Os homens ganham, em média, quase o dobro das mulheres na pensão de velhice, garantiu esta quinta-feira o ‘Correio da Manhã’: segundo dados no Orçamento do Estado para 2023, que reconheceu “um agravamento das disparidades de género nas pensões”, o valor médio da pensão para os homens foi, em 2021, de 657,03 euros, ao passo que as mulheres ficaram-se pelos 372,62 euros.
A diferença de género, em 2021, situou-se nos 284,41 euros (mais 43%). Uma diferença que aumenta nas novas pensões: os homens que se reformaram no ano passado receberam uma pensão média de 746,39 euros, mmais 296,38 euros do que as mulheres em igual situação (450,01 euros).
O problema não é novo e resulta, segundo o jornal diário, em grande parte devido aos salários mais baixos e de carreras contributivas mais curtas por parte das mulheres. No entanto, o relatório apontou que as diferença “tem diminuído na última década”.
Em 2023, o Governo espera gastar com pensões (incluindo as de invalidez e de sobrevivência) e complementos 20.026,7 milhões de euros (excluindo as pensões do Regime Substitutivo dos Bancários), um crescimento de 1,4% em relação a 2022 e representando cerca de 61,7% da despesa efetiva total. O aumento das pensões para 2,7 milhões de pessoas, entre 3,53% e 4,43%, representa uma despesa de 1.155 milhões de euros. No total, a Segurança Social deverá ter uma despesa de 32,3 mil milhões de euros entre pensões, subsídios e apoios, e e receitas, entre as contribuições e quotizações, de 23.323,9 milhões de euros.













