércio internacional e nos mercados da energia.</p>
<p>O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e por ali passa uma parte significativa das exportações mundiais de petróleo e gás natural liquefeito. Sempre que o tráfego é interrompido ou condicionado, os efeitos fazem-se sentir rapidamente nos preços da energia, nos custos do transporte marítimo e na economia global.</p>
<p>Joshua Tallis, antigo responsável da Marinha dos Estados Unidos e atualmente diretor do programa de Segurança de Aliados e Parceiros do Center for Naval Analyses, considera que &#8220;a capacidade do Irão para impor custos económicos à economia global é, em alguns aspetos, uma arma mais poderosa do que uma bomba nuclear&#8221;.</p>
<p>Segundo o especialista, recorrendo a armamento relativamente barato, Teerão consegue desencadear um efeito em cadeia que obriga companhias de navegação, seguradoras e operadores marítimos a reavaliar o risco de utilizar aquela rota, com consequências económicas muito superiores ao custo das operações militares iranianas.</p>
<p>Tallis defende ainda que esta estratégia é politicamente mais fácil de utilizar do que uma arma nuclear e muito mais difícil de contrariar por meios militares convencionais, uma vez que os seus efeitos se propagam muito para além do campo de batalha.</p>
<p>A análise destaca também que esta pressão sobre o Estreito de Ormuz está a complicar os esforços diplomáticos. Enquanto Donald Trump voltou a admitir um possível acordo com Teerão, o Irão confirmou que está a negociar com Omã mecanismos para garantir a segurança da navegação naquela rota marítima.</p>
<p>Omã, cuja península de Musandam se situa em frente à costa iraniana, propôs um sistema voluntário de contribuições destinado a financiar a segurança da passagem pelo estreito, numa tentativa de reduzir a tensão na região.</p>
<p>Outro dos especialistas ouvidos pela &#8216;Newsweek&#8217;, o analista de segurança Mostafa Najafi, considera que os acontecimentos dos últimos meses alteraram a perceção sobre o poder dissuasor dos Estados Unidos.</p>
<p>Na sua opinião, caso a guerra evolua para um conflito prolongado, o Irão continuará a apostar em estratégias assimétricas destinadas a aumentar gradualmente os custos da presença militar americana na região, explorando vulnerabilidades que considera mais eficazes do que uma confrontação militar direta.</p>
<p>Para os especialistas, a guerra demonstra que, além da força militar tradicional, o controlo de um dos principais corredores energéticos do planeta pode tornar-se um dos instrumentos de pressão mais poderosos num conflito moderno.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797425]]></sapo:autor>
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		<title>Vídeo mostra drone russo a perseguir civil pelas ruas de Kherson. Homem escapa por pouco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 12:24:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[drones]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[A vítima é um vendedor de 52 anos que trabalhava num mercado local. De acordo com a Administração Militar da cidade de Kherson, o homem sofreu ferimentos provocados pela explosão e foi transportado para o hospital]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento em que um drone FPV russo persegue um civil pelas ruas de Kherson antes de explodir a poucos metros da vítima, num ataque que as autoridades ucranianas classificam como um crime de guerra deliberado contra a população civil.</p>
<p>Segundo o &#8216;Kyiv Post&#8217;, as imagens, cuja autenticidade não foi possível verificar de forma independente, mostram um homem a correr entre carros estacionados enquanto é seguido por um drone que voa a baixa altitude. Instantes depois, o aparelho explode a escassos metros.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="en" dir="ltr">Putin’s forces hunted a civilian with a drone in the middle of a market in Kherson.</p>
<p>The 52-year-old man survived, suffering blast injuries, concussion, and shrapnel wounds after being deliberately targeted while simply selling goods at the market.</p>
<p>Video: National Police <a href="https://t.co/YfhAe4XE8E">pic.twitter.com/YfhAe4XE8E</a></p>
<p>&mdash; KyivPost (@KyivPost) <a href="https://x.com/KyivPost/status/2084548895267279106?ref_src=twsrc%5Etfw">August 4, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>A vítima é um vendedor de 52 anos que trabalhava num mercado local. De acordo com a Administração Militar da cidade de Kherson, o homem sofreu ferimentos provocados pela explosão e foi transportado para o hospital.</p>
<p>A Polícia Nacional da Ucrânia adiantou que a vítima sofreu traumatismos provocados pela onda de choque, ferimentos causados por estilhaços e uma concussão.</p>
<p>&#8220;É assim que os russos combatem. Caçam deliberadamente civis&#8221;, afirmou a polícia ucraniana, citada pelo &#8216;Kyiv Post&#8217;.</p>
<p>Também o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, classificou o incidente como &#8220;um bárbaro crime de guerra russo&#8221;, acusando Moscovo de recorrer ao terrorismo contra a população civil.</p>
<p>&#8220;O operador deste drone sabe perfeitamente que está a atacar um civil&#8221;, escreveu o governante na rede social X.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="en" dir="ltr">This barbaric Russian war crime in Kherson requires international condemnation and justice, yet thousands of similar crimes never reach the public eye. </p>
<p>This is a deliberate and systemic Russian strategy. They know exactly what they are doing. The sadist operating this drone… <a href="https://t.co/h8GQdnQSyZ">https://t.co/h8GQdnQSyZ</a></p>
<p>&mdash; Andrii Sybiha 🇺🇦 (@andrii_sybiha) <a href="https://x.com/andrii_sybiha/status/2084543621756334183?ref_src=twsrc%5Etfw">August 4, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>O comissário ucraniano para os Direitos Humanos, Dmytro Lubinets, considerou igualmente que as imagens mostram &#8220;a verdadeira tática da Rússia: perseguir e matar pessoas inocentes&#8221;, apelando à comunidade internacional para não ignorar este tipo de ataques.</p>
<p>Kherson tem sido alvo de bombardeamentos quase diários desde que foi libertada pelas forças ucranianas, em novembro de 2022. As tropas russas permanecem posicionadas na margem oposta do rio Dnipro e continuam a atacar a cidade com artilharia, bombas guiadas e, cada vez mais, drones FPV.</p>
<p>Segundo o &#8216;Kyiv Post&#8217;, as Nações Unidas registaram um aumento das vítimas civis na Ucrânia durante 2026, atribuindo parte dessa subida ao uso crescente de drones de curto alcance contra zonas habitadas.</p>
<p>A Rússia acusa regularmente a Ucrânia de atacar civis com drones em território russo, acusações que Kiev tem rejeitado de forma consistente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797422]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Preço das motas usadas sobe 4% no verão. Honda continua a ser a marca preferida dos portugueses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 12:17:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[standvirtual]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo a plataforma, o preço médio das motas usadas fixou-se nos 10.616 euros nos primeiros seis meses do ano, um aumento de 4% face ao mesmo período de 2025]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A chegada do verão continua a impulsionar o mercado das motas e das caravanas em Portugal. Em comunicado, o Standvirtual revela que o preço médio das motas usadas aumentou 4% no primeiro semestre de 2026, enquanto as caravanas mantiveram uma procura estável, refletindo o interesse dos portugueses por soluções de mobilidade ligadas às férias e ao lazer.</p>
<p>Segundo a plataforma, o preço médio das motas usadas fixou-se nos 10.616 euros nos primeiros seis meses do ano, um aumento de 4% face ao mesmo período de 2025. Ao mesmo tempo, os contactos gerados pelos anúncios caíram 9,7% e as visualizações recuaram 14,2%, enquanto a oferta registou uma ligeira diminuição de 2,6%.</p>
<p>Já no segmento das caravanas, o preço médio baixou 3,1%, para 48.792 euros, numa evolução que, segundo o Standvirtual, representa uma estabilização após os máximos registados no final de 2025. Apesar da descida dos preços, a procura manteve-se praticamente estável, com um crescimento de 1,3% nos contactos, acompanhado por um aumento de 1,2% na oferta.</p>
<p>Em comunicado, Pedro Soares, Head of Sales do Standvirtual, afirma que o verão continua a ser o período de maior procura para ambos os segmentos, embora cada mercado esteja a seguir uma trajetória diferente. Segundo o responsável, as caravanas consolidam o crescimento dos últimos anos, impulsionadas pela procura de férias mais flexíveis, enquanto as motas atravessam uma fase de estabilização, mantendo, ainda assim, níveis de valorização elevados.</p>
<p>A tendência tornou-se ainda mais evidente em junho, o primeiro mês de verão analisado. Nesse período, o preço médio das motas aumentou 5,5%, para 10.881 euros, apesar de a procura ter diminuído 29,5%. Nas caravanas, o preço médio recuou 5,6%, mas os contactos cresceram 2%.</p>
<p>No mercado das caravanas, a Fiat Ducato continua a liderar em número de anúncios, contactos e visualizações. Modelos como a Challenger Genesis, Chausson Flash e Citroën Jumper também reforçam a sua presença entre as preferências dos utilizadores.</p>
<p>Nas motas, a Honda mantém a liderança como a marca mais procurada pelos portugueses, seguida pela Yamaha e pela Ducati.</p>
<p>A análise mostra ainda que Lisboa continua a concentrar o maior volume de anúncios, contactos e visualizações nos dois segmentos. No entanto, começam a surgir novos polos de crescimento em diferentes regiões do país.</p>
<p>Segundo o Standvirtual, Aveiro e Braga destacam-se pela expansão da oferta de caravanas, enquanto Faro registou o maior aumento de contactos (+36,9%), refletindo o crescente interesse pelo turismo itinerante no sul do país.</p>
<p>No segmento das motas, Aveiro (+53,2%) e Viana do Castelo (+22,5%) foram os distritos com maior crescimento da procura, contrariando a tendência de estabilização observada a nível nacional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797393]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ébola: Epidemia já matou mais de 1.700 pessoas no leste da RDCongo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 12:03:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ébola]]></category>
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		<category><![CDATA[RD Congo]]></category>
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					<description><![CDATA[A atual epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) já matou mais de 1.700 pessoas no leste do país, segundo os dados governamentais hoje anunciados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A atual epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) já matou mais de 1.700 pessoas no leste do país, segundo os dados governamentais hoje anunciados.</P><br />
<P>Até ao momento, foram registados 3.802 casos, com 1.707 mortes, segundo a atualização mais recente do Governo desta nação vizinha de Angola.</P><br />
