Perante a adesão massiva de médicos ao movimento de recusa de fazer horas extraordinárias para além das 150 previstas na lei, há vários hospitais nacionais já a tratar de reduzir equipas e cancelar consultas, de forma a garantir que as Urgências têm capacidade de continuar a funcionar e não colapsam.
Já 21 hospitais de todo o País receberam minutos de escusa de trabalho suplementar, e há mesmo serviços em que 90% ou até mesmo 100% dos médicos estão indisponíveis em várias especialidades, como medicina interna ou pediatria, que podem pôs em causa o funcionamento dos serviços de urgência. è o caso dos hospitais da Guarda, Santarém ou Penafiel.
As dificuldades para fazer as escalas estão a tornar-se num verdadeiro muro e, no Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, noticia o Jornal de Notícias, já se está a tentar contratar médicos tarefeiros especialistas de cirurgia geral para os turnos de outubro, por 46 euros/hora, já que 90% dos especialistas naquela unidade entregaram escusa a mais horas extraordinárias.
Também no Hospital de Santa Maria, o maior da região de Lisboa, oito cirurgiões e todos os internos recusaram fazer mais horas extra. Em Viana do Castelo os problemas verificam-se em medicina interna, obstetrícia e anestesiologia.
Helena Terleira, uma das fundadoras do movimento ‘Médicos em luta’, explica ao jornal que a redução de equipas nas urgências, ou o cancelamento de atividade programada para ‘mudar’ os médicos para as urgências têm sido opções, relatando 50 consultas canceladas no hospital de Viana do Castelo, só numa semana.













