Hospital de Torres Novas: Médicos sem formação tratam crianças doentes

Em causa está um contrato por ajuste direto celebrado em 2016, entre o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) e a Corevalue, para a colocação de médicos em regime de prestação de serviço na triagem da Urgência Pediátrica do Hospital de Torres Novas.

Revista de Imprensa

Sete médicos trabalharam nas urgências pediátricas do Hospital de Torres Novas, tratando crianças doentes, sem terem a formação exigida para tal, de acordo com o ‘Correio da Manhã’ (CM).

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Segundo a mesma publicação, a Corevalue Healthcare Solutions, uma empresa de prestação de serviços de saúde é acusada de ter falsificado os currículos desses profissionais, colocando-os a trabalhar na unidade hospitalar durante alguns meses.

Em causa está um contrato por ajuste direto celebrado em 2016, entre o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) e a Corevalue, para a colocação de médicos em regime de prestação de serviço na triagem da Urgência Pediátrica do Hospital de Torres Novas.

O caso está a ser investigado pelo Ministério Público (MP) e o julgamento está marcado para esta semana no Tribunal de Santarém, adianta o ‘CM’, sublinhando que os arguidos estão acusados dos crimes de burla e falsificação de documento.

Segundo a acusação, a que o jornal teve acesso, a empresa entregou ao CHMT certificados falsos de formação que sete dos médicos não tinham, forjando documentos da ALENTO – Associação para a Formação e Reanimação.

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Nesses documentos, segundo o jornal, foram trocados nomes de clínicos, datas dos cursos e respetivas aprovações reconhecidas pelo European Resuscitation Council.

Depois de se aperceber da situação, em 2017, o CHMT cessou de imediato a execução do serviço e formalizou uma queixa-crime no Tribunal Judicial da Comarca de Tomar.

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