Hotelaria e restauração enviam carta aberta a Costa: «As imposições aprovadas pelo Governo ameaçam ferir de morte»

A AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal enviou esta terça-feira, 10 de Novembro, uma carta aberta a António Costa.

Filipa Almeida

A AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal enviou esta terça-feira, 10 de Novembro, uma carta aberta a António Costa. O primeiro-ministro é o alvo de um documento onde direcção da associação sublinha as dificuldades que o sector enfrenta neste momento e onde são pedidas medidas que evitem a destruição das empresas e de postos de trabalho.

“Sabemos do difícil e instável cenário que vivemos, sabemos que a actual situação pandémica nos dificulta a vida a todos mas não é possível continuar neste rumo desastroso para as nossas actividades económicas”, começa por assinalar a AHRESP. Na carta aberta, a associação admite que não será fácil alcançar o equilíbrio perfeito entre saúde pública e economia mas que “as imposições agora aprovadas pelo Governo ameaçam ferir de morte as empresas da Restauração, Similares e do Alojamento Turístico”.

Segundo a associação, a incerteza tem sido uma dificuldade acrescida em contexto de pandemia. A cada quinzena, as regras do jogo são alteradas e os agentes económicos encontram-se a braços com novas medidas e novos horários de funcionamento, por exemplo. As alterações também implicam, muitas vezes, custos extra.

Em concreto, a AHRESP critica as restrições de circulação ao fim-de-semana, que a partir de agora estão em vigor nos concedos considerados de risco elevado. Ao sábados e domingos, das 13h às 5h, os cidadãos deverão permanecer em casa, o que significa que não podem almoçar ou jantar fora.

“Sendo que muitos estabelecimentos de restauração e similares realizam grande parte da sua facturação, precisamente, ao fim-de-semana”, lembra a associação. “Referimo-nos a estas regras como um ataque sem precedentes.”

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Perante a urgência e a gravidade da situação, refere ainda a AHRESP, é pedido a António Costa que dê resposta a esta carta aberta. A associação mostra-se disponível pra discutir novas medidas que poderão ajudar a “evitar a destruição, não só das empresas e seus postos de trabalho, como de todo o nosso produto turístico”.

Consulte aqui a carta na íntegra.

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