<P>Ainda não é claro quando a epidemia atingirá o seu pico, afirmou também hoje o diretor-geral da agência de saúde pública da União Africa, o Africa CDC, Jean Kaseya, durante a sua segunda visita à cidade de Búnia, perto do epicentro da epidemia.</P><br />
<P>Kaseya alertou que quase 80% dos novos casos não resultam do rastreio de contactos, mas sim da transmissão comunitária.</P><br />
<P>Também o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegará hoje à capital congolesa, Kinshasa, e deverá visitar Búnia ainda esta semana.</P><br />
<P>A epidemia, declarada a 15 de maio, foi associado ao vírus Bundibugyo, para o qual não existem vacinas nem tratamentos aprovados.</P><br />
<P>Atrasos no rastreio de contactos, dificuldades de acesso às áreas afetadas, desconfiança das comunidades e violência por parte de grupos armados e de alguns residentes têm dificultado a resposta, segundo o Africa CDC.</P><br />
<P>Estão em curso dois ensaios clínicos de medicamentos de profilaxia pós-exposição na província de Ituri, bem como dois ensaios de vacinas distintos, no Reino Unido e no Canadá.</P><br />
<P>Este episódio epidémico está sobretudo concentrado na remota província de Ituri, no leste da RDCongo, que representa quase 90% dos casos, mas já foram confirmados casos noutras cinco províncias, incluindo numa das maiores cidades do país, Kisangani.</P><br />
<P>O vizinho Uganda declarou-se livre do Ébola após a alta do último paciente do país, em meados de junho.</P><br />
<P>Um dos principais desafios é o facto de o paciente zero ainda não ter sido identificado, enquanto os deslocamentos causados pelo conflito armado e pela exploração mineira ilegal na região dificultam o rastreio de milhares de pessoas que estiveram em contacto com infetados.</P><br />
<P>A OMS comunicou que está a acompanhar mais de 17.000 potenciais contactos, sendo quase 80% deles observados diariamente.</P><br />
<P>Na segunda-feira, profissionais de saúde na cidade fortemente afetada de Mongbwalu lançaram um ultimato sobre salários em atraso.</P><br />
<P>Anteriormente, profissionais de saúde em Búnia entraram em greve devido à falta de pagamento e a condições de trabalho perigosas. A OMS afirma que mais de 100 profissionais de saúde foram infetados desde o início desta epidemia, a 17.ª no país.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797342]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Produtores de leite contestam nova descida do preço e exigem a sua reposição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 12:03:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Os produtores de leite contestaram hoje a nova descida do preço pago ao produtor e exigem a sua reposição já em setembro, alertando para o abandono da atividade numa altura em que os custos de produção aumentam.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os produtores de leite contestaram hoje a nova descida do preço pago ao produtor e exigem a sua reposição já em setembro, alertando para o abandono da atividade numa altura em que os custos de produção aumentam.</P><br />
<P>&#8220;Estas descidas vão provocar o abandono da atividade por parte dos mais velhos e vão desanimar os jovens que pensavam investir e instalar-se na produção de leite&#8221;, lê-se num comunicado divulgado hoje pela Associação dos Produtores de Leite de Portugal (Aprolep).</P><br />
<P>A associação adverte que estas novas descidas do preço pago ao produtor &#8220;ocorrem em período crítico de incêndios, que são cada vez mais graves por causa do abandono dos territórios e dos campos à volta das aldeias&#8221;, salientando que &#8220;os campos cultivados alimentam o país e protegem as populações&#8221;. </P><br />
<P>De acordo com a Aprolep, as cooperativas associadas na Lactogal comunicaram no final de julho uma nova descida de 1,5 cêntimos por litro no preço ao produtor a partir de 01 de agosto, em todo o território continental. </P><br />
<P>Por sua vez, na ilha de S. Miguel, nos Açores, &#8220;a Prolacto e a Insulac já responderam com descidas de dois e 1,5 cêntimos por litro, justificando a descida com a situação dos mercados a nível nacional e internacional&#8221;. </P><br />
<P>Alertando que esta descida &#8220;acontece numa ocasião em que aumentam os custos de produção com combustíveis e rações e se espera uma redução na produção de milho silagem devido às ondas de calor&#8221;, a Aprolep prevê que haverá &#8220;menos alimento para os animais e [que este] vai ser, provavelmente, o mais caro de sempre, por causa dos fertilizantes e sobretudo das maiores necessidades de rega, onde houver água, e da menor produção esperada por falta dessa água ou da capacidade de regar face à onda de calor&#8221;.</P><br />
<P>Segundo sustenta, estas descidas &#8220;são injustas porque o preço do leite ao produtor em Portugal nunca acompanhou as subidas registadas no Norte da Europa ou até mesmo aqui ao lado, na Espanha&#8221; e também porque a ajuda que o Governo deu aos agricultores em Portugal &#8220;foi várias vezes inferior à ajuda que os agricultores espanhóis&#8221;, os seus principais concorrentes, receberam por causa da guerra no Irão e do fecho do estreito de Ormuz.</P><br />
<P>Neste contexto, a associação &#8220;desafia os restantes compradores a manter o preço do leite ao produtor e desafia quem desceu a repor o preço no próximo mês de setembro&#8221;.</P><br />
<P>Defendendo que se aposte na produção de queijos, iogurtes e outros produtos lácteos &#8220;capazes de substituir os produtos importados, que representam um défice de 400 milhões de euros&#8221;, a Aprolep desafia ainda as indústrias e cooperativas &#8220;a partilhar os resultados através do melhor preço aos produtores&#8221;, para que estes &#8220;possam fazer face aos custos de produção e efetuar os investimentos necessários para o futuro da produção de leite&#8221;. </P><br />
<P>Finalmente, a associação renova o apelo ao consumo de leite e produtos lácteos nacionais, salientando que são &#8220;produtos de qualidade reconhecida, mais próximos, mais frescos e melhores para a economia de Portugal&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797364]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Portugal codificou 155 novas doenças raras em 2025, revela DGS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 12:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[doenças raras]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal codificou pela primeira vez 155 doenças raras diferentes em 2025, ano em que foram emitidos 1.803 Cartões da Pessoa com Doença Rara, mais 13,2% do que em 2024, abrangendo um total de 594 patologias, segundo a DGS.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Portugal codificou pela primeira vez 155 doenças raras diferentes em 2025, ano em que foram emitidos 1.803 Cartões da Pessoa com Doença Rara, mais 13,2% do que em 2024, abrangendo um total de 594 patologias, segundo a DGS.</P><br />
<P>À semelhança do que aconteceu em 2024, as doenças raras com mais cartões requisitados em 2025 foram a Anemia de Células Falciformes e a Retinite pigmentar, segundo o Relatório anual sobre a implementação do Cartão da Pessoa com Doença Rara (CPDR) 2025 da Direção-Geral da Saúde.</P><br />
<P>Estas doenças estão também entre as mais prevalentes na Europa, segundo a lista de 2025 disponibilizada anualmente pela Orphanet, o portal de referência europeu para informações sobre doenças raras e medicamentos.</P><br />
<P>O relatório reforça o papel do CPDR na melhoria da continuidade de cuidados, no acesso rápido a informação clínica relevante em contexto de urgência e na promoção de uma resposta mais personalizada e segura para as pessoas com doença rara.</P><br />
<P>Em 2025, foram codificadas 155 novas doenças raras, mais 38 comparativamente a 2024 e mais 210 cartões, subindo de 1.593 para 1.803, um aumento que poderá estar associado à divulgação contínua da ferramenta junto dos profissionais de saúde, no âmbito de diversos projetos europeus relacionados com doenças raras e respetiva codificação ORPHA.</P><br />
<P>A DGS observa que o ano 2017 foi uma exceção, em que a possibilidade de requisição do CPDR foi expandida a todos os hospitais públicos, ficando cada instituição responsável pela sua dinamização e implementação.</P><br />
<P>Contudo, a emissão anual de cartões pode ser influenciada por diversos fatores, como o diagnóstico de doença rara ser maioritariamente &#8220;um processo intrincado e longo&#8221; e daí ser frequentemente feito apenas em Centros de Referência.</P><br />
<P>Outro fator apontado é &#8220;a maior consciencialização&#8221; do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados, que pode ter condicionado o número de cartões emitidos, porque está dependente do consentimento escrito.</P><br />
<P>Os cartões foram emitidos em 2025 por 34 instituições do país, sendo que 77,3% foram requisitados por sete Unidades Locais de Saúde (USL) e pelos três Institutos Portugueses de Oncologia (IPO), que integram Centros de Referência, o que para a DGS sublinha &#8220;o papel estratégico destas instituições na identificação e gestão clínica das doenças raras&#8221;.</P><br />
<P>A ULS de Coimbra requisitou 32,3% dos cartões, seguida da ULS São José (15,8%), da ULS de Santo António (11,9%), da ULS Santa Maria (8,9%), da ULS São João (6,1%), da ULS Lisboa Ocidental (0,8%) e da ULS do Alto Ave (0,2%). Os IPO de Coimbra, Lisboa e Porto requisitaram 0,6%, 0,4% e 0,3% dos cartões, respetivamente.</P><br />
<P>A DGS destaca que, &#8220;apesar da predominância dos Centros de Referência na emissão de CPDR, os dados reforçam a importância de continuar a sensibilizar todas as especialidades médicas e unidades hospitalares para a existência e utilidade deste cartão, tendo em conta a transversalidade das doenças raras e a imprevisibilidade dos contextos de urgência em que o acesso à informação clínica pode ser determinante&#8221;.</P><br />
<P>Para 2026 foram definidas metas que a DGS considera importante alcançar, como facilitar a visualização do CPDR nos sistemas de informação hospitalar no momento da triagem em contexto de urgência e automatizar a atualização dos códigos ORPHA a partir das versões disponibilizadas pela Orphanet.</P><br />
<P>A integração, sempre que possível, de variáveis demográficas como a idade e a localização geográfica, permitindo análises mais granulares e informadas; promover a formação contínua dos profissionais de saúde e a participação em iniciativas europeias, assegurando que estas atividades respeitam integralmente o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados e garantem a confidencialidade da informação clínica são outras metas para este ano.</P><br />
<P> &#8220;O alcance destas metas permitirá reforçar o valor do CPDR enquanto ferramenta de apoio à prestação de cuidados personalizados, promovendo a continuidade assistencial e contribuindo para uma resposta mais eficaz, equitativa e centrada na pessoa com doença rara&#8221;, defende a DGS.</P><br />
<P>Entre 2014, ano de início da emissão do CPDR em Portugal, e o final de 2025, foram emitidos 12.784 cartões e identificadas 1.627 doenças raras diferentes.</P><br />
<P>A definição europeia de doença rara corresponde às doenças com uma prevalência não superior a 5 por 10.000 habitantes.  </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797394]]></sapo:autor>
