O estudo espanhol ‘Covid-19 Spain’, descobriu que os indivíduos do sexo masculino com mais de 70 anos correm um maior risco de morte devido à Covid-19 do que a restante população, avança o ‘La Vanguardia’.
Mais de 500 profissionais de saúde em 127 hospitais, distribuídos por todas as Comunidades Autónomas de Espanha, colaboraram no estudo promovido pela Sociedade Espanhola de Doenças Infecciosas e Microbiologia Clínica (SEIMC) que visava identificar os factores que poderiam aumentar o risco de morte.
Os resultados da pesquisa, que examinou os primeiros 4.035 pacientes Covid-19 admitidos desde o início da epidemia até 17 de Março de 2020, mostraram que a idade média de morte era acima dos 70 anos, sendo que 25% das vítimas mortais são pessoas com mais de 80 anos, 61% dos quais homens.
O estudo concluiu ainda que mais de 70% dos pacientes analisados apresentava algum problema de saúde associado e mais de 25% tinham pelo menos três doenças associadas. Os problemas mais frequentes foram hipertensão, cardiopatia crónica, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crónica e obesidade.
Nos pacientes analisados os sintomas mais comuns foram febre, tosse, mal-estar e falta de ar. Durante a hospitalização, um em cada três pacientes desenvolveu síndrome do desconforto respiratório agudo, 18,5% foram admitidos nas unidades de cuidados intensivos e 15,5% foram submetidos à ventilação mecânica. 28% dos pacientes morreram e a morte ocorreu em média 10 dias após a admissão.
A mortalidade foi de 59,3% em pacientes com dificuldade respiratória, 54,9% naqueles com 80 anos ou mais, 47,7% naqueles com três ou mais doenças subjacentes, 45,7% nos pacientes submetidos à ventilação mecânica e 42,4% nos internados em unidades de cuidados intensivos.
A análise estatística, publicada na revista Clinical Microbiology and Infection, revelou ainda a existência de 17 variáveis associadas a um maior risco de morte, sendo a mais determinante a idade. O sexo masculino, a presença de algumas doenças de base (hipertensão arterial, obesidade, cirrose hepática, doença neurológica crónica, cancro activo e demência), algumas características clínicas como dificuldade respiratória ou diminuição da consciência também estiveram associados a um maior risco de morte.













