“O homem mais rico do mundo trabalhou ilegalmente nos EUA”: Biden critica hipocrisia de Musk

Segundo a publicação, Elon Musk – que já negou as acusações – entrou no país com um visto e estudante, com o qual não foi autorizado a trabalhar, mas nunca se matriculou nos cursos da Universidade de Stanford onde iria teoricamente participar

Francisco Laranjeira
Outubro 28, 2024
17:55

Elon Musk, o homem mais rico do mundo e um dos maiores dadores da campanha presidencial de Donald Trump, trabalhou ilegalmente quando veio da África do Sul para os Estados Unidos para fundar a sua primeira start-up, revelou o jornal ‘The Washington Post’, com base em depoimentos de ex-colaboradores empresariais, documentos processuais e comerciais.

Segundo a publicação, Elon Musk – que já negou as acusações – entrou no país com um visto e estudante, com o qual não foi autorizado a trabalhar, mas nunca se matriculou nos cursos da Universidade de Stanford onde iria teoricamente participar.

A acusação foi aproveitada pela campanha democrata, em particular por Joe Biden, para criticar a aparente hipocrisia de Musk, que se tornou um campeão do discurso anti-imigrante de Trump, bem como um crítico intransigente da política de “fronteiras abertas”

“Ele é o homem mais rico do mundo e acabou por ser um trabalhador ilegal aqui. Estou a falar sério. Ele deveria estar na escola quando chegou com visto de estudante. Mas ele não foi para a universidade. Ele violou a lei. E agora fala sobre todos aqueles trabalhadores ilegais que vêm para este país?”, acusou Biden, numa ação de campanha num sindicato de Pittsburgh.

Elon Musk já reagiu: num post na sua rede social ‘X’, garantiu que “o fantoche Biden está a mentir”, anunciando que o seu visto J-1, para estudantes de intercâmbio nos Estados Unidos, “foi transformado em H1-B (visto de trabalho temporário)”, embora sem especificar quando ocorreu essa mudança – no artigo do ‘The Washington Post’, um dos pontos era justamente a preocupação dos sócios da então recém-criada empresa Zip2, sobre o estatuto migratório de Musk.

Os seus investidores estavam preocupados com a possibilidade de Musk poder ser deportado, tendo-lhe dado um prazo para obter um visto de trabalho: na reportagem, é também citado um email de 2005 de Musk aos cofundadores da Tesla onde reconheceu que quando chegou aos Estados Unidos não tinha autorização para trabalhar.

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