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		<title>UE fecha fileiras após crise em Ceuta: fronteiras externas, expulsões e alerta precoce vão ser reforçados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 11:53:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Ceuta]]></category>
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		<category><![CDATA[Migrações]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[Os ministros da Administração Interna da União Europeia (UE) concordaram hoje que é necessário reforçar as fronteiras e os "mecanismos de regresso" de migrantes, após uma reunião por videoconferência dedicada à crise na fronteira de Ceuta.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os ministros da Administração Interna da União Europeia e dos países associados ao Espaço Schengen acordaram reforçar o controlo das fronteiras externas, acelerar o regresso de migrantes em situação irregular e criar mecanismos de alerta precoce para responder mais rapidamente a futuras crises migratórias, na sequência dos acontecimentos registados em Ceuta.</p>
<p>Segundo a &#8216;Europa Press&#8217;, a decisão foi tomada numa reunião extraordinária convocada após a vaga de entradas irregulares na cidade autónoma espanhola, que desencadeou uma resposta coordenada das instituições europeias.</p>
<p>No final do encontro, os ministros manifestaram &#8220;firme solidariedade&#8221; para com Espanha e consideraram que a situação está atualmente controlada, sublinhando que a grande maioria das pessoas que atravessaram irregularmente a fronteira já foi devolvida.</p>
<p>Além do reforço da vigilância das fronteiras externas da União Europeia, os responsáveis defenderam uma maior cooperação com países terceiros para prevenir novas vagas migratórias e melhorar a gestão dos fluxos migratórios antes de estes chegarem ao território europeu.</p>
<p>Outro dos pontos centrais passa pela criação de um sistema europeu de alerta precoce, destinado a detetar rapidamente situações de pressão migratória e a permitir uma resposta coordenada entre os Estados-membros antes que a situação evolua para uma crise.</p>
<p>Segundo a Europa Press, os ministros consideram que os acontecimentos em Ceuta demonstraram a necessidade de melhorar a capacidade de antecipação da União Europeia, evitando respostas reativas perante movimentos migratórios de grande dimensão.</p>
<p>A reunião surge depois de a Comissão Europeia e vários Estados-membros terem manifestado apoio às autoridades espanholas durante a crise migratória, considerada uma das mais graves registadas nos últimos anos na fronteira sul da União Europeia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797399]]></sapo:autor>
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		<title>“Não, Marrocos, não”: menino de 12 anos, em lágrimas, implora para não ser devolvido na fronteira de Ceuta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 11:46:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A intervenção de várias pessoas presentes no local e de um responsável militar permitiu esclarecer que se tratava de um menor não acompanhado e interromper o procedimento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Um rapaz de 12 anos que entrou sozinho em Ceuta esteve prestes a ser conduzido até à fronteira com Marrocos, esta terça-feira, enquanto chorava e repetia insistentemente que não queria regressar. A intervenção de várias pessoas presentes no local e de um responsável militar permitiu esclarecer que se tratava de um menor não acompanhado e interromper o procedimento.</p>
<p class="isSelectedEnd">O episódio ocorreu nas imediações da fronteira, numa altura em que Ceuta continua a enfrentar uma crise humanitária após a entrada em massa de migrantes registada na passada quinta-feira.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a Cadena Ser, o menor caminhava em direção à zona próxima da praça de táxis junto ao posto fronteiriço, onde se encontravam várias famílias que tinham acabado de atravessar a partir de território marroquino.</p>
<p><strong>Criança repetia que não queria voltar para Marrocos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Testemunhas relataram que o rapaz avançava a chorar e repetia: “Marrocos, não”.</p>
<p class="isSelectedEnd">A situação só ficou clara quando algumas mulheres que se encontravam no local ajudaram a traduzir aquilo que a criança tentava dizer. Foi então possível perceber que o menor estava sozinho e não era acompanhado por qualquer adulto.</p>
<p class="isSelectedEnd">O rapaz encontrava-se num estado visível de ansiedade e tinha dificuldade em explicar o que lhe estava a acontecer.</p>
<p class="isSelectedEnd">A identificação da sua situação foi decisiva, uma vez que a legislação espanhola e os protocolos de proteção de menores impedem que crianças estrangeiras não acompanhadas sejam expulsas ou devolvidas de forma imediata na fronteira.</p>
<p><iframe title="El NIÑO que pidió a un militar español no ser EXPULSADO de CEUTA" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/C9GksSNAkdg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Responsável militar mandou suspender o traslado</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Depois de confirmar que o rapaz era menor e estava desacompanhado, o tenente-coronel responsável pela unidade destacada naquela zona ordenou que o encaminhamento para a fronteira fosse interrompido.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um agente da Guarda Civil ficou então responsável pela criança e entregou-a aos serviços de proteção.</p>
<p class="isSelectedEnd">O menor recebeu posteriormente assistência da Cruz Vermelha e foi transportado de ambulância para o interior da cidade autónoma.</p>
<p><strong>Ceuta acolheu 862 menores</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A entrada em massa de migrantes continua a exercer forte pressão sobre os recursos disponíveis em Ceuta.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na segunda-feira, os centros da cidade e outras estruturas extraordinárias acolhiam 862 menores, de acordo com os dados das autoridades locais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, existe a suspeita de que muitos outros jovens que entraram em Ceuta a 30 de julho não tenham pedido ajuda ou permaneçam escondidos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A crise mantém a cidade sob forte tensão, com milhares de migrantes a permanecerem nas ruas ou em espaços improvisados, enquanto as autoridades tentam identificar e encaminhar os menores para estruturas de acolhimento.</p>
<p><strong>Pelo menos 44 pessoas continuam desaparecidas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Pelo menos 44 pessoas, sobretudo jovens e menores, permanecem em paradeiro desconhecido após a entrada em massa em Ceuta.</p>
<p class="isSelectedEnd">Fontes policiais citadas pela agência EFE indicam que as famílias estão a procurar os desaparecidos através dos meios de comunicação de Ceuta e de Marrocos, recorrendo também às redes sociais.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Save the Children alertou para o risco de centenas de crianças e adolescentes continuarem sem proteção adequada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a organização, o sistema de acolhimento de Ceuta está atualmente a acompanhar cerca de mil menores, apesar de ter uma capacidade estrutural inferior a cem lugares.</p>
<p><strong>ONG teme que crianças permaneçam nas ruas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Save the Children receia que alguns menores ainda não tenham sido identificados nem encaminhados para estruturas adequadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A organização admite que várias crianças possam continuar nas ruas ou em espaços sem condições para garantir a sua segurança e bem-estar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Jennifer Zuppiroli, especialista em migrações da Save the Children, defendeu que a prioridade deve ser assegurar que nenhum menor fica desprotegido.</p>
<p>A responsável considera essencial identificar rapidamente todas as crianças e encaminhá-las para locais seguros, onde possam receber acompanhamento especializado e apoio psicológico.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797386]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>EDP quer novos empreendedores no Norte com programa ibérico de apoio a negócios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 11:41:32 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[empreendedores]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Norte]]></category>
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					<description><![CDATA[A EDP lançou a quarta edição do Entama em Portugal, programa ibérico de apoio ao empreendedorismo local que, este ano, chega a 11 municípios do Norte do país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A EDP lançou a quarta edição do Entama em Portugal, programa ibérico de apoio ao empreendedorismo local que, este ano, chega a 11 municípios do Norte do país.</p>
<p>As candidaturas estão abertas entre 1 de agosto e 13 de setembro e destinam-se a empreendedores com projetos a desenvolver em Amares, Amarante, Arcos de Valdevez, Boticas, Lamego, Montalegre, Ponte da Barca, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Vila Pouca de Aguiar.</p>
<p>Criado em 2019, o Entama apoia projetos que valorizem os recursos locais, promovam a inovação e contribuam para a dinamização económica de territórios rurais e semi-rurais. O programa procura também responder a desafios como o despovoamento e a reduzida densidade populacional.</p>
<p>Desde que foi lançado em Portugal, o Entama já teve três edições e apoiou 14 projetos, contribuindo para a criação de cerca de 30 postos de trabalho. Através desta iniciativa, a EDP pretende estimular a criação de valor nas comunidades locais e apoiar soluções capazes de responder a desafios sociais, económicos e ambientais dos territórios abrangidos.</p>
<p>Mais do que financiamento, o programa combina investimento, mentoria e parcerias com entidades locais, procurando ajudar os empreendedores a desenvolver modelos de negócio sustentáveis e com impacto positivo nas comunidades.</p>
<p>A nova edição pretende, assim, reforçar o apoio ao empreendedorismo e à criação de emprego em regiões do interior, promovendo simultaneamente a fixação de pessoas e o aproveitamento do potencial económico local.</p>
<p>As candidaturas podem ser apresentadas através da página do Entama Portugal.</p>
<p>O programa integra a estratégia global de impacto social da EDP, denominada EDP Y.E.S. (You Empower Society), que prevê um investimento de 300 milhões de euros até 2030 e o apoio a mais de 500 projetos de responsabilidade social em diferentes regiões.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797388]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Investimento de 20 milhões de euros cria residência universitária na NOVA FCT com mãos da DST e KKR</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 11:32:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[NOVA FCT]]></category>
