Homens brancos. Este é o perfil do eleitorado mais provável de votar em Donald Trump, segundo uma sondagem do “Financial Times” em parceria com a Fundação Peter G Peterson. Foi, aliás, graças a eles que Trump conseguiu construir a sua maioria nas eleições de 2016 e chegar à presidência dos Estados Unidos.
Donald Trump tem passado o seu mandato a gabar a expansão económica do país, que começou com o ex-Presidente norte-americano Barack Obama, mas a que diz ter dado continuidade. Mas, apesar de no terceiro e último discurso do Estado da União, esta terça-feira, Trump ter declarado que o seu Governo reverteu a «decadência económica» nos Estados Unidos para «quase todos», aqueles que dizem estar financeiramente melhor desde a sua eleição são maioritariamente homens brancos (48%).
A menos de um ano das eleições presidenciais, pouco mais da metade (51%) dos americanos considera que as políticas de Trump favoreceram a economia, enquanto 39% dizem que prejudicou. Outros 10% não sentiram quaisquer impactos nas suas carteiras.
Trump tem índices de popularidade baixíssimos entre a população afro-americana e latina. Quase metade (48%) dos homens negros alegam que estão em pior situação financeira desde que o multimilionário tomou posse, com 33% a admitir que está «muito pior». Já 45% das mulheres afro-americanas e 49% das latinas defendem que as suas finanças pioraram, assim como 42% dos homens latinos.
Entre as mulheres brancas, 33% acreditam que estão melhor financeiramente agora do que estavam em 2016.
Este relatório teve por base um inquérito online, realizado entre 21 e 26 de Janeiro de 2020, junto de 1004 eleitores dos Estados Unidos.









