O banqueiro dos séculos XV e XVI, Jakob Fugge, é considerados por muitos historiadores do pensamento económico, como Murray N. Rothbard, o Homem mais rico da história do mundo ocidental.
Quando calculada à luz da inflação dos dias de hoje, Fugge tinha uma fortuna calculada em 400 mil milhões de dólares, quase o dobro dos 209 mil milhões possuídos pelo milionário mais rico do globo da atualidade, Elon Musk.
Fugge é descrito pelos historiadores como uma figura cinzenta que não deixou obra feita, nem foi mecenas de nenhum artista. Apesar de viver na sombra, o barão das finanças europeias influenciou a nomeação e reinado de D. Carlos I.
Das poucas medidas tomadas por este homem que ficaram para a história da humanidade é de referir o primeiro complexo social da europa ocidental, o que se chamaria hoje de “habitação social”.
Sendo Fugge formado na fé católica e com o intuito de salvar a sua alma depois da morte, o milionário mandou erigir uma pequena aldeia na sua cidade natal com 52 casas para os mais pobres, que custavam por mês apenas 0,88 cêntimos.
Para se ter a sorte de habitar aqui era preciso ser católico, orar três vezes por dia (um Nosso Pai, uma Ave Maria e um credo) pela família Fugger, ter mais de 60 anos, ter vivido pelo menos dois anos em Augsburgo e ter caído na pobreza sem contrair dívidas.
Hoje em dia, Fuggerei é formad por cerca de 70 casas, cada uma com um espaço compreendido entre os 45 e 65 metros quadrados, com cozinha, receção e dois quartos, e algumas até um pequeno jardim.
O complexo foi expandido em sucessivas ocasiões e já inclui uma igreja, uma fonte, uma escola e até um pequeno museu. Depois de ter sido bombardeada durante II Guerra Mundial, aldeia foi reconstruída respeitando o espírito original.
Hoje em dia, a renda mantém se a mesma assim como algumas tradições: cercada por muralhas, os portões da aldeia são encerrados às 10h da noite. Quem chegar depois da hora paga uma coima de “0,50 cêntimos”.
Como curiosidade, o complexo é cercado e, como nos tempos medievais, fecha suas portas à noite. Os moradores se revezam para vigiar as entradas e multar aqueles que aparecem mais de 10 p.m. com penalidades que variam de 50 centavos a euro, dependendo da hora da chegada.
Muitos dos residentes são viúvas sem poupanças e com baixas reformas. A lista de espera para viver aqui demora 4 anos.
A peculiaridade da vila tornou-a uma atração turística, e a cada ano estima-se que receba cerca de 200.000 visitantes que pagam 4 euros para dar uma volta pelas poucas ruas que compõem o complexo. A família Fuggerei, hoje muito menos rica, é quem ainda mantém o espaço.