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					<description><![CDATA[Um investimento de cerca de 20 milhões de euros vai dar origem a uma nova residência universitária no Campus de Caparica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCT).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um investimento de cerca de 20 milhões de euros vai dar origem a uma nova residência universitária no Campus de Caparica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCT). O projeto prevê a criação de 280 camas, distribuídas por 254 unidades de alojamento, num edifício com cinco pisos.</p>
<p>A nova residência será desenvolvida pela dstrealestate, empresa do ramo imobiliário do dstgroup, em parceria com a KKR Investimentos, promotora portuguesa especializada no segmento de residências para estudantes, liderada por Ricardo Kendall e Vera Kendall.</p>
<p>A construção deverá arrancar em 2027, estando a conclusão prevista para 2028.</p>
<p>Um dos elementos diferenciadores do projeto será a utilização de construção industrializada através da ZETHAUS, empresa do dstgroup especializada neste modelo construtivo. Uma parte significativa do edifício será produzida em ambiente industrial, com o objetivo de aumentar a eficiência do processo, reduzir desperdícios e garantir maior previsibilidade nos prazos de execução.</p>
<p>Segundo os promotores, a solução permitirá combinar padrões elevados de qualidade com uma construção mais eficiente e sustentável, procurando responder à pressão existente sobre o alojamento estudantil, sobretudo numa região onde o acesso à habitação continua a representar um desafio.</p>
<p>A nova residência pretende reforçar a capacidade de alojamento disponível para os estudantes da NOVA FCT e contribuir para a atração e retenção de talento nacional e internacional nas áreas das ciências, engenharia e tecnologia.</p>
<p>“A construção desta residência no Campus da NOVA FCT representa mais um avanço na atração de jovens universitários”, afirma José Júlio Alferes, diretor da NOVA FCT, sublinhando que o projeto poderá contribuir para mitigar as dificuldades de acesso à habitação e ao ensino superior e, simultaneamente, reforçar a capacidade da faculdade para atrair talento.</p>
<p>Para Ana José Teixeira, CEO da dstrealestate, o projeto enquadra-se numa estratégia de desenvolvimento imobiliário orientada para necessidades concretas. A responsável destaca a construção industrializada como uma forma de conciliar “qualidade, eficiência e sustentabilidade” e acelerar a disponibilização de novos alojamentos.</p>
<p>A parceria junta, assim, a experiência da KKR Investimentos no desenvolvimento de projetos de student housing às competências do dstgroup na promoção imobiliária, através da dstrealestate, e na construção industrializada, através da ZETHAUS.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797382]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Humorista paga 9,80 euros por duas garrafas de água no aeroporto e ironiza: “Entrei com sede e saí com uma hipoteca”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 11:23:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O episódio voltou a colocar em destaque uma das queixas mais frequentes de quem viaja de avião: o preço elevado de alimentos e bebidas dentro dos aeroportos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A humorista canária Omayra Cazorla recorreu ao sarcasmo depois de pagar 9,80 euros por duas garrafas de água no aeroporto de Tenerife. O episódio foi partilhado num vídeo publicado na sua conta oficial de TikTok e rapidamente gerou centenas de comentários.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os preços praticados nos aeroportos são frequentemente alvo de críticas por parte dos passageiros, não apenas no caso das refeições e das bebidas refrigerantes, mas também de produtos básicos como a água.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso de Omayra Cazorla, cada uma das duas garrafas custou perto de cinco euros.</p>
<p><strong>“Onde estou sem ter de dizer?”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No início do vídeo, a humorista mostra as garrafas e revela o valor total da compra.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Duas garrafas de água, para depois não dizerem que estou a exagerar: 9,80 euros. Duas garrafas de água. Onde estou sem ter de dizer?”, questiona.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo contou, a funcionária que a atendeu informou-a de que o preço deverá voltar a aumentar e que está prevista uma nova subida em dezembro.</p>
<p class="isSelectedEnd">A partir daí, Omayra Cazorla transforma a compra numa sucessão de piadas sobre o custo da água nos aeroportos.</p>
<p><strong>“Este vai ser o meu plano de pensões”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A humorista brincou com a possibilidade de comprar mais garrafas antes da próxima subida de preços.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Não sei se devo investir e comprar mais quatro ou cinco, porque este vai ser o meu plano de pensões”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cazorla acrescentou ainda que aquela água não servia apenas para matar a sede, mas para “amortizar o terminal”. Noutra das piadas, disse que o banco lhe telefonou para confirmar a operação e que a compra lhe teria dado acesso à zona VIP do aeroporto.</p>
<p class="isSelectedEnd">A frase que mais se destacou surgiu no final: “Entrei com sede e saí com uma hipoteca.”</p>
<p><strong>Vídeo gera centenas de comentários</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A publicação recebeu mais de 500 comentários, muitos deles também marcados pelo humor e pela indignação perante o preço.</p>
<blockquote class="tiktok-embed" cite="https://www.tiktok.com/@omayracazorla0/video/7660176429992234262" data-video-id="7660176429992234262" data-embed-from="oembed" style="max-width:605px; min-width:325px;">
<section> <a target="_blank" title="@omayracazorla0" href="https://www.tiktok.com/@omayracazorla0?refer=embed" rel="noopener">@omayracazorla0</a> </p>
<p>Lo del agua … <a title="loquehay" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/loquehay?refer=embed" rel="noopener">#loquehay</a> </p>
<p> <a target="_blank" title="♬ sonido original - Omayra Cazorla" href="https://www.tiktok.com/music/sonido-original-7660176649937275670?refer=embed" rel="noopener">♬ sonido original &#8211; Omayra Cazorla</a> </section>
</blockquote>
<p> <script async src="https://www.tiktok.com/embed.js"></script></p>
<p class="isSelectedEnd">Um utilizador brincou que a água seria produzida com gelo de um meteorito vindo de um glaciar de Andrómeda e que o preço aumentaria em dezembro porque o Pai Natal teria de fazer uma viagem adicional para a transportar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outro comentou que, naquele aeroporto, comer uma sandes obrigaria o passageiro a “assinar uma hipoteca”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Houve ainda quem afirmasse que os aeroportos dispõem de máquinas de venda automática com garrafas a preços entre 1,30 e 1,50 euros, aconselhando os passageiros a perguntarem à AENA onde se encontram antes de comprarem água nos estabelecimentos mais caros.</p>
<p>O episódio voltou a colocar em destaque uma das queixas mais frequentes de quem viaja de avião: o preço elevado de alimentos e bebidas dentro dos aeroportos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797369]]></sapo:autor>
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		<title>Três leões morrem e dez adoecem durante vaga de calor histórica no Japão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 11:12:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Três leoas morreram num jardim zoológico de Tóquio com suspeitas de golpe de calor, numa altura em que o Japão enfrenta temperaturas recorde e milhares de pessoas têm necessitado de assistência hospitalar devido ao calor.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Três leoas morreram num jardim zoológico de Tóquio com suspeitas de golpe de calor, numa altura em que o Japão enfrenta temperaturas recorde e milhares de pessoas têm necessitado de assistência hospitalar devido ao calor.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os animais, com três, 11 e 15 anos, morreram entre 28 de julho e 2 de agosto no Parque Zoológico de Tama, situado em Hino, nos arredores ocidentais da capital japonesa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Independent, as autópsias revelaram sinais generalizados de desidratação e falência de vários órgãos. A causa definitiva das mortes, contudo, só será confirmada após a divulgação dos resultados laboratoriais.</p>
<p class="isSelectedEnd">São as primeiras mortes deste tipo registadas no parque desde que começou a manter leões, em 1964.</p>
<p><strong>Dez dos 16 leões precisaram de tratamento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os problemas começaram a 18 de julho, quando dois animais foram tratados por perda de apetite, depois de as temperaturas terem começado a subir a meio do mês.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nos dias seguintes, os sintomas alastraram a vários elementos do grupo. Alguns dos leões chegaram a perder a capacidade de se manter de pé.</p>
<p class="isSelectedEnd">No total, dez dos 16 animais existentes no jardim zoológico precisaram de tratamento. Os funcionários recorreram a ventoinhas e pulverizadores de água para os arrefecer, além de lhes administrarem medicamentos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Perante o agravamento do estado dos animais, o parque encerrou ao público a zona dos leões em 23 de julho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma fêmea e dois machos continuam a receber cuidados veterinários. O jardim zoológico ainda não indicou quando poderá reabrir o recinto.</p>
<p><strong>Jardim zoológico nunca tinha enfrentado situação semelhante</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Miwa Kosaka, representante do parque, afirmou que a instituição nunca tinha vivido um episódio comparável.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar de o verão anterior também ter sido quente, nenhum dos leões tinha adoecido desta forma.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Parque Zoológico de Tama cria e exibe leões desde 1964. Em julho, tinha 16 animais, cinco machos e 11 fêmeas, com idades entre um e 20 anos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os leões vivem em estado selvagem sobretudo na África subsaariana e numa pequena reserva florestal do oeste da Índia. Apesar de estas regiões serem quentes, apresentam geralmente condições muito mais secas do que o verão japonês, marcado por elevada humidade e por temperaturas que descem pouco durante a noite.</p>
<p><strong>Japão enfrenta dias acima dos 40 graus</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As mortes ocorreram durante um verão que a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres do Japão classificou como uma situação de desastre, uma designação habitualmente utilizada para acontecimentos como terramotos e tufões.</p>
<p class="isSelectedEnd">Várias cidades registaram aquilo a que as autoridades começaram a chamar “dias cruelmente quentes”, correspondentes a temperaturas superiores a 40 graus Celsius.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Japão ultrapassou os 40 graus durante cinco dias consecutivos até 25 de julho, a sequência mais longa desde o início dos registos comparáveis.</p>
<p class="isSelectedEnd">A agência meteorológica japonesa criou este ano o termo “kokushobi” para designar estes episódios. A expressão foi escolhida através de uma consulta pública que recebeu cerca de 478 mil respostas e representa a primeira nova categoria de calor introduzida desde 2007.</p>
<p><strong>Mais de 18 mil pessoas hospitalizadas numa semana</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Entre 20 e 26 de julho, 18.591 pessoas foram transportadas para hospitais devido a problemas relacionados com o calor.</p>
<p class="isSelectedEnd">Durante esse período, morreram 45 pessoas. Os cidadãos com 65 ou mais anos representaram cerca de 58% das hospitalizações.</p>
<p class="isSelectedEnd">Tóquio foi a prefeitura com o maior número de casos.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o Independent, o centro da capital atingiu 36,5 graus no sábado, enquanto Hamamatsu, a oeste de Tóquio, chegou aos 39,7 graus.</p>
<p class="isSelectedEnd">No fim de semana, estavam ativos alertas de golpe de calor em 30 das 47 prefeituras japonesas.</p>
<p><strong>Noites quentes deixam pessoas e animais sem alívio</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As previsões apontam para a continuação das temperaturas elevadas, com a possibilidade de os termómetros atingirem os 40 graus em Hita, no sudoeste do país.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em grande parte do Japão, as temperaturas noturnas mantêm-se acima dos 25 graus, impedindo que pessoas e animais recuperem do calor acumulado durante o dia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Jardins zoológicos de todo o país têm adotado medidas adicionais de arrefecimento durante o verão.</p>
<p>As temperaturas extremas também dificultaram a resposta a um terramoto na região de Kumamoto, no sudoeste do Japão. As equipas de recuperação foram aconselhadas a evitar trabalhar durante as horas de maior calor.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797365]]></sapo:autor>
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		<title>Relatório do Congresso dos EUA põe em causa soberania espanhola sobre Ceuta e Melilla</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 10:56:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O debate surge também num momento marcado por uma grave crise migratória em Ceuta.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Um relatório aprovado por um comité da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos descreve Ceuta e Melilla como cidades “administradas por Espanha”, mas localizadas em “território marroquino”, introduzindo no debate político americano uma formulação que põe em causa a soberania espanhola sobre os dois territórios.</p>
<p class="isSelectedEnd">O documento, elaborado no âmbito da preparação das ajudas externas dos EUA e do orçamento do Departamento de Estado, refere ainda que Ceuta e Melilla continuam a ser alvo de uma reivindicação territorial antiga por parte de Marrocos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os legisladores republicanos que promoveram esta referência sugerem que o secretário de Estado, Marco Rubio, incentive o diálogo entre Madrid e Rabat sobre o futuro estatuto das duas cidades.</p>
<p><strong>Congresso americano abre porta a debate sobre Ceuta e Melilla</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A menção surge num relatório de 178 páginas dedicado à política externa dos Estados Unidos, aprovado pelo Comité de Apropriações da Câmara dos Representantes e conhecido no início de maio.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na página dedicada a Marrocos, o texto assinala que Ceuta e Melilla são administradas por Espanha, mas se encontram em território marroquino, acrescentando que Rabat mantém há muito uma reivindicação sobre as duas cidades.</p>
<p class="isSelectedEnd">A formulação representa uma alteração relevante em relação à posição tradicional dos Estados Unidos, que não têm promovido formalmente negociações entre Espanha e Marrocos sobre a soberania de Ceuta e Melilla.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para Madrid, a soberania espanhola sobre os dois territórios não está em discussão.</p>
<p><strong>Republicano próximo de Marco Rubio introduziu referência</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A inclusão da passagem sobre Ceuta e Melilla foi promovida pelo congressista republicano Mario Díaz-Balart, eleito pela Florida e próximo de Marco Rubio.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em abril, Díaz-Balart afirmou que as duas cidades não se encontravam em Espanha, mas em Marrocos, defendendo que o tema deveria ser tratado entre países amigos e aliados.</p>
<p class="isSelectedEnd">O congressista reuniu-se em abril de 2025 com o ministro dos Negócios Estrangeiros marroquino, Nasser Bourita.</p>
<p class="isSelectedEnd">Díaz-Balart tem também apoiado publicamente uma iniciativa para classificar a Frente Polisário como organização terrorista.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar destas posições, nenhum secretário de Estado dos EUA promoveu até agora conversações formais entre Espanha e Marrocos sobre Ceuta e Melilla.</p>
<p><strong>Relação entre Washington e Rabat ganhou força</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A referência surge num contexto de aproximação política entre os Estados Unidos e Marrocos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2020, durante a presidência de Donald Trump, Washington reconheceu a reivindicação marroquina sobre o Saara Ocidental, ao mesmo tempo que Marrocos restabeleceu relações diplomáticas com Israel no âmbito dos Acordos de Abraão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trump anunciou então o entendimento entre Israel e Marrocos e formalizou o apoio americano à posição de Rabat sobre o Saara Ocidental, território controlado por Marrocos desde a saída de Espanha, em 1975.</p>
<p class="isSelectedEnd">Marrocos reconheceu o Estado de Israel e o Governo israelita, liderado por Benjamin Netanyahu, apoiou igualmente a soberania marroquina sobre o Saara Ocidental.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esta convergência reforçou as relações entre Washington, Rabat e Telavive e aumentou o peso diplomático de Marrocos junto da administração americana.</p>
<p><strong>Documento teria chegado à Casa Branca</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Antes da referência incluída no relatório do Congresso, terá circulado em Washington um documento interno elaborado por assessores da Casa Branca que propunha a abertura de um debate sobre Ceuta e Melilla.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a informação citada no artigo original, esse dossiê preventivo chegou a Donald Trump e começou a ser preparado depois de o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, recusar a utilização das bases de Rota e Morón pelos Estados Unidos no conflito com o Irão.</p>
<p class="isSelectedEnd">A recusa foi anunciada por Sánchez a 4 de março.</p>
<p class="isSelectedEnd">O texto estabelece uma relação temporal entre essa decisão e o surgimento de propostas para discutir a soberania de Ceuta e Melilla, embora não apresente uma confirmação oficial de que os dois acontecimentos estejam diretamente ligados.</p>
<p><strong>Crise migratória volta a pressionar Ceuta</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O debate surge também num momento marcado por uma grave crise migratória em Ceuta.</p>
<p class="isSelectedEnd">Milhares de migrantes, na maioria marroquinos, atravessaram a fronteira e entraram na cidade, numa situação que provocou cerca de uma centena de mortes e deixou várias pessoas desaparecidas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Audiência Nacional espanhola está a analisar a possibilidade de abrir uma investigação para determinar se a entrada em massa resultou de uma ação organizada por um grupo criminoso.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Governo espanhol continua a agradecer a colaboração de Marrocos e atribui parte da mobilização às redes sociais.</p>
<p class="isSelectedEnd">O artigo, contudo, apresenta a hipótese de que a crise possa ter sido facilitada por ação ou omissão das autoridades marroquinas, uma interpretação que não é confirmada pelas informações oficiais citadas.</p>
<p><strong>Madrid não reconhece qualquer disputa territorial</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da nova formulação adotada no relatório do Congresso, a posição espanhola mantém-se inalterada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Espanha considera Ceuta e Melilla parte integrante do seu território e rejeita a existência de qualquer questão de soberania que deva ser negociada com Marrocos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A proposta republicana não altera, por si só, a política externa dos Estados Unidos, mas introduz a reivindicação marroquina num documento formal do Congresso.</p>
<p>O relatório abre, assim, um novo espaço político para um tema que até agora permanecia sobretudo associado às posições de Rabat e a declarações isoladas de dirigentes e comentadores.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797358]]></sapo:autor>
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		<title>93% dos portugueses dizem que a mobilidade está mais cara. Mesmo assim, o carro continua a reinar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 10:54:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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					<description><![CDATA[Os custos da mobilidade continuam a aumentar e estão a obrigar os portugueses a alterar a forma como se deslocam]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os custos da mobilidade continuam a aumentar e estão a obrigar os portugueses a alterar a forma como se deslocam. Em comunicado, a ConsumerChoice revela que 93% dos inquiridos consideram que a mobilidade ficou mais cara nos últimos dois anos, enquanto 77% afirma já ter mudado os seus hábitos de deslocação.</p>
<p>Segundo o estudo da ConsumerChoice sobre Mobilidade e Transportes, o automóvel continua a ser o principal meio de transporte em Portugal, sendo utilizado diariamente por 68% dos participantes. Os transportes públicos surgem bastante atrás, com apenas 16% dos inquiridos a dizer que são o seu principal meio de deslocação.</p>
<p>De acordo com a análise, os combustíveis continuam a representar o maior peso no orçamento das famílias, sendo apontados por 81% dos participantes como a principal despesa relacionada com a mobilidade. Seguem-se os seguros automóveis (48%) e os custos de manutenção dos veículos (43%).</p>
<p>Em resposta ao aumento das despesas, 47% dos portugueses diz ter reduzido a utilização do automóvel, 34% afirma fazer menos viagens não essenciais e 31% passou a recorrer mais aos transportes públicos ou às deslocações a pé.</p>
<p>O estudo revela ainda uma crescente preocupação com a sustentabilidade. Em comunicado, a ConsumerChoice refere que 73% dos inquiridos admite que os fatores ambientais influenciam, pelo menos ocasionalmente, as suas decisões de mobilidade, enquanto 80% considera que os portugueses estão a adotar comportamentos cada vez mais sustentáveis nesta área.</p>
<p>A mobilidade elétrica continua igualmente a ganhar terreno. Apesar de apenas 25% dos participantes possuir atualmente um veículo eletrificado, 65% afirma ponderar comprar um automóvel elétrico nos próximos anos.</p>
<p>Segundo a ConsumerChoice, os principais argumentos a favor destes veículos são o menor impacto ambiental (68%) e a redução dos custos de utilização (64%). No entanto, o preço de compra continua a ser o maior entrave, referido por 70% dos inquiridos, seguido das dúvidas sobre a durabilidade das baterias (36%) e do tempo de carregamento (35%).</p>
<p>Quanto à infraestrutura de carregamento, apenas 15% considera que Portugal dispõe atualmente de uma rede adequada, enquanto 55% entende que esta responde apenas parcialmente às necessidades dos utilizadores.</p>
<p>O estudo indica também que os modelos alternativos de utilização automóvel começam a ganhar espaço. Embora a compra tradicional continue a ser a opção predominante (62%), o renting (7%) e o leasing (5%) registam uma procura crescente, refletindo, segundo a ConsumerChoice, uma maior valorização da previsibilidade dos custos.</p>
<p>Nos transportes públicos, os atrasos (57%), a lotação excessiva (41%) e a frequência insuficiente (41%) continuam a ser os principais fatores que afastam os utilizadores. Além disso, 95% dos inquiridos considera existirem fortes desigualdades entre a oferta disponível nas grandes cidades e a existente no interior do país.</p>
<p>Essa diferença reflete-se na dependência do automóvel. Enquanto 22% dos residentes em áreas urbanas acredita que não conseguiria manter o seu estilo de vida sem carro próprio, essa percentagem sobe para 55% entre os habitantes de zonas rurais ou de baixa densidade populacional.</p>
<p>Quando questionados sobre o que poderia incentivar uma maior utilização dos transportes públicos, os portugueses apontam sobretudo preços mais competitivos (49%), maior frequência dos serviços (48%), mais pontualidade (39%) e uma melhor cobertura geográfica (37%).</p>
<p>Apesar dos desafios, a perspetiva para o futuro é positiva. Em comunicado, a ConsumerChoice afirma que 69% dos participantes acredita que a mobilidade em Portugal será melhor na próxima década, impulsionada sobretudo pela eletrificação dos veículos (77%), pelos transportes públicos inteligentes (38%), pela condução autónoma (25%) e pela micromobilidade, como bicicletas e trotinetes (25%).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797357]]></sapo:autor>
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		<title>A identidade digital tornou-se o novo alvo dos ataques à hotelaria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 10:49:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[Fabio Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[WatchGuard]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Fábio Ribeiro, Sales Engineer da WatchGuard para Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fábio Ribeiro, Sales Engineer da WatchGuard para Portugal</p>
<p>A época alta traz todos os anos os mesmos desafios ao setor hoteleiro. Milhares de hóspedes, colaboradores sazonais, fornecedores e parceiros de negócio interagem diariamente com sistemas de reservas, plataformas de gestão, aplicações móveis e programas de fidelização. Essa complexidade operacional torna os hotéis um alvo particularmente apetecível para os cibercriminosos — e a inteligência artificial está a tornar esse alvo ainda mais vulnerável.</p>
<p>A IA não criou um problema novo para a hotelaria: está apenas a acelerar um problema antigo, o dos ataques baseados em identidade. Os atacantes continuam a recorrer ao phishing, ao roubo de credenciais e à engenharia social, mas fazem-no agora com uma velocidade e uma escala sem precedentes. Já não precisam de horas para redigir um email convincente, investigar uma vítima ou testar manualmente credenciais roubadas. A IA permite personalizar campanhas em segundos, analisar grandes volumes de dados públicos, adaptar ataques em tempo real e automatizar boa parte do processo.</p>
<p>Para um setor que depende de pessoal permanente e sazonal, de fornecedores externos e de múltiplas plataformas interligadas, esta mudança tem uma consequência clara: a identidade tornou-se o alvo mais valioso dos atacantes e a primeira linha de defesa das organizações. O verdadeiro desafio não é apenas adotar novas ferramentas de segurança, mas reconhecer que a próxima geração de ataques será mais rápida, automatizada e adaptativa — e que a defesa terá de acompanhar esse ritmo.</p>
<p><strong>A identidade é o novo perímetro de segurança</strong></p>
<p>A transformação digital multiplicou os sistemas a que colaboradores e parceiros acedem: plataformas de gestão hoteleira (PMS), aplicações para hóspedes, sistemas de pagamento, programas de fidelização, portais de wi-fi para hóspedes e soluções na nuvem. Os hotéis operam num ambiente complexo, com pessoal permanente, trabalhadores sazonais, equipas de limpeza, catering, manutenção e prestadores de TI, todos precisando de aceder a sistemas diferentes durante períodos muito específicos. Gerir quem acede a quê, quando e a partir de que dispositivo tornou-se tanto um desafio de negócio como uma questão de cibersegurança.</p>
<p>Por isso, é hoje mais rentável para um atacante roubar credenciais válidas do que explorar uma vulnerabilidade técnica. Uma vez dentro do sistema com uma identidade legítima, o atacante pode mover-se lateralmente pela rede, explorando os mesmos mecanismos de confiança que colaboradores e hóspedes usam todos os dias. Há já exemplos recentes de grupos com apoio estatal a visar redes wi-fi de hotéis precisamente para recolher credenciais de vítimas. A IA não muda esta realidade — apenas torna mais rápido e eficiente encontrar, testar e reutilizar credenciais roubadas.</p>
<p>É fácil assumir que a IA representa uma ameaça nova, mas não é bem assim: a automação só funciona quando encontra maus hábitos para explorar, e esses hábitos continuam surpreendentemente comuns. Estudos recentes sobre higiene cibernética nas organizações mostram que mais de três quartos dos colaboradores admitem reutilizar palavras-passe em várias contas, que uma parte significativa recorre a ferramentas de IA não autorizadas para o seu trabalho, e que a maioria recebe formação sobre phishing apenas uma vez por ano — ou nunca. Estes números mostram que o principal problema não é técnico, é humano: para um atacante que usa IA, cada palavra-passe reutilizada, cada colaborador sem formação e cada ferramenta não autorizada representa uma oportunidade que pode ser explorada automaticamente e em grande escala.</p>
<p><strong>A confiança já não pode depender apenas de uma palavra-passe</strong></p>
<p>Nos últimos meses tem-se falado muito sobre como os cibercriminosos estão a incorporar inteligência artificial nas suas operações. Mas a conversa não devia focar-se apenas em como os atacantes usam a IA — devia focar-se também em como as organizações que se defendem podem tirar partido dela, acelerando tarefas como a caça a ameaças, a validação de controlos de segurança, a identificação de vulnerabilidades e a análise de incidentes. A vantagem competitiva não virá de simplesmente usar IA, mas de a integrar de forma mais rápida e eficaz nas operações de segurança.</p>
<p>Num ambiente em que a identidade se tornou o principal alvo, confiar apenas em credenciais já não é suficiente. A autenticação multifator reduz drasticamente o valor de credenciais comprometidas, ao exigir um segundo fator antes de conceder acesso. Mas a autenticação é só parte da solução: uma abordagem de confiança zero parte de uma premissa mais realista — nenhuma identidade deve ser considerada fiável apenas por ter feito login. Cada pedido de acesso deve ser avaliado tendo em conta o contexto do utilizador, o dispositivo, a localização e o comportamento. Esta abordagem é especialmente relevante para a hotelaria, onde a mobilidade, a rotatividade de pessoal e a colaboração com terceiros fazem parte do dia a dia.</p>
<p>A inteligência artificial não vai substituir os profissionais de cibersegurança, nem eliminar a necessidade de políticas de identidade sólidas e de programas de formação. O que vai fazer é acelerar a velocidade a que ataques e defesas evoluem. Os atacantes vão continuar a usar phishing, roubo de credenciais e engenharia social, porque continuam a funcionar — a diferença é que agora conseguem executá-los mais depressa, torná-los mais personalizados e escalá-los massivamente.</p>
<p>Para os hotéis, a prioridade não deve ser preparar-se para ameaças totalmente novas, mas reforçar os controlos que protegem aquilo que os atacantes mais visam: a identidade digital. As organizações que combinarem autenticação robusta, princípios de confiança zero e capacidades de IA nas suas operações de segurança estarão muito melhor preparadas para responder a ameaças que já não estão apenas a evoluir, mas a aprender e a adaptar-se continuamente.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[Fábio Ribeiro, Sales Engineer da WatchGuard para Portugal]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Revolut nomeia Chief Banking Officer para o conselho de administração</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/revolut-nomeia-chief-banking-officer-para-o-conselho-de-administracao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 10:35:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[administração]]></category>
		<category><![CDATA[Chief Banking Officer]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[revolut]]></category>
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					<description><![CDATA[A Revolut nomeou Sid Jajodia, atual Chief Banking Officer da fintech, como diretor executivo do conselho de administração da Revolut Group Holdings Ltd. A nomeação está ainda sujeita a aprovação regulatória.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Revolut nomeou Sid Jajodia, atual Chief Banking Officer da fintech, como diretor executivo do conselho de administração da Revolut Group Holdings Ltd. A nomeação está ainda sujeita a aprovação regulatória.</p>
<p>O executivo integra a Revolut desde 2021 e tem sido responsável pela supervisão da expansão das operações bancárias da empresa a nível global. A nomeação acontece numa altura em que a fintech conta já com mais de 75 milhões de clientes em todo o mundo e está a acelerar a transformação do negócio bancário.</p>
<p>Com mais de 20 anos de experiência nas áreas de crédito a particulares e empresas e regulação, Sid Jajodia passou anteriormente pela PayU, onde foi CEO da área de Crédito. Trabalhou também durante quatro anos na LendingClub, como Chief Investment Officer e VP de Gestão de Risco, e esteve 12 anos na Capital One, onde ocupou, mais recentemente, o cargo de SVP e responsável pelo Crédito a PME.</p>
<p>Para Martin Gilbert, presidente do conselho de administração da Revolut Group, a expansão das operações bancárias para novos mercados é uma componente central da estratégia da empresa.</p>
<p>“A expansão das nossas operações bancárias para mais países é central na estratégia da Revolut, e o Sid tem sido fundamental nessa expansão”, afirmou o responsável, destacando o papel do executivo no lançamento do banco no Reino Unido e na entrada nos primeiros mercados fora da Europa.</p>
<p>Também Sid Jajodia considera que a nomeação acontece num momento particularmente relevante para a empresa. “No último ano, lançámos o nosso banco no Reino Unido, abrimos os nossos primeiros bancos fora da Europa, no México e na Austrália, e submetemos o pedido de licença nos EUA. A próxima fase será ainda mais ambiciosa”, afirmou.</p>
<p>Com a entrada de Jajodia, e caso sejam obtidas as necessárias aprovações regulatórias, o conselho de administração da Revolut Group passa a ser composto por Martin Gilbert, como presidente; Nik Storonsky e Sid Jajodia, como diretores executivos; Vlad Yatsenko, como diretor não-executivo; e Caroline Britton, John Sievwright, Michael Sherwood, Ian Wilson e Dan Teodosiu, como diretores não-executivos independentes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797349]]></sapo:autor>
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		<title>Novo calendário do IUC já foi publicado: saiba quando vai pagar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 10:34:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O novo modelo de pagamento do IUC determina a partir de 2028 a liquidação do imposto em datas fixas, de forma fracionada a partir dos 100 euros, prevendo um período transitório em 2027, segundo um decreto-lei hoje publicado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo modelo de pagamento do IUC determina a partir de 2028 a liquidação do imposto em datas fixas, de forma fracionada a partir dos 100 euros, prevendo um período transitório em 2027, segundo um decreto-lei hoje publicado.</p>
<p>De acordo com o decreto-lei n.º 161/2026, publicado hoje em Diário da República e com efeitos a partir de 01 de janeiro de 2027, os proprietários automóveis passam a pagar o Impostos Único de Circulação (IUC) em datas fixas, em vez de o fazerem no mês da matrícula do veículo, como atualmente.</p>
<p>De acordo com a iniciativa, a partir de 2028, o IUC passa a ser liquidado até ao final de abril se for até 100 euros.</p>
<p>Se for superior a 100 euros e igual ou inferior a 500 euros, é pago em duas prestações, em abril e outubro. Se for mais alto, é entregue em abril, julho e outubro.</p>
<p>No próximo ano haverá, contudo, um período transitório (com um calendário que só se aplicará durante um ano), em que o imposto será pago numa única prestação, durante o mês de outubro, se o seu valor for igual ou inferior a 500 euros.</p>
<p>Nos restantes casos, é entregue em duas prestações, durante os meses de julho e outubro, &#8220;sem prejuízo da opção pelo pagamento integral no mês de julho&#8221;.</p>
<p>O objetivo da norma transitória é evitar situações em que os contribuintes teriam de pagar o IUC referente a 2026 e 2027 num curto intervalo de tempo.</p>
<p>A norma transitória prevê ainda a possibilidade de o proprietário &#8220;requerer a anulação da liquidação do IUC referente ao ano de 2027 nas situações em que ocorra o cancelamento da matrícula de veículo das categorias A, B, C, D ou E durante esse ano e antes da data de aniversário da matrícula&#8221;.</p>
<p>No texto do decreto-lei, o Governo refere que as alterações ao modelo de pagamento do IUC visam promover &#8220;o cumprimento voluntário das obrigações tributárias, agilizando procedimentos e reforçando a confiança e a transparência na relação tributária&#8221; e &#8220;prevenindo situações suscetíveis de penalizar o contribuinte&#8221;.</p>
<p>&#8220;Com estas alterações legislativas, reforçam-se, assim, a previsibilidade, a transparência e a eficiência do sistema tributário, promovendo uma relação mais equilibrada entre a administração fiscal e os contribuintes&#8221;, sustenta.</p>
<p>&#8220;Assegura-se, igualmente, a neutralidade fiscal da medida, garantindo-se, designadamente através da disposição transitória, que as novas regras não acarretarão qualquer esforço financeiro acrescido para o contribuinte&#8221;, acrescenta.</p>
<p>No diploma hoje publicado é referido que &#8220;o período de tributação [do IUC] corresponde ao ano civil, com exceção do ano da matrícula ou registo do veículo em território nacional, em que aquele período se inicia na data da matrícula ou registo e termina a 31 de dezembro do respetivo ano&#8221;.</p>
<p>Quando o período de tributação não corresponda ao ano civil, &#8220;aplica-se uma isenção na proporção do número de meses completos decorridos desde 01 de janeiro até à data da matrícula ou registo&#8221;.</p>
<p>O diploma determina ainda que, nos casos das pessoas com deficiência cujo grau de incapacidade seja igual ou superior a 60% em relação a veículos das categorias A, B e E, a isenção de IUC de que até agora beneficiavam em relação a um veículo em cada ano passa a não poder ultrapassar o montante anual de 240 euros.</p>
<p>A autorização legislativa para o Governo alterar o modelo de pagamento do IUC foi aprovada no parlamento em 17 de abril passado, com os votos favoráveis do PSD, CDS-PP, PS, Livre e JPP e a abstenção do Chega, PCP, BE e PAN.</p>
<p>Em 2026 vigoram as atuais regras de pagamento do IUC, no aniversário da matrícula do carro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797353]]></sapo:autor>
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		<title>Em apenas 12 meses, passou a valer 34 mil milhões de euros: a história da fortuna explosiva do fundador da DeepSeek</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 10:24:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[BestBrokers]]></category>
		<category><![CDATA[Deepseek]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Liang Wenfeng]]></category>
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					<description><![CDATA[A inteligência artificial não está apenas a transformar empresas e mercados. Está também a criar algumas das maiores fortunas da história recente a uma velocidade sem precedentes]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A inteligência artificial não está apenas a transformar empresas e mercados. Está também a criar algumas das maiores fortunas da história recente a uma velocidade sem precedentes.</p>
<p>Uma análise da <a href="https://www.bestbrokers.com/forex-brokers/billionaire-wealth-race/" target="_blank" rel="noopener">BestBrokers</a>, baseada na lista de multimilionários em tempo real da &#8216;Forbes&#8217;, mostra que a riqueza dos multimilionários ligados ao setor tecnológico aumentou em mais de um bilião de dólares (cerca de 860 mil milhões de euros) entre julho de 2025 e julho de 2026, impulsionada sobretudo pelo boom da inteligência artificial.</p>
<p>O caso mais impressionante é o de Liang Wenfeng, fundador e diretor executivo da DeepSeek. Em apenas 12 meses, a sua fortuna estimada passou de mil milhões para 39,5 mil milhões de dólares (cerca de 34 mil milhões de euros), um crescimento de 3.850% que o colocou entre as 50 pessoas mais ricas do planeta. Segundo a análise, a ascensão acompanha a transformação da DeepSeek de um laboratório chinês relativamente desconhecido numa das empresas mais promissoras da inteligência artificial.</p>
<p>A Anthropic protagonizou uma evolução semelhante. Os sete fundadores da empresa — Tom Brown, Jack Clark, Sam McCandlish, Jared Kaplan, Daniela Amodei, Dario Amodei e Christopher Olah — multiplicaram as respetivas fortunas por quase 13, passando de 1,2 para 15,5 mil milhões de dólares (cerca de 13,3 mil milhões de euros) cada um. A valorização da empresa disparou à medida que investidores injetaram milhares de milhões na corrida aos modelos de inteligência artificial de nova geração.</p>
<p>Outra das maiores surpresas é Brett Adcock, fundador da Figure AI. A aposta em robôs humanoides permitiu-lhe aumentar a fortuna em mais de 1.170% num só ano, refletindo a crescente aposta dos investidores na combinação entre inteligência artificial e robótica.</p>
<p>Mas os maiores ganhos já não se limitam às empresas que desenvolvem modelos de IA. Segundo o estudo, o efeito está a espalhar-se por toda a cadeia de valor, beneficiando fabricantes de componentes, empresas de comunicações óticas, produtores de sistemas elétricos para centros de dados e até setores aparentemente distantes da tecnologia.</p>
<p>Entre os maiores vencedores fora da IA destacam-se Hamdi Ulukaya, fundador da Chobani, cuja fortuna aumentou 443%, o empresário chinês Yuan Fugen (412%) e Patrizio Vinciarelli, fundador da Vicor, que viu a riqueza crescer 350%, impulsionada pela procura de equipamentos para centros de dados dedicados à inteligência artificial.</p>
<p>Se alguns enriqueceram a um ritmo recorde, outros perderam autênticas fortunas. O maior tombo pertenceu a Larry Ellison, presidente da Oracle. A sua riqueza caiu de 290,6 mil milhões para 151,9 mil milhões de dólares (de cerca de 250 mil milhões para 131 mil milhões de euros), uma perda de 138,7 mil milhões de dólares (cerca de 119 mil milhões de euros) em apenas um ano.</p>
<p>Segundo a &#8216;BestBrokers&#8217;, a queda resulta das preocupações dos investidores com o enorme investimento da Oracle em infraestruturas de inteligência artificial e com o aumento do endividamento necessário para financiar a expansão dos seus centros de dados.</p>
<p>O estudo mostra ainda que existiam, em 27 de julho deste ano, 3.356 multimilionários em todo o mundo, com uma fortuna conjunta de 19,6 biliões de dólares (cerca de 16,9 biliões de euros). Os Estados Unidos continuam a liderar o ranking, com 990 multimilionários, seguidos pela China (511), Índia (223) e Alemanha (205).</p>
<p>A tecnologia é hoje, de longe, o setor que mais riqueza concentra. Sozinha reúne 511 multimilionários, responsáveis por uma fortuna combinada de 5,3 biliões de dólares (cerca de 4,6 biliões de euros), mais do dobro do setor financeiro. O top 10 das maiores fortunas mundiais inclui oito empresários tecnológicos, evidenciando como a inteligência artificial e o setor digital passaram a dominar o mapa da riqueza global.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797335]]></sapo:autor>
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		<title>Impactos e benefícios de grandes centrais fotovoltaicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 10:14:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[benefícios]]></category>
		<category><![CDATA[centrais fotovoltaicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Luís Gil, Membro Conselheiro e Especialista em Energia da Ordem dos Engenheiros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Luís Gil, Membro Conselheiro e Especialista em Energia da Ordem dos Engenheiros</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um estudo recente apresentado pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) fez um apanhado sobre os impactos e benefícios ambientais locais das centrais fotovoltaicas de grande escala, sendo esse trabalho que nos vai servir de base para a discussão que se segue. Este tem sido um tema recorrente dos últimos tempos em tudo o que é discussão pública e notícias nos media associados, pelo que parece importante falar aqui um pouco sobre isso.</p>
<p>A energia solar fotovoltaica (FV) está entre as tecnologias de energia renovável mais amplamente implantadas em todo o mundo e prevê-se a uma rápida expansão nas próximas décadas. Até ao final de 2024, a energia solar FV contribuiu com 77% dos acréscimos anuais de capacidade e 42% da capacidade total instalada de energia renovável. De 2015 a 2024, a capacidade total instalada global de energia solar FV aumentou mais de oito vezes.</p>
<p>A implementação de energia solar fotovoltaica pode ter muitos impactos, positivos e negativos. Do lado positivo, a energia solar fotovoltaica pode ajudar a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e a prevenir a poluição do ar, substituindo a geração de energia a partir de combustíveis fósseis, ajudando assim a combater a crise climática e a melhorar a saúde pública. Com as medidas adequadas, pode até gerar benefícios adicionais para a melhoria do ambiente e da biodiversidade. Do lado negativo, o aumento da sua implantação implica, por exemplo, uma crescente procura de certas matérias-primas, associada a maiores impactos ambientais relacionados com a mineração e com o processamento dos minerais utilizados no fabrico de painéis solares fotovoltaicos. Além disso, as centrais solares fotovoltaicas podem ter muitas interações com o ambiente local e ter impacto na biodiversidade.</p>
<p>As implicações do uso do solo para a implantação de centrais de energia solar fotovoltaica continuam a ser um dos temas mais complexos, com preocupações levantadas sobre a possível concorrência com a agricultura e outros usos da terra. Mas, se os governos adotarem processos de avaliação e planeamento adequados, é pouco provável que as atuais e futuras centrais solares fotovoltaicas compitam com a agricultura. Para evitar estes problemas, é necessário implementar um processo de planeamento integrado que envolva partes interessadas de vários setores.</p>
<p>Impactos negativos podem surgir se os projetos forem implementados em áreas com elevado valor de biodiversidade, que prestem serviços ecológicos vitais ou que sirvam de habitat essencial para a vida selvagem. A construção de projetos de energia solar fotovoltaica e a implementação de linhas de transporte podem levar à remoção da vegetação do solo, afetando o habitat da vida selvagem e o ecossistema original. Essas ações podem também causar poluição, degradar o solo e aumentar os riscos de inundação. Outro risco envolve as espécies invasoras, que podem ser introduzidas se a replantação não for baseada em espécies nativas. Entretanto, durante a fase de operação, eletrocussões de animais podem ocorrer, e a vedação das centrais solares fotovoltaicas provoca a fragmentação do habitat. Além disso, os projetos de grande escala podem alterar estrutural e visualmente a paisagem, impactando assim a estética local e, porventura, o património cultural. Finalmente, as centrais solares fotovoltaicas podem afetar o microclima e os fatores ambientais nas áreas onde se localizam, como temperatura, humidade, condições do solo, crescimento da vegetação e biodiversidade.</p>
<p>Abordar estes potenciais impactos exige a incorporação de considerações ambientais e de biodiversidade nas fases iniciais do projeto e do planeamento. Os promotores de projetos e as partes interessadas do setor podem adotar muitas medidas e ferramentas existentes. Isto inclui uma hierarquia de mitigação que abrange a prevenção, a minimização e a restauração – e até compensações, como última opção, após esgotadas todas as outras medidas. Os promotores podem adotar vários princípios-chave ou ferramentas para a seleção de locais que sejam positivos para a natureza.</p>
<p>Mas será que, futuramente, com o anúncio no Japão de novos painéis solares fotovoltaicos de titânio, com até mil vezes mais capacidade que os tradicionais ou mesmo os novos painéis anunciados pela China com mais de 28% de eficiência (sendo necessária muitíssima menos área para a mesma produção de eletricidade), estes problemas possam vir a deixar de ter tanta importância?</p>
<p>Além disso, sob certas condições, alguns impactes ambientais podem até transformar-se em benefícios conjuntos entre a geração de energia e a melhoria do ambiente e da biodiversidade. Por exemplo, combinar as atividades agrícolas com centrais solares fotovoltaicas, pode melhorar a eficiência do uso da terra, aumentar a segurança alimentar e gerar rendimentos adicionais. Por exemplo, o pastoreio de gado em centrais solares fotovoltaicas pode reduzir os riscos de incêndio causados pelo crescimento excessivo da vegetação, poupar custos com a gestão da vegetação e, possivelmente, aumentar a produção de carne e leite. Em determinadas condições, a operação de centrais solares fotovoltaicas pode coexistir com uma cobertura vegetal melhorada e uma maior biodiversidade. Em condições áridas e semiáridas, a implantação de energia solar fotovoltaica pode ajudar a restaurar terras degradadas, como áreas mineiras abandonadas e terrenos industriais contaminados, e ajudar a controlar a desertificação (com casos de sucesso conhecidos na China). Quando a energia solar fotovoltaica é implantada em corpos de água, pode melhorar a qualidade da água e ajudar a controlar a proliferação de algas e até a diminuir a evaporação. Nas áreas onde a agricultura não tem acesso a energia, a energia solar fotovoltaica pode ser combinada com a agricultura para alimentar os sistemas de irrigação e alguma maquinaria e melhorar os meios de subsistência.</p>
<p>Por isso, um número crescente de projetos de energia solar fotovoltaica tem começado a explorar e a aproveitar os benefícios da combinação de centrais solares fotovoltaicas com atividades agrícolas, pastoreio de gado, aumento da biodiversidade, recuperação de terrenos degradados, controlo da desertificação, atividades aquícolas e outros fins.</p>
<p>Muitas barreiras impedem a expansão de práticas sustentáveis que visam evitar impactos ambientais negativos na fase de conceção e planeamento, ou aproveitar os benefícios conjuntos entre a geração de energia solar e a melhoria ambiental. Estas barreiras incluem custos adicionais para equipamentos adaptativos e manutenção, falta de conhecimento ou experiência, políticas de utilização do solo pouco claras ou inconsistentes e falta de normas industriais. Por isso são necessárias políticas e medidas para ultrapassar estas barreiras e promover ainda mais práticas sustentáveis.</p>
<p>Algumas dessas medidas podem passar por avaliações ambientais estratégicas e avaliações de impacto cumulativo, metas a longo prazo que integrem considerações energéticas e ambientais e políticas consistentes de uso do solo. Incentivos financeiros e fiscais podem ser utilizados para encorajar práticas sustentáveis e ainda o desenvolvimento de normas e diretrizes adequadas. O setor financeiro pode também desempenhar um papel crucial na viabilização dos requisitos ambientais para o desenvolvimento de projetos.</p>
<p>Estas são considerações genéricas relacionadas com o panorama global mundial, mas muitas destas questões e soluções podem ter aplicabilidade no nosso país&#8230; fica a dica!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Quando a estrada muda de cor, é porque o gelo pode estar a chegar: tecnologia portuguesa promete reforçar a segurança rodoviária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 10:13:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Universidade do Minho]]></category>
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					<description><![CDATA[Solução recorre a materiais termocrómicos incorporados na tinta utilizada nas marcas rodoviárias, funcionando como um sensor visual que avisa os automobilistas para condições potencialmente perigosas antes da formação de gelo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Universidade do Minho desenvolveu uma tecnologia que poderá reforçar a segurança rodoviária em estradas sujeitas a baixas temperaturas. Em comunicado, a instituição revela que criou marcas rodoviárias inteligentes capazes de mudar de cor quando a temperatura se aproxima dos 0 ºC, alertando os condutores para a possível formação de gelo, neve e gelo invisível (black ice) no pavimento.</p>
<p>Segundo a universidade, a solução recorre a materiais termocrómicos incorporados na tinta utilizada nas marcas rodoviárias, funcionando como um sensor visual que avisa os automobilistas para condições potencialmente perigosas antes da formação de gelo.</p>
<p>A investigação foi publicada na revista científica &#8216;Progress in Organic Coatings&#8217;. O estudo é liderado por Orlando Lima, doutorando em Sustentabilidade do Ambiente Construído e investigador do Centro de Física e do Instituto para a Sustentabilidade e Inovação em Engenharia Estrutural (ISISE) da Universidade do Minho, sob orientação dos investigadores Joaquim Carneiro, Elisabete Freitas e Iran Rocha Segundo.</p>
<p>De acordo com a instituição, além de alertarem para a aproximação de temperaturas críticas, as marcas mudam para uma cor que aumenta o contraste sobre a neve, tornando-se mais visíveis e facilitando a orientação dos condutores em condições meteorológicas adversas.</p>
<p>Para validar a tecnologia, a equipa incorporou materiais termocrómicos numa tinta acrílica branca normalmente utilizada na sinalização horizontal das estradas. Os investigadores testaram o comportamento das marcas em diferentes temperaturas e analisaram as suas propriedades físicas, químicas e óticas através de ensaios laboratoriais e protótipos de pavimento que simulam condições reais de utilização.</p>
<p>Em comunicado, a Universidade do Minho afirma que os resultados demonstram o potencial desta tecnologia para criar sistemas de alerta em tempo real capazes de ajudar os condutores a identificar situações críticas de circulação, reduzindo o risco de derrapagens e acidentes associados ao gelo.</p>
<p>Citado pela universidade, Orlando Lima sublinha que a aplicação do termocromismo à engenharia rodoviária continua a ser pouco explorada a nível mundial e considera que esta investigação introduz soluções inovadoras que combinam física aplicada e engenharia de materiais para reforçar a segurança nas estradas.</p>
<p>O investigador integra ainda o comité consultivo técnico de marcas rodoviárias da Associação Portuguesa para a Promoção da Gestão da Segurança Viária e, segundo a Universidade do Minho, recebeu recentemente várias distinções internacionais pelo seu trabalho, incluindo prémios atribuídos em conferências científicas dedicadas à ótica, pavimentos rodoviários e investigação em transportes.</p>

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<a href="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/08/Orlando-Lima-a-testar-a-tecnologia.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="600" src="data:image/svg+xml,%3Csvg%20xmlns=&#039;http://www.w3.org/2000/svg&#039;%20viewBox=&#039;0%200%20600%20600&#039;%3E%3C/svg%3E" class="attachment-bricks_medium_square size-bricks_medium_square bricks-lazy-hidden" alt="" data-src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/08/Orlando-Lima-a-testar-a-tecnologia-600x600.jpg" data-type="string" data-sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" data-srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/08/Orlando-Lima-a-testar-a-tecnologia-600x600.jpg 600w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/08/Orlando-Lima-a-testar-a-tecnologia-75x75.jpg 75w" /></a>